A Força Do Setor De Serviços No Brasil

11/03/2008 • Por • 51,279 Acessos

A CEBRASSE – Central Brasileira do Setor de Serviços – organização na qual tive a satisfação de ter sido o primeiro Diretor Executivo – lançou, em dezembro de 2007, o Anuário Brasileiro do Setor de Serviços, o mais completo indicador econômico do Setor de Serviços, que congrega no país mais de 60 mil empresas e cerca de 70 atividades responsáveis pela geração de, aproximadamente, 8 milhões de empregos formais.

A CEBRASSE, primeira CENTRAL SINDICAL DOS EMPRESÁRIOS brasileiros, foi criada para defender e representar institucionalmente os interesses de mais de 80 entidades empresariais em todo o território nacional, entre federações, sindicatos, associações, institutos e conselhos de diversos segmentos dos setores produtivos, em especial o Setor de Serviços.

O Anuário Brasileiro do Setor de Serviços reúne dados estatísticos sobre os mais diversos serviços terceirizados prestados à sociedade nos segmentos de Serviços Gerais, Saúde, Vigilância, Transporte e Logística, Telecomunicações, Asseio e Conservação e Educação, entre outros.

Segundo o Anuário, dados da Organização Mundial do Comércio – OMC – revelam que a exportação de serviços brasileiros na América Latina cresceu 4% em apenas dez anos, chegando a 15,7% do total. No mundo, o Brasil ocupa a 35ª posição no ranking dos principais exportadores (market share) com 0,6% da participação. O primeiro lugar é dos Estados Unidos com 17,4%, seguido pelo Reino Unido com 7,8% e pela Alemanha com 6,3%.

Atualmente, o setor de serviços compreende um terço do comércio mundial, sendo a área de maior crescimento econômico. Devido ao alcance da definição do que é serviço, adicionada à grande probabilidade lucrativa que as companhias registram com sua contratação. Ele gera, aproximadamente, 11 milhões de empregos, correspondendo a 16% do total dos trabalhadores do setor privado: um a cada três empregos gerados na última década foi em empresas de terceirização de serviços.


Outra pesquisa do IBGE, mencionada no Anuário, intitulada “Pesquisa Anual de Serviços – Produtos e Serviços 2004 – 2005” revela que, em 2005, as telecomunicações geraram 67,1% da receita dos serviços de informação e o conjunto das atividades de informática, 19,9%. A televisão aberta liderava o segmento de Serviços audiovisuais, gerando 47,3% da sua receita. Além disso, 85,3% da receita dos Serviços de campanhas publicitárias vieram de clientes no setor privado.

O Anuário Brasileiro do Setor de Serviços traz também a 4ª Pesquisa Nacional sobre a Terceirização nas Empresas, realizada em 2006 pelo Cenam – Centro Nacional de Modernização Empresarial, que revelou a popularidade do setor de Serviços e algumas de suas peculiaridades. De acordo com o relatório, as respostas indicam pleno conhecimento das empresas sobre as aplicações da terceirização. Outro dado revela que a maioria das empresas já utiliza algum tipo de serviço terceirizado, sendo algumas por iniciativa própria; e outras por meio de consultorias para orientar a implementação.

Os cinco serviços mais contratados pelas empresas pesquisadas foram: Limpeza e Conservação – com 78% das contratações; Vigilância e Segurança com 69%; Manutenção Predial 56%; Paisagismo com 52% e Desenvolvimento de Software com 47%. Grande parte das empresas que implementaram serviços terceirizados deu preferência à prestadora de serviços mais experiente no mercado. A minoria contratou empresas criadas por ex-funcionários.

Os números do setor de serviços falam por si só. É um setor que está sempre pronto a dar apoio, colaboração e participação nas decisões que farão, com certeza, que o Brasil seja um País melhor.

Perfil do Autor

Paulo Pandjiarjian

*Paulo Pandjiarjian, jornalista, consultor de varejo e marketing, é Embaixador em São Paulo da ADVB DF – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil Distrito Federal, diretor de Relações Institucionais da ANEFAC – Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade e diretor-geral da Pan Brasil Comunicação Empresarial.