O Valor Da Moeda Negra
A microeconomia segundo Souza é o ramo que estuda o funcionamento do mercado de um determinado produto ou grupo de produtos, ou seja, o comportamento dos compradores e vendedores de tais bens. E uma das principais preocupações é saber como as unidades econômicas (empresas e consumidores) interagem para formar unidades maiores (mercados e indústrias ou setores). Ao tratar-se da alocação de recursos escassos, como tirar o máximo proveito dos limites. O petróleo item importante para analise de qualquer economia do mundo, tem características diferenciada, pois não se sabe o quanto existe dele ainda no mundo, segundo Guandalini (2008) vários estudos já foram feitos para tentar-se chegar a uma quantia exata desde derivado, países com economia consolidada com EUA, divulgam a quantidade extraída já outros países sem uma economia forte não divulgam o que prejudica os estudos e a própria economia mundial, pois o fato mais certo ele terá um fim.
Há uma década, comercializava-se o barril do petróleo por cerca de 10 dólares. A economia mundial desconhecia, mas estava convivendo com os últimos dias da fase de abundancia e de baixo preço do combustível fóssil que alavancou a segunda revolução industrial do século passado. Ao decorrer dos anos, a união de fatores, destacando-se a necessidade dos países em desenvolvimento e a instabilidade em regiões produtoras, aumentou aos poucos a cotação internacional. No inicio de 2008, o barril atingiu uma marca histórica ao ser vendido, pela primeira vez, acima da do patamar de 100 dólares. Influenciado pela inflação, o petróleo só custou valor superior em 1864, em seguida da descoberta nos campos da Pensilvânia, nos Estados Unidos. E posteriormente, em 1980 havia sido registrado o recorde, um ano depois a revolução islâmica iraniana, neste momento a cotação subiu 3 vezes em menos de cinco anos e boa parte do planeta entrou em recessão. O preço médio de um barril atingiu a 36 dólares, o que, recalculado com a inflação, o que resultaria em 90 dólares. A microeconomia segundo Souza é o ramo que estuda o funcionamento do mercado de um determinado produto ou grupo de produtos, ou seja, o comportamento dos compradores e vendedores de tais bens. E uma das principais preocupações é saber como as unidades econômicas (empresas e consumidores) interagem para formar unidades maiores (mercados e indústrias ou setores). Ao tratar-se da alocação de recursos escassos, como tirar o máximo proveito dos limites. O petróleo item importante para analise de qualquer economia do mundo, tem características diferenciada, pois não se sabe o quanto existe dele ainda no mundo, segundo Guandalini (2008) vários estudos já foram feitos para tentar-se chegar a uma quantia exata desde derivado, países com economia consolidada com EUA, divulgam a quantidade extraída já outros países sem uma economia forte não divulgam o que prejudica os estudos e a própria economia mundial, pois o fato mais certo ele terá um fim.
Há uma década, comercializava-se o barril do petróleo por cerca de 10 dólares. A economia mundial desconhecia, mas estava convivendo com os últimos dias da fase de abundancia e de baixo preço do combustível fóssil que alavancou a segunda revolução industrial do século passado. Ao decorrer dos anos, a união de fatores, destacando-se a necessidade dos países em desenvolvimento e a instabilidade em regiões produtoras, aumentou aos poucos a cotação internacional. No inicio de 2008, o barril atingiu uma marca histórica ao ser vendido, pela primeira vez, acima da do patamar de 100 dólares. Influenciado pela inflação, o petróleo só custou valor superior em 1864, em seguida da descoberta nos campos da Pensilvânia, nos Estados Unidos. E posteriormente, em 1980 havia sido registrado o recorde, um ano depois a revolução islâmica iraniana, neste momento a cotação subiu 3 vezes em menos de cinco anos e boa parte do planeta entrou em recessão. O preço médio de um barril atingiu a 36 dólares, o que, recalculado com a inflação, o que resultaria em 90 dólares.
Para Lucchesi (1998) o petróleo já é conhecido há milhares de anos, sendo que, a pesquisa sistemática do petróleo para utilização em bases industriais e comerciais foi iniciada na metade do século XIX, sendo o marco inicial foi com a perfuração em 1859, pelo coronel Edwin L. Drake, de um poço no estado da Pensilvânia, Estados Unidos, do qual fluiu petróleo de boa qualidade, de fácil destilação. O poço, próximo a Oil Creek, tornou-se o símbolo e a base para o explosivo crescimento da moderna indústria mundial do petróleo.
Assim, até o final do século XIX, os Estados Unidos dominaram praticamente sozinhos o comércio mundial de petróleo, devido em grande parte à atuação do empresário John D. Rockefeller. A supremacia americana só era ameaçada, nas últimas décadas do século XIX, pela produção de óleo nas jazidas do Cáucaso, exploradas pelo grupo Nobel, com capital russo e sueco.
Composto principalmente por hidrocarbonetos alifáticos, alicíclicos e aromáticos, o petróleo é um óleo menos denso que a água, com coloração que pode variar desde o castanho claro até o preto. Dantas (2006) esclarece que o petróleo serve como base para a fabricação da gasolina e produtos como gás natural, GLP, nafta, querosene, lubrificantes, etc.. É considerada a principal fonte energia do planeta, o petróleo já foi motivo de algumas guerras, tal como a Primeira Guerra do Golfo, a Guerra Irã-Iraque, a luta pela independência da Chechênia e a invasão estadunidense no Iraque, em 2003. Sem dúvida, a existência de petróleo é um sinônimo de riqueza e poder para um país. O combustível se tornou ainda mais valorizado após a criação da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), que nasceu com o fim de controlar preços e volumes de produção e pressionar o mercado. Atualmente, os dez maiores produtores de petróleo do mundo são: Rússia, Estados Unidos, Arábia Saudita, Irã, Iraque, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Venezuela, México e Inglaterra.
O volume total de petróleo ainda não descoberto em terra e na plataforma continental é desconhecido, mas a indústria petrolífera desenvolveu o conceito de "reserva provada" para designar o volume de óleo e gás que se sabe existir e cuja extração é compensadora. Conforme dados de Ribeiro (1999) presume-se que ainda existam por serem descobertos cerca de 800 a 900 bilhões de barris de petróleo no planeta, sendo no Oriente Médio, a maior parte do óleo descoberto e por descobrir encontra-se sob a terra, mas no restante do mundo o óleo potencial deverá ser encontrado na plataforma continental. (A Petrobrás e a Shell são líderes mundiais em exploração e produções estão sendo desenvolvido nas plataformas do Brasil, golfo do México, Noruega, Reinos Unidos, Califórnia, Nigéria e, em menor escala, China, Filipinas e Índia. São de especial interesse os mares semifechados marginais, como mar do Norte, golfo Pérsico, mar da Irlanda, baía de Hudson, mar Negro, mar Cáspio, mar Vermelho e mar Adriático, que apresentam cortes sedimentares adequados e lâminas de água relativamente pequenas.
Canelas (2007) entende que o petróleo é uma fonte de energia primária, enfatizando que as possibilidades de substituição são poucas, isto em curto prazo, e apresentando seus derivados com demandas de curto e médio prazo pouco elásticas a variações nos preços, assim, por causa da pequena substituibilidade, a oferta por derivados de petróleo tem que ser realizada no curto prazo para que não haja a redução do nível de atividade econômica deste espaço, quase que independentemente do nível corrente de preços do petróleo. Essas características e a amplitude do consumo de seus derivados (combustível automotivo, geração elétrica, calefação, etc.) fazem do petróleo uma fonte energética fundamental para a economia de todos os países.
Campos (2005) defende que a indústria mundial de petróleo é fundamental para o desenvolvimento econômico de muitos países, por ser ainda a principal fonte de energia. Visto que o seu caráter estratégico e os fatores políticos acentuam ainda mais sua relevância para os países produtores e, principalmente, para os países consumidores. Visto que, as maiores reservas de petróleo situam-se em países considerados em desenvolvimento e, por conseguinte, os maiores consumidores são os países desenvolvidos.
Alvim; Vargas (2005) relatam que a humanidade viveu, nos últimos do século XX, dois choques no preço do petróleo, onde, o primeiro foi no ano de 1973, desencadeado pela Guerra do Yom Kippur quando os produtores árabes resolveram suspender as exportações aos EUA como punição pelo apoio do Ocidente a Israel naquela guerra. O segundo choque foi resultado de uma ação, liderada pela Arábia Saudita, visando elevar o preço alvo do petróleo que se somou ao agravamento da conjuntura internacional pela ocorrência concomitante da revolução fundamentalista no Iran naquele ano.
E Canelas (2007) acrescenta que em outubro de 1973, quando a Guerra do Yom Kippur eclodiu entre Israel, Egito e Síria, o preço do barril de óleo cru do tipo Arabian Light elevou-seu de 2,989 dólares para 4,119 dólares. Nos dias que se seguiram ao início da Guerra do Yom Kippur, a OPEP decidiu embargar as exportações destinadas aos aliados de Israel, a saber, EUA e Holanda. Dois meses
mais tarde (dezembro de 1973), deu-se alta dos preços de referência, para 11,651
dólares. Tal seqüência de eventos configurou o chamado primeiro choque de petróleo da OPEP.
Em 2008 os preços do petróleo subiram 25%, devido à desaceleração econômica norte-americana e aumento do consumo mundial de combustíveis. Outros fatores que desencadearam o aumento seriam o enfraquecimento do dólar, os constantes ataques a instalações de petróleo na Nigéria e também as preocupações sobre a capacidade de substituir a demanda mundial.
Em 2007, o barril do ouro negro era cotado a US$ 60 e em 2008 chegou perto da barreira dos US$ 140, mais que o dobro do valor em apenas 12 meses. No Oriente Médio, as empresas também estariam diminuindo a extração diária do petróleo, enriquecendo suas reservas do recurso e também de capital, para pressionar os países do Ocidente com um combustível cada vez mais caro.
Liu (2008) também descreve que os economistas defendem que o preço de um produto é resultado da relação entre oferta e demanda. A demanda por petróleo aumentou, especialmente por parte da China e da Índia, países que nos últimos anos vêm registrando uma alta taxa de crescimento econômico. Por outro lado, a cotação do petróleo também é influenciada por problemas enfrentados pelos países exportadores. A indústria petrolífera e os oleodutos na Nigéria e no Iraque, por exemplo, costumam ser alvo de ataques. Devido a esses problemas, cresce a preocupação de que a oferta não vá suprir a demanda, e o preço sobe.
Mouawad (2008) relata que com os preços do petróleo atingindo altas recordes nos últimos anos, a economia básica sugeriria que o consumo cairia e a oferta aumentaria graças à exploração de mais petróleo pelos produtores, mas à medida que os preços chegaram a quase US$ 140 o barril, muitos especialistas em energia ficaram preocupados com o fato de aparentemente nenhum das duas opções terem acontecido. Pois, os altos preços contribuíram pouco para a redução da demanda global ou para atrair nova produção, e o desencontro resultante aumentou ainda mais os preços do petróleo.Um motivo central para a oferta de petróleo não ter aumentando muito é que os principais produtores fora do cartel da Opep, como Rússia, México e Noruega, demonstraram sinais problemáticos de lentidão. Diferente da Opep, cuja meta explícita é regular a oferta de petróleo para manter os preços em alta, estes países negociam livremente no mercado de petróleo, com todo o incentivo para manterem a produção máxima em um momento de preço alto.
Em janeiro de 2009 o barril de petróleo está custando 42,83 US$, preocupada com isso, a Opep anunciou um corte recorde na produção, de 2,2 milhões de barris, que começou a vigorar em janeiro de 2009. Segundo o Jornal do Commércio (2009) vinte e oito dos 30 analistas consultados pela Bloomberg previu preços mais elevados para o petróleo no fim deste ano, com a mediana das estimativas para o quarto trimestre alcançando US$ 70 o barril. Adam Sieminski, economista-chefe de combustíveis do Deutsche Bank AG de Washington, é o mais pessimista dentre eles. Ele disse em dezembro último que o petróleo será negociado a US$ 40 no quarto trimestre de 2009, quase 14 % menos do que o fechamento de 2 de janeiro, segundo mostram dados reunidos pela Bloomberg. A desaceleração econômica mundial deverá reduzir a demanda em cerca de 700.000 barris/dia este ano.
E pode-se entender que quando os preços aumentam, os consumidores pagam mais pelo óleo de aquecimento e a gasolina, os caminhoneiros pagam mais pelo óleo, as companhias de aviação pagam mais pelo jet fuel, as produtoras de eletricidade pagam mais pelo combustível pois o preço do carvão sobe com os preços do petróleo, e toda a economia paga mais pela eletricidade. Tais pagamentos extras não desaparecem num buraco negro no universo. Eles vão para os bolsos de grandes companhias como rendimento e traduzem-se em lucros para alguns negócios e perdas para outros. Em outras palavras, preços mais altos da energia não levam o dinheiro para fora da economia, eles meramente mudam a localização do lucro de um setor de negócio para outro.
Canelas (2007) destacam o papel da indústria de petróleo como setor-líder nas economias nacionais, visto que neste tipo de indústria foi um dos componentes centrais do desenvolvimento industrial dos EUA, e é o principal setor de atividade em diversos países, tanto países de baixo e médio desenvolvimento sócio-econômico (Venezuela, Nigéria, Rússia, Arábia Saudita, etc.) quanto países de altíssimo Índice de Desenvolvimento Econômico -IDH (basicamente o caso de Noruega e Escócia), onde a indústria de petróleo transbordou à atividade industrial, gerando forte impacto sócio-econômico direto e indireto, através do adensamento de seu parque fornecedor de bens de capital e serviços de produção às atividades de exploração e produção de petróleo bruto e gás natural.
Liu (2008) relata que a teoria econômica do petróleo é tão importante quanto a geologia ao tratar de estimativas de reservas uma vez que uma reserva provada é aquela que pode ser desenvolvida economicamente. Mas é importante recordar que a economia política estende-se para além da fixação da oferta e procura dos fundamentalistas do mercado. Se o Médio Oriente e o Golfo Pérsico implodissem geopoliticamente e o petróleo desta região cessasse de fluir, os EUA, como produtor de petróleo serão um beneficiário de petróleo a US$50, ou US$100, ou mesmo US$1000, tal como a Grã-Bretanha com o seu petróleo do Mar do Norte e países tais como a Noruega, Indonésia, Nigéria e Venezuela. Mas o maior vencedor será a Rússia. Para a China, seria um banho, pois atualmente ela importa energia não para consumo interno, mas para alimentar a sua crescente exportação de máquinas e pode transferir os custos acrescentados aos compradores estrangeiros. De fato, a probabilidade de os EUA permutarem (bartering) petróleo do Texas abaixo do mercado por bens manufaturados chineses de baixo custo é uma possibilidade muito real no futuro. Arranjos bilaterais semelhantes entre China-Rússia, China-Médio Oriente/Golfo, China-Nigéria, China-Venezuela e China-Indonésia são também boas perspectivas. Além disso, as reservas off-shore da China até agora têm permanecido em grande medida não desenvolvidas.
Canelas (2007) ainda esclarece que no setor petróleo enfrenta hoje dois grandes desafios ao seu crescimento futuro. No curto e médio prazos, a questão referente à reposição das reservas de petróleo e aproximação do pico de produção. Nos últimos anos, tem havido recrudescimento da importância geopolítica do setor de petróleo e gás, sobretudo após os eventos recentemente ocorridos em Venezuela, Rússia, Irã e Iraque. Também cabem considerações sobre o pico histórico de produção, estimado para meados do século , ponto no tempo a partir do qual a produção tende a declinar, e sobre os impactos deste e do ritmo de reposição de reservas sobre os preços do petróleo cru. Deve-se notar que, conforme apareçam incertezas sobre a capacidade de reposição das reservas e o pico de produção, os preços de petróleo tenderão a elevar-se, o que contribui à diminuição de sua vantagem competitiva frente a outras fontes de energia.
Estes dados não está muito longe da realidade, pois o petróleo é um recurso não renovável, assim, os preços podem até apresentar queda por algum período, conseqüência da descoberta de novas reservas ou retração do consumo, entretanto a tendência da sua série histórica será sempre ascendente.
Supunha que o petróleo volte a ultrapassar o valor de US$ 100 o barril, com certeza, este valor provocará um desastre econômico, como também, gerará um problema político. Liu (2008) acredita que o petróleo a uma centena de dólares não prejudica necessariamente a economia global, mas, no entanto força uma reestruturação da mesma em modos que têm repercussões políticas. Para começar, US$100 por barril no longo prazo estimula mais exploração e produção, e reativa poços ociosos que não são econômicos a US$10 por barril. Isto também tornará mais viáveis energias alternativas. Também a economia global está a crescer de modo energeticamente mais eficiente com nova tecnologia e o efeito do preço do petróleo sobre a economia é muito menor do que na década de 1970. E o petróleo a US$100 impedirá um retorno à era do desperdício abusivo de energia provocado pelos preços excessivamente baixos. Assim como salários baixos encorajam a má utilização do trabalho, custos não razoavelmente baixos do petróleo criam incentivos para a utilização imprópria da energia e desencorajam a investigação de fontes de energia alternativas. O único transtorno é que US$100 por barril tira dinheiro do bolso de consumidores e entrega-o a produtores de petróleo (não apenas árabes), os quais então reinvestem-no na Wall Street. O resultado líquido é uma transferência de riqueza das "famílias trabalhadoras" do mundo para os capitalistas do mundo todo.
Lourençon (2008) cita que nos Estados Unidos a demanda é de 25% do total por petróleo e derivados no mundo. Portanto, qualquer problema mais grave na economia norte-americana, sobretudo uma recessão, deverá causar impactos importantes na cotação da commodity. Apesar dos comentários sobre que o preço do petróleo era ditado pelo consumo na China, a demanda chinesa equivale a apenas 10% de todo o mercado, portanto, não é tão representativa como a dos Estados Unidos e não deve ser responsável por manter um preço muito alto. Desta maneira os países emergentes devem continuar sustentando o mercado de petróleo, mas, se as economias desenvolvidas pararem de crescer como está sendo previsto, a demanda será afetada de forma incisiva e vai causar queda nos preços, porque esses países têm um peso importante. Então acredita-se que com a redução no nível de atividade econômica mundial ocorrida no final do ano de 2008, a projeção é que os preços do petróleo continuem abaixo de US$ 100, a menos que haja um problema de oferta muito grande, como uma explosão em dutos, que seja capaz de causar nova alta nos preços.
Investidores estão cada vez mais apreensivos quanto ao horizonte da economia mundial para 2009. Índices dos Estados Unidos à Ásia intensificam o cenário de recessão, e de queda da demanda por combustíveis, prejudicada pelo aumento dos estoques de petróleo dos EUA, em seu maior patamar desde maio.
E Lourençon (2008) conclui que a subida do petróleo para quase US$ 140 em 2008, certamente foi especulação, até porque, quando começou essa escalada, já existia um cenário de provável desaquecimento da economia e redução da demanda e mesmo assim o barril subia forte. Com o agravamento da crise, a procura passou a cair efetivamente e as posições especulativas em cima do petróleo foram desmontadas. A demanda por petróleo é muito sensível ao desempenho da economia. Como houve uma deterioração no quadro de crescimento mundial, com a escassez de crédito e queda da intenção de consumo, algumas indústrias já reduziram seus investimentos e cortaram parte da demanda por petróleo, pressionando os preços para baixo. E na outra ponta, a valorização expressiva do dólar frente às demais moedas também contribuiu para o abrandamento nos preços do petróleo. O petróleo é vendido em dólar, e, quando a moeda se valoriza, o produto fica mais caro para quem opera com outras divisas e, por isso, é preciso que o barril fique mais barato para haver um equilíbrio. E acrescenta que pode existir uma terceira causa responsável por reduzir os preços do petróleo, que é a sensação de insegurança que se proliferou entre os investidores, pois, todas as commodities têm seus negócios baseados em perspectivas de crescimento da economia. Como esse cenário hoje é uma incógnita, os investidores optam por tirar seus recursos do mercado de petróleo, no caso, para alocá-los em aplicações consideradas mais seguras em momentos de crise, como os títulos do Tesouro norte-americano.
Delfim Neto complementa a idéia revelando que não adianta tergiversar. Para resolver o problema ele aponta três alternativas: 1. Um aumento rápido da produção e do refino. 2. Um corte na demanda. 3. Uma combinação dos dois. A primeira é problemática, os produtores de petróleo descuidaram da pesquisa no último decênio, não expandiram o potencial de produção e refino e têm hoje uma capacidade ociosa desprezível, mesmo quando consideramos seu pleno uso durante 30 dias por mês, sem acidentes ou problemas políticos. A ampliação da oferta física de petróleo levará alguns anos para se realizar. Quanto à segunda (corte de demanda de petróleo), pode ser feita por dois caminhos: 1. O uso mais eficiente de energia pelos países emergentes (nos últimos 30 anos, os desenvolvidos reduziram quase à metade o uso de energia por unidade do PIB). 2. O desenvolvimento de energias secundário, como por exemplo, o bicombustíveis, o que, no mundo, podendo criar alguns problemas com a produção de alimentos. Esses fatos mostram que também não há esperança de uma rápida redução da demanda física de petróleo.
(Artigonal SC #821350)
Palavras-chave do artigo:
desequilíbrio físico entre oferta e procura mundial
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