Trabalho De Conclusão De Curso (Ufms)

Publicado em: 28/10/2009 | Acessos: 18,239 |

 MUNICÍPIO DE Campo Grande

UFMS

CURSO DE ADMINISTRAÇÃO

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO

O FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA NA

ARMARINHOS FIGUEIRA.

Valdiney Luiz Lins

Prof. Orientador:

Área de Concentração: Administração Financeira e Orçamentária

Campo Grande,  Dezembro de 2003

    

 

Valdiney Luiz Lins

 

O FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA NA

Armarinhos Figueira.

 

Trabalho de Conclusão de Curso (TCC)  apresentado a Faculdade ... como requisito

para obtenção do título de ..... em Administração.

Orientador:

Campo Grande, Dezembro de 2003.

  

O FLUXO DE CAIXA COMO FERRAMENTA DE GESTÃO FINANCEIRA NA

Armarinhos Figueira

Valdiney Luiz Lins

 

 

Coordenador do curso de Graduação em Administração

...

Coordenador de estágio do Curso de Graduação em Administração

Apresentada a Banca Examinadora, integrada pelos Professores:

.................................................................................

Prof. Orientador

.................................................................................

Banca Examinadora

  

A minha família pelo apoio e incentivo que me deram e a todos os amigos que me acompanharam e me ajudaram no decorrer de todos esses anos de estudos.

 AGRADECIMENTOS

 

A Deus por tudo que me tem proporcionado.

Aos meus familiares que estiveram sempre presentes.

 

Em especial ao meu professor e amigo (“mestre de todas as horas”) que verdadeiramente me orientou e muito me ajudou nesta conclusão de curso, o professor: João S. de Moura Júnior

 

A todos aqueles que estiveram sempre presentes em todos os momentos no decorrer desses anos.

    RESUMO

 

O presente estudo trata-se de uma análise do fluxo de caixa como ferramenta de gestão financeira na Empresa Armarinhos Figueira, realizado no departamento financeiro da Empresa em estudo, onde se tem como objetivo apresentar os instrumentos de controles financeiros utilizados na Empresa e então apresentar sugestões ao final do estudo para implementação de melhorias necessárias para a Empresa. As informações necessárias para a realização desse estudo foram adquiridas através da coleta de dados por meio de documentos, observação e entrevistas, onde se buscou análise dos instrumentos utilizados na Empresa como: movimento de caixa, movimento bancário, contas a pagar e contas a receber. Destaca-se que é de fundamental importância a consolidação e o cuidado com área financeira na Empresa Armarinhos Figueira, uma vez que a mesma é importante para o sucesso e desenvolvimento da Empresa.

 

Palavras-chaves: Administração financeira. Controles financeiros. Fluxo de caixa.

    

  

LISTA DE TABELAS

 

Tabela 1 – Cronograma Área de Cobrança de Clientes.........................28

Tabela 2 – Cronograma Área de Pagamento de Fornecedores.............29

Tabela 3 – Planilha de Clientes............................................................29

Tabela 4 – Planilha de Fornecedor.......................................................29

Tabela 5 – Planilha Área de Estoque....................................................29

Tabela 6 – Fluxo de Caixa....................................................................30

Tabela 7 - Demonstração do Resultado do Exercício............................30

Tabela 8 - Balanço patrimonial............................................................31

    

 

 

SUMÁRIO

 

 

1 INTRODUÇÃO.................................................................................... 9

1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS...................................................................9

1.2 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA .................................................................9

1.3 OBJETIVOS......................................................................................10

1.3.1 Objetivo geral.............................................................................10

1.3.2 Objetivos específicos .................................................................10

1.4 JUSTIFICATIVA ................................................................................10

2 REVISÃO DE LITERATURA.................................................................12

2.1 ADMINISTRAÇÕE FINANCEIRA............................................................14

2.2 DIFERENÇAS ENTRE LUCRO E CAIXA..................................................15

2.3 FLUXO DE CAIXA COMO INSTRUMENTO TÁTICO E ESTRATÉGICO NA

GESTÃO................................................. ..............................................14

2.4 ESTRUTURA DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC).........................................15

2.5 FORMATO DO FLUXO DE CAIXA........................................................16

2.6 VISÃO INTEGRADA DO FLUXO DE CAIXA...........................................17

2.7 MANUTENÇÃO DO SALDO DE CAIXA...................................................19

2.8 A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE CAPITAL DE GIRO .............................20

2.9 FONTES DE CAPITAL DE GIRO............................................................21

2.10 O FLUXO DE CAIXA COMO IMPORTANTE INSTRUMENTO GERENCIAL DA

EMPRESA..............................................................................................22

3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA.......................................................24

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.................................................26

4.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA...........................................................26

4.2 TÉCNICAS DE PESQUISA...................................................................26

4.3 ANÁLISE DOS DADOS.......................................................................27

5. ANALÍSE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS........... ...................28

5.1 DADOS COLETADOS .........................................................................28

5.1.1 Instrumentos utilizados pela empresa .......................................28

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................30

6.1 CONCLUSÃO ...................................................................................30

6.2 RECOMENDAÇÕES............................................................................31

6.3 LIMITAÇÕES ...................................................................................31

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................42

APÊNDICE A – QUESTIONÁRIO DESTINADO AO EMPRESÁRIO ............43

    

1 INTRODUÇÃO

 

O fluxo de caixa é o instrumento que permite ao administrador financeiro planejar, organizar, coordenar, dirigir e controlar os recursos financeiros de sua empresa para determinado período.

Assim, alto giro de valores a receber e de estoques resulta na melhor liquidez da Empresa que poderá, através das vendas, projetar um maior lucro e adequadas aplicações em itens do ativo.

Com isto, este estudo apresenta-se em capítulos, sendo que o capítulo 1 apresenta a introdução, considerações gerais, situação problemática, objetivo geral e específicos e a justificativa que levou a elaborar este TCC.

O capítulo 2 demonstra a revisão bibliográfica, enfocando a temática do fluxo de caixa e seu contexto.

