O terror da avaliação de desempenho

10/09/2012 • Por • 80 Acessos

     Avaliar o desempenho de um funcionário não é um dom, é uma ação que se adquire e desenvolve ao longo da vida profissional, no entanto, infelizmente grande parte dos avaliadores não conseguem nunca.

E o que muitos desses mesmos avaliadores falam para se justificar? Que não há real necessidade nisso, que a avaliação do trabalho do funcionário é, de fato, cotidiana, ou que simplesmente não gostam de fazer. Não passa de uma desculpa esfarrapada, pois na verdade, eles não sabem como fazer, já que há um histórico profissional que nunca lhes ensinou nada a respeito disso.

Além de tudo isso, um dos grandes motivos para esse terror dos avaliadores é o medo de assumir essa função. Não é explícito por parte deles, porém eles demonstram afastamento quando vem a avaliação com diversas saídas como receio de desmerecer o trabalho alheio, a impotência para julgar o outro e até culpando os próprios subordinados, dizendo que eles tem medo de serem avaliados.

Por trás disso, há um outro significado mais profundo que vai além. Quando o avaliador analisa o trabalho do seu subordinado, na cabeça dele a ideia que vem é de que a maneira com o que o seu funcionário faz seu trabalho é a mesma maneira como ele mesmo (avaliador) também faz. Com isso vem o medo da auto-avaliação.

Em qualquer situação, o avaliador não deve se ausentar e evitar fazer a análise de seu setor, pois a única razão de temê-la é por uma análise ruim, criada por ele mesmo. Na verdade, fazer bem feito pode indicar a necessidade da avaliação e os benefícios que isto pode trazer para todos os envolvidos.

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Antonio

CURRICULUM PROFISSIONAL LUIZ EDUARDO GASPARETTO Formação superior em Propaganda e Marketing pela Escola Superior de Propaganda de SP e e...