Escrituração Contábil

Publicado em: 22/11/2011 | Acessos: 1,890 |

Pode-se entender a escrituração contábil como o registro de todos os fatos contábeis de uma determinada empresa dentro de um período, para que ao final deste, as informações registradas possam ser úteis ou necessárias ao fisco, aos diretores e para uma melhor tomada de decisão.

O controle contábil começa com os registros dos eventos no diário, e completam-se depois nos demais livros de escriturações. O método utilizado para registrar os fatos administrativos é o chamado método das partidas dobradas, que é usado universalmente na contabilidade e foi divulgado pelo frade LUCA PACIOLI no século XV.

Já dentro do conjunto dos lançamentos estão inseridos muitos assuntos e aspectos importantes e necessários para que a escrituração seja feita da maneira mais correta possível, sem infringir as normas e os princípios fundamentais da contabilidade. Assim, para que os lançamentos estejam da forma mais correta, é necessário que o plano de contas seja bem estruturado de modo que encaixe todos os lançamentos efetuados no processo de escrituração.

Quando a contabilidade é bem planejada, grande parte dos lançamentos se torna rotineiro e pode ser realizado por simples escriturários, supervisionado por um contador. O mesmo vai avaliar a necessidade de aperfeiçoar o plano de contas ou o processo de escrituração para a melhor qualidade das informações por ele fornecidas.

O plano de contas é elaborado sempre obedecendo aos interesses da empresa e principalmente às disposições contidas na Lei 6.404 de 15.12.1976, Lei das sociedades por ações. 

2. DESENVOLVIMENTO

Para Franco (1997) a classificação dos componentes patrimoniais e suas variações são feitas de acordo com a natureza de cada um dos fatos registrados, reunindo-os em grupos de fenômenos patrimoniais.

           O registro de um fato contábil chama-se de lançamento, o conjunto dos mesmos chama-se de escrituração contábil. Esse registro poderá ser feito de várias maneiras, de acordo com o método e o processo de escrituração adotado.

           O método pelo qual se procede à classificação dos documentos a serem registrados na contabilidade é de grande importância, são a partir da classificação que se desenvolvem todas as demais tarefas pertinentes ao setor. Para agilizar a informação a ser registrada, a classificação deve ser feita com absoluta clareza, de modo que traduza de fato as contas envolvidas, os históricos a serem utilizados e os valores correspondentes.

           A classificação da escrituração deve levar em conta, portanto, a forma dos registros efetuados, tendo em vista, a natureza e a extensão dos elementos utilizados para esse registro. A escrituração é obrigatória. Quanto à natureza dos registros, em cronológica e sistemática. E quanto à extensão, em sintética e analítica. 

           A escrituração é obrigatória quando o registro é feito em livros exigidos pela legislação fiscal ou comercial. É cronológica quando obedece à sucessão dos dias, meses e anos, e sistemática quando atende à natureza dos fatos, separando-os por contas representativas de cada espécie de fenômenos. É sintética quando considera os registros de forma resumida, reunindo fatos homogêneos em contas ou grupo de contas. É analítica quando registra os fatos com particularidade e desdobramento.

2.1 Formas de classificação

Pode - se agrupar os documentos em duas categorias, levando-se em conta a freqüência com que eles surgem no dia-a-dia da atividade empresarial:

  • Documentos de termos constantes, tais como:

-             Folha de pagamento de salários;

-             Folha de pagamento de pró-labore;       

-             Relatório de consumo de materiais.

  • Documentos de termos variáveis, tais como os que correspondam ao movimento de caixa e ao movimento bancário, de modo geral.

Os documentos de termos constantes podem ser classificados em planilhas próprias, elaboradas previamente para atender às finalidades de classificação. Já os documentos de termos variáveis, a classificação poderá ser efetuada mediante a aposição de carimbo. Após a classificação contábil, estes documentos estarão prontos para o registro contábil. 

2.2 Métodos de escrituração

Segundo Franco (1997) o método de escrituração é a forma de registrar os fatos. Porém têm diversas maneiras de escriturar os fatos contábeis. Entretanto todos os métodos de escrituração existentes são variantes de dois métodos fundamentais, que é o método das partidas simples eométodo das partidas dobradas. 

