Artigonal.com - Leia e Publique Artigos
Diretório de Artigos Gratuitos
01.12.2008 Login Cadastro Olá
E-mail:
Senha:
Salve meus dados neste computador 


Vamos Atualizar Os Livros Publicados De Contabilidade!!!

Por: Sandra Regina da Luz Inácio Ranking do Autor Ouro Autor nos TOP 100 | Publicado em: 24-06-2008 | Comentários: 0 | Acessos: 138 | Avaliação:  (104) Ranking do Artigo Azul (?)

De acordo com o Especialista do CRC José Joaquim Filho, a nova Lei 11.638/07 aboliu a DOAR e instituiu a obrigação de elaboração da DFC (Demonstração dos Fluxos de Caixa).  No caso das companhias abertas (ou seja, aquelas com valores mobiliários negociados em bolsa ou mercado de balcão), foi instituída também a DVA (Demonstração de Valor Adicionado).  

 

A DFC fornece um resumo dos fluxos de caixa relativos a três atividades da empresa:

1. Atividade operacional;

2. Atividade de investimentos; e

3. Atividade de financiamentos. 

 

Portanto, a DFC permite ao usuário ver como o caixa transitou através das entradas e saídas e qual foi o resultado deste fluxo.  A DFC já era obrigatória nos Estados Unidos desde 1987, o que demonstra a relevância da alteração trazida pela Lei 11.638/07.

 

A DVA mostra o quanto de riqueza foi gerado pela empresa e como esta riqueza foi distribuída entre os acionistas, funcionários, fornecedores e o governo. Apesar da DVA não ter tanta relevância para fins de avaliação de uma empresa, tal demonstração financeira, econômica e principalmente social é importante para fins acadêmicos, estatísticos e de análise setorial.  Além da instituição dessas novas duas demonstrações financeiras (DFC e DVA), houve também modificações significativas quanto à elaboração dos balanços patrimoniais, como, por exemplo, a criação da rubrica “intangível” no Ativo Permanente e a contabilização ou “marcação a mercado” das aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos (contratos futuros, contratos a termo e opções) e substituição da “reserva de reavaliação” pelo “ajuste de avaliação patrimonial”.

 

Uma questão de caráter formal é se as Empresas de Grande Porte terão ou não que publicar suas demonstrações financeiras.  O art. 3° da Lei 11.638/07 estendeu os dispositivos da Lei das S.A. relativos à “escrituração e elaboração” das demonstrações financeiras às empresas de grande porte. O fundamento para a publicação das demonstrações financeiras reside no fato de que tais empresas recorrem à poupança das famílias em geral. Logo, tais empresas devem ter maior transparência na divulgação dos seus dados. 

 

No caso das companhias fechadas e outras sociedades organizadas como as limitadas, por exemplo, as quais não recorrem à poupança das pessoas, não vemos a necessidade de publicação das demonstrações financeiras.  A própria CVM, em Comunicado ao Mercado, já se manifestou no sentido de não haver obrigação expressa das empresas de grande porte publicarem as suas demonstrações financeiras (mas existe uma tendência de exigência futura para publicação das DFC nos jornais). No caso das sociedades limitadas, o fato das atas das assembléias anuais (as quais aprovam as demonstrações financeiras) serem arquivadas na Junta Comercial já confere suficiente publicidade às demonstrações financeiras.

 

Contudo, o grande avanço da Lei 11.638/97 reside na padronização das demonstrações financeiras das empresas brasileiras, através da adoção de práticas contábeis internacionais. Segundo a própria CVM em seu Comunicado ao Mercado, as demonstrações financeiras das companhias abertas já serão consolidadas em IFRS até o exercício financeiro de 2010.  Tal medida terá um profundo impacto econômico, principalmente para as empresas brasileiras que necessitam atrair investidores estrangeiros, pois isto facilitará a análise e a comparação de suas demonstrações financeiras.

 

Assumindo uma iminente obtenção de grau de investimento, as empresas brasileiras em geral terão melhores condições de atrair investimento estrangeiro e, assim, baratearem o seu custo de capital, o que viabilizará uma inserção mais acentuada de empresas brasileiras na economia global. Ao participar mais ativamente de cadeias de suprimento globais de produtos e serviços, as empresas brasileiras tornar-se-ão mais competitivas e mais lucrativas, gerando, conseqüentemente, mais prosperidade e progresso para o Brasil.

 

Para que as empresas tenham algum tempo para se adaptar à nova realidade, a CVM entende que os balanços trimestrais (ITRs) deste ano não precisarão contemplar completamente as alterações previstas na nova lei, publicada no dia 28 de dezembro, embora seja necessário prever os impactos das mudanças em notas explicativas.

 

Já para o exercício de 2008 como um todo, a autarquia considera que haverá tempo suficiente para a adaptação total das demonstrações financeiras.

 

Diante das mudanças que isso representa, no entanto, a CVM informou que vai priorizar a regulamentação da Lei 11.638/07 nos seus assuntos mais complexos, para que as áreas de contabilidade das empresas, assim como os auditores independentes, consigam entender e aplicar as mudanças necessárias dentro do prazo previsto.

 

Com a intenção de avaliar se as sugestões estão no caminho correto, a autarquia pretende receber, até o próximo dia 25 de janeiro, comentários de agentes do setor sobre este tema e também sobre o cronograma de aplicação da nova legislação.

 

Entre as novidades da Lei 11.638/07, antigo projeto de lei 3.741/2000, está a obrigatoriedade da classificação de ativos financeiros, inclusive derivativos, em categorias de "negociação", "disponíveis para venda" e "mantidos até o vencimento". A variação de preços destes ativos podem impactar diretamente o resultado, no caso de papéis dentro da categoria "negociação", ou o patrimônio, se enquadrados como "disponíveis para venda".

 

Muda também, entre outros pontos, a forma de contabilização de ativos de empresas adquiridas, que passam a ser registrados pelo valor de mercado (e não contábil).


Ainda não sabemos as reais proporção destas mudanças, pois os especialistas estão apostando que a nova lei logo chegará também nas pequenas empresas.

 

De qualquer forma, o melhor a fazer é realmente atualizar os livros acadêmicos de contabilidade.

Avalie este artigo: Current: 5 / 5 stars - 3 vote(s).

Tags do Artigo: Lei 11.638/07

Fonte Artigos Gratuitos Online - Artigonal.com

Imprima este Artigo Imprimir artigo   Envie o Artigos a um amigo Enviar a um amigo   Publique este Artigo no seu site Publique este Artigo   Mande mensagem ao Autor Mensagem ao autor  
Sandra Regina da Luz InácioPerfil o autor:

•PhD em Administração de Empresas pela Flórida Christian University (EUA)
•PhD em Psicologia Clínica pela Flórida Christian University (EUA)
•Psicanalista e Diretora de Assessoria Geral da Sociedade de Psicanálise Transcendental.
•Mestre em Administração de Empresas, Especialista em Estratégias de Marketing em Turismo e Hotelaria, MBA em Gestão de Pessoas e Especialista em Informática Gerencial.
•Psicanalista voluntária na Casa de Apoio à Criança Carente com Câncer e na Universidade da Terceira Idade.
•Professora da FGV do Rio de Janeiro e de mais 03 universidades.
•Empresária no ramo moveleiro
•Responsável e Membro do Conselho Editorial da Revista Empresa Familiar.
•Coordenadora do grupo de Excelência de Empresa Familiar do Conselho Regional de Administração de São Paulo - CRA.
•Diretora da DS Consultoria S/S Ltda, especializada em Empresas Familiares.
•Conciliadora, Mediadora e Árbitra Empresarial.
•Membro do Conselho Editorial e responsável pela Revista Empresa Familiar.
•Autora do livro O Perfil do Empreendedor e co-autora do livro Empresa Familiar: Conflitos e Soluções, juntamente com Domingos Ricca, Roberto Gonzalez e José Bernardo Enéas Oliveira.
•Vários artigos publicados na área de Administração e Psicanálise em revistas especializadas.

Submeter artigos se tornou um dos meios os mais populares de gerar links de qualidade e tráfego para o seu site. CADASTRE-SE JÁ, É DE GRAÇA!

Comentários

Comente este artigo Comente este artigo
Nome
E-mail:
Comentário
Digite o código de segurança: Captcha


Artigos Relacionados

Vamos Jogar Todos Os Livros Publicados De Contabilidade Fora!!!
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 13/09/2008 | Administração - Geral
De acordo com o Especialista do CRC José Joaquim Filho, a nova Lei 11.638/07 aboliu a DOAR e instituiu a obrigação de elaboração da DFC (Demonstração dos Fluxos de Caixa). No caso das companhias abertas (ou seja, aquelas com valores mobiliários negociados em bolsa ou mercado de balcão), foi instituída também a DVA (Demonstração de Valor Adicionado).

Últimos Gestão artigos

Importância Da Avaliação De Desempenho
Por: MARCIO A. SILVA | 29/11/2008
A avaliação de desempenho ajuda a identificar as causas do desempenho deficiente e/ou insatisfatório, possibilitando sua correção com a participação do colaborador avaliado.

Criticas Á Avaliação De Desempenho
Por: MARCIO A. SILVA | 29/11/2008
A década de 80 acabou por desestabilizar o sistema de avaliação desempenho para muitas organizações. Porém a maioria das críticas à avaliação de desempenho está relacionada a erros na implantação e metodologias inadequadas à realidade da organização e cenário econômico.

Márcio Cristiano Oliveira É O Novo Gestor Operacional De Logística Da Tito
Por: Flávia Gavioli | 28/11/2008
A TITO Global Trade Services, provedora de serviços em logística internacional e em comércio exterior, acaba de nomear Marcio Cristiano Lopes Oliveira como o novo Gestor de Logística Internacional. Com formação universitária em Ciências Contábeis pela PUC, no Rio Grande do Sul, e pós-graduação em Gestão de Negócios e Projetos, o executivo está há 10 anos na TITO, tendo atuado anteriormente como Account Manager para clientes da TITO dos setores automotivo, alimentício e de embalagens.

Brasilmaxi Investe R$ 6 Milhões Em Frota
Por: Flávia Gavioli | 28/11/2008
A Brasilmaxi, empresa com atuação no setor de transportes e soluções logística de armazenagem e distribuição, acaba de receber as últimas unidades de caminhões e semi-reboques que foram compradas no início do ano. Foram investidos em torno de R$ 6 milhões na aquisição de 34 novos veículos, entre eles, os modelos Mercedes Benz 1933S, Mercedes Benz 2035S, Facchini SR PC 02 eixos 40”, Facchini SR PC 03 eixos 40”, Facchini SR Baú, Randon SR PC 03 eixos 40”, Randon SR Baú, Randon SR Carga Seca 0

Negociação: Os 4 Elementos Fundamentais
Por: Prof.Fernando Silveira, negociador master | 24/11/2008
Uma negociação somente terá resultado otimizado se você administrar bem os quatro elementos fundamentais: legitimidade, informação, tempo e poder. Veja como.

Controlar O Uso Do Toalete Não Causa Dano
Por: NBDESOUSA | 13/11/2008
Gestão de Pessoas. O Controle por parte da empresa ou de seus Gestores, para se verificar se os funcionários estão realmente utilizando o Toalete para os devidos fins, ou se, é um pretexto para enrolar na hora do expediente não pode ser encarado como ato ilícito. Não causa dano moral nem material. Como digo sempre: Um pouco de informação não custa nada para quem Administra ou Comanda uma empresa.

Meus Planos Não Deram Certo!
Por: José Carlos Maron Jr. | 13/11/2008
Chegamos ao final de mais um ano. Tudo passou muito rápido e nem tive tempo de analisar o desempenho de minha empresa e dos meus negócios. Mas, percebo que não deram certo. Mas, por que?

Representante Comercial – Talvez Não Seja A Solução!
Por: NBDESOUSA | 10/11/2008
O que mais tenho visto, lido e analisado são empresas a procura de Representantes, Empresas de Representação, vendedores autônomos com Carteira de Clientes e outras Representadas, na expectativa de que com isso consigam colocar seus produtos no mercado ou aumentar as vendas desses.

Mais artigos de Sandra Regina da Luz Inácio

Não Deixe A Sua Felicidade Nas Mãos De Ninguém
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 24/11/2008 | Auto-Ajuda
Nunca deixe nas mãos de ninguém uma responsabilidade tão grande quanto a de assumir e promover sua felicidade.

Os 4 A’S Do Marketing
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 23/11/2008 | Administração - Geral
A comunidade brasileira em geral respira e alimenta-se de marketing, conscientemente ou não. E, por isso, é, necessário compreender o significado e a importância do marketing como desencadeador do processo de desenvolvimento econômico e social.

Aqui Jaz Uma Empresa Familiar Juntamente Com Seu Proprietário
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 23/11/2008 | Administração
É triste ver o propulsor de uma empresa familiar com a visão da imortalidade. Não querem fazer processo sucessório, não querem se aposentar, não tiram férias, não tem lazer, seu corpo, coração e alma estão dentro da empresa.

Princípios Consagrados De Delegação
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 23/11/2008 | Administração - Geral
Quando se trata de delegação não é bom partir para o tudo ou nada, é preciso tempo, treinamento e acompanhamento. Há sempre uma fase crítica, na qual o indivíduo precisa de apoio para se adaptar, e o acompanhamento pode evitar resultados indesejáveis.

O Cemitério Está Cheio De Pessoas Insubstituíveis
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 23/11/2008 | Administração - Geral
O mais hilário é que encontramos pessoas insubstituíveis todos os dias, em todos os lugares, até mesmo nós nos achamos insubstituíveis em algumas fases da vida, ou para alguém que amamos... pura ilusão!!!

Como Devemos Aperfeiçoar Nossas Previsões De Vendas
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 23/11/2008 | Administração - Geral
O objetivo final do planejamento de vendas é transformar os objetivos globais de receita da empresa em cotas individuais por vendedor para que o mesmo saiba exatamente o que dele é esperado.

As Muitas Faces Do Benchmarking
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 23/11/2008 | Administração - Geral
Por conseguinte, ao ativar o benchmarking, mantenha em mente que, uma vez começado o processo, não há como impedir a mudança. Por sua própria natureza, lançará uma nova e estranha luz sobre a prática aceita. Revelará os pontos fortes e fracos da organização. Onde problemas forem descobertos, a imensidão de lacunas de desempenho assomará esmagadoramente. O benchmarking força um claro reconhecimento das reais capacidades, desempenho e deficiências de uma empresa.

Requisitos Do Associativismo
Por: Sandra Regina da Luz Inácio | 23/11/2008 | Administração - Geral
Há que não se confundir lucratividade com margem de contribuição. Iludidos pelo uso da margem de contribuição, muitos varejistas ainda acreditam que estão “lucrando” os 40% de margem que adicionam ao preço de compra dos produtos. Isto é lenda, é preciso desmistificar esse conceito errôneo que se formou e entender, de vez, que lucro não é a mesma coisa que margem.

Categorias do Artigo





Webmasters

Leitor de RSS
RSS
Links

Business Info

Anunciar