O Manual Da Excelência Arquitetônica
O Manual da Excelência Arquitetônica
Por Abraão Dahis*
Como criar espaços que produzam somente efeitos benéficos às vidas das pessoas que os utilizarem, sem saber quem são, o que gostam ou não, o que querem e o que esperam da vida estando ali? Como garantir que meu projeto seja um “plano perfeito” e, esteja tão correto que me permita assumir tranquilamente este compromisso, seja perante uma criança, uma senhora idosa, um casal de jovens recém-casados, uma empregada doméstica, um porteiro ou qualquer outro que irá utilizar um espaço por mim projetado - sem eu ter levado em consideração quem realmente será este usuário final?
Como admitir o absurdo de projetar uma residência para um “público-alvo”?
Proponho a criação de um “Manual da Excelência Arquitetônica”, onde seriam listadas as necessidades gerais das pessoas em relação ao local onde pretendem viver, baseadas em levantamentos de dados, métricos e ergonométricos básicos dos moradores da região onde se construirá o imóvel, acrescidas de determinadas normas legais importantes e necessárias.
O Manual contemplaria também e, principalmente, as necessidades personalizadas, individualizadas, “marcadas digitalmente” por cada futuro morador. Seriam então desenvolvidas as soluções que contemplassem tanto os interesses de empreendedores imobiliários, arquitetos e construtores, quanto dos adquirentes das unidades do edifício ou condomínio ainda a ser construído.
É importante ressaltar que o Manual será, por princípio, um organismo vivo, não finito. Ele representará um retrato das necessidades dos moradores no momento em que ele for redigido. Depois, deverá ser atualizado constantemente, com soluções que se adéqüem às novas demandas, bem como a partir do aprendizado com as experiências anteriores.
As salas não poderão mais serem mal dimensionadas nem mal proporcionadas. Não se poderá mais obrigar ninguém a passar diariamente por uma circulação que lhe seja apertada, ou não usufruir de um sistema de ventilação e iluminação naturais eficiente. Não acontecerá de o morador ter que conviver com a ausência de uma solução humanamente adequada para determinados espaços, mesmo que legislativamente permitida, fundamentadamente projetada, criteriosamente executada e maquiadamente vendida (desta forma legal, porém indigna para com aqueles que ali irão viver). As relações se tornarão transparentes, leais e verdadeiras, com foco total no que o usuário, e somente ele, considera como a sua concepção de qualidade de vida.
Você imagina ser consultado pelo arquiteto que projetará o edifício onde você irá morar dentro de uns dois anos? Que perguntas ele lhe faria e o que responderia? “... Eu quero que ela me abrigue da chuva, do vento, do calor e do frio, me proteja e me dê tranqüilidade e calma ao voltar de um dia de trabalho. Contenha os retratos dos momentos da minha vida e da minha família, seja o berço de... etc, etc, etc...”
É preciso que exista uma relação verdadeira entre as pessoas envolvidas e esta seja transportada para o projeto da casa, de forma que ela também inspire essa confiança, essa necessária honestidade para com os moradores. Seu lar tem de ser o que ele é: ter medidas e proporções adequadas a você, sem ornamentações supérfluas, sem detalhes desnecessários nas fachadas, sem aquelas soluções simplesmente estéticas baseadas em gostos relativos. O compromisso com o que é verdadeiro deve se manter, do início do projeto até o fim da sua execução, exemplificando condutas entre as pessoas.
Os materiais seguem a mesma regra, sem modificações que interfiram na sua natureza: pedra, madeira, concreto, vidro, sem revestimentos que imitem outros materiais, como pisos que imitam mármore ou laminados que imitam madeira. Nada de falsidade! Nada de omissões! A comunicação tem que ser direta, sem interferências difusas. A nova arquitetura não deve esconder nada: caixas d’água, lavanderia ou o quarto da empregada. Tudo deve ser o que realmente é, o que se vê porque existe, da melhor forma possível. A beleza de sua casa estará na dignidade e honestidade, desde o momento de sua concepção como idéia. Integridade: o que se faz, deve seguir o que se fala e o que se promete seguido do que realmente será cumprido.
Certa vez, há muitos anos atrás, ao iniciar o desenvolvimento de um projeto de arquitetura de interiores para o apartamento de um jovem casal, minha cliente, perdeu sua mãe falecida inesperadamente. Chocada e muito triste, ela não se interessava obviamente por nada que se relacionasse com o futuro. A dor sempre a trazia para o passado e presente. Como um projeto é o planejamento de um “sonho futuro”, a se realizar em uma determinado prazo, imaginei, então, ajudá-la a superar este momento através das ferramentas que possuía. Desenvolvi uma sala de estar, íntima. Onde ela viesse a querer olhar para cima, para o alto...