 2.3 Método das partidas simples  

Este método não é usado atualmente, por ser deficiente e incompleto. Por esse método só se fazem registros de operações realizadas com pessoas omitindo-se, portanto, o registro de elementos patrimoniais, bem como do lucro e prejuízo. Nesse método a única maneira de se conhecer o resultado das operações é comparando o total dos bens, direitos e obrigações no início e no fim do exercício.

2.4 Método das partidas dobradas

Ao contrário do outro método este é universalmente adotado desde sua brilhante exposição pelo frade Luca Pacioli, em 1494. 

2.5  Princípio fundamental do método das partidas dobradas                

O princípio fundamental desse método é o de que não há devedor sem credor e vice-versa, ou seja, para cada débito existe um crédito de mesmo valor. A soma dos débitos é igual à soma dos créditos. Esse princípio  determina a equação entre ativo e passivo do patrimônio. 

2.6 Modelo do plano de contas

1     ATIVO

1.1 ATIVO CIRCULANTE

1.1.1 Disponível

1.1.1.01 Caixa         

1.1.1.02 Bancos Conta Movimento

1.1.103 Aplicações Financeiras de Liquidez Imediata

1.1.2 Clientes

            1.1.2.01 Duplicatas a Receber

            1.1.2.02 (-) Duplicatas Descontadas

            1.1.2.03 (-) Créditos Vencidos e Não Liquidados *

* "A conta ‘créditos Vencidos e Não Liquidados" está em conformidade com o que  dispõe a Lei n.º 9.430/96, art. 10, II. Esse diploma legal tornou indedutível, a partir de 1º.01.97, a antiga "Provisão para Créditos de liquidação duvidosa", tanto para fins de Imposto de Renda quanto da contribuição social sobre o lucro. Se a empresa optar por constituir a provisão indedutível, importa observar que esta será, também, conta redutora de "Clientes".

1.1.3  Outros Créditos

            1.1.3.01  Bancos conta Vinculadas

            1.1.3.02  Títulos a Receber

            1.1.3.03  Cheques em Cobrança

            1.1.3.04  Dividendos a Receber

            1.1.3.05  Importações em Andamento

            1.1.3.06  Adiantamento a Fornecedores

1.1.3.07 Adiantamento a Empregados

1.1.3.08  Empréstimo  a Empregados

1.1.4  Tributos a Recuperar/Compensar

            1.1.4.01  IPI a Recuperar

            1.1.4.02  ICMS a Recuperar

            1.1.4.03  Imposto de Renda Retido na Fonte

            1.1.4.04  Imposto de Renda Pago por Estimativa

            1.1.4.05  Contribuição Social sobre o Lucro Paga por Estimativa

            1.1.4.06  tributos Pagos a Maior ou indevidamente

1.1.5  Aplicações Financeiras

            1.1.5.01  Aplicações Financeiras com Rendimento Pós - fixados

            1.1.5.02  Aplicações Financeiras com rendimento Prefixados

            1.1.5.03  Ações

            1.1.5.04  Debêntures

1.1.6  Estoques

            1.1.6.01  Mercadorias para Revenda

            1.1.6.02  Matérias - Primas

            1.1.6.03  Material de Embalagem e Acondicionamento

1.1.6.04 Outros Materiais de Consumo Industrial

1.1.6.05 Produtos Acabados

            1.1.6.06  Produtos  em Elaboração

            1.1.6.07  Almoxarifado de Manutenção

1.1.6.08  Almoxarifado Administrativo

1.1.6.09  (-) Provisão para Ajuste do Estoque ao Valor de Mercado

1.1.7  Despesas Pagas Antecipadamente

            1.1.7.01  Prêmios de Seguros a Apropriar

            1.1.7.02  Assinaturas e Anuidades

1.2  ATIVO NÃO CIRCULANTE

1.2.1     Clientes

1.2.1.01  Duplicatas a Receber

            1.2.1.02  (-) Duplicatas descontadas

1.2.1.03 (-) Créditos Vencidos e Não Liquidados (Lei N.º 9.430/96, art. 10, II)

1.2.2  Outros Créditos

            1.2.2.01  Títulos a Receber

            1.2.2.02  Bancos Conta Vinculada

            1.2.2.03  Empréstimos a controladora, Controladas e Coligadas

            1.2.2.04  Empréstimos a Sócios, Administradores e Pessoas Ligadas

            1.2.2.05  Aplicações Financeiras

            1.2.2.06  Depósitos Jurídicos 

1.3  ATIVO PERMANENTE

1.3.1  Investimentos

            1.3.1.01  Participaçõesem Empresa Controladase Coligadas – Equivalência Patrimonial

            1.3.1.02  Participaçõesem Empresas Controladase coligadas – Custo Corrigido

            1.3.1.03  Outras Participações Societárias

            1.3.1.04  Participações por Incentivos Fiscais

            1.3.1.05  imóveis Não Destinados ao Uso

            1.3.1.06  Objetos de Arte

            1.3.1.07  (-) Provisão para Perdas Permanentes

1.3.2  Imobilizado

            1.3.2.01  Terrenos

            1.3.2.02  Edifícios

            1.3.2.03  construções

            1.3.2.04  Móveis e Utensílios

1.3.2.05 Máquinas, Equipamentos e Ferramentas

1.3.2.06  Veículos

            1.3.2.07  Recursos Naturais

            1.3.2.08  Marcas, Direitos e Patentes

            1.3.2.09  Benfeitorias em  Propriedade de Terceiros

            1.3.2.10  Imobilizado em Andamento

1.3.2.11 (-) Depreciações, Amortizações e Exaustões Acumuladas

2  PASSIVO

2.1  PASSIVO  CIRCULANTE

2.1.1  Empréstimos e Financiamentos

            2.1.1.01  Empréstimos Bancários

            2.1.1.02  Empréstimos do Exterior

2.1.1.03 Financiamentos Bancários

2.1.1.04  Financiamentos estrangeiros

            2.1.1.05  Títulos a Pagar

            2.1.1.06  Adiantamento sobre Contratos de Câmbio

2.1.2  Debêntures

            2.1.2.01  Debêntures Conversíveis em ações

2.1.2.02 Debêntures Não Conversíveis

2.1.2.03  (-) Deságios a apropriar

2.1.3  Fornecedores

            2.1.3.01  Fornecedores Nacionais

2.1.3.02 Fornecedores Estrangeiros

2.1.4  Obrigações Tributárias

            2.1.4.01  IPI a Recolher

            2.1.4.02  ICMS A Recolher

            2.1.4.03  ISS a Recolher

            2.1.4.04  Provisão para Imposto de Renda

            2.1.4.05  Provisão para Contribuição Sobre o Lucro

            2.1.4.06  Imposto de Renda por Estimativa a Recolher

2.1.4.07 Contribuição Social Sobre o Lucro por Estimativa a Recolher

2.1.4.08  Imposto de Renda na Fonte a Recolher

            2.1.4.09  PIS a Recolher

            2.1.4.10  Cofins a Recolher

            2.1.4.11  Provisão para IOF

2.1.5  Obrigações Trabalhistas e Previdenciárias

            2.1.5.01  Salários e Ordenados a Pagar

            2.1.5.02  Pró Labore a Pagar

            2.1.5.03  Gratificação a Pagar

            2.1.5.04  INSS a Recolher

            2.1.5.05  FGTS a Recolher

            2.1.5.06  Provisão para Férias

            2.1.5.07  Provisão para 13º Salário

            2.1.5.08  INSS Sobre Provisão para Férias

2.1.5.09 FGTS Sobre Provisão para 13º Salário

2.1.6  Outras Obrigações

            2.1.6.01  Adiantamentos de Clientes

            2.1.6.02  Contas a Pagar

            2.1.6.03  Energia Elétrica, Água e Telefone A Pagar

            2.1.6.04  Contas Correntes

            2.1.6.05  Seguros a Pagar

            2.1.6.06  Outros Obrigações a Pagar

            2.1.6.07  Juros Sobre Capital Próprio a Pagar

2.1.7  Dividendos e Participações

            2.1.7.01  Dividendos a pagar       

            2.1.7.02  Participações a Pagar

2.2  PASSIVO NÃO CIRCULANTE

2.2.1  Empréstimos e Financiamentos

            2.2.1.01  Empréstimos Bancários

            2.2.1.02  Empréstimos Estrangeiros

            2.2.1.03  Financiamentos Bancários

            2.2.1.04  Financiamentos Estrangeiros

            2.2.1.05  Títulos a Pagar

2.2.1.06 Débitos com  Controladora, Controladas e Coligadas

2.2.1.07 Outros Débitos com Sócios, Administradores e Pessoas Ligadas

2.2.2  Fornecedores

            2.2.2.01  Fornecedores Nacionais

            2.2.2.02  Fornecedores Estrangeiros

2.2.3  Outras Obrigações

2.2.3.01 Contas a Pagar

2.3  RESULTADOS DE EXERCÍCIOS FUTUROS

2.3.1  Resultados Operacionais

            2.3.1.01  Receitas de Exercícios Futuros

            2.3.1.02  Custos e Despesas Vinculadas às Receitas 

2.4  PATRIMÔNIO LÍQUIDO

2.4.1  Capital Social         

2.4.1.01  Capital  Subscrito

            2.4.1.02  (-) Capital a Integralizar

2.4.2  Reservas de Capital

            2.4.2.01  Correção Monetária do Capital Integralizado  *

            2.4.2.02  Ágio na Emissão de Ações

            2.4.2.03  Doações e Subvenções para Investimentos

            2.4.2.04  (-) Ações/Quotas em Tesouraria

*  A correção monetária das demonstrações financeiras foi revogada, inclusive para fins societários, a partir de 1º.01.96, por força do art. 4º da Lei n.º 9.249/95. Portanto, a Conta "Correção Monetária do Capital Integralizado" somente apresentará saldo se a empresa não houver incorporações e reserva ao Capital Social.

2.4.3  Reservas de Reavaliação

            2.4.3.01  Reavaliação de Ativos Próprios

            2.4.3.02  Reavaliação de Ativos de Coligadas

2.4.4  Reserva de Lucros

2.4.4.01 Reserva Legal

2.4.4.02 Reserva Estatutária

2.4.4.03 Reserva para Contingências

2.4.4.04 Reserva de Lucros a Realizar

2.4.4.05 Reserva Espacial

2.4.4.06 (-) Ações/Quotas em tesouraria

2.4.5  Lucros ou Prejuízos Acumulados

            2.4.5.01  Lucros Acumulados

            2.4.5.02  (-) Prejuízos Acumulados 

3  CONTAS DE RESULTADO – CUSTOS E DESPESAS

3.1 CUSTOS DE PRODUÇÃO

3.1.1  Custos Diretos de Produção

3.1.1.01 Material Aplicado

3.1.1.02 Mão-de-Obra Direta

3.1.1.03 Gastos Gerais

3.1.2  Custos Indiretos de Produção  *

3.1.2.01 Mão-de-Obra Indireta

3.1.2.02 Materiais de Consumo Indireto

3.1.2.03 Materiais de Manutenção e Reparo

3.1.2.04 Utilidades e Serviços

3.1.2.05 Aluguéis e Arrendamentos

3.1.2.06 Depreciações, Amortizações e Exaustões

3.1.2.07 Combustíveis e Energia Elétrica

3.1.3  Custos Diretos da Produção de Serviços  *

3.1.3.01 Mão-de-Obra Direta

3.1.3.02 Gastos Gerais

3.1.4  Custos Indiretos de Produção de Serviços  *

3.1.4.01 Mão-de-Obra Indireta

3.1.4.02 Materiais de Consumo Indireto

*  Os custos estão aqui apresentados de forma sintética. Portanto, as respectivas contas devem ser desdobradas em subcontas específicas de acordo com as peculiaridades de cada empresa. 

