Competências Comportamentais

Publicado em: 22/09/2009 |Comentário: 2 | Acessos: 1,577 |

Cada ser humano se comporta de uma maneira. A necessidade de encontrar perfis adequados aos valores e objetivos de suas organizações faz com que, cada vez mais, os RHs passem a observar competências comportamentais como diferencial

O comportamento humano é sempre cheio de surpresas, e no mundo corporativo não é diferente. Emoções são naturais dos seres humanos e, se não forem bem administradas, podem gerar conflitos. Pensando nisso, verificamos uma tendência de mercado (e de RH) em tentar conhecer mais o lado comportamental de seus candidatos antes de efetuar uma contratação e, também, de proporcionar alternativas para desenvolvimento daqueles que já se encontram empregados.

Em alguns casos, esse perfil comportamental chega a ser mais importante do que as habilidades técnicas, “afinal, é muito mais fácil e rápido treinar e desenvolver um profissional em suas atividades do que desenvolver competências comportamentais”, diz Adriana Souza, analista de RH da Catho Online.

Marlene Ortega, diretora da Universo Qualidade e vice-presidente da BPW – Business Professional Women, diz que quanto mais experiência tiver um profissional de RH, mais ele deixará de baixar os olhos para um papel, ou para o e-mail onde está o currículo  e mais levantará a cabeça na direção do profissional.  “O papel aceita tudo. Quando se observa o comportamento, é possível extrair muito mais informações fidedignas do que analisando um currículo, por exemplo”, cita ela. Adriana ainda comenta que, muito mais do que identificar se o profissional possui determinada competência, os avaliadores estão em busca de perfis potenciais para as vagas.

A estatística não muda para aqueles profissionais que já se encontram empregados: também é crescente a preocupação em desenvolver treinamentos comportamentais, avaliações de desempenho com foco em competências (até para poder orientá-los no desenvolvimento de características essenciais para seu cargo) e elaboração de materiais de incentivo.

“Quando você se movimenta, você leva sensações que o lugar te desperta. Se forem boas, ótimo. Mas se o ambiente não está em sinergia com você, não funciona. Você pode ser correto, mas dificilmente aquilo fará seus olhos brilharem. Como temos uma capacidade cognitiva grande, a gente se adapta, mas não quer dizer que a gente se realize. Se o trabalho não te trouxer satisfação, prazer e alegria, você tenderá a ficar com o olho muito aberto pra ver se existe uma outra oportunidade que te proporcione tudo isso. E se houver, você vai atrás. Por que não ir? Seria masoquismo da sua parte”, opina Marlene. E nesse contexto aparece um dos sentidos de se realizar uma análise de comportamento: checar se o perfil de um profissional é adequado para determinada organização tanto quanto se seus valores e premissas são compatíveis o perfil do profissional.

A importância de valores organizacionais bem definidos

É fato que se um ambiente está em harmonia de valores e objetivos, o trabalho flui. Em um mundo ideal, as pessoas deveriam se identificar com a empresa em que trabalham e com os profissionais que a lideram. Competências comportamentais e habilidades podem ser desenvolvidas, já valores e princípios, não.

“O que acontece é que as organizações gastam pouquíssimo tempo definindo quais são seus valores. Existem empresas que tem como valor institucional a competitividade interna (e não vamos colocar em juízo se isso é certo ou errado). Então eles precisam atrair pessoas que tenham a competitividade como valor pessoal. Pois uma pessoa não consegue desenvolver essa característica”, explica Carlos Alberto Simões Barreiro ainda diz que não ter esses valores organizacionais bem definidos gera outro problema: “temos uma estatística que diz que mais de 90% das pessoas que são demitidas nas empresas, são afastadas por comportamento, e não por conhecimento. Então temos um problema. Esse problema, pelo que a gente enxerga do mercado, não está sendo tratado”, alega.

Tendo observado isso, fica difícil definir quais características pessoais tornam um profissional atrativo para o mercado de trabalho, pois elas devem variar muito de acordo com o estilo da empresa. Porém, existem algumas competências básicas a quais todos os profissionais devem se atentar: “As empresas precisam buscar profissionais que queiram aprender continuamente, pois essa é uma das grandes características das pessoas que atingem excelência. E que elas sejam pessoas positivas, com atitudes otimistas. As pessoas precisam saber se relacionar, deixar de ser individualistas, buscar equilíbrio e procurar ser sinérgicas”, cita Barreiro

O primeiro passo para se desenvolver uma competência ou habilidade é ter a consciência dos seus pontos fracos, das suas limitações, e para isso é necessário autoconhecimento. “É como uma consulta médica: se você sabe onde dói e o que o incomoda, o médico poderá agir mais rapidamente. Se você não sabe onde está doendo, o diagnóstico pode chegar mais tardiamente e o que poderia levar pouco tempo para ser resolvido, certamente demandará mais tempo e maior quantidade de energia gasta”, finaliza.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/gestao-de-carreira-artigos/competencias-comportamentais-1258316.html

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    Poucas ferramentas de otimização do uso do tempo são tão vilipendiadas, tão mal utilizadas e conduzidas com tanto despreparo como a reunião. Faça o teste e verifique sua pontuação.

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    A palavra Ética tem sua origem na expressão grega ethike philosophia, "filosofia moral", de ethos, "caráter moral", que originalmente tinha o sentido de "costume" (origemdapalavra.com.br). Sendo assim, mais que um conjunto de regras, Ética seria aquilo que o indivíduo faz cotidianamente, aquilo que ele costuma ou acostuma fazer.

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    Em determinadas fases da vida, é comum sentir insegurança e perder o foco das escolhas, porque todos nós possuímos sonhos e desejo. O problema está quando o indivíduo perde o controle das próprias ações e passa a agir sem pensar, ingressando em cursos sem sentindo e encaminhando o currículo à todas as vagas que aparecem.

    Por: Pedro Eduardo Rodriguesl Carreira> Gestão de Carreiral 29/10/2014
    Pedro Eduardo Rodrigues

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    Sabe quando você conhece alguém pela primeira vez? Indispensavelmente, alguma impressão ela faz em você quanto ao visual. Pode não ser consciente, mas a verdade é que o primeiro contato que temos com alguém é o visual – e, por isso, a sua imagem é mais do que apenas uma roupa bonita e um cabelo bem arrumado. E isso não é diferente no mundo dos negócios.

    Por: Pedro Eduardo Rodriguesl Carreira> Gestão de Carreiral 29/10/2014 lAcessos: 11

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    Por: ana paulaignaciol Carreira> Gestão de Carreiral 28/10/2014

    Escutar é uma habilidade que precisa ser desenvolvida, pois não nascemos com ela. Este teste vai lhe dizer se você tem a habilidade de escutar.

    Por: Ernesto Bergl Carreira> Gestão de Carreiral 27/10/2014 lAcessos: 13

    Está na hora de deixar meu emprego? Você já se fez essa pergunta alguma vez? Caso afirmativo, você não está sozinho. Uma pesquisa da Gallup Organization feita em 2013 revela que nada menos que 79% dos profissionais brasileiros se dizem desmotivados no trabalho.

    Por: Ernesto Bergl Carreira> Gestão de Carreiral 13/10/2014 lAcessos: 22

    Desde 2001, o Datafolha realiza anualmente a pesquisa Top of Mind, que revela quais são as marcas mais lembradas pela população brasileira. Para a edição de 2009, o instituto de pesquisa, pertencente ao Grupo Folha, entrevistou 5.667 brasileiros com idade a partir de 16 anos e de diferentes classes sociais e graus de escolaridade, em 161 municípios.

    Por: cathoonlinel Internetl 04/02/2010 lAcessos: 575

    A motivação é o primeiro passo para o sucesso da organização. Funcionários satisfeitos com seu trabalho e que se sentem respeitados e reconhecidos por aquilo que desenvolvem tornam-se parceiros de negócio, fazem muito além do que as suas obrigações e se preocupam com o andamento da empresa. Todos precisam estar motivados!

    Por: cathoonlinel Internetl 27/01/2010 lAcessos: 452

    m 1997, quando a Internet estava surgindo no Brasil, o recém-formado engenheiro de computação Adriano Arruda foi contratado por Thomas Case, fundador da consultoria de Recursos Humanos brasileira Catho para criar o website da empresa. Voltada a recolocação de executivos no mercado de trabalho, a consultoria havia sido criada em 1977 pelo norte-americano que, ao se mudar para o Brasil a trabalho, acabou sendo demitido.

    Por: cathoonlinel Carreiral 14/01/2010 lAcessos: 379

    No mercado de trabalho, o conhecimento é uma das armas mais poderosas para profissionais de todos os níveis e áreas alcançarem seus objetivos de crescimento, seja conseguir uma promoção, seja conseguir uma nova oportunidade no mercado de trabalho. É cada dia mais comum nos depararmos com altos executivos que voltaram aos bancos escolares em busca de aperfeiçoamento e especialização, assim como profissionais que enfrentam concorridos vestibulares para se arriscarem numa nova profissão.

    Por: cathoonlinel Carreira> Gestão de Carreiral 14/01/2010 lAcessos: 339

    Se a sua idéia é arrumar um emprego pela Internet, a primeira coisa a fazer é deixar o curriculum, pronto, à mão, para preencher as fichas virtuais que vai encontrar nos sites dos headhunters e nas home pages das empresas.

    Por: cathoonlinel Carreiral 14/01/2010 lAcessos: 671

    Uma recente pesquisa realizada pelo Grupo Catho, entre os meses de maio e julho deste ano em todo o Brasil, revelou que o período de desemprego para aqueles que procuram uma recolocação no mercado é 26 dias menor quando essa busca é feita pela Internet. O questionário, composto por 348 perguntas, foi respondido por mais de 31 mil profissionais. A pesquisa mostrou também que, por meio de indicações, os candidatos levam quase sete dias a mais para conseguir uma vaga. Já as contratações em regime

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    As empresas estão mais criteriosas na escolha de seus profissionais. Ao anunciar uma vaga de emprego, a empresa busca no candidato muitos fatores...

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    Mês de dezembro: férias, comemorações e também a melhor e mais adequada época para retomar contatos perdidos durante o ano. Mas como o tempo acaba distanciando as pessoas e tornando a reaproximação, muitas vezes, uma tarefa difícil, conversamos com a consultora de etiqueta corporativa Lícia Egger-Moellwald para dar algumas dicas de como manter essa reaproximação sem ser indelicado ou exagerado demais.

    Por: cathoonlinel Carreiral 25/11/2009 lAcessos: 193

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    Lúcia Gregório 21/03/2011
    Parabéns! O artigo está excelente
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    Lúcia Gregório 21/03/2011
    Parabéns! O artigo está excelente
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