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Informações Mercadológicas, Ética, Negócios E O Estagiário

Por: Alfredo Passos Ranking do Autor Bronza Autor nos TOP 100 | Publicado em: 11-07-2008 | Comentários: 0 | Acessos: 153 | Avaliação:  (118) Ranking do Artigo Azul (?)


“ A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar, quando alguém pergunta”. (VALLS, 1993)

Ética: conduta, ou relativo aos costumes
. Podemos concluir que ética e moral são palavras sinônimas. A lei básica da ética e da moral foi estabelecida séculos antes de Cristo.

Uma de suas versões é a "Lei de ouro" (Confúcio, 500 a.C.): "Façam aos outros o que gostariam que lhes fizessem. Não façam aos outros o que não gostariam que lhes fizessem. Vocês só precisam desta lei. É a base de todo o resto".

A primeira coisa a ressaltar da ética é que não se trata de um conjunto de proibições.

Ela busca explicar, compreender, justificar e criticar um tipo de comportamento humano que não é natural, o homem não nasce com ele, mas é adquirido ou conquistado a partir do relacionamento social na comunidade em que nasce ou vive, a exemplo: Se uma criança de dois anos bate em outra, a outra vai bater nela também. E a criança aprenderá que não convêm bater nos outros.

Esta é uma regra moral básica - e nenhum conhecimento além da percepção foi necessário para que a criança se desse conta dela. Da mesma forma, lobos e leões não devoram uns aos outros, ou já estariam extintos.

São regras de convívio aprendidas por tentativa e erro. A elas chamamos moral. A maioria das crianças já tem seus fundamentos morais estabelecidos na idade infantil, pela experiência adquirida ao testar seus limites e por imitação dos adultos. Só mais tarde conceitos como o certo e errado começam realmente a entrar em suas mentes - e distorcem tudo.

A moralidade garante nossa sobrevivência e também torna a vida mais agradável. Ela é sua própria recompensa na maioria dos casos com finalidade única de orientar a prática, pois o homem é um ser dotado de consciência moral, portanto, o homem possui senso ético.

A frase de Thomas More “Nenhum homem é uma ilha” ajuda-nos a compreender que a vida humana é pura e simplesmente convívio.

No convívio social e comunitário que se dá a relação com o outro, o surgimento de problemas e as indagações:


  • O que devo fazer?



  • Como agir?



  • Como me comportar perante o outro?



  • Diante da corrupção e das injustiças, o que fazer?


Portanto, constantemente no nosso cotidiano encontramos situações que nos colocam problemas que dizem respeito às nossas decisões, escolhas, ações e comportamentos os quais exigem uma avaliação, um julgamento, um juízo de validade entre o que considerado: bom ou mau, justo ou injusto, certo ou errado.

É prático e concreto da nossa vida em sociedade, ou seja, o problema é que não costumamos refletir e buscar os “porquês” de nossas decisões, escolhas, ações, e comportamentos.

Agimos por força do hábito, com isto, perdemos nossa capacidade crítica diante da realidade. Em outras palavras, não costumamos fazer ética, pois não fazemos a crítica, nem buscamos explicitar e compreender a realidade.

O fato de que os seres humanos são capazes de concordar minimamente entre si sobre princípios como justiça, igualdade, dignidade etc., cria oportunidades para que esses princípios possam vir a ser postos em prática.

A ética se baseia no exercício da razão, não na esperança de uma recompensa ou no medo de um castigo, Se nós entendemos por que é preciso fazer isto ou não podemos fazer aquilo, nossa ética será muito mais forte do que a imposta.

No mundo dos negócios os homens podem ser analisados por suas ações e seu comportamento, tendo-os como base, ou seja, cada indivíduo é a representação viva de seus atos e comportamento, que resultam em credibilidade - reflexo da prática de valores como a integridade, honestidade, transparência, qualidade do produto, eficiência do serviço e respeito ao consumidor e/ou cliente -; um excelente fator de competitividade agregando valor à imagem das empresas.

E foi através dessa discussão de Ética, que em 1986, profissionais fundaram a Society of Competitive Intelligence Professionals - SCIP (Associação dos Profissionais de Inteligência Competitiva), criaram um Código de Ética, válido até hoje, principalmente nos páises desenvolvidos.


  • Continuamente buscar ampliar o reconhecimento e respeito pela profissão.



  • Cumprir todas as leis aplicáveis, domésticas e internacionais.



  • Divulgar todas as informações relevantes, incluindo a própria identidade e respectiva organização, antes de todas as entrevistas.



  • Respeitar todas as solicitações de confidencialidade das informações.



  • Evitar conflitos de interesse, no cumprimento de suas obrigações.



  • Fornecer recomendações e conclusões honestas e realistas, no cumprimento de suas obrigações.



  • Promover este código de ética dentro de sua companhia, entre contratados terceirizados e no âmbito de toda a profissão.



  • Aderir e obedecer fielmente às políticas, objetivos e orientações da organização para a qual se está trabalhando


Fonte: SCIP

Por isso, da mesma forma que a sociedade brasileira não aceita mais algumas situações, como por exemplo, produtos que não "entregam" o que "prometem", da mesma forma contratar um estagiário e solicitar que ele telefone para as empresas concorrentes perguntando sobre os preços praticados e dizendo que está fazendo um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), também está com os dias contados.

Não porque as empresas (executivos, gestores, supervisores) vão ficar "boazinhas" do dia para a noite, mas porque os estudantes não estão aceitando fazer "tudo por dinheiro".

Garantir o estágio hoje, pode representar "danos" a carreira amanhã.

Que tal falar com um executivo solicitando preços de produtos para um trabalho "universitário" e amanhã ser chamado para trabalhar nesta empresa?

Esta ação pode ser classificada nas "competências e habilidades"?

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Fonte Artigos - Artigonal.com

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Alfredo PassosPerfil o autor:

Alfredo Passos, Professor da ESPM, Partner da Knowledge Management Company, http://www.kmchouse.com.br/
Membro e Voluntário da SCIP. Autor dos seguintes livros sobre Inteligência Competitiva: “Inteligência Competitiva para pequenas e médias empresas: como superar a concorrência e desenvolver um plano de marketing para sua empresa”;
“Inteligência Competitiva - Como fazer IC acontecer na sua empresa” e
“E a concorrência…não levou! - Inteligência Competitiva para gerar novos negócios empresariais”. Estes livros foram publicados pela LCTE Editora. Escreve sobre Inteligência Competitiva no blog http://alfredopassos.wordpress.com/

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