O Operador Logístico

06/07/2012 • Por • 208 Acessos

O Operador Logístico

O conceito de operador logístico vem sendo gradativamente objeto de interesse especial por parte de muitas empresas. Isto ocorre devido ao fato de que cada vez mais as empresas prestarem atenção ao seu real foco.  Assim, uma vez estabelecida a principal competência da empresa, a delegação para terceiros de uma série de serviços logísticos é ato contínuo, o que gera uma oportunidade imensa neste campo. Mas o que vem a ser um operador logístico?

De acordo com a ABML – Associação Brasileira de Movimentação e Logística, o operador  logístico é o fornecedor de serviços, especializado em gerenciar e executar todas ou partes das atividades logísticas nas várias fases da cadeia de abastecimento de seus clientes, agregando valor aos produtos e que tenha competência para, no mínimo, prestar simultaneamente serviços nas três atividades básicas de controle de estoques, armazenagem e gestão de transportes. Então, é possível entender que o operador logístico pode assumir algumas ou todas as atividades logísticas de uma empresa, o que significa uma ampla gama de serviços que engloba desde tarefas mais simples, como administrar o estoque dentro do armazém do próprio cliente, até operações complexas de suprimentos de linhas e distribuição de produtos.

E, o desenvolvimento das diversas atividades assumidas por um operador logístico perante o contratante pressupõe a existência de condições mínimas no que diz respeito à infra-estrutura necessária para tal. Dentro deste requisito encontram-se os aspectos referentes a instalações físicas, equipamentos específicos, recursos humanos, hardwares e softwares que, via de regra, demanda investimentos de "grosso calibre".  Assim, a necessidade de aperfeiçoar os transportes tornando-os confiáveis e eficazes em respostas às diversas situações existentes no mercado - cite-se como exemplo o e-commerce - faz com que os operadores logísticos acertem  sua frota para cumprir as tarefas envolvidas em tais situações. Dessa forma, para a entrega dos produtos oriundos do comércio eletrônico, exige um perfil de frota específico para a realização destas entregas, principalmente nos grandes centros urbanos, entregas áreas  para entregas de maior rapidez e urgência dos pedidos. Veículos com capacidade de carga menor  por exemplo, Vans (têm devido ao seu projeto, como característica a facilidade de realização de manobras, estacionamento e até aspectos referentes aos níveis de emissão de poluentes), e motocicletas, permitem a agilidade e a rapidez necessárias ao cumprimento dos prazos acordados pelos operadores junto aos embarcadores.  Já  para o abastecimento do segmento atacadista/varejista, verifica-se a necessidade do investimento em veículos também com características específicas quanto à capacidade de carga, apresentação do baú quando do transporte de produtos congelados, resfriados, com acesso lateral (tipo sider), rebaixado para transporte de bebidas, por exemplo, com plataformas traseiras ajustáveis às diferentes alturas de docas nos clientes, entre muitos outros pontos. Neste aspecto é importante salientar que a indústria automobilística tem tido um posicionamento bastante positivo. Através da aplicação dos conceitos como a "engenharia simultânea", tem procurado desenvolver os produtos de acordo com a real necessidade do mercado. Quanto ao aspecto instalações físicas, o operador logístico tem que investir grandes somas em áreas (armazéns) que permitam as operações de armazenagem, controle de estoque, cross docking, por exemplo.


Então, de maneira geral, pode-se afirmar que os investimentos necessários vão muito além dos realizados em frota/transporte e em armazéns. A  estratificação um pouco mais detalhada das necessidades que interferem no perfeito gerenciamento das operações logísticas, leva à definição de aspectos como os que dizem respeitos aos unitiza dores a serem utilizados, dos equipamentos de movimentação de materiais tais como empilhadeiras,  paleteiras, transportadores contínuos, dos softwares para gestão de estoques, armazenagem, otimização das rotas de distribuição física e da necessidade de treinamento dos recursos humanos.

Em resumo, existe a necessidade de investimentos significativos em frota, tecnologia de informação, equipamentos de gestão de risco, gestão de recursos humanos e produtividade para atender à necessidade crescente da Logística, com o objetivo de reduzir os custos operacionais e de estoques e garantir a melhoria do nível de serviço prestado.

Finalmente, é interessante pontuar uma tendência para o setor de operadores logísticos que vem se consolidando: a entrada de grandes operadores logísticos e a parceria – ou mesmo a aquisição – de operadores logísticos brasileiros pelos estrangeiros. Este é um movimento mundial e deve ampliar-se no Brasil também. É importante lembrar que a globalização e as fusões são partes do mesmo processo; as empresas operam globalmente, mas, precisam de soluções locais e a melhor maneira de se entrar em um mercado rapidamente é através de parcerias com operadores logísticos locais, que conhecem as peculiaridades deste mercado.

Perfil do Autor

Julio Cesar Pereira Brito

Julio Cesar Pereira Brito Profissional na area de logistica a mais de 20 anos no mercado atuando a frente de equipes de logistica e escrita fiscal, MBA logstica empresarial e supply chain.