Planejamento Estratégico: O Desafio Das Micros E Pequenas Empresas

Publicado em: 22/03/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 767 |

Há centenas (para não exagerar muito) de informações sobre Planejamento Estratégico na Internet, através de livros, cursos,consultorias, workshops e por ai vai...Mas então, se a informação é tão vasta, por que de fato as empresas de pequeno porte não o realizam? Será por desconhecimento ou por incredulidade? "Afinal, por que tenho que gastar tempo e dinheiro com isso se o meu negócio é tão pequeno e fácil de administrar?" Esse pensamento é quase unânime entre os empresários das micro e pequenas empresas. Então me pergunto: Haveria uma relação entre esse pensamento e o fato de que cerca de 70% das empresas fecham no seu primeiro aninho de atividade? Acredito que sim e a questão é que não houve planejamento prévio para a abertura do negócio e muito menos definição da identidade do mesmo, público-alvo, ações de comunicação efetivas, análises financeiras e todas aquelas "coisas chatas" que os consultores ficam apontando a seus clientes. Mas por outro lado nós, os consultores, não conseguimos de fato convencer esses empresários sobre a importância do PLANEJAR. E não é raro, quando contratados para esse fim, os resultados serem frustantes para ambos os lados. Ao longo do tempo descobri ( e não julgo uma grande descoberta, mas uma constatação) que o pequeno empresário necessita de um Consultor-Psicólogo-Pedagogo. Descobri também que metodologias "cartesianas" do Planejamento Estratégico, não se aplicam na integra para esse nicho. E por fim, descobri que de fato não há tanto tempo e dinheiro para o planejamento e é ai que o consultor precisa ter muito jogo de cintura para entender a problemática de seus clientes e propor-lhes uma solução adequada e de resultados. Também sou incrédula (e não só em relação as micro e médias empresas) na eficácia de um planejamento que consome tanto tempo e recursos e que acaba sendo engavetado com um carimbo vermelho: INVIÁVEL! Enquanto consultores, acreditamos que somos pagos para apontar erros e propor as "nossas soluções". E ai surge o dilema: "Como podemos apontar os erros de alguém que desconhece as suas causas"? Ou ainda: "Como podemos propor soluções mágicas que não são entendidas na prática"? Não quero generalizar, porque também não tenho massa crítica para tal, mas asseguro que muitos empresários quiseram me fuzilar (longa e demoradamente, se é que isso é possível), quando sugeri que desenvolvêssemos um Plano Estratégico para a Empresa. Alguns jogaram-me (quase na cara, sem brincadeira...) uma apostila muito bonita, encadernada e cheia de gráficos coloridos e planilhas "abarrotadas" de números, pelas quais pagaram uma "fortuna" e que não serviu para nada! Analisei alguns desses PE (Planos Estratégicos) e não posso negar que alguns foram muito bem feitos, em tese. Só havia um probleminha na maioria deles: "Não retratava a realidade do cliente". Aplicá-lo, e ai concordo com esses empresários, seria inviável e improdutivo. Não tenho por objetivo e muito menos pretensão de apontar "erros" e sim trocar experiências profissionais. Em 2009, as micros e pequenas empresas sustentaram a geração de empregos no Brasil. É triste pensar que boa parte delas estará fechando suas portas em 2010...Bom, mas outras serão abertas até em maior proporção, então...Então o estrago está, continuamente, sendo feito. Trabalhei muito com grades corporações nacionais e multonacionais. Muitas planejavam. Tanto até, que o "planejamento do plano do planejamento" demorava quase o ano todo e quando o Plano Estratégico de fato começava, o ano já tinha acabado e era necessário dar início a um novo "planejamento do plano do planejamento". Exageros a parte, quem, uma vezinha na vida pelo menos, já não se deparou com isso? Então, voltando as pequenas e micro empresas, que "vendem no almoço para pagar o jantar" (e isso é uma realidade), como proceder? A regra é a de 2 para 1. Para cada atividade do PE, uma parte é relativa ao planejamento e 2 para a prática. Mas isso não significaria adotar a política do erro e acerto na casa do cliente? Na minha visão e na prática dessa regrinha, descobri que não. Que esse pode ser um caminho para se implementar um PE na base da pirâmide empresarial de forma segura, para não dizer eficiente. Nesse modelo os consultores precisam estar preparados para colocar a mão na massa juntamente com o clientes. Ensiná-los sim e testar até mesmo, se aquele modelo teórico funcionará na prática e ainda de forma rápida (lembrem-se que os recursos são escassos). Não se trata aqui da idéia de fazer a parte que cabe ao cliente, mas ensiná-lo, através de "exercícios práticos" como gerir e administratar sua empresa, com base no planejamento. Prepará-lo até para que essa prática seja incorporada ao negócios e que os demais PE´s possam ser feitos por eles próprios. Talvez se a visão consultiva para micro e pequenas empresas mudar, essa mesma base da pirâmide torne-se mais crédula quanto a importância do PLANEJAR e possamos contribuir de forma positiva para com as estatísticas assustadoras de empresas que cerram suas portas anualmente.

 

Christina Jacob – Consultora Sênior em Planejamento Estratégico e Marketing de CRM

christina@neoaxis.com.br

 

Avaliar artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 0 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/gestao-artigos/planejamento-estrategico-o-desafio-das-micros-e-pequenas-empresas-2029716.html

    Palavras-chave do artigo:

    planejamento estrategico

    ,

    marketing

    ,

    crm

    Comentar sobre o artigo

    Christina Jacob

    CRM, sua empresa está preparada? • Quem são os seus clientes potenciais e onde se pode encontrá-los? • Como retê-los? • Quantas cotações em sua empresa resultam em vendas? • E quando não resultam, o que é feito para reverter? • Quanto tempo os clientes dispendem em contatos com a sua empresa? E deste tempo, quanto se refere a cotações, reclamações, informações gerais, etc? • De que produtos e serviços os seus clientes realmente gostam? Como e quanto gastam com eles?

    Por: Christina Jacobl Marketing e Publicidadel 21/03/2010 lAcessos: 434
    Christina Jacob

    Aborda os principais conceitos do marketing 1to1, desde a definição de portfolios de produtos e serviços, até campanhas direcionadas de marketing.

    Por: Christina Jacobl Marketing e Publicidadel 25/03/2010 lAcessos: 821

    Muitos ainda não veem o BI como uma solução ou um componente essencial para o crescimento, para o lucro. Mas qual empresa consegue sobreviver sem Lucro? O que todo cliente deseja é lucro e market share, e ambos estão interligados. Soluções como a de BI têm como objetivo trazer resultados, lucro e, com isso, gerar o tão esperado aumento do market share.

    Por: Adriano Alves Carvalhol Tecnologia> TIl 09/06/2011 lAcessos: 86

    A escolha do tema abordado no presente artigo se procedeu a partir da observação da crescente da necessidade que as empresas possuem, atualmente, em captar novos clientes e da dificuldade em mantê-los como parceiros de seus negócios, sejam produtos ou serviços oferecidos. Nesse sentido, este estudo tem como objetivo principal apresentar a verdadeira eficácia do marketing de relacionamento, como ferramenta estratégica empresarial, na obtenção melhores níveis de competitividade, demonstrando a sua importância também como forma de reter os clientes e/ou consumidores para as organizações. Este artigo pretende demonstrar a importância que o marketing de relacionamento possui para a melhoria dos resultados das organizações e da otimização de suas atividades.

    Por: Juliana Aguiar Portol Marketing e Publicidadel 01/12/2008 lAcessos: 2,235
    Karen Reis

    Por que Marketing Líquido? Ou Mercados Líquidos? A resposta é simples e ao mesmo tempo complexa. Os líquidos dentro da sua pureza são uma variedade dos fluidos, diferentemente dos sólidos, os líquidos não mantém forma com facilidade, não fixam no tempo e muito menos no espaço. Refletindo metaforicamente, o termo líquido caracteriza o momento da sociedade pós-moderna, no que se refere a cultura, crenças, políticas e economia que não se consegue fixar ou se manter por muito tempo em forma. Diferen

    Por: Karen Reisl Marketing e Publicidadel 05/10/2009 lAcessos: 315
    Cesar Roberto Silva

    Recursos Humanos e Tecnologia da Informação, duas áreas tão distintas e no cenário atual do mundo corporativo, tão próximas. E tal proximidade não se deu por acaso. Com a velocidade do desenvolvimento das redes de comunicação corporativas, internet e intranets, o conhecimento finalmente encontra caminhos ideais para sua disseminação através de procedimentos, políticas e sistemas de informação implantados pela área de TI e, do autodesenvolvimento e desenvolvimento das pessoas geridas pela área de

    Por: Cesar Roberto Silval Tecnologia> TIl 19/12/2011 lAcessos: 1,345
    Christina Jacob

    A importância da qualidade no atendimento em qualquer negócio é fator primordial e decisisvo de sucesso.

    Por: Christina Jacobl Negócios> Atendimento ao Clientel 28/03/2010 lAcessos: 413

    Em tempos de crise uma atitude otimista pode fazer uma diferença brutal no futuro da empresa. Esqueça qualquer teoria e afaste-se dos pessimistas. No entanto, aposte na sensibilidade de gestores empreendedores que quando apoiados num planejamento estratégico e de marketing compreensível podem mudar o destino da empresa, que passa a ter grandes chances de atropelar seus concorrentes num vôo sem escalas para a liderança do mercado que atuam.

    Por: Nori Lucio Jrl Marketing e Publicidadel 18/11/2008 lAcessos: 774 lComentário: 2
    Christina Jacob

    Este artigo é voltado a todos os empreendeores futuros ou atuais do setor de franquias. Aborda os pontos-chaves do modelo de franchising e os requisitos necessários para se gerir um negócio.

    Por: Christina Jacobl Negócios> Administraçãol 28/03/2010 lAcessos: 219 lComentário: 1

    Falando sobre Gestão de Pessoas e Recursos Humanos, podemos de certo modo analisar que o estilo da Geração X está habituada à política de retenção de funcionários por longo tempo. E a Geração Y é mais descolada à cultura da empresa; chega, presta serviço, contribui para o desenvolvimento e crescimento, mas sai e muda no momento em que percebe a necessidade de crescer e buscar novas oportunidades. Os profissionais Y chegam trazendo novas ideias, visões e renovação.

    Por: Peri da Silva Santanal Negócios> Gestãol 15/10/2014

    Infelizmente, ainda ocorrem negligências na indústria quando se trata de segurança. Enquanto não acontece nada ruim, ninguém toma nenhuma providência. Porém, quando alguém se machuca decorrente ao serviço prestado, começa então uma série de investigações e a culpa é jogada de um lado para outro.

    Por: Thiago Castriottol Negócios> Gestãol 14/10/2014

    Este artigo tem o propósito de orientar o empresário que estiver com a intenção de vender a sua empresa para seguir algumas providências no sentido de facilitar o processo de negociação e, por consequência, agilizar a transação de venda.

    Por: Paulo Strelczukl Negócios> Gestãol 14/10/2014
    Victor Hugo Oliveira dos Anjos

    A tramitação dos Projetos de Lei ou só PL's parece bem simples, no que diz respeito à sua aprovação, ou seu veto. Um PL aprovado na Câmara dos Deputados, por exemplo, deve passar primeiramente nas comissões da casa para aprovação e, em seguida, deve ser enviado para a revisão dos Senadores, e vice-versa.

    Por: Victor Hugo Oliveira dos Anjosl Negócios> Gestãol 13/10/2014 lAcessos: 11

    Para se ter e desenvolver isso uma boa instrução e atualização em sua formação em cursos técnicos, atualização, graduação e pós-graduação ter um contato com professores comprometidos e com profissionais especializados em suas áreas

    Por: Peri da Silva Santanal Negócios> Gestãol 13/10/2014 lAcessos: 12

    Este artigo trata de providências que devem ser tomadas pelo empresário que deseja vender a sua empresa. Enfatiza a importância da informação que se deve apresentar ao comprador sobre a empresa, a qual deve obrigatoriamente ter consistência e credibilidade. E ressalta que a melhor forma de disponibilizar tais dados é através dos instrumentos contábeis.

    Por: Paulo Strelczukl Negócios> Gestãol 13/10/2014

    Oferecer independência e acessibilidade ao deficiente visual é uma das práticas que as empresas devem procurar realizar. Há muitos fatores que devem ser levados em conta na hora de realizar um planejamento para colocar em prática:

    Por: Thiago Castriottol Negócios> Gestãol 10/10/2014

    É muito comum na indústria que empresas tenham um desafio com o fornecimento de produtos: a elevação de carga. Seja para retirar no porto ou até para armazenar em grandes Centros de Distribuição, aparelhos são necessários para que se possa realizar o transporte da carga e coloca-la no local correto.

    Por: Thiago Castriottol Negócios> Gestãol 09/10/2014
    Christina Jacob

    Este artigo visa uma breve reflexão sobre a carreira de coach e as responsabilidades do profissional que visa empreender programas de coaching assertivos e de resultados.

    Por: Christina Jacobl Negócios> Gestãol 19/09/2012 lAcessos: 57
    Christina Jacob

    A importância da qualidade no atendimento em qualquer negócio é fator primordial e decisisvo de sucesso.

    Por: Christina Jacobl Negócios> Atendimento ao Clientel 28/03/2010 lAcessos: 413
    Christina Jacob

    Este artigo é voltado a todos os empreendeores futuros ou atuais do setor de franquias. Aborda os pontos-chaves do modelo de franchising e os requisitos necessários para se gerir um negócio.

    Por: Christina Jacobl Negócios> Administraçãol 28/03/2010 lAcessos: 219 lComentário: 1
    Christina Jacob

    Aborda os principais conceitos do marketing 1to1, desde a definição de portfolios de produtos e serviços, até campanhas direcionadas de marketing.

    Por: Christina Jacobl Marketing e Publicidadel 25/03/2010 lAcessos: 821
    Christina Jacob

    CRM, sua empresa está preparada? • Quem são os seus clientes potenciais e onde se pode encontrá-los? • Como retê-los? • Quantas cotações em sua empresa resultam em vendas? • E quando não resultam, o que é feito para reverter? • Quanto tempo os clientes dispendem em contatos com a sua empresa? E deste tempo, quanto se refere a cotações, reclamações, informações gerais, etc? • De que produtos e serviços os seus clientes realmente gostam? Como e quanto gastam com eles?

    Por: Christina Jacobl Marketing e Publicidadel 21/03/2010 lAcessos: 434
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast