Dinheiro De Plástico Não É Brinquedo

07/01/2010 • Por • 706 Acessos

O cartão de crédito revolucionou o mercado financeiro e trouxe facilidades para a vida de muitos consumidores. Considerado como dinheiro de plástico, este meio que surgiu em 1950, na cidade de Nova Iorque (EUA), com apenas duzentos usuários de alto poder aquisitivo, e 27 estabelecimentos cadastrados, exclusivos na área de restaurantes, é hoje amplamente aceito e utilizado, até por quem tem pouco recurso financeiro. No Brasil, o primeiro cartão de crédito de banco foi lançado em 1968 e atualmente o sistema é aceito por cerca de um milhão de estabelecimentos comerciais.

Há informações de que nos últimos 10 anos, em nível nacional, cada vez mais as notas e folhas de cheques foram substituídas pelos cartões, aceitos até mesmo por alguns taxistas, pelas facilidades que o sistema traz. A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) ainda não divulgou o número do fechamento do desempenho dos cartões de crédito em 2009, sendo que estima um crescimento de 15% a 20% em relação ao exercício anterior, conforme indicadores mensais da entidade.

Para se ter uma ideia do que isso representa, vale citar que o volume financeiro oriundo da circulação do dinheiro de plástico em 2008, analisando-se crédito, débito, loja e rede alcançou R$ 388,7 bilhões, uma expansão de 24% em relação a 2007. A maior parte da cifra foi concentrada nos cartões de crédito, que movimentaram R$ 223,5 bilhões, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Um número, apesar de não ser recente, dá uma idéia da evolução do dinheiro de plástico, que em 1994 contava com 11,2 milhões de usuários e em 2004, passou para 52,5 milhões.

Se o número de usuários evolui, outra evolução constante é a tecnologia do cartão de crédito, principalmente no quesito segurança. O meio, entretanto, não está livre de armadilhas, fraudes e golpes, geralmente praticados por pessoas de má-fé. Vale citar algumas dicas para quem utiliza cartões de crédito e débito. Afinal, o dinheiro é de plástico, mas não é brinquedo. Ao efetuar o pagamento via este sistema acompanhe o processo, evitando que o cartão fique longe de sua vista. Por exemplo, quando passar o cartão em postos de gasolina, bares e lojas, nunca deixe que o funcionário leve o seu cartão para longe; se o boleto de compra tiver papel carbono, inutilize-o após a assinatura; preste muita atenção quando o sistema utilizado for eletromagnético, pois o cartão pode ser passado mais de uma vez sem que você perceba; não forneça o código de segurança do cartão ao efetuar compras pela internet, sem que saiba da segurança e credibilidade do site; solicite sempre sua via de comprovante e confira o valor declarado da compra antes de assiná-lo.

Com relação a esta última dica, segue um exemplo. Recentemente uma empresária retornou de Nova Iorque e contou que praticamente caiu num golpe em uma loja de produtos de tecnologia. Ela fez uma compra de US$ 150,00 e pagou com cartão de crédito. Após ter assinado a via de cartão, notou que estava sendo cobrado nada menos que US$ 1.500,00. Pediu imediato cancelamento, mas não confiou em entregar o cartão novamente para ser cancelada a compra, temendo outro golpe. Conclusão, a compra foi encaminhada ao Brasil e ela teve que fazer uma justificativa para operadora do cartão, e no momento aguarda uma resposta sobre o cancelamento, que pode demorar 45 dias para averiguações, e a expectativa da espera não deixa de ser um transtorno. Afinal o valor convertido é de R$ 2.606,45, e o objeto ela não chegou a retirar da loja.

Neste período de férias tenha atenção redobrada ao utilizar o cartão de crédito, pois há pessoas desonestas em todo o lugar e a distração, principalmente de quem está em lazer, é sempre uma grande aliada dos que praticam golpes.

Pedro Nadaf é secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia e presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-MT.

 

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Pedro Nadaf

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