Vencendo Desafios Como Profissional Valorizado
Não é fácil vencer os desafios do dia a dia na atualidade, neste mundo tão globalizado, tão competitivo, tão exigente.
A visão do mundo de hoje é muito diferente de alguns anos atrás. Por exemplo, há alguns anos, as empresas pagavam cursos de inglês para os funcionários, porque se entendia que as empresas deviam treinar os funcionários em tudo. Hoje, as empresas entendem que os funcionários devem se auto-qualificar, "correr atrás", "dar conta do recado"... As empresas desejam ter pessoas qualificadas, que estudam, que pesquisam, que lêem manuais, que ousam, que usam de criatividade, pró-atividade e outras palavras que acabam com "ade": assiduidade, tenacidade, imparcialidade, vontade, amizade, bondade, humildade, equidade, lealdade, seriedade, fidelidade, habilidade, hombridade, identidade, capacidade, sobriedade, credibilidade, maturidade, tranquilidade (ufa!) e, acreditem, várias outras que acabam assim.
Aquele paradigma antigo: "Não vou fazer, porque ninguém me ensinou" não tem aplicação moderna. O Paradigma atual é: "Não sei fazer, mas irei descobrir como fazer e farei." Se você não "Fazer", haverá muitos candidatos que enviaram currículos, afirmando que o "Farão", até por um salário menor... Outro paradigma: "Só eu sei fazer este serviço, meu lugar estará assegurado "... Pessoas que acreditam nesta ideologia são evitadas pelas organizações, pois demonstram serem indivíduos que não gostam de transmitir ou compartilhar conhecimentos, são imaturas, inseguras ou até egoístas.
Por esses motivos, devemos ser realistas. São poucas as empresas que pagam a faculdade ou aquele curso descolado de informática. As organizações desejam contratar pessoas que já obtiveram estas qualificações ou que ainda obterão por meios próprios.
Uma realidade: as empresas são instituições movidas pelo lucro e terão Responsabilidade Social ou Ambiental e "etc e tal", apenas se obtiverem lucros, se forem rentáveis. Sem lucros, não há como operar, logo, não há como praticar nenhum programa de sustentabilidade ou de assistência à comunidade. Dentro desta realidade, a empresa deseja que seus funcionários cumpram objetivos, trabalhem de forma programada, organizada. (Nem sempre será fácil - pois nem sempre a empresa "fará" o que ela "quer" que os funcionários façam). As empresas desejam funcionários abertos, que saibam mudar de opinião, aceitar "Nãos", que reconheçam que podem melhorar e que aceitem correções, que tenham a "Paciência" como uma das virtudes necessárias, que compartilhem idéias, sentimentos, objetivos; que trabalhem em equipe. Mas numa época de crise, por motivos financeiros, talvez a empresa não tenha a “Paciência” que ela gostaria que você tivesse e assim talvez decida demitir. Nestas ocasiões, os mais atentos indagarão: Onde está o "espírito de equipe" entre Empregador e Empregado?
Com relação ao tipo de colaborador que os gestores não desejam manter em suas equipes, há um termo curioso explicado assim: "Queixo duro: Adjetivo. 1- Caminhão ou ônibus que não dispõe de volante hidráulico, mas de um volante duro e difícil de dirigir. Neste veículo, o volante dá solavancos nos braços do motorista e exige o uso de mais força para que se vá à direção correta. 2-Cavalo ou animal de carga que reage fortemente aos comandos do condutor, tornando-se de difícil governo.
Ambas as definições são figurativamente utilizadas por certos autores para se referirem à pessoas teimosas, difíceis de convencer e que não aceitam com facilidade a condução do gestor. Hoje não há lugar nas organizações para os famosos "Queixo duro", aqueles que vivem reclamando, respondendo, criticando, resmungando, criando obstáculos. Nunca satisfeitos, são os primeiros nomes nas listas de cortes, nas épocas de retração de mercado.
Diante de toda esta consideração, o que fazer então?
1) Não espere a empresa lhe treinar para a sua atividade, embora ela fará isto quando julgar necessário. Treine-se a si próprio, aprenda a fazer seu serviço da melhor forma, estude, siga procedimentos, crie procedimentos, padronize. Se há algo que faz parte da sua função e que ainda tenha pontos obscuros, pergunte, pesquise, admita não saber, mas se esforce e busque entender o que sua função requer.
2) Seja responsável por conduzir a sua vida profissional. Não deixe outros conduzir sua vida. Se onde você está, não há o reconhecimento que "você acha que deveria ter", se qualifique e mude de organização, mude de emprego. Se achar que isto não é possível, então, aceite as regras e objetivos locais e não esteja entre os “Queixos duro", pois estes não são apreciados pelos gestores e pelos colegas da equipe.
3) Aprenda a reconhecer as coisas boas que você tem e usufrui, não se concentre apenas nas coisas negativas. Seja grato por tudo. Entenda que se alguém está em um determinado lugar, é porque ele tem seu valor. Coisas simples podem ser fontes de prazer no cotidiano: um sincero "Parabéns" a um colega que realizou um bom trabalho, aquele sorriso do jardineiro que cuida do jardim da empresa, aquele almoço que tinha aquele prato gostoso...
4) Evite ser íntimo de pessoas negativas e queixosas. Se afaste de pessoas que sempre reclamam e que sempre estão com a "cara fechada". Se afaste de pessoas que sempre falam negativamente dos outros. Seja alegre e cordial. Seja positivo.
5) Leia bons livros de relacionamento interpessoal, como por exemplo, o livro Responsabilidade Social e Competência Interpessoal - de Paulo Sertek, publicado pela editora IBPEX. Outro ótimo livro: Gestão de pessoas e Talentos – de Janete Knapik, IBPEX. Estes livros abordam de forma precisa alguns conceitos apresentados aqui nesta breve exposição.
Assim, será mais fácil vencer os desafios do mercado e sobreviver como profissional respeitado e valorizado.
A EQUIPE DIVULGADORA & ASSOCIADOS autoriza a reprodução livre deste texto, desde que não se modifique significativamente seu conteúdo.
REF: 2008
(Artigonal SC #1456152)
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