O capítulo 3 enfoca a caracterização da empresa em estudo, sendo apresentada a sua estrutura financeira e organizacional.

O capítulo 4 descreve a metodologia utilizada no desenvolvimento deste trabalho de conclusão de curso.

O capítulo 5 apresenta a análise dos dados obtidos com a pesquisa de campo, assim como os resultados analisados e interpretados.

Ao final apresenta-se a conclusão, recomendações e limitações pertinentes a realização deste trabalho.

 

1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

A administração do fluxo de caixa encontra-se inserida no contexto decisorial das finanças das empresas, permitindo melhor entendimento de como as organizações geram, aplicam e gerenciam seus recursos financeiros. Constitui-se, em outras palavras, num conjunto de regras que tem por objetivo a preservação da saúde financeira da Empresa.

A área financeira promoveu nas últimas décadas notável evolução teórica em seus conceitos, absorvendo o processo decisório das empresas significativa melhoria de qualidade técnica. Ao abranger as decisões financeiras de curto prazo das empresas, a administração do fluxo de caixa também incorpora este desenvolvimento técnico, assumindo importância relevante na gestão das organizações.

É importante destacar neste contexto, que na Armarinhos Figueira o administrador financeiro se faz importante, onde este deve, periodicamente, conferir e avaliar os resultados de suas políticas, para que possa efetuar as correções que se façam necessárias, bem como empregar medidas saneadoras e corretivas sobre os pontos de estrangulamento detectados na Empresa.

Com isso o responsável pelo financeiro enfatiza os fluxos de caixa, a entrada e saída de dinheiro. Ele mantém, a solvência da empresa através do planejamento do fluxo de caixa necessários para satisfazer suas obrigações e adquirir os ativos necessários para alcançar as metas da Empresa.

O gerente financeiro usa o regime de caixa para reconhecer as receitas e gastos somente com relação aos fluxos de entrada e saída reais de caixa. Sem levar em consideração seu lucro ou perda, a Empresa deve ter um fluxo de caixa suficiente para atender suas obrigações no momento de seu vencimento.

 

1.2 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA

A gestão do fluxo de caixa não se constitui em preocupação exclusiva das grandes

 

empresas, ou mesmo daquelas voltadas para a obtenção do lucro, mas das organizações em geral. Uma instituição religiosa, uma empresa estatal ou mesmo uma organização prestadora de serviços têm seu fluxo de caixa a ser gerenciado a fim de que seus objetivos possam ser atingidos de maneira adequada.

No que se refere ao instrumento fluxo de caixa, é importante entender que dispor de recursos técnicos que permitam tornar o nível de acerto do fluxo é algo importante e que traz benefícios a toda a organização; contudo, o sucesso na gestão só será atingido se o fluxo de caixa for considerado um instrumento gerencial da empresa e não apenas do tesoureiro.

Significa dizer que não só a área financeira deverá saber a leitura do fluxo de caixa, mas também a das demais áreas operacionais.

Além das questões mais técnicas no sentido de como projetar o fluxo de caixa, é importante tratar a gestão no sentido comportamental. Caso o fluxo de caixa não seja uma prioridade para a organização, como instrumento de gestão, não será jamais um elemento de preocupação da gerência da organização. As formas de fazê-los são as mais diversas, sendo que, aparentemente, aquelas que afetam o bolso dos executivos são as mais eficientes em termos de atingir seus resultados. Desta forma surge a questão que norteia o trabalho: qual o modelo mais adequado de fluxo de caixa para a empresa Armarinhos Figueira?

 

1.3 OBJETIVOS

 

1.3.1 Objetivo Geral

Propor a implantação de um modelo de fluxo de caixa para a Empresa Armarinhos Figueira. 

 

1.3.2 Objetivos Específicos

Identificar os fatores que envolvem o fluxo de caixa;

Descrever os processos ou modelos de fluxo de caixa que são utilizados na empresa;

Realizar pesquisa com os proprietários da empresa sobre as demonstrações de fluxo de caixa;

Identificar o modelo mais adequado para a empresa.

 

1.4 JUSTIFICATIVA

Definir caixa é algo que pode parecer tão simples que se torna difícil e complicado, no sentido clássico, o caixa representa o objetivo final dos investimentos ao optarem por uma alternativa de alocação de recursos. No meio empresarial, caixa é o ativo mais líquido disponível na Empresa, encontrado em espécie nas empresas, nos bancos como também mercado financeiro de curtíssimo prazo.

O tesoureiro, ao gerenciar seu dia-a-dia, depara com a necessidade de ter um

instrumento de planejamento e controle de sua liquidez, que se constitui no fluxo de caixa projetado. Esse instrumento, normalmente, é elaborado e utilizado com base na experiência do gestor e de sua equipe.

Nesse caso, muitas vezes, a preocupação com a melhoria do desempenho não é tratada de maneira sistemática, enfocando a geração de caixa na Empresa, mas apenas restrita ao floating bancário ou a questões relativas a tarifas.

Dessa maneira, o alvo deste trabalho é ressaltar que modelo de fluxo de caixa melhor se adapta a Empresa Armarinhos Figueira.

 

Fiz a escolha deste tema por motivos óbvios e isso se deve ao fato que esta é uma maneira de me envolver com a realidade financeira de uma empresa, tendo assim uma visão como administrador.

Para a sociedade, justifica-se pelo fato deste servir como um documento importante no que se refere à questão da importância e viabilidade do fluxo de caixa. Portanto, este trabalho justifica-se devido a sua importância por apresentar de maneira clara e objetiva o fluxo de caixa como uma ferramenta de gestão financeira, assim por se tratar de um tema atual, pode ser dado continuidade por outros pesquisadores que busquem enfocar esta área de concentração em seus estudos.

    2 REVISÃO CONCEITUAL

 

Destaca-se que esta revisão tem por objetivo apresentar um estudo bibliográfico enfocando a importância da administração financeira dentro da empresa dando ênfase no fluxo de caixa, que representa a área de desenvolvimento e sustentação da mesma.

 

2.1 ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA

É importante demonstrar que a economia brasileira está em fase de consolidação soberana. Experimenta baixas taxas de inflação. A sobrevivência da empresa depende do grau de acerto da gestão financeira. É imperioso que todo numerário disponível ou a receber seja bem empregado. Se os fluxos de caixa são otimizados, dimensiona-se com segurança o capital de giro. Essa é a constante preocupação das empresas brasileiras, pois os custos financeiros podem absorver valores significativos da receita operacional.

 

Planejamento financeiro, sinteticamente definido, consiste em definir a política financeira da empresa. O que a administração planeja para a empresa deve ser espelhado em projeções de fluxo de caixa, de balanços e de lucros e perdas, e isto é também parte do planejamento financeiro da empresa. Como todo planejamento, ele deve ser dinâmico, sofrendo atualizações constante sem o que deixaria de ser um instrumento útil para a administração financeira. (LIMA NETO, 1976, p. 170).

 

Com isso, tem-se que uma vez programadas as necessidades financeiras e determinadas às fontes de recursos que serão captados, resta ao administrador financeiro à tarefa de distribuí-los, de forma inteligente e segura, em diversos itens do ativo da empresa.

Gitman (200 I) aponta que a administração financeira lida com as obrigações do administrador financeiro na empresa. Com isso, os administradores financeiros gerenciam ativamente as questões financeiras de muitos tipos de negócios financeiros e não-financeiros, privados e públicos, grandes e pequenos, com ou sem fim lucrativo. Ressalta-se que eles trabalham em tarefas financeiras tão variadas como planejamento, concessão de crédito para

clientes, entre outros meios pretendendo assim obter recursos para financiar as operações da empresa. Em anos recentes, as mudanças nos ambientes econômicos e de regulamentação, aumentaram a importância e a complexidade das tarefas do administrador financeiro. Como resultado, altos executivos do setor privado e do governo são provenientes da área financeira.

  

Zdanowicz (2004. p. 20) afirma que "toda a administração do ativo é importante, pois se deve ter em mente os objetivos simultâneos da administração financeira: liquidez e rentabilidade". Com isso, toma-se possível um pronto pagamento das obrigações de curto prazo, mantendo um saldo adequado de caixa.

Silva (2006) diz também que o objetivo da administração financeira é a maximização da riqueza dos acionistas. Por isso é papel da administração financeira, ter controle de todas as entradas e saídas da empresa para que assim possa vir a fazer com que os lucros da empresa aumentem, para assim maximizar o lucro dos acionistas.

Zdanowicz (2004) também diz que é papel da administração financeira desempenhar as seguintes funções:

 

a) manter a empresa em permanente situação de liquidez;

b) maximizar o retorno sobre o investimento realizado;

c) administrar o capital de giro da empresa;

d) avaliar os investimentos realizados de itens do ativo permanente;

e) estimar o provável custo dos recursos de terceiros a serem captados;

f) analisar as aplicações financeiras mais interessantes para a empresa;

g) informar sobre as condições econômico-financeiras atuais e futuras da empresa;

h) interpretar as demonstrações financeiras da empresa;

i) manter atualizado em relação ao mercado e as linhas de credito oferecidas pelas instituições financeiras.

 

Contudo, urna reserva excessiva de Caixa é um desperdício, pois estes recursos poderiam estar aplicados, com maior proveito em outros itens do ativo. Igualmente, só se poderá obter um elevado giro de valores a receber e estoques, mediante políticas adequadas á concessão de crédito, táticas práticas e funcionários na cobrança de duplicatas e racional dimensionamento dos estoques da empresa (ZDANOWICZ, 2004).

Gitman (2001, p. 40) "outra importante tendência recente tem sido a globalização das atividades de negócios. Sociedades anônimas norte-americanas aumentaram dramaticamente as vendas, as compras, os investimentos, assim como a busca de recursos em outros países".

Apesar de a função de administrador financeiro ter-se tomado mais complexa, ela permanece como carreira recompensadora e que traz realização profissional Visando definir a análise e planejamento financeiro, Gitman (2001), destaca que esta diz respeito à transformação dos dados financeiros, de forma que possam ser utilizados para monitorar a situação financeira da empresa e também a avaliação da necessidade de se aumentar (ou reduções) dos financiamentos requeridos.

 Com isso, essas funções englobam todo o balanço patrimonial, assim como

demonstração do resultado do exercício e outros demonstrativos contábeis. Mesmo que essas atividades estejam enfocadas em demonstrativos financeiros elaborados com base no regime de competência, seu objetivo é o de avaliar o fluxo de caixa da empresa e desenvolver planos que assegurem que os resultados adequados estarão disponíveis para o alcance dos objetivos.

 

A função financeira compreende um conjunto de atividades relacionadas com a gestão dos fundos financeiros movimentados por todas as áreas da empresa. Essa função é responsável pela obtenção dos recursos necessários e pela formulação de uma estratégia voltada para a otimização do uso desses fundos. Encontrada em qualquer tipo de empresa, a função financeira tem um papel muito importante no desenvolvimento de todas as atividades operacionais, contribuindo significativamente para o sucesso do empreendimento. (BRAGA, 1989, p.23).

 

Nesta visão, destaca-se que certas políticas gerais, que são adotadas por algumas empresas, podem afetar o nível desejado de caixa, de valores a receber e de estoques. Além disso, o administrador financeiro é responsável pelo estabelecimento de políticas que influenciam o volume de ingressos no caixa e na acumulação de valores a receber, da mesma forma, os desembolsos de numerário, de resgates dos valores a pagar e da reposição de estoques em níveis compatíveis com a atividade operacional da empresa.

Quanto ao planejamento, Hoji (2003) comenta que o planejamento consiste em

coordenar, monitorar e avaliar todas as atividades da empresa, por meio de dados financeiros, bem como determinar o volume de capital necessário para executar o plano traçado.

O planejamento financeiro ajuda na tomada de decisões, pois através dele é possível analisar e controlar as alternativas existentes, o que facilita para o administrador financeiro na escolha de melhores alternativas para a execução das etapas dos planos traçados, ajudando dessa forma na eficácia dos objetivos.

Segundo Silva (2006, p. 24) "planejamento é o mesmo processo administrativo que determina antecipadamente o que um grupo de pessoas deve fazer e quais as metas que devem ser atingidas".

Gitman (2001), coloca que no que se refere a tomada de decisões a diferença entre finanças e contabilidade diz respeito à tomada de decisões. Contadores dedicam maior parte de sua atenção à coleta e à apresentação de dados financeiros.

Para tanto, administradores financeiros avaliam as demonstrações contábeis,

desenvolvem dados adicionais e tomam decisões baseados na sua avaliação dos resultados e riscos associados. Já os contadores fornecem dados desenvolvidos de forma consistente sobre as operações passadas, presentes e futuras da empresa.

Administradores financeiros usam esses dados na forma bruta, ou após certos ajustes e análises, como um importante insumo para o processo de tomada de decisões (GITMAN, 2001). É claro que isso não significa que os contadores nunca tomam decisões, ou que administradores financeiros nunca colhem dados; mais precisamente, o enfoque principal da contabilidade e das finanças é diferente. Portanto, o gerente financeiro deve olhar além das demonstrações financeiras para refletir sobre os problemas atuais ou potenciais. É claro, os contadores estão bem conscientes da importância de fluxos de caixa, assim como os administradores financeiros usam e entendem demonstrações financeiras baseadas no regime de competência.

"Os erros e os problemas decorrentes da não utilização do planejamento são,

provavelmente, maiores do que os resultados das estimativas realizadas previamente pela empresa em seu plano geral de operações" (ZDANOWICZ, 2004, p.28). Pois sem a utilização de um planejamento adequado, o administrador financeiro não saberá definir quais os pontos fracos e fortes, ficando difícil de se fazer uma análise mais concreta e definir quais os passos que deve ser traçado para que se alcance as metas e objetivos.

O próximo item a ser enfocado será as diferenças entre o lucro e caixa.

 

2.2 DIFERENÇAS ENTRE LUCRO E CAIXA

O caixa de uma empresa gera lucro à medida que sua disponibilidade para aplicação permite o recebimento de juros.

De acordo com Frezatti (2006) da mesma forma, a ausência de caixa impacta o resultado à medida que se pagam os encargos cobrados pelos recursos de terceiros, tomando o resultado menor. Isto parece claro para qualquer executivo e mesmo pesquisador. Entretanto, a grande questão no gerenciamento dos negócios não é esta, mas: "A geração de caixa e a de lucro, a longo prazo, serão iguais." O único problema desta afirmação é que nem sempre o serão. Para ser mais exato, quase sempre não o serão. Frezatti (2006, p 71), define os sistemas de fluxo de caixa, e se preocupa em buscar as vantagens e desvantagens que o sistema de fluxo de caixa pode trazer para a empresa que necessitam implantar o fluxo visando às viabilidades as informações atualizadas da projeção realizadas durante o período.

 

Para Silva (1995, p.163) a conta caixa tem a seguinte finalidade:

 

Centralizar os recebimentos e pagamentos em dinheiro ou cheque. Além do caixa

geral podem existir caixas auxiliares, dependendo das necessidades da empresa. No fim do expediente o encarregado deve preparar um boletim de caixa onde conste todo o movimento do dia.

 

Assim, o tesoureiro é o responsável pela administração do caixa, devendo ele ter uma visão integrada do fluxo de caixa de sua empresa para assim poder ajudar no controle dos recebimentos e pagamentos gerados pela empresa. Por isso há necessidades de um livro caixa para ajudar nos controles de entradas e saídas (SILVA, 1995). Zdanowicz, (2004, p. 148). Define: "O orçamento de caixa é um instrumento que possibilita a administração financeira planejar ao invés de meramente reagir a situações emergentes, sendo, portanto, um instrumento chave da administração".

Assim, tem-se que a administração financeira, por sua vez, centraliza-se na captação, na aplicação dos recursos necessários e na distribuição eficiente dos mesmos, para que a empresa possa operar segundo objetivos e metas propostos por seus gestores. Tem como princípio básico cuidar para saldar em tempo hábil os compromissos assumidos com terceiros e implementar os lucros.

 

2.3 FLUXO DE CAIXA COMO IMPORTANTE INSTRUMENTO TÁTICO E ESTRATÉGICO NA GESTÃO

É muito comum em uma situação crítica de falta de liquidez de uma empresa a

priorização do caixa. Empresas em dificuldades de negócios, concordatárias e/ou que estejam tentando evitar a falência colocam-se desesperadamente nas mãos do fluxo de caixa para perseguir a saída de sua dificuldade.

Hoji (2003, p.79) descreve fluxo de caixa como: "O fluxo de caixa é um esquema que representa as entradas e saídas de caixa ao longo do tempo. Em um fluxo de caixa, deve existir pelo menos uma saída e pelo menos uma

entrada (ou vice-versa)". Frezatti (2006) diz que o fluxo de caixa de uma organização deve conter detalhamentos que permitam a adequada análise das informações contidas. Um fluxo de caixa não adequadamente estruturado leva a empresa à não entender, não analisar e não decidir adequadamente sobre sua liquidez. Para Ross; Westerfield; Jordan (2002) fluxo de caixa é simplesmente a diferença entre a quantidade de dinheiro que entrou no caixa e a quantidade de dinheiro que saiu. Devido a esses tipos de transações o fluxo de caixa serve para analisar cuidadosamente o fluxo de entradas e saídas que ocorrem diariamente na empresa, possibilitando analisar de forma real qual a situação da empresa.

Segundo Matarazzo (1998, p.369) o fluxo de caixa é "peça imprescindível na mais elementar atividade empresarial e mesmo para pessoas físicas que se dedicam a algum negócio". O fluxo de caixa pode e deve ser usado em toda empresa não importando o seu tamanho e também por pessoas físicas, principalmente se esses têm uma movimentação de dinheiro muito grande, pois facilita no controle das entradas e saídas.

Frezatti (2006) destaca que isso é válido, mas parece a estratégia do doente que evitava hábitos saudáveis até ser realmente confrontado com a perspectiva de morte. Aí, pode ser tarde demais. Pensar no fluxo de caixa da empresa é sempre muito saudável, quer a empresa esteja atravessando bons ou maus momentos. Na verdade, pensar é pouco, pois o correto seria utilizar gerencialmente o instrumento.

Em outras palavras, parece que a empresa em situações de normalidade e grande perspectiva de viver o princípio contábil da continuidade se preocupa fundamentalmente com o enfoque econômico dos resultados.

 

Resultado nesse caso significa gerar lucro, dentro dos melhores e mais adequados conceitos que a contabilidade possa e pode dispor. Entretanto, nos casos limites, nas crises, na fase terminal, o resultado importante é o financeiro, o caixa disponível ou a ser disponível em dado horizonte de tempo. Não deveria ser assim, mesmo porque os dois resultados, como já mencionamos, interagem fortemente (FREZATTI, 2006 p.24).

 

Assim, significa dizer que uma organização, dentro de sua visão estratégica de

negócios, se define como perseguidora de resultados positivos que permitam retribuir ao acionista seu investimento.

É impossível que uma empresa apresente liquido e um bom retorno sobre investimentos e ainda assim vá à falência. O péssimo fluxo de caixa é o que acaba com a maioria das empresas que fracassam (GOLDRATT e COX, 1990 apud SANTIN-FILHO, 1993 p. 17). Frezatti (2006, p. 28) diz que:

 

Considerar o fluxo de caixa de uma organização um instrumento gerencial não significa que ela vai prescindir da contabilidade e dos relatórios gerenciais por ela gerados. Ao contrário, com o fortalecimento dos relatórios gerenciais gerados pela contabilidade se pretende aliar a potencialidade do fluxo de caixa para melhor gerenciar suas decisões. Trata-se de considerar que o fluxo de caixa também deva ser arrolado como instrumento que traga subsídios para o processo de tomada de decisões. Na verdade, o simples reconhecimento disso já é um grande passo para que os gestores do negócio possam dispor de infonl1ações adequadas.

 

Numa visão mais tática, os gestores traduzem para os horizontes mais delimitados o que isto significa relativamente a metas especificas em termos de receitas, custos, despesas, lucro e indicadores de eficiência. Entre esses últimos, a geração e saldos de caixa constituem-se em grandes e importantes elementos.

 

 

Planejamento financeiro é o processo de estimar a quantia necessária de financiamento para continuar as operações de uma empresa e de decidir quando e como a necessidade de fundos seria financiada. Sem um procedimento confiável para estimar as necessidades de financiamento, uma empresa pode acabar não tendo fundos suficientes para pagar seus compromissos, tais como juros sobre empréstimos, duplicatas a pagar, despesas de aluguel e as despesas de luz e telefone.

Uma companhia está inadimplente se ela não é capaz de saldar suas obrigações contratuais, como despesas de juros sobre empréstimos. Portanto, a falta de um planejamento financeiro sólido pode causar falta de liquidez e então a falência, mesmo quando os ativos totais, incluindo ativos não circulantes, como estoques, instalações e equipamentos, então excedendo os passivos. (SILVA, 1995, p. 245).

 

De acordo com Zdanowicz (2004) o fluxo de caixa é o instrumento mais importante para o administrador financeiro, pois através dele, pode-se planejar todas as necessidades ou não de recursos financeiros a serem captados pela empresa.

Toda empresa deve ter um controle de fluxo de caixa, sendo ela de grande porte ou não, pois através dele o administrador pode fazer todo o planejamento necessário para o bom andamento da empresa.

Silva (1995) diz que o fluxo de caixa é de fundamental importância para a empresa, pois é um instrumento que serve de sinalização aos meios financeiros dos negócios, mostrando que para manterem os negócios em operação, as empresas devem liquidar suas dívidas corretamente nos prazos estabelecidos, devendo apresentar o respectivo saldo em caixa no momento dos vencimentos.

Frezatti (2006) aponta que o interesse em termos do que se pode esperar do instrumento está ligado a seu alcance. Em algumas organizações, o fluxo de caixa é visto como um instrumento tático, a ser utilizado no dia-a-dia apenas. Em outras, ele na verdade tem alcance maior, que poderíamos chamar de utilização estratégica do fluxo de caixa nos negócios da empresa.

 

2.4 ESTRUTURA DOS FLUXOS DE CAIXA (DFC)

A estrutura da demonstração dos Fluxos de caixa (DFC) compõe-se de quatro grandes grupos, que são (SANTIN-FILHO, 1993):

Disponibilidades Atividades Operacionais Atividades de Financiamento

De acordo com Santin-Filho (1993), essa estrutura, além de ser de fácil entendimento, serve para qualquer tipo de empresa: pequena, média ou grande; indústria, comércio, prestação de serviços e até instituições financeiras. Passaremos a analisar o conteúdo de cada um desses grupos.

No que se refere ao conceito de disponibilidade é o mesmo que a maioria das pessoas geralmente tem. "Abrange o dinheiro em Caixa, o saldo das contas correntes nos bancos e as aplicações financeiras em CDBs, fundos de investimentos, cadernetas de poupança e outras aplicações financeiras assemelhadas, com prazo de vencimento em até três meses da data da

aplicação" (SANTIN-FILHO, 1999 p. 26). Desta forma, estas são aplicações financeiras com prazo de vencimento maior serão classificadas no grupo Investimentos. Quanto ao conceito de operacional, Santin-Filho (1993), enfoca que é basicamente o mesmo que a maioria dos profissionais tem. Em linhas gerais, correspondem as contas da demonstração de resultados. O detalhamento desse grupo precisa ser adaptado a cada tipo de empresa, para a correta demonstração dos principais pagamentos e recebimentos operacionais.

O detalhamento pode ainda ser feito com o que se costuma chamar de Centros de Custos, de Resultados, ou ainda de Atividades. Sobre o conceito de Financiamento utilizado aqui é diferente do conceito predominante no mercado. Quando se fala de financiamento, no contexto de empresa,

geralmente envolve a aquisição de um bem financiado com recursos de terceiros. Aqui, Financiamentos é um conceito mais abrangente. “Inclui os recursos de terceiros e os recursos próprios recebidos” (SANTIN FILHO, 1993 p. 27). Nesse conceito, quando os sócios colocam dinheiro na empresa, e estão financiando, refere-se também ao posicionamento dos dividendos pagos do grupo Financiamentos, como uma contra retificadora dos Recursos próprios.

 

2.5 FORMATO DO FLUXO DE CAIXA

No que se refere ao formato do fluxo de caixa, Frezatti (2006) diz que se trata de um tema considerado de terceiro nível nas empresas quando o fluxo de caixa diário não é visto como um instrumento gerencial da organização, pois quem o faz é a mesma pessoa que o analisa, controla e se auto-avalia, não expondo o instrumento para instrumento gerencial da empresa, o formato passa a ter maior importância em função de se ampliar o leque de usuários  do sistema.

Desta maneira a questão do formato do fluxo de caixa sofre alguns tipos de pressões, que são as seguintes (FREZATTI, 2006):

Horizonte - Quanto mais se amplia o horizonte de projeção do fluxo de caixa, menos detalhadas devem ser as informações. O inverso também é verdadeiro.

Tipo de necessidade a atender - Dependendo de que tipos de respostas o fluxo de caixa  deve permitir, sua formatação se toma diferente.

Critério da matriz - Algumas empresas multinacionais definem formatos de controle para o fluxo de caixa. Em alguns casos, a afiliada acaba usando mesmo formato para projeção interna. Percebem-se alguns tipos de distorções ocasionadas por tal tipo de procedimento.

Complexidade e estrutura - Quanto maior for à complexidade do negocio em si, mais complexo fica demonstrar o fluxo de caixa dessa instituição.

Preferência - Alguém define que quer certo formato e não se da ao trabalho de explicar o porquê. Ainda existem empresas com executivos assim.

Desta maneira, em termos de formato, uma questão que facilita o entendimento do fluxo de caixa da organização é o fato de se separar o fluxo de caixa dos quadros auxiliares que o compõem e detalham as informações.

 

2.6 VISÃO INTEGRADA DO FLUXO DE CAIXA

A administração eficiente do caixa contribui de maneira significativa para o aumento dos lucros da empresa.

De acordo com Hoji (2003) quando a área de Tesouraria recebe ou paga, geralmente, as decisões que geram os fluxos financeiros já foram tomadas anteriormente por administradores de outras áreas, restando pouca coisa que o tesoureiro possa fazer para influir sobre esses fluxos financeiros.

“O tesoureiro, que é o executivo responsável pela administração do caixa, deve ter uma visão integrada do fluxo de caixa de sua empresa e interagir preventivamente junto a áreas geradoras de recebimentos e de pagamentos (HOTI, 2003 p. 113)”.

 

A demonstração de fluxos de caixa para um período é desenvolvida usando a demonstração de resultados do exercício juntamente com os balanços patrimoniais de inicio e fim de período. O procedimento envolve classificar mudanças em balanços como origem ou aplicação de caixa, obter dados de demonstração de resultados, classificar os valores relevantes em fluxos de caixa operacionais, de investimento e de financiamento, assim como apresenta-Ios no formato apropriado.

 

 

 

 

(GITMAN, 200 I, p.116).

Destaca-se que as principais contas patrimoniais operacionais que exercem forte impacto no caixa são:

· Contas a receber;

· Estoques;

· Contas a pagar

Desta forma destaca-se que se for comprado a vista, o impacto é imediato; se for comprado a prazo, o impacto ocorre na data de pagamento da duplicata, alguns dias depois da compra; se for financiado, o impacto no caixa poderá ocorrer num prazo mais longo.

 

Quadro 1: Fluxo de caixa – Empresa Exemplo Simples – Método Direto

Fonte: Silva (2001, p.440)

Fortuna (1998 apud HOJI, 2003) apresenta que pelo regime de competência, as

compras e vendas são registradas nas datas de sua realização. As contas a receber e estoques, enquanto estiverem registrados como tais estão consumindo recursos financeiros, o que significa que estão gerando custos financeiros. As contas a pagar fornecem recursos para financiar os ativos operacionais. Para tanto uma das mais importantes funções do tesoureiro é assegurar o equilíbrio financeiro da empresa, coordenando eficazmente as atividades de compras, estocagem e vendas.

 

2.7 MANUTENÇÃO DO SALDO DE CAIXA

Apresenta-se uma das finalidades da gestão do caixa é manter um saldo de caixa adequado as suas atividades, em função da incerteza associada aos fluxos de recebimentos e pagamentos.

 

Podem ser considerados como elementos de caixa, além dos recursos monetários (numerários e depósitos bancários a vista, as aplicações financeiras de liquidez imediata). Os recursos monetários não produzem nenhum rendimento direto (no Brasil) e, geralmente, as aplicações de liquidez imediata produzem rendimentos  menores do que aplicações de prazos mais longos. por essas razões, o saldo de caixa deve ser mantido o mais baixo possível (HOJI,2003 p.114).

 

Tem-seque até meados da década de 90, com altas taxas de inflação, a sobrevivência das empresas dependia fortemente da eficiência da administração do caixa, pois qualquer recurso não remunerado era depreciado significativamente de um dia para outro.

Hoji (2003) ainda coloca que esses fatores fizeram com que o mercado financeiro criasse instrumentos financeiros que minimizavam as perdas por depreciação da moeda, tais como contas remuneradas e aplicações remuneradas de curtíssimo prazo. Com isso, alguns desses instrumentos financeiros continuam existindo, mesmo com a estabilização da taxa de inflação em níveis internacionais.

As empresas precisam manter o saldo de caixa, basicamente, para atender as seguintes necessidades:

Pagamentos de transações geradas pelas atividades operacionais como: Matérias primas, serviços profissionais e salários;

Amortização de empréstimos e financiamentos;

Desembolsos para investimentos permanentes;

Pagamentos de eventos não previstos; e

Reciprocidades em saldo médio exigidas pelos brancos (HOJI,2003).

 

 

2.8 A IMPORTÂNCIA DO SISTEMA DE CAPITAL DE GIRO

O tamanho e a importância da função da administração financeira depende do tamanho da empresa. Em empresas pequenas, o funcionamento das finanças é geralmente cumprido pelo departamento de contabilidade. À medida que a empresa cresce, o funcionamento das finanças evolui para um departamento em separado, conectado diretamente com o diretor-presidente da companhia ou através do vice-presidente de finanças.

Hoji (2003, p. 110) destaca que “o capital de giro é conhecido também como capital circulante e corresponde aos recursos aplicados em ativos circulantes, que transformam-se constantemente dentro do ciclo operacional”. Desta forma como o próprio nome significa, o capital de giro gira dentro da empresa e, a cada vez que sofre transformação quanto ao estado de patrimônio, produzindo reflexo dentro da contabilidade. E finalmente transforma-se em dinheiro, o valor inicial do capital de giro vai passando por acréscimo a cada transformação, de modo que, quando o capital retomar ao “estado de dinheiro”, ao completar o ciclo operacional, deverá estar maior do que o valor inicial.

Gitman (2001, p. 41), aponta que "o diretor tesoureiro é comumente responsável por lidar com as atividades financeiras, tais como planejamento financeiro e captação de recursos, tomar decisões de desembolso de capital, assim como gerenciamento de caixa, crédito e fundo  de pensão". Com isso, o controlador é responsável pelas atividades de contabilidade da sociedade anônima, o gerenciamento de impostos, assim como a contabilidade financeira e de custos.

Melo (1999), afirma que o capital de giro tem participação importante no desempenho operacional das empresas, cobrindo geralmente mais da metade de seus ativos totais investidos. Tem-se então que uma administração inadequada do capital de giro resulta normalmente em sérios problemas financeiros, contribuindo efetivamente para a formação de uma situação de insolvência.

É importante ter em conta que a administração do capital de giro trata dos ativos e passivos correntes como decisões interdependentes. Por exemplo, a perda da liquidez pela maior participação de estoques no ativo circulante deve ser compensada por um maior volume de caixa; a presença de passivos de prazos mais curtos exige, por seu lado, ativos correntes mais líquidos, e assim por diante (MELO, 1999).

Diante de seu contexto de mercado, as empresas formalizam estratégias operacionais de atuação, principalmente em relação á administração do capital de giro, avaliando seus investimentos correntes e selecionando os passivos mais adequados. Metha (1974 MELO,

1999), dão como exemplo, uma possível alternativa de retomada das vendas pode processar-se pelo incentivo das vendas a prazo, exigindo-se, neste caso, maior volume de investimentoem circulante.

Assim, a definição de todo o montante obtido de capital de giro é uma tarefa com sensíveis repercussões sobre o sucesso dos negócios, exercendo evidentes influências sobre a liquidez e rentabilidade das empresas.

Sob determinado enfoque, uma empresa deve investir em capital de giro enquanto o retomo marginal dos ativos correntes se mantiver acima do custo dos recursos alocados para

seu financiamento (SANVICENTE e SANTOS, 1987). Apesar de a quantificação destas medidas de custo e do retomo sem sempre ser operacionalmente simples na prática, a proposição é relevante principalmente como uma orientação teórica para as decisões que envolvem investimentos em capital de giro.

Sanvicente; Santos (1987), ainda destaca que este ainda é associado a sazonal idadesdos negócios, que determina variações nas necessidades de recursos ao longo do tempo; fatores cíclicos da economia, como recessão, comportamento do mercado etc.; tecnologia, principalmente aplicada aos custos e tempo de produção; e políticas de negócios, centradas em alterações nas condições de venda, de crédito, produção etc.

 

2.9 FONTES DE CAPITAL DE GIRO

Os passivos circulantes representam as fontes de financiamento a curto prazo da empresa.

Segundo Hoji (2003) algumas fontes são geradas pelas próprias operações, tais como duplicatas a pagar aos fornecedores, impostos a recolher, salários e encargos sociais a pagar.

Outras são provenientes de atividades financeiras, como os financiamentos e empréstimos bancários.

 

A utilização de uma fonte de recursos de longo prazo para financiar investimentos de curto prazo não é recomendada pelo risco do empreendimento. Porém, investir em itens do ativo circulante, é aceitável quando o potencial de lucros gerados superar os custos do financiamento em questão. Se este potencial não for gerado, haverá uma má aplicação de recursos. É o caso do aporte de recursos para sanar temporariamente insuficiências de caixa. Caso não houver o crescimento dos negócios em termos reais, a empresa certamente enfrentará problemas de liquidez, quando tiver que pagar os recursos captados em fontes de longo prazo (ZDANOWICZ, 2004, p.95).

 

Assim, a principais fontes de financiamento são onerosas, pois geram encargos

financeiros, tais como empréstimos e financiamentos bancários e parcelamentos de impostos vencidos. As duplicatas a pagar aos fornecedores de materiais e serviços, se forem financiadas, embutem encargos financeiros, de uma forma ou de outra.

 

Muitas vezes, ocorre o seguinte: existe o “preço normal de tabela”, com prazo de pagamento de 30 dias, mas obtém-se um desconto se for pago a vista. Nesse caso, deve ser considerado como "preço normal" aquele de pagamento a vista, e "preço normal de tabela" o preço com encargos financeiros incluídos (HOJI, 2003 p. 110).

 

Com isso, existem fontes de financiamento não onerosas geradas naturalmente pelas operações normais da empresa. As principais são: os salários pagos, encargos sociais a recolher, impostos a recolher e provisões para férias de 13° salário. Hoji (2003) ainda destaca que existe grande variedade de operações financeiras no mercado financeiro que atende às necessidades de financiamento de curto prazo das empresas.

Porém, um país· que depende substancialmente de capital estrangeiro para impulsionar seu crescimento econômico (por insuficiência de poupança interna) tem, de modo, os custos de empréstimos em moeda local mais altos do que os custos de empréstimos em moeda estrangeira.

 

2.10 FLUXO DE CAIXA COMO INSTRUMENTO GERENCIAL DA EMPRESA

Geração de caixa é algo fundamental na organização, em seus estágio inicial, em seu desenvolvimento e mesmo no momento de sua extinção.

Frezatti (2006) coloca que de alguma forma, demonstrar a geração de Caixa que possam trazer, seja um projeto de investimento isolado, tendo seu mérito avaliado, ou um caso de fusões e aquisições em que o E V A (Economic Vale Added) seja identificado.

Um instrumento gerencial é aquele que permite apoiar o processo decisório da organização, de maneira que ela esteja orientada para os resultados pretendidos.

 

Considerar o fluxo de caixa de uma organização um instrumento gerencial não significa que ela vai prescindir da contabilidade e dos relatórios gerenciais por ela gerados. Apo contrário, com o fortalecimento dos relatórios gerenciais gerados pela contabilidade se pretende aliar a potencial idade do fluxo de caixa para melhor gerenciar suas decisões (FREZATTI, 2006 p. 28).

 

Desta forma trata-se de considerar que o fluxo de caixa também deve ser compreendido como instrumento que traga subsídios para o processo de tomada de decisões.

Assim, o simples reconhecimento disso já é um grande passo para que os gestores do negócio possam dispor de informações adequadas (FREZATTI, 2006).

 

O fluxo de caixa de uma organização deve conter detalhamentos que permitam a adequada análise das informações contidas. Um fluxo de caixa não adequadamente estruturado leva a empresa a não entender, não analisar e não decidir adequadamente  sobre sua liquidez (FORTUNA, 1994 apud FREZATTI, 2006 p. 35)

 

A gestão do fluxo de caixa de uma empresa passa pela estruturação conceitual de elementos que irão afetar a liquidez e mesmo viabilizar seu adequado gerenciamento. Dessa maneira, os princípios iniciam tal elenco, tendo enorme importância em termos de postura da empresa frente à gestão da liquidez. Hoji (2003, p.143) ainda destaca que "a apuração correta do fluxo de caixa por unidade de negócios traz vantagens significativas na avaliação do desempenho empresarial, pois é possível avaliar o retorno sobre o investimento de forma adequada". “O fluxo de informações para a gestão de caixa é algo que de vê ser planejado pela empresa. Afinal, trata-se de elemento de grande importância qualitativa e de otimização de resultados com diminuição dos riscos” (FREZATTI, 2006, p.56). Quanto à montagem do fluxo projetado implica em que, antes de iniciada, o gestor tenha uma visão geral do que a espera. Frezatti (2006) afirma que é importante que perceba os  passos requeridos. Significa dizer que a primeira coisa a ser definida é o enfoque do fluxo de caixa nessa organização. Uma vez definido, pode-se discutir o horizonte, o plano de contas e elaborar a arquitetura do sistema. A partir de então, a metodologia pode ser especificada, as fontes de informações e o formato definidos.

“Após a projeção, a análise deve ser desenvolvida. Uma vez satisfeitas às necessidades, a aprovação deve ser obtida, para, posteriormente, o acompanhamento ser processado” (FREZATTI, 2006 p. 65).

   

3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

Razão Social: Armarinhos Figueira Ltda.

Nome Fantasia: Armarinhos Figueira

CNPJ:00.000.000/0001-00

Endereço: Avenida Afonso Pena, 2003 Cidade: Campo Grande- Estado de Mato Grosso do Sul.

A empresa possui dois sócios proprietários, Sra. Manoela Arruda e Marcio Morais Arruda, que trabalham juntos há quase 15 anos.

A empresa tem como público-alvo a cidade de Campo Grande e Região.

Com foco centrado no varejo (classe média)), a Empresa também atende as classes sociais menos abastadas.

Destaca-se que a empresa não possui prédio próprio, mas os proprietários afirmam que já estão fazendo investimentos e planos para que futuramente tenham instalações próprias.

Esta é uma empresa basicamente familiar que está em amplo crescimento.  A empresa conta com uma grande quantidade de clientes e isso se deve ao conhecimento de um dos sócios por já atuar no ramo há 26 anos.

É importante destacar que a Empresa tem em sua missão valorizar os clientes,

oferecendo aos mesmos qualidade em seus produtos, pois acredita que para manter uma clientela fidelizada é importante oferecer sempre o melhor e principalmente oferecer boas condições de pagamento.

Para Arruda (2003) ter a empresa uma visão sistêmica permite que haja um alicerce, uma base, na tomada de decisões. De forma que a visão da empresa é útil, pois se sabe que uma organização comercial constantemente precisa decidir sobre os mais variados assuntos.

Então fica claro que a visão é extremamente importante para que a empresa tenha um posicionamento, um padrão de atitude. Não se pode deixar de mencionar que os valores de uma empresa estão intimamente relacionados à visão que será adotada.

Destaca-se que existem possibilidades da empresa crescer, uma vez que os proprietários pretendem aumentar as instalações físicas da mesma, visando assim aumentar também a quantidade e tipos de produtos, almejando assim ampliar também sua capilaridade.

Por fim, tem-se que conseqüentemente a maior ameaç

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/financas-artigos/trabalho-de-conclusao-de-curso-ufms-1393413.html

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