O terror da avaliação de desempenho

10/09/2012 • Por • 84 Acessos

     Avaliar o desempenho de um funcionário não é um dom, é uma ação que se adquire e desenvolve ao longo da vida profissional, no entanto, infelizmente grande parte dos avaliadores não conseguem nunca.

E o que muitos desses mesmos avaliadores falam para se justificar? Que não há real necessidade nisso, que a avaliação do trabalho do funcionário é, de fato, cotidiana, ou que simplesmente não gostam de fazer. Não passa de uma desculpa esfarrapada, pois na verdade, eles não sabem como fazer, já que há um histórico profissional que nunca lhes ensinou nada a respeito disso.

Além de tudo isso, um dos grandes motivos para esse terror dos avaliadores é o medo de assumir essa função. Não é explícito por parte deles, porém eles demonstram afastamento quando vem a avaliação com diversas saídas como receio de desmerecer o trabalho alheio, a impotência para julgar o outro e até culpando os próprios subordinados, dizendo que eles tem medo de serem avaliados.

Por trás disso, há um outro significado mais profundo que vai além. Quando o avaliador analisa o trabalho do seu subordinado, na cabeça dele a ideia que vem é de que a maneira com o que o seu funcionário faz seu trabalho é a mesma maneira como ele mesmo (avaliador) também faz. Com isso vem o medo da auto-avaliação.

Em qualquer situação, o avaliador não deve se ausentar e evitar fazer a análise de seu setor, pois a única razão de temê-la é por uma análise ruim, criada por ele mesmo. Na verdade, fazer bem feito pode indicar a necessidade da avaliação e os benefícios que isto pode trazer para todos os envolvidos.

Perfil do Autor

Antonio

CURRICULUM PROFISSIONAL LUIZ EDUARDO GASPARETTO Formação superior em Propaganda e Marketing pela Escola Superior de Propaganda de SP e em Direito pela PUC – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e cursos de especialização em Recursos Humanos e Administração. Ocupou funções gerenciais em empresas de porte e atua como consultor organizacional e foi responsável pela implantação e execução de programas sobre Planejamento Estratégico, Diagnóstico Organizacional, Análise de Clima Empresarial, Desenvolvimento Gerencial e de Média Supervisão e Qualidade de Vida, entre outros. Foi coordenador de cursos da ABTG – Associação Brasileira da Indústria Gráfica, responsável pela criação e implantação da Escola de Aprendizes Gráficos e da Escola de Jornaleiros da Editora Abril e pela implantação do Projeto FORMATUR de preparação de mão-de-obra hoteleira em Recife. Professor nas cadeiras de Planejamento Estratégico, Treinamento de Pessoal, Cultura e Clima Organizacional nos cursos de Pós-Graduação em Recursos Humanos e Administração da FAAP (cursos no interior) e Universidade Gama Filho, professor das cadeiras de Gestão Estratégica, Cultura e Clima Organizacional, Desenvolvimento Gerencial e Gestão de Recursos Humanos na FMU – Faculdades Metropolitanas Unidas de São Paulo. Apresentador do Curso de Marketing Profissional da Central de Concursos em São Paulo e palestrante no Sindicato dos Representantes Comerciais de São Paulo nos assuntos Qualidade de Vida, Negociação, Clima Organizacional, Trabalho em Equipe, Administração do Tempo e Decisão Gerencial. Autor, tutor e coordenador em cursos de pós-graduação e MBA a distância (EAD) da Universidade Gama Filho.