3.2  DESPESAS OPERACIONAIS

3.2.1  Despesas com Vendas

3.2.1.01 Salários e Ordenados

3.2.1.02 Pró Labore

3.2.1.03 Prêmios e Gratificações

3.2.1.04 13º Salário

3.2.1.05 Férias

3.2.1.06 INSS

3.2.1.07 FGTS

3.2.1.08 Indenizações e Aviso Prévio

3.2.1.09 Assistência Médica e social

3.2.1.10 Comissões Sobre vendas

3.2.1.11 Propaganda e Publicidade

3.2.1.12 Amostras Grátis

3.2.1.13 Fretes e Carretos

3.2.1.14 Manutenção de Veículos

3.2.1.15 Despesas com Viagens e Representações

3.2.1.16 Despesas com Hospedagem

3.2.1.17 Despesas com Refeições

3.2.1.18 Aluguéis

3.2.1.19 Manutenção e Reparos

3.2.1.20 Telefone

3.2.1.21 Despesas Postais e Telegráficas

3.2.1.22 Depreciações e Amortizações

3.2.1.23 Serviços Prestados Por terceiros

3.2.1.24 Seguros

3.2.1.25 Créditos Vencidos e Não Liquidados  *

* A conta ‘créditos Vencidos e Não Liquidados" está em conformidade com a disciplina instituída pela Lei n.º 9.430/96, que tornou indedutível, a partir de 1º.01.97, a antiga "Provisão para Créditos de liquidação duvidosa", tanto para fins de Imposto de Renda quanto da contribuição social sobre o lucro. Se a empresa optar por constituir a provisão indedutível, importa observar que a contrapartida da provisão (despesa) será, também, classificada no subgrupo "Despesas com Vendas".

3.2.2  Despesas Administrativas

3.2.2.01 Salários e Ordenados

3.2.2.02 Pró Labore

3.2.2.03 Prêmios e Gratificações

3.2.2.04 13º Salário

3.2.2.05 Férias

3.2.2.06 INSS

3.2.2.07 FGTS

3.2.2.08 Indenizações e Aviso Prévio

3.2.2.09 Assistência Médica e Social

3.2.2.10 Aluguéis e Arrendamentos

3.2.2.11 Aluguéis de Imóveis

3.2.2.12 Aluguéis de Máquinas e Equipamentos

3.2.2.13 Arrendamento de Imóveis

3.2.2.14 Arrendamento Mercantil (Leasing)

3.2.2.15 PIS/Pasep *

3.2.2.16 Cofins *

3.2.2.17 IPTU

3.2.2.18 IPVA

3.2.2.19 Taxas Diversas

3.2.2.20 Energia Elétrica

3.2.2.21 Água e Esgoto

3.2.2.22 Telefone

3.2.2.23 Despesas Postais e Telegráficas

3.2.2.24 Seguros

3.2.2.25 Material de Escritório

3.2.2.26 Material de Higiene e Limpeza

3.2.2.27 Assistência Contábil

3.2.2.28 Serviços Prestados por Terceiros

3.2.2.29 Depreciações e Amortizações

3.2.2.30 Reproduções

3.2.2.31 Despesas Legais e Judiciais

3.2.2.32 Livros, jornais e revistas

3.2.2.33 Juros Passivos

3.2.2.34 Variações Monetárias Passivas

3.2.2.35 Variações Cambiais Passivas

3.2.2.36 Descontos Concedidos

3.2.2.37 Provisão para Perdas e Ajustes de Ativos

3.2.2.38 Equivalência Patrimonial

3.2.2.39 Amortização de Ágio

* Exceto a parcela das contribuições ao PIS e Cofins Incidente sobre a receita bruta de vendas e serviços, que deve ser lançada no subgrupo 4.1.2 (Deduções da Receita Bruta). 

3.3  DESPESAS NÃO-OPERACIONAL

3.3.1  Despesas Não-Operacional

3.3.1.01 Perdas na Alienação de Participações em Coligadas

3.3.1.02 Perdas na Alienação de Imóveis

3.3.1.03 Perdas na Alienação de Móveis e Utensílios

3.3.1.04 Perdas na Alienação de Máquinas, Equipamentos e ferramentas

3.3.1.05 Perdas na Alienação de Veículos

3.3.1.06 Perdas em Sinistros com imobilizado

3.3.1.07 Outras Baixas do Ativo Permanente *

3.3.1.08 Provisões para Perdas permanentes

* Utilizável para registro de baixas de bens do Ativo Permanente por obsolescência, deterioração, desaparecimento, sinistros não ressarcidos etc., ou seja, baixas em relação às quais não tenha havido o correspondente recebimento de receita.

