Falando Sobre Futebol ( A Peleja)

Publicado em: 01/12/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 551 |

FALANDO SOBRE FUTEBOL (a peleja)

 

Eu tinha muito o que escrever sobre ontem à noite, mas ela pode não gostar. O que se fala não se escreve.  E como ela fa­lou...

O clima esquentou ontem à noite. Ape­nas me permito divulgar laconicamente isso. O resto fica para a imaginação de vocês. Da­rei ape­nas umas dicas futebolísticas sobre o que não aconteceu, sobre o que não foi falado. Com criatividade e por eliminação vocês podem concluir por conta própria o que foi dito e feito.

Antes de mais nada é preciso afirmar que a Nike não estava patrocinando nada e que o desempenho dela não ia interferir em possíveis contratos publicitários. Ela não chegou vestida de canarinho, não colocou caneleiras, bem como não estava de chuteiras. Não entrou nervosa, nem teve convulsão pela manhã. Não falou que queria porque queria aparecer para a torcida (não havia torcida), nem de­clarou: “Tudo faremos pela vitória”". Não foi preciso aquecimento no vestiá­rio, não teve hino, coro ou bandeiras. Não houve cara ou coroa para de­cidir quem ficaria de que lado e quem daria o pontapé inicial. Não houve pontapé em mo­mento al­gum, nem entrada violenta ou carri­nhos, se bem que ela não deixou de receber uma entrada dura por trás. Ela não ficou fazendo cera, não fez tudo para haver pror­rogação e não levou cartão vermelho ou advertên­cia, aliás, não havia juiz, bandeirinha, ou linha de que divide a área. Ela não ficou o tempo todo com a bola nos pés. Não houve cabeçada em momento algum, nem tiro livre indi­reto. Ela não se posicionou bloqueando a intermediária, ou foi direto para o ataque, nem caiu na retranca, ou ficou só insistindo pelo meio, no vai-e-vem. Ela não deu entrevista no intervalo. Não houve ne­cessidade de substituição por problemas técnicos, falta de pre­paro físico ou por contusão. Ela não caiu com caimbras. Não havia ninguém se aquecendo para entrar nos minutos finais. Ela não gritou na hora do gol, mas não deixou de vibrar muito. Não foi uma noite sem gol. Não houve cobertura da imprensa, nada foi gravado ou televi­sionado. Luciano do Vale e Galvão Bueno sequer souberam do acontecimento. Não teve apito inicial ou final. Não houve erro de fina­lização. Não houve vencedor, ela não reclamou que o Dunga acabou cansado e ao final, não trocamos de camisas.

Terminada a narrativa, só espero que ela não ache que fui por demais explícito!

    

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    gol

    ,

    penalti

    ,

    tiro livre

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