Um Amigo Diferente
Bob um garoto alegre e brincalhão, morava numa chácara com seus pais e avós. È muito conhecido por todos, anda sempre com um bermudão que bate até o meio das pernas e camiseta larga e na cabeça um chapéu de palha com a aba desfiada como esses usados em festas juninas e nos pés calçados com botinhas de couro.
O seu companheiro inseparável é o cãozinho Pipoca, que não larga o por nenhum momento. Quando Pipoca aparece pode ter certeza que Bob está por perto.
Seu avô passando pela varanda da casa viu Bob sentado na escada com as mãos no queixo pensativo. Riu e pensou, o que será que está acontecendo? Estaria doente? Pois nunca o vira assim.
_ Oi Bob, o que está acontecendo, porque essa cara tão triste, não é seu feitio ficar sentado ai com esse ar pensativo?
_Sabe vô, eu estou pensando o que vou fazer hoje, mas não consigo.
_ Ah! Bob, realmente é um grande problema, posso dar uma sugestão? Por que você e Pipoca não vão pescar um belo peixe para o nosso jantar?
_ Ta vô, pode esperar que o peixe para o jantar está garantido e saiu correndo chamando Pipoca.
Seu avô sorrindo, etá garoto levado, mas é a nossa alegria.
Bob pegou sua varinha de pescar e a latinha de minhoca, e não esqueceu a sacolinha onde continha seu lanche que era bem grande e o de Pipoca.
_Vamos Pipoca pescar alguns peixes para o nosso jantar. E com a varinha nos ombros ia todo feliz conversando com Pipoca, que respondia com latidos.
Por onde passava as pessoas diziam:
_ Bom dia Bob, como é, vai pegar muitos peixes?
_Vou sim, é para o jantar, tchau!
_Ta vendo só Pipoca, esse pessoal não tem jeito mesmo, só a gente passar por aqui e logo querem saber aonde vamos, né Pipoca?
_Au, au, respondeu.
Iam pela estradinha que levava ao rio que não era muito longe dali, os dois iam brincando de atirar pau para Pipoca correr de volta para ele.
Chegando a beira do rio, Bob foi direto ao seu lugar preferido, embaixo de uma árvore frondosa que dava uma sombra gostos, com suas raízes à flor da terra formando banquinhos, onde Bob se ajeitou colocando de lado seus lanches e a latinha de minhoca, e se prepara para a pescaria. Coloca a minhoca no anzol e fala pra Pipoca:
_ Fique quieto, nem abra o bico ouviu?
_ Onde se viu, vim para uma pescaria, num dia tão bonito de sol e ter que ficar de bico calado, com isso é que não me conformo. Deitou-se perto do Bob e fingia que dormia.
_ Pipoca, acho que peguei! E puxava a linha e alguma coisa vinha se debatendo, quando uma voz vinda do alto da árvore falou:
Será? Acho que não vai não; Pipoca latia e olhava pára cima, Bob Levantou a cabeça para olhar o que chamava a atenção e respondeu:
_ É uma pomba, Pipoca.
_Oh! Eu sou é muito macho, pode me chamar de pombo Rafael ta.
_ Não me interessa, faça o favor de não me atrapalhar, eu quero pescar meu peixe.
_ Oh! Meu Deus, o que é isto. Estou falando com um pombo! Devo estar ficando louco.
_ Não está não, eu falo mesmo. Preste atenção. Fuja peixinho, por que ele vai te levar pra frigideira.
O peixinho assustado deu um puxão e a varinha caiu das mãos de Bob, e conseguiu fugir parando bem no meio do rio gritou para o pombo: __ Obrigado amigo, fico lhe devendo essa.
O pombo lá do alto do galho observava o semblante de espanto e ao mesmo tempo a raiva que o menino sentia, foi logo dizendo:
_Bob você não se envergonha de fritar no azeite quente o coitadinho?
_ Não tenho não, eu gosto de comer peixe. Ficou de pé e deu um chute na raiz da árvore e jogou a vara no chão e ai falando um palavrão, seu, seu...
_Bob olhe o seu vocabulário, um menino educado não fala isso.
_ Vou embora não quero mais ficar com esse safado. E chamando Pipoca foi andando, chutando um terrão aqui, um pauzinho ali. __ Você viu Pipoca o que ele fez, nada de peixe hoje. Ele abanava o rabo e latia em resposta.
O pombo Rafael voando baixo pousou num arbusto a sua frente e batendo as asas para chamar atenção dele falou:
_ Bob não fique zangado comigo, eu só queria ser seu amigo. Você não percebia, mas eu estava sempre lá no galho da árvore e ficava observando a sua pescaria e as suas conversas com Pipoca, então pensei por que não falar com você também. Só queria ter um amigo para conversar.
_ Pombo Rafael como posso dizer aos meus familiares que eu falo com um pombo? Eles não vão acreditar e pensarão que estou louco.
_ È só você não falar nada.
Bob pensou, pensou, então está bem, vou ser seu amigo. E lembre-se que amigo não atrapalha o outro, está certo.
_Tudo bem amigo e estendeu a asa para firmar o pacto de amigo, e Bob apertou sua asa, então amigos ta.
Pipoca que ouvia tudo bem quietinho, latindo: __ Isso não vai dar certo, lá vem confusão e eu to fora, porque isso ainda vai sobrar pra mim.
_ Você viu pipoca é uma loucura falar com um pombo, e abanando o rabo e latindo:
_Eu não vi nada e não sei de nada, eu hein...
E foram para casa, sem o peixe para o jantar, mas contente por ter feito um amigo diferente.
Neuza Razza - www.historiasecontos.com.br
(Artigonal SC #1225496)
Palavras-chave do artigo:
amigo
A história é basicamente cômica, mas tendo o enredo voltado para um futuro trágico e nada convencional na Terra. A história caminha perto do ano 2400, e o humanos são considerados os causadores de todo o sofrimento do povo que agora habita a Terra: Yesterdays, além de outras criaturas bizarras. Conforme o texto vai se desenvolvendo, alguns pontos de vista sobre como a Terra ficou assim vão sendo jogados na narrativa, que foca também diversos personagens no decorrer do contexto.
Não existe nada mais importante na vida de uma pessoa do que a existência de um grande amigo. Por que é tão difícil encontrar um amigo de verdade? Comprar um amigo é bem diferente do que conquistar um amigo. Um amigo, não se compra, não se acha, não se pede emprestado. Será que existe mesmo um amigo de verdade? Voce já teve um assim?
Nesta vida muitos falam: quero amigo e não dinheiro. Eu também me expresso dessa forma. Você amigo merece essa mensagem e muito mais leia e conhecerá que vale apenas ter amigos.
A história é basicamente cômica, mas tendo o enredo voltado para um futuro trágico e nada convencional na Terra. A história caminha perto do ano 2400, e o humanos são considerados os causadores de todo o sofrimento do povo que agora habita a Terra: Yesterdays, além de outras criaturas bizarras. Conforme o texto vai se desenvolvendo, alguns pontos de vista sobre como a Terra ficou assim vão sendo jogados na narrativa, que foca também diversos personagens no decorrer do contexto (Parte II).
A amizade quase sempre é uma conexão imperfeita, e o ser humano é por excelencia ambivalente...........
Conversando com uma amiga... chegamos a conclusão que atraímos os amigos que realmente merecemos ou queremos... pois, todos meus amigos... e até alguns conhecidos, todos sempre me motivam a procurar aquilo que realmente eu quero, não somente aquilo que será conveniente para este momento ou aquele.
Meu protesto de uma vida moderna é contra os amigos virtuais! Mas não aqueles bons amigos virtuais, e sim aqueles única e exclusivamente virtuais. Sim, aqueles que de tão virtuais e ausentes parecem mesmo IRREAIS.
Inúmeras pessoas têm me perguntado a respeito do que realmente é Networking, então vamos lá! Costumo ministrar muitas palestras sobre este assunto, e também incluo este tema como ponto obrigatório em meus cursos e treinamentos. Construir redes de relacionamento não é tarefa fácil, exige disciplina, dedicação e estratégia; é um trabalho árduo mas extremamente prazeroso, principalmente quando se pensa em acumular amigos, e não simplesmente favores!
Em que relevo poderemos colocar, nas linhas que se seguem, a Poesia Épica – em especial Homero e sua Odisséia? Que valores nos são legados pelo legendário poeta e por que ainda se nos mostram tão fecundas suas fantásticas narrações? É possível, por assim dizer, em nossa modernidade, um diálogo com este poema – já que dele nos dista esta barreira indelével de mais de duas dezenas de séculos? É o que tentamos examinar neste artigo.
Se o mestre é, por excelência, o elemento chave da formação, como este se forma? Tal questão é tratada, sob a aguda crítica de Nietzsche à metafísica tradicional, por um viés singular, na obra "Assim Falava Zaratustra".
Costuma-se, de maneira um tanto reducionista, classificar esta obra como uma determinada leitura ou projeção do Brasil, que traduziria os debates de uma época em representação da perspectiva cultural e sociológica de nosso país . Tentaremos, não uma refutação, porém uma perspectiva bastante diversa desta última, enveredando por um outro viés cuja leitura acreditamos o romance poder suscitar. Abordaremos a trajetória de Policarpo Quaresma, em suas três Partes, como "atos de uma tragédia".
Este artigo trata do romance "Frankenstein" de Mary Shelley segundo a questão ontológica e os problemas decorrentes. Fazendo um percurso na tradição filosófica, são delineadas questões intrigantes suscitadas pela obra, que se mostra única em seu tempo.
quatro crianças perdidas numa floresta mal assombrada
O lobisomem está na moda;não só ele,seus arqui-inimigos,os vampiros,também. Desde Plínio,o Antigo,Heródoto,Plauto,Varrão,Santo Agostinho,Ovídio e outros menos votados que já se falava em lobisomem. Remonta às lupercais,festas realizadas em Roma,no mês de fevereiro,oriundas da Grécia,em que se celebravam os Lupercii Julii,tendo Marco Antonio como Sumo –Sacerdote. Ele mesmo, o de Cleópatra. Leia mais...
2012 O FIM DE UM COMEÇO ASSUSTADOR. Por: Germano Gonçalves. © Há quando criança ouvia falar dos anos dois mil, coisas estranhar aconteceria; os automóveis voariam, as pessoas usariam controles para acionar a televisão, ouvir músicas, os carros se locomoveriam sozinhas naves espaciais como transporte, chips colocado em pessoas, e que o mundo acabaria assustador não! E eu vivia na minha periferia, com meus carrinhos de rolimã, brinquedos de madeiras feitos pelo meu pai brincavam na rua e em terren
Preso pela trajetória literária de Melville, o texto narra a vida de Moby e seus enfrentamentos frente a um mundo que o persegue e o reduz.
Uma linda e delicada borboleta vem batendo suas asas muito coloridas e pousando em cada flor para sentir o perfume adocicado das flores.
Que coisa mais gostosa quando em nosso rosto bate o vento suavemente, como se fosse uma leve caricia. Se fosse sempre assim como seria bom, é o pensamento de uma linda e majestosa palmeira, com suas folhas verdes, brilhantes balançando ao sabor daquela brisa que levanta suas folhas como se estivesse em um baile, rodopiando alegremente nos braços desse vento delicado e amoroso pelo imenso salão todo iluminado.
Bob um garoto alegre e brincalhão, morava numa chácara com seus pais e avós. È muito conhecido por todos, anda sempre com um bermudão que bate até o meio das pernas e camiseta larga e na cabeça um chapéu de palha com a aba desfiada como esses usados em festas juninas e nos pés calçados com botinhas de couro.
Em uma bela casa de campo com seu imenso quintal, onde circula por todos os cantos como senhor absoluto o gato Benê, com seu andar elegante de cabeça altiva, com seus pêlos limpos, perfumados e brilhantes. Convivendo no mesmo espaço com a cadelinha Lilica toda enfeitada como se fosse uma menininha metida. Mas Benê nem toma conhecimento dela, é como se ela nem existisse.
Há muito tempo atrás havia ao norte do Amazonas uma tribo de índios chamada Ianomâmi
Certa vez houve uma revolução no fundo do mar, quando uma mãe desesperada viu que de sua ninhada nasceu uma coisinha que não era de sua formação genética e que não era de nenhuma que alguém tenha visto por ali. Era um bebê pequenino, desajeitada com quatro patinhas, carinha triste, aparência envelhecida, sem escamas, sua pele revestida de couro e com uma boquinha esquisita. Era muito diferente de todos os irmãos. A mãe não se conformava, e a rejeição logo foi sentida por todos no fundo do mar. Para eles era uma aberração algo nunca visto.
Um velho passeia todos os dias pelo campo, lá onde mora o conhecem como um homem estranho para uns, para outro um sonhador, contador de histórias, mas ninguém sabe nada sobre ele.
Todos os sábados, domingos e feriados, os pescadores se reúnem para fazer suas pescarias e também contar causos que nem sempre são verdadeiros, no rancho que eles construíram a beira do rio Paraná.