Você quer sair de um estado depressivo? Levante a cabeça e olhe para cima em vez de para baixo. Veja o céu e não o chão. Estique o pescoço em vez de comprimi-lo. Mire o infinito e alimente suas vias respiratórias com oxigênio.
“Torneados em mogno com verniz poliuretano alto brilho saíam horizontalmente da parede nobre do ambiente em direção ao seu centro, e iniciavam uma curva de 90º em direção perpendicular ao teto rebaixado em gesso liso, e pintado com tinta esmalte sintético alto brilho na cor branca”.
Em outras palavras, projetei cilindros maciços de madeira de 5cm de diâmetro, que saíam de dentro da parede principal da sala, a uns 50cm do teto rebaixado e, ao se aproximarem do centro do ambiente, iniciavam uma curva subindo retos em direção ao teto. O rebaixo de gesso foi pintado com tinta branca brilhosa, e os refletia como um espelho, dando a sensação de “linhas na direção do céu”. Não lhe falei sobre minha interpretação, porém, ela aprovou a idéia de imediato e acredito que o trabalho ainda esteja lá.
Em inúmeros exemplos pelo mundo afora, os arquitetos têm procurado introduzir em seus projetos, não só estas sensíveis relações humanas com seus clientes, como também as relações destes com a natureza. Nos lugares onde as pessoas vivem, incentiva-se a criação de jardins internos ou vistas externas, aberturas superiores, tanto para que se possa olhar para o céu como para se poder trazer luz natural para o interior. Implantam-se, até mesmo, lâminas d’agua como lagos internos, que refletem o entorno, e ainda, utilizam de forma ampla a transparência dos vidros, e as influências das energias subliminares, como a Chi no Feng Shui tradicional, tentando unificar os seres humanos com suas divindades, sejam quais forem, permitindo-lhes obter o prazer e os benefícios que a energia destas interações proporciona. Provavelmente, acredito, existe algo mais “por trás das paredes”.
Falamos de “boas energias” mas, é necessário falarmos também das “más energias” que, antagonicamente existem, tal qual o branco e o preto ou o claro e o escuro. Alguns edifícios possuem grades de fechamento, alarmes, controles e vidros a prova de balas, ocasionando interiores escuros e mal ventilados. Muitas vezes não há qualquer visão do exterior a não ser pelas telas dos monitores de imagens. É como se todos estivessem ainda vivendo na idade das cavernas, com medo dos animais ferozes, das intempéries, trovões e ocorrências “inexplicáveis”, fazendo com que o medo torne a prisão melhor que a liberdade. Obviamente, não posso propor exposição a perigos, mas tenho a obrigação de pensar a respeito.
*Sobre Abraão Dahis
Graduado em arquitetura pela Universidade Santa Ursula, em 1982; Cursou marketing na Cademp da FGV - Fundação Getúlio Vargas; pós-graduado Master em Gerenciamento de Projetos pela Escola Politécnica da UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro; Practitioner em PNL - Programação Neurolinguística pelo INAp - Instituto de Neurolinguística Aplicada; Tem formação em Coaching com certificação pelo InCoaching International Coaching Institute.
É membro do CREA-RJ Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura, da SBNeC Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, do PMI Project Management Institute e do ICF International Coach Federation.
É Empresário Sênior com empresa própria desde 1986 e trabalha como Arquiteto e Gerente de Projetos, além de atuar como Coach, Colunista, Trainer e Palestrante especializado em Gestão de Projetos de Mudanças Pessoais e Profissionais. Contatos: www.espacoeexpressao.com.br
(Artigonal SC #1014573)
Palavras-chave do artigo:
administradores
,construtoras
,engenharia
,imobiliárias
,arquitetura
,engenheiros
,Arquitetos
,Urbanistas
,Construtores
,Incorporadores
,Prefeitos
A ética permeia as áreas do conhecimento do PMBOK - Project Management Body of Knowledge. Assim, o Código de Ética e de Conduta Profissional do PMI é um documento específico que norteia as obrigações básicas de um gerente de projetos quanto à responsabilidade, respeito, justiça e honestidade. Se o aceite ao código é requisito para a obtenção do certificado PMP (do PMI, o seu cumprimento é requisito para o exercício pleno da profissão de gerente de projetos e para se ter a consciência tranquila!
A consultoria empresarial é uma atividade que cresce cada vez mais no mercado mundial e nacional. Será que voc6e também precisa dela?
O mercado está repleto de opções para software de gestão. São tantas, que as vezes fica mais difícil decidir qual é o melhor software do que qual é a melhor empresa.
A gerência de projetos atribui baixa prioridade para a área de comunicação na fase de planejamento de um projeto, porém, isto a transforma em uma das áreas com maior quantidade de problemas na execução do projeto. Para endereçar esta característica dever-se-ia elaborar um efetivo Plano de Comunicação no projeto, monitorando-o durante sua execução.
A cada dia, as exigências para o gerenciamento de projetos se sofistica em termos de habilidades, competências e ferramentas. Assim, o gerente de projetos além de conhecer as boas práticas contidas no PMBOK do PMI, deve sim assumir uma postura de profissional reflexivo, pesquisador e crítico.
A organização está inserida num meio ao qual condiciona de diversas maneiras (através de sua produção, através das pautas culturais que impõe aos indivíduos que a integram, que por outro lado também integram o meio, etc.) . Mas por outro lado, as características da organização são em parte produto do meio que a condiciona. Produz para a sociedade, mas ao mesmo tempo é produzida por ela.
De forma indiscutível, o gerenciamento dos Recursos Humanos é um item fundamental no projeto, uma vez que são as pessoas que 'fazem as coisas acontecerem'. Como estimular e incentivar as equipes, para que se motivem?
Os indicadores de projetos, além de monitorar o desempenho de um dado projeto, indicam tendências futuras caso a situação permaneça inalterada no projeto. Embora os indicadores não mostrem quais são os problemas existentes, a sinalização evidenciada pelos indicadores aliada à análise de causa-raiz na dimensão analisada (custo, prazos, qualidade, satisfação do usuário dentre outras) permitirá a identificação dos problemas para posterior tomada de decisão e implantação de plano de ação corretivo.
Pergunto: A vida então, poderá existir sem projetos? Considero “Projetos de Vida” todo o plano, idéia, sonho ou evento, que possa se tornar realidade, em algum momento de nossas vidas, seja um simples churrasco para os amigos, a redação de um livro, a reforma ou a compra de sua casa, uma viagem para conhecer todos os países do mundo, a realização de um evento ou ainda, o projeto para a edificação de um gigantesco complexo turístico a ser construído na Lua, por exemplo, entre outros tantos...
Você combinou de jantar com a esposa no restaurante para comemorar as bodas, está no meio de um tratamento dentário, tem projetos a serem iniciados, planos para a semana que vem, precisa autenticar um documento em cartório, colocar gasolina no carro e, de repente, sem mais nem menos, no meio da tarde, você morre! E aí?
Muito se fala na influência da arquitetura sobre a qualidade de vida de seus moradores ou de qualquer pessoa que dela faça uso. Eu nunca pude admitir a arquitetura funcional versus a arquitetura estética, sendo uma ou outra mais ou menos importantes, nem independentes ou solitárias na criação de qualquer espaço a ser ocupado por uma pessoa.
Como criar espaços que produzam somente efeitos benéficos às vidas das pessoas que os utilizarem, sem saber quem são, o que gostam ou não, o que querem e o que esperam da vida estando ali? Como garantir que meu projeto seja um “plano perfeito” e, esteja tão correto que me permita assumir tranquilamente este compromisso... sem eu ter levado em consideração quem realmente será este usuário final?
...Você vai embarcar em uma viagem com destino certo: a sua independência financeira. Saneando e mantendo o controle de suas finanças, você poderá passar a utilizar os processos de um Coach Sistêmico (de Vida) ou um Coach Focal, visando mudanças específicas na carreira, em relacionamentos, em negócios, etc...
...A “Administração Holística” tem como base que a empresa não pode ser vista como um conjunto de departamentos que executam atividades isoladas, mas sim como em um conjunto único, com um sistema aberto em continua interação. O que podemos chamar também por Teoria Sistêmica pois tudo faz parte de um mesmo sistema...
Paradigmas devem ser analisados e, se possível, "quebrados". Quando Nicolau Copérnico disse que o Sol era o centro do universo e não a Terra, ele mudou um paradigma e, junto com ele, uma série de outras crenças agregadas. Um único paradigma pode englobar uma forma de ver as coisas que interfere em uma série de outras coisas.
"Os Cenários Prospectivos são configurações de imagens de futuro condicionadas e fundamentadas em jogos coerentes de hipóteses sobre os prováveis comportamentos das variáveis determinantes do objeto de planejamento". Difícil de entender?

