ASSÉDIO MORAL E SEXUAL – PREJUIZOS PARA AS EMPRESAS

20/07/2010 • Por • 1,062 Acessos

ASSÉDIO MORAL E SEXUAL – PREJUIZOS PARA AS EMPRESAS.

O tema "Assédio Moral" e "Assédio Sexual" vêm sendo muito falado e discutido nos meios sociais, nas rodas de amigos, nas comunidades, em programas de rádio, TV, Internet e em Jornais. O que não se aborda é: "está se tornando cada vez mais comum encontrarmos processos nos Tribunais de Justiça do Trabalho em busca de reparação de danos e prejuízos causados por esses atos cometidos em ambiente corporativo".

 

Esses processos estão se tornando um dos fatores mais prejudiciais às empresas causando sérios prejuízos e comprometendo até mesmo a saúde financeira de algumas delas.  Muitos desses processos são justificados pela atitude dos superiores em relação aos seus subordinados. Talvez haja falta de informação, preparo e experiência em lidar com subordinados, das pessoas que assumem a liderança nas empresas.

 

Uma das causas para que isso esteja ocorrendo, segundo algumas informações que me chegam, é que muito dos réus nesses processos são profissionais jovens que se aproveitam do cargo de liderança para humilhar, mal tratar e obter vantagens, até mesmo sexuais, de seus subordinados. Muitos se calam e acabam aceitando essas humilhações com medo da demissão. Essas atitudes não cabem mais nos dias de hoje.

 

Cabe as empresas melhorarem o relacionamento entre lideres e liderados. Prevenir a conduta de assédio para evitar prejuízos para empresas e acabar com o terror psicológico causados por esses atos, deveria ser uma das funções, no meu ponto de vista, de competência da área de recursos humanos das empresas. Para tanto, bastaria uma simples avaliação de comportamento e relacionamento desses profissionais.

 

Como já comentei em artigos anteriores, liderança não é imposta e conquistada pelas atitudes, competência, experiência e o respeito que se consegue de seus subordinados. O líder tem que ser admirado pela sua equipe; tem que ser aquele que encontra soluções para os problemas, não o que encontra problemas sem solução.

 

Se você que está lendo essas matérias tiver conhecimento de casos que ocorreram, estão ocorrendo, ou soluções que foram encontradas para resolver situações parecidas com colegas de trabalho, amigos ou parentes e quiserem contribuir para chamar a atenção de empresas para esse tema poderá enviar-me por email (nbs.gestaocomercial@gmail.com). Tenho certeza que muitos de vocês já enfrentaram situações parecidas com as que são relatadas aqui.

 

Enquanto isso, mais casos que venho tomando conhecimento. Espero que sirva de alerta e informação.

 

 

 

Assédio moral coletivo já preocupa empresas.

 

Obrigar o funcionário a fantasiar-se de palhaço, chamar uma empregada por apelido constrangedor, coagir um trabalhador a fazer campanha política, instituir terror psicológico para cumprimento de metas, regular idas ao banheiro.  Esses são alguns casos que chegaram ao Judiciário do País sobre assédio moral, fenômeno que começa a preocupar empresas em ações coletivas movidas pelo Ministério Público do Trabalho e faz com que a busca por orientação aumente.

 

"Essas indenizações são muito mais altas e 'pegam' no bolso dos empresários", afirma o advogado Otavio Albrecht, do Palópoli Advogados Associados, citando caso de um banco condenado a pagar R$ 500 mil. Segundo ele, as condenações sobre dano moral coletivo estão se firmando e chegando agora ao Tribunal Superior do Trabalho (TST).

 

"Como as indenizações em ações individuais variam apenas de R$ 5.000 a R$ 10 mil para evitar o enriquecimento ilícito existe menos procura por treinamentos que previnam condutas de assédio. Agora a demanda por orientação deve aumentar", afirma.

 

O advogado Miguel Machado de Oliveira, do escritório Machado de Oliveira e Gattozzi Advogados Associados, afirma que o número de ações individuais por dano moral vem crescendo, mas são casos isolados em que as condenações chegam a valores altos. "É cada vez mais comum a orientação que escritórios fazem para implementar boas práticas nas empresas", afirma.

 

O ministro João Oreste Dalazen, vice-presidente do Tribunal, já afirmou que as empresas devem coibir a prática por meio de uma política que privilegie o esclarecimento, o diálogo e a democratização das decisões. A empresa deve ainda estabelecer, segundo o ministro, um canal de comunicação para que as vítimas possam transmitir esses fatos aos escalões superiores.

 

A advogada Solange Fiorussi, do escritório Maluf e Moreno, Advogados Associados, afirma que as empresas devem esclarecer que atitudes discriminatórias, pressão excessiva por resultados, exposição de funcionários à situações humilhantes e constrangedoras, brincadeiras, apelidos e outros comportamentos depreciativos podem caracterizar o assédio, desde que sejam eventos repetitivos e constantes. "A direção deve estar aberta para solucionar os problemas, já que podem ocorrer represálias", diz.

 

Oliveira afirma que os chefes devem ser treinados para falar e agir corretamente com seus subordinados. "Deve prevalecer o bom senso", diz, lembrando que o assédio envolve questões subjetivas que sempre provocam dúvidas.

 

Segundo ele, as provas mais aceitas são as testemunhais e até documentais, como e-mails por exemplo. "A jurisprudência dos tribunais ainda não é consolidada, mas é preciso fazer um trabalho preventivo, inclusive acompanhando decisões do judiciário", destaca.

 

Albrecht ressalta que casos de assédio moral envolvem produção de muitas provas, que devem ser produzidas pelo próprio empregado ofendido.

 

Levantamento divulgado no ano passado pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro mostrou que as denúncias no estado vêm crescendo a cada ano. O total de casos investigados deu um salto nos últimos quatro anos, passando de 17, em 2004, para 117, em 2008, alta de 588,2%.

 

Fonte: Diário do Comercio e Indústria, Andréia Henriques, 06.07.2010

 

 

 

 

 

 

 

 

Perfil do Autor

Nelson B. Sousa

Gestão Comercial, Motivação e Gestão de Equipes. Gestão de Trade Marketing. Acompanhamento de Desempenho, Desenvolvimento de Campanhas de...