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Critérios na Indexação Pelos Diretórios

Por: Ruy Miranda Ranking do Autor Prata Autor nos TOP 100 | Publicado em: 05-02-2008 | Comentários: 0 | Acessos: 102 | Avaliação:  (83) Ranking do Artigo Azul (?)

Existem muitas diferenças nos critérios de indexação nos diretórios; por isso vou me ater a três apenas, Google, Yahoo e MSN.

Diretório do Google – O diretório do Google é um resultado de uma pequena filtragem que ele faz em outro diretório chamado DMOZ ou Open Directory Project, que foi adquirido pelo Google há pouco tempo. O DMOZ é o maior diretório do mundo operado por humanos. Isso quer dizer que, para se ter um site listado no DMOZ e por conseqüência no diretório do Google, é preciso preencher um formulário com várias informações sobre o site, o qual, por sua vez, terá de ser aprovado por alguém chamado editor. O editor examina o site e, se achar conveniente listá-lo, encaminha-o para tal, reservando-se o direito de alterar a descrição (para atender o padrão do diretório). Após algumas semanas do aparecimento do site no DMOZ ele aparece no diretório do Google – portanto, não há cadastramento direto neste diretório, mas apenas indireto, via DMOZ. O cadastramento e a colocação do site no diretório é gratuita.

Entretanto, os editores fazem trabalho voluntário, o que significa que não há compromisso de examinar todos os sites a curto prazo. Por outro lado, faltam editores para inúmeras categorias. Categorias são tópicos sob os quais são listados os sites – por exemplo, na categoria "Timidez", são listados os sites sobre o tema timidez. Em conseqüência da falta de editores para certas categorias, o site de alguém pode ser excepcional e levar anos para ser listado no DMOZ e no Google – algo absolutamente incompreensível no mundo de hoje. Ademais, o site pode ser bom e ser rejeitado pelo editor e o diretório DMOZ não tem obrigação de explicar os motivos da rejeição. A internet americana está repleta de casos envolvendo o DMOZ que chegam a ser hilários.

Eu mesmo tenho um. Cadastrei um site pessoal em inglês e fui surpreendido pelo seu na lista do DMOZ em menos de três semanas e, algumas semanas mais tarde, no diretório do Google. Submeti o mesmo site em português (apenas com algumas páginas de importância secundária a menos, devido à falta de informação volumosa sobre o assunto no Brasil e em Portugal). Passaram-se semanas e, como ele não foi listado, indaguei do assunto ao suporte nos Estados Unidos – fui informado que o site fora rejeitado. Examinei melhor o relatório e a categoria, e vi que o editor daquele tema era uma pessoa de nacionalidade portuguesa e que morava em Portugal. A rejeição me pareceu tão surrealista que indaguei do suporte as razões da rejeição. Recebi uma áspera resposta acompanhada de uma ameaça: eu não podia questionar a decisão do editor, conforme compromisso que assumira ao cadastrar o site, e que se eu insistisse no assunto, poderia ser penalizado com a retirada do site em inglês da lista do DMOZ. O assunto me pareceu tão fora de senso que registrei todas esses contatos em imagens da tela em formato gif e arquivei-as no meu dico rígido.

Hoje eu não perco tempo cadastrando sites no DMOZ e tampouco com o diretório do Google. Os diretórios são, hoje em dia, mais uma alternativa de obter link, com o objetivo de melhorar o posicionamento, do que conseguir tráfego. E tampouco acredito no que alguns webmasters dizem: aparecer no diretório do Google ajuda no rank do Google. Tenho outros sites pessoais em inglês e português, que não se acham listados no DMOZ e no diretório do Google, e que estão melhor polsicionados e apresentam PR maior do que aquele que se acha listado. No meu modo de ver, esses procedimentos e essas constatações estão contribuindo para corroer a imagem do Google.

Diretório do Yahoo – Até certa altura de 2002 ser listado no diretório do Yahoo nos Estados Unidos era sinônimo de status do site. Pagava-se, como se paga hoje, US$299 para cada site submetido à apreciação para cadastramento, e o mesmo valor a cada ano, em caso de aceitação do site. Caso houvesse recusa por parte do editor – o trabalho era (e ainda é) manual, feito por pessoas – não havia apelação. Só excepcionalmente o editor sugeria pequenas mudanças aqui e ali. Isso foi gerando certa antipatia da parte dos donos de sites, ao mesmo tempo que aumentava a simpatia para o emergente mecanismo de busca Google, o qual, a essa altura, já fornecia lista de páginas da web para o Yahoo. Em pouco tempo o Google, com sua busca na Web, dominou o mercado.

No Brasil o Yahoo cobrava R$99 por ano para listar um site no diretório até pouco tempo atrás. No momento não está aceitando novas inscrições. Isso indica que teremos em breve grandes mudanças nesse mecanismo de busca.

MSN – Listar um site no diretório do MSN, chamado bCentral, é uma das experiências mais prazerosas da internet, embora ainda não esteja disponível em português. Paga-se US$49 por site, por ano, lista-se 10 URLs de cada site. O serviço é automatizado – submete-se cada página separadamente.

Entra-se com a URL da página, o robot vai até ela e, em segundos, fornece um relatório, apontando as correções que precisam ser feitas. Depois que as URLs se acham arredondadas, passa-se para uma outra etapa: submete-se cada uma delas, gratuitamente, a vários diretórios secundários, vinculados ou não ao MSN (significa obter links gratuitos para as páginas). Se ocorre alguma dificuldade em qualquer momento da submissão, recorre-se ao suporte on line – um suporte só compreensível quando um a empresa está levando o assunto muito a sério. No chat, conectado instantaneamente, uma pessoa muito educada do outro lado, orienta pacientemente o que fazer no próximo passo.De quebra, o MSN envia semanalmente, por email, um relatório sobre a posição de cada página, segundo a palavra/frase-chave pesquisada, em nove mecanismos de busca.

Recentemente, quando o Google entrou para a bolsa americana, a empresa foi avaliada em cerca de 35 bilhões de dólares (ele foi fundado em 1998 por dois jovens universitários) e a procura por suas ações foi enorme. Na ocasião Bill Gates disse que fora um equívoco da Microsoft não dar grande importância aos mecanismos de busca. Estima-se hoje que o MSN, com busca na Web e no diretório, detém 10% do mercado e tem crescido enquanto Yahoo e Google estão estacionados. O cuidado com o Diretório, a constatação de que fora um equívoco não investir mais no mecanismo de busca, a oferta de outros serviços que rivalizam com o Google e o Yahoo, o crescimento gradual e expressivo no número de usuários que recorrem ao MSN, são indicações de que esse mecanismo de busca pretende disputar o mercado. E isso é ótimo para usuários de todos os serviços dos mecanismos de busca.

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