4  CONTAS DE RESULTADO - RECEITAS

4.1  RECEITAS OPERACIONAIS

4.1.1 Receita Bruta de vendas e Serviços

4.1.1.01  Receita de Vendas de Produtos

4.1.1.02 Receitas de Vendas de Mercadorias

4.1.1.03 Receitas da Prestação de Serviços

4.1.2  (-) Deduções da Receita Bruta

4.1.2.01 (-) Cancelamento e Devoluções

4.1.2.02 (-) Descontos Incondicionais

4.1.2.03 (-) IPI *

4.1.2.04 (-) ICMS

4.1.2.05 (-) ISS

4.1.2.06 (-) Cofins **

4.1.2.07 (-) PIS **

*  A conta IPI somente figurará entre os impostos incidentes sobre Vendas se a empresa adotar o critério de contabilizar as vendas pelo valor total da nota fiscal (inclusive IPI).

**  Somente a parcela da contribuição ao PIS e Cofins incidente sobre a receita bruta de vendas e serviços. O valor relativo às demais será lançado como Despesa Tributária.

4.1.3  Receitas Financeiras

4.1.3.01 Juros de Aplicações Financeiras

4.1.3.02 Juros Ativos [outros]

4.1.3.03 Descontos Obtidos

4.1.3.04 Variações Monetárias Ativas

4.1.3.05 Variações Cambiais Ativas

4.1.4  Recuperação de Despesas

            4.1.4.01  Recuperação de Créditos Considerados Incobráveis

            4.1.4.02  Reversão de Provisões

4.1.5  Outras Receitas Operacionais

4.1.5.01 Aluguéis e Arrendamentos

4.1.5.02 Vendas Acessórios

4.1.5.03 Receitas de Equivalência Patrimonial

4.1.5.04 Dividendos e Lucros Recebidos

4.2  RECEITAS NÃO-OPERACIONAIS

4.2.1  Resultados Não-Operacionais

4.2.1.01 Resultados Positivos na Alienação de Investimentos

4.2.1.02 Lucros na Alienação de Imóveis

4.2.1.03 Lucros na Alienação de Móveis e Utensílios

4.2.1.04 Lucros na Alienação de Máquinas, Equipamentos e Ferramentas

4.2.1.05 Lucros na Alienação de veículos

4.2.1.06 Resultado de Sinistros com Imobilizado 

5  CONTAS DE APURAÇÃO

5.1  CUSTOS DOS PRODUTOS E DOS SERVIÇOS VENDIDOS

5.1.1 Custo dos Produtos vendidos

            5.1.1.01  Custo dos Produtos vendidos

5.1.2  Custo dos Serviços Prestados

            5.1.2.01  custo dos Serviços Prestados

5.1.3  Custo das Mercadorias Vendidas

            5.1.3.01  Custo das Mercadorias vendidas

5.1.4  Apuração do Resultado do Exercício

5.1.4.01 Apuração do resultado do Exercício

 

3. CONCLUSÃO

No presente trabalho procurou-se mostrar a importância da escrituração contábil na vida das entidades. Em uma empresa de capital aberto, o conjunto de lançamentos denomina-se escrituração contábil, essa por sua vez dá condições para a elaboração de diversos demonstrativos e do balanço patrimonial da empresa, que de fato é o "cartão de visita" para vários investidores.

De certo modo, esse trabalho mostra que se a entidade tiver um plano de contas adequado ao objeto social da empresa, funcionários competentes e bem preparados para exercer os diversos cargos oferecidos pelo departamento contábil da organização, e seguir as normas que regem a escrituração e os princípios fundamentais de contabilidade, a confiabilidade das informações passadas será total para os administradores, os acionistas, quotistas e fisco.

Esse trabalho mostra que os lançamentos contábeis não são feitos aleatoriamente, pois devem seguir um itinerário, que passa por várias