Princípios De Economia Para Entender A Crise

Publicado em: 26/02/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 3,491 |

Existe um ditado popular que diz: "Quando tudo mais falhar...leia o manual". É exatamente isso que vou propor para que possamos finalmente entender que diabos é essa crise financeira internacional. Entendo que devemos consultar o manual, ou no caso o livro-texto de economia.

    Embora muitos dos nossos comentaristas não abra um desde seu tempo de "calouro" de economia, geralmente as respostas estão todas lá, basta consultar.

    Vou provar minha tese utilizando os princípios básicos de economia (que normalmente são ensinados no primeiro dia de aula) para explicar o furacão financeiro que estamos vivendo.

Pessoas enfrentam tradeoffs: "Não existe almoço grátis". Para obter uma coisa que desejamos, em geral temos de abrir mão de outra coisa da qual gostamos. Tomar decisões exige comparar um objetivo com outro.
Quando as pessoas estão agrupadas em sociedade, elas se deparam com diferentes tipos de tradeoff. O tradeoff clássico é aquele entre "armas e manteiga". Quanto mais for gasto em defesa nacional para proteger o país de agressores externos (armas), menos se pode gasta com bens pessoais para aumentar o padrão de vida (manteiga).

Lição para a crise: se você enfrentar o tradeoff entre refinanciar pela quarta vez a hipoteca de sua casa ou não trocar o seu SUV, escolha a segunda opção.

O custo de alguma coisa é do que você desiste para obtê-la: como as pessoas enfrentam tradeoffs, a tomada de decisões exige a comparação dos custos e benefícios dos vários cursos de ação. O custo de oportunidade de um item é aquilo de que se abre mão para obter aquele item. Ao tomar qualquer decisão, como quando se trata de freqüentar uma universidade, os que tomam qualquer decisão deveriam estar atentos aos custos de oportunidade que acompanham cada ação possível.

Lição para a crise: o custo de oportunidade para aprovar o milésimo empréstimo subprime muito provavelmente será a falência de seu banco.

Pessoas racionais pensam na margem: as decisões que tomamos na vida são raramente em preto e branco, em geral têm tons de cinza. Quando é hora de jantar, a decisão não é jejuar ou se entupir de comida, mas a de pegar mais uma colher de sopa. Quando as provas se aproximam, a decisão não é de jogá-las para o alto ou estudar 24 horas por dia, mas entre gastar mais uma hora revendo a matéria ou assistir televisão. Os economistas empregam a expressão alterações marginais para descrever pequenos ajustes incrementais a um plano de ação incremental. "Margem" também significar "beirada", de modo que alterações marginais são ajustamentos na beirada daquilo que você está fazendo.

O princípio marginal nos permite tomar melhores decisões; podemos usá-lo para determinar se o aumento de uma unidade em uma variável nos deixará ou não em melhores condições. Por exemplo: um barbeiro poderia decidir se deve manter sua barbearia aberta por mai 1 hora. Você poderia decidir se deve estudar 1 hora para a prova de economia.

O princípio marginal se baseia na comparação de benefícios e custos marginais de uma determinada atividade. O benefício marginal de alguma atividade é o benefício adicional resultante de um pequeno aumento na atividade, como por exemplo, a receita adicional gerada quando uma barbearia fica aberta por mais 1 hora. De modo semelhante, o custo marginal é o custo adicional resultante de um pequeno aumento na atividade, como, por exemplo, os custos adicionais incorridos quando se mantém uma loja aberta por mais 1 hora. De acordo com o princípio marginal, você deve aumentar o nível de atividade enquanto o benefício marginal for maior que o custo marginal. Ao atingir o nível em que o benefício marginal é igual ao custo marginal, seu aprimoramento está realizado.


Lição para a crise: se você acha que benefício marginal de adquirir mais uma cota do fundo administrado pela empresa do Maddof é maior que o custo marginal, pense de novo.

Pessoas respondem a incentivos: como as pessoas tomam decisões comparando custos e benefícios, seu comportamento pode mudar quando os custos ou benefícios se alteram. Isto é, as pessoas respondem a incentivos. Quando o preço das maçãs aumenta, por exemplo, as pessoas decidem comer mais peras e menos maçãs, porque o custo de comprar maçãs está maior. Ao mesmo tempo, os produtores de maçãs decidem contratar mais gente e colher mais maçãs, porque o benefício de vender maçã também é maior.

Lição para a crise: se você trabalha numa grande banco americano que concedeu bônus milionários para seus executivos como incentivo para que eles tomassem decisões mais arriscadas, acho que você provavelmente já está desempregado.

O comércio pode melhorar a situação de todos: quando um membro de sua família procura emprego, concorre com membros de outras famílias que também estão em busca de emprego. As famílias concorrem umas com as outras quando vão às compras, por que cada uma das famílias quer comprar os melhores produtos pelo menor preço. Assim, em certo sentido, cada família em uma economia compete com todas as outras famílias.

Apesar desta competição, sua família não estaria em melhor situação se se isolasse das outras famílias. Se o fizesse, teria de produzir seus alimentos, confeccionar suas roupas, construir sua própria casa. Evidentemente, sua família ganha muito com a possibilidade de poder comerciar com outros. O comércio permite que cada pessoa se especialize nas atividades em que é mais apta, seja na agricultura, na confecção de roupas ou na construção. Comerciando com outras, as pessoas podem compara uma maior variedade de bens e serviços a um custo menor.

Lição para a crise: quando você ouvir o Obama anunciar mais algum pacote de incentivos para a indústria americana como o Buy american products, pode começar a ficar preocupado.

Os mercados são, em geral, uma boa forma de organizar a atividade econômica: em seu livro de 1776, o economista Adam Smith fez a mais famosa observação de toda a teoria econômica. As famílias e as empresas, ao interagirem nos mercados, agem como que guiadas por uma "mão invisível" que as conduz a resultados de mercado desejáveis.  Na verdade, são os preços que permitem a "mão invisível" dirigir a atividade econômica. Os preços refletem tanto o valor que a sociedade atribui a um bem quanto os custos em que ela incorre para produzi-lo. Como as famílias e as empresas levam os preços em consideração ao tomar suas decisões, elas, sem saber, estão levando em conta os benefícios e custos de suas ações. Em decorrência, os preços encaminham esses tomadores de decisões individuais para resultados que, muitas vezes, maximizam o bem-estar da sociedade como um todo.

Lição para a crise: da próxima vez que você ouvir falar em deflação não fique todo animado. Sempre que ocorre queda generalizada nos preços a economia fica sem saber para onde ir.

Os governos podem às vezes melhorar os resultados do mercado: a mão invisível orienta os mercados para uma alocação eficiente dos recursos. Contudo, por várias razões, a mão invisível às vezes não funciona. Os economistas usam a expressão falha de mercado para referir-se à situação em que o mercado por si só não consegue alocar recursos eficientemente.

Uma das possíveis causas de falhas de mercado são as externalidades. Uma externalidade é o impacto das ações de alguém sobre o bem-estar dos que estão em torno. A poluição é um exemplo clássico. Se uma fábrica de produtos químicos não paga todo o custo da fumaça que emite, ela tenderá a emitir demais. Neste caso, o governo pode aumentar o bem-estar geral através de uma regulamentação ambiental. O exemplo clássico de uma externalidade benéfica é a criação de conhecimento, quando um cientista faz uma descoberta importante, ele produz um recurso valioso que pode ser utilizado por outras pessoas. Neste caso, o governo pode aumentar o bem-estar econômico ao subsidiar a pesquisa básica, como de fato faz.

    Lição para a crise: ok, aqui não vou fazer nenhuma piada. O negócio é segurar na mão do Obama e rezar. Mas se você está confiando no marido da Carla Bruni, no autor da frase que a crise era só uma "marolinha" ou no coitado do Gordon Brown, entre na procissão e reze também.

O padrão de vida de um país depende de sua capacidade de produzir bens e serviços: quase toda a variação nos padrões de vida pode ser atribuída a diferenças na produtividade - isto é, a quantidade de bens e serviços produzida em uma hora de trabalho. Nos países onde os trabalhadores podem produzir grande quantidade de bens e serviços por unidade de tempo, a maior parte das pessoas tem um alto padrão de vida; nos países onde os trabalhadores são menos produtivos, a maior parte das pessoas vive com menor conforto.

    Lição para a crise: se até o país com a mais alta produtividade do mundo teve que montar um pacote de salvamento para sua indústria automobilística a coisa deve estar feia mesmo.


Bibliografia:
Mankiw, N. Gregory. Introdução à economia: princípios de micro e macroeconomia/N. Gregori Mankiw; tradução de Maria José Cyhlar Monteiro. Rio de Janeiro: Elsevier, 2001.

Mendes, Judas Tadeu Grassi. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

O´Sullivan, Arthur. Introdução à economia: princípios e ferramentas/ Arthur O´Sullivan, Steve, Sheffrin; tradução de Maria Lúcia G. L. Rosa. São Paulo: Prentice Hall, 2004.

Avaliar artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 2 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/financas-artigos/principios-de-economia-para-entender-a-crise-791214.html

    Palavras-chave do artigo:

    economia

    ,

    crise

    ,

    inflacao

    Comentar sobre o artigo

    Ricardo Villela analisa as idéias do neozelandês Willian Philips, aplicadas ao Brasil. Segundo a Lei de Philips, emprego e inflação se afetam mutualmente. Oferta de emprego crescente representa subida de preços, afirma

    Por: Adriano Villela Costal Notícias & Sociedade> Polítical 09/09/2011 lAcessos: 73

    Os números do PIB, com retração de 3,6% no último trimestre de 2008, não deixam dúvida: a crise deixou de ser financeira (falência de bancos/corretoras, incerteza no mercado acionário) para se tornar econômica (retração da demanda, excesso de oferta, desemprego). Neste atual momento não adianta pensar em "marolinha" como diz o presidente Lula ou "tsunami" como pensa o economista Nouriel Roubino. É hora de juntarmos os cacos e refletirmos sobre o que está acontecendo e, principalmente, como vamos sair dessa. Neste sentido proponho a atenção em alguns pontos:

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Finançasl 18/03/2009 lAcessos: 136

    ADESG (ASSOCIAÇÃO DOS DIPLOMADOS DA ESCOLA SUPERIOR DE GUERRA) - “A CRISE ECONÔMICA MUNDIAL E SEUS REFLEXOS NO BRASIL” “– Palestra realizada em 20/11/2008 – PALESTRANTE: Mauro Benevides Filho - Secretário da Fazenda do Estado do Ceará (SEFAZ). A explanação do Secretario da Fazenda do Estado do Ceará (SEFAZ) era uma das mais esperadas, visto que com a crise que impulsionou o mundo globalizado, queríamos ficar cientes da situação do Brasil, e principalmente do estado em que nascemos e aprendemos

    Por: Antonio Paiva Rodriguesl Literatura> Crônicasl 24/11/2008 lAcessos: 675

    Com a crise financeira bancária dos Estados Unidos, tornou-se um pouco mais difícil fazer previsões ou empreender com relativa segurança, ou até mesmo investir sem riscos.

    Por: Claudio Razal Negócios> Administraçãol 30/12/2008 lAcessos: 479
    Francisco Castro

    A inflação é uma tragédia para as pessoas, principalmente para os mais pobres, motivo pelo qual deve ser evitada utilizando-se de métodos apropriados que a debele, mas que não afete de forma negativa as atividades econômicas.

    Por: Francisco Castrol Notícias & Sociedade> Desigualdades Sociaisl 24/04/2011 lAcessos: 99
    Welinton dos Santos

    O Brasil, tanto como a China e Índia, terão aspirações para a prosperidade e aumento do poder econômico e político nos próximos anos, acompanhados da Austrália e Canadá.

    Por: Welinton dos Santosl Finançasl 17/09/2009 lAcessos: 4,014
    Germinare Comunicação

    Como o Brasil pode tirar proveito da crise que atinge outros países. O diretor da Your Office cita a estratégia utilizada por sua empresa.

    Por: Germinare Comunicaçãol Negócios> Vendasl 12/04/2013 lAcessos: 28

    O jornal americano Washington Post, ao realizar uma pesquisa sobre a fome no mundo, deparou-se com uma situação triste e surpreendente: em 2008, mais 119 milhões de pessoas passaram a viver abaixo da linha de pobreza. Observada de perto, a maneira através da qual esta situação se configurou abrange os mais diversos aspectos, dos problemas ambientais à crise financeira.

    Por: Clube do Petróleol Notícias & Sociedade> Meio Ambientel 14/05/2009 lAcessos: 309

    Este Artigo demonstrará o surgimento da crise, bem como explicará brevemente as razões que levaram ao surgimento da crise e a solução encontrada pelos países no pós Segunda-Guerra para conter a Grande Depressão de 30 que foi o Sistema Bretton Woods e a criação do Fundo Monetário Internacional.

    Por: Rossanal Direito> Doutrinal 12/11/2012 lAcessos: 73

    Aprenda a registrar tudo que acontece com o dinheiro. Faça uma planilha de gastos com toda a família.

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 23/09/2014

    Você sabe o que é o fluxo de caixa e por que ele é tão importante na gestão financeira e na sua empresa, em geral? O fluxo de caixa é uma ferramente utilizada no controle financeiro que mostra toda a movimentação financeira que ocorre no caixa de uma empresa durante um determinado período de tempo, isto é, mais especificamente, o dinheiro que sai da conta e o dinheiro que entra na conta.

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 17/09/2014

    Quem conhece quais são as contas que a empresa tem a pagar e a receber todo mês provavelmente consegue fazer seu negócio funcionar bem melhor do que quem deixa de ligar para tais contas. As contas a pagar e a receber têm extrema importância dentro da gestão financeira e do planejamento de uma empresa, principalmente pelo fato de estarem presente ali durante todos os meses no seu fluxo de caixa e movimentar grande parte do dinheiro da empresa, isto é, já que movimenta dinheiro entrando ou saindo

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 08/09/2014

    O fluxo de caixa é uma ferramenta para fazer o controle financeiro de uma empresa que é extremamente importante e essencial para que se saiba o que está acontecendo nela e o que vai acontecer, podendo deixar as coisas já preparadas para o futuro e evitar furadas e sustos desnecessários, pois mexer com dinheiro é algo bem sério! Sendo assim, o fluxo de caixa é toda a movimentação financeira que ocorre na sua empresa em um certo período de tempo, mostrando o dinheiro que entra e sai de conta e ain

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 27/08/2014

    Muitas pessoas relutam pois acham que possuir alguma forma de controle financeiro é desespero ou que elas não precisam disso agora, pois sabem viver muito bem com seu dinheiro.

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 27/08/2014

    "É preciso um fluxo de caixa estruturado para crescer", diz a empresária Teresinha de Paula, dona do bufê Teras, de São Paulo, que atualiza diariamente seu fluxo de caixa com projeções para os 90 dias seguintes. Acha que parece exagero? Mas foi exatamente assim que a empresa dela saiu de sua cozinha e conseguiu obter uma sede própria!

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 26/08/2014

    Todos que possuem uma empresa devem ter a consciência de que fazer o registro e o controle das contas a pagar e receber, é extremamente importante para o fluxo de caixa e para a própria gestão financeira. E para que sua empresa só saia no lucro, mesmo cheia de despesas em todos os meses, aqui vão quatro dicas essenciais para cuidar das suas contar a pagar, que são as contas que ajudam a manter a empresa, apesar de parecerem ruins pensando de primeira.

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 26/08/2014

    Saiba mais sobre o fluxo de caixa de uma empresa, como ele funciona e para que serve.

    Por: Sayuri Matsuol Finançasl 11/08/2014

    O artigo propõe um resumo sobre o ombróglio que envolveu a fusão Bahia X Ponto Frio

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Finançasl 20/04/2010 lAcessos: 910 lComentário: 6

    Dia desses eu ouvi a seguinte frase recorrente entre os profissionais de Recursos Humanos: "o colaborador é contratado pelas sua habilidade técnica, mas acaba sendo demitido pelas sua inabilidade emocional". E essa é a mais dura realidade. O componente emocional é hoje tanto um critério de desempate entre dois bons candidatos numa seleção, quanto um dos principais motivadores para um desligamento.

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Carreiral 02/04/2009 lAcessos: 448 lComentário: 1

    Em momentos de crise financeira como o atual, em que as companhias reforçam a equação do "mais com menos", o valor de um colaborador mais talentoso aumenta consideravelmente. Se é preciso cortar custos e enxugar os quadros, a prioridade deveria ser manter os quadros mais qualificados.

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Carreiral 02/04/2009 lAcessos: 390 lComentário: 1

    Em momentos de instabilidade internacional as únicas respostas que o público em geral quer ver sair da boca de um economista é quando a crise do subprime americano vai acabar e como. Infelizmente são as únicas que não podemos responder. O economista John Kenneth Galbraith certa vez disse que "a única função das previsões econômicas é conferir à astrologia uma aparência respeitável". É triste, mas ás vezes parece a pura verdade.

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Finançasl 02/04/2009 lAcessos: 307

    Eu sei que você deve estar cansado de ouvir falar em crise, ainda mais em bancos em crise. Então o propósito deste artigo é chamar a atenção para os números preocupantes da indústria ao redor do mundo. O fato do setor industrial estar em queda não é surpreendente, mas a profundidade e a velocidade é que são impressionantes e criam uma tendência que acentua a si mesma, semelhante às falências em cadeia que resultaram na Grande Depressão. Na Europa, por exemplo, onde a indústria corresponde a quase 20% do Produto Interno Bruto (PIB), a produção caiu 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. No Brasil, a queda foi de 15%; em Taiwan, chegou a impressionantes 43%. Até na China, que virou a grande fábrica do mundo, o crescimento produtivo desacelerou, as exportações caíram 25% e milhões de trabalhadores industriais foram demitidos.

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Finançasl 02/04/2009 lAcessos: 523

    Numa coisa o Governo Lula é imbatível: no anúncio de Pacotes mirabolantes para resolver todo e qualquer problema nacional. Exemplos não faltam: - o povo passa fome? Vamos criar o Fome Zero! - a iniciativa privada não investe com o governo? Inventamos a Parceira Público Privada! - o país precisa de infra-estrutura? Toma lá o PAC. A mais nova criação dos marqueteiros do Planalto atende pelo poético nome de Minha Casa, Minha vida. Em primeiro lugar vamos aos fatos:

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Finançasl 02/04/2009 lAcessos: 631 lComentário: 2

    Pouca gente lembrou, mas no final de fevereiro completou 15 anos o lançamento da Medida Provisória - MP nº 434, de 27 fevereiro 1994 (Lei nº 8.880, de 27 maio 1994), que introduziu a Unidade Real de Valor – URV no Sistema Financeiro Nacional e deu o pontapé inicial para o processo de estabilização da economia brasileira. Quem tem menos de 30 anos talvez não se entenda que houve uma época em que os preços aumentavam 1,5% ao dia - quase três vezes a inflação de fevereiro. Os supermercados punham funcionários a remarcar o valor dos produtos praticamente de hora em hora. Em dezembro de 1993, um alimento comum na mesa dos brasileiros, o tomate, registrou um reajuste de preço recorde de 100%.

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Finançasl 02/04/2009 lAcessos: 2,112 lComentário: 2

    Um dos esportes preferidos do brasileiro é "rir da desgraça alheia". Não se faça de desentendido é com você mesmo que eu estou falando. Ou você nunca teve aquela sensação de vingança quando soube que o seu cunhado chato perdeu o emprego no último corte da EMBRAER? Falando como nação, o brasileiro em geral adora "tirar uma casquinha": - A Argentina quebrou? Bem feito para eles. - A família real britânica se meteu em mais uma confusão? São um bando de desordeiros mesmo. - Descobriram mais uma foto insinuante da mulher do Sarkozi? Bem feito, ela devia se cuidar melhor. E por aí vai. Em tempos de crise, pelo menos podemos rir dos novos hábitos dos americanos: viver com menos, pechinchar, ficar em hotéis mais baratos, etc.

    Por: Alexsandro Rebello Bonattol Finançasl 25/03/2009 lAcessos: 358

    Comments on this article

    0
    Maurilio 08/10/2009
    Estou estudando para uma prova de economia do meu curso de engenharia e seu artigo me ajudou a entender alguns conceitos. Obrigado!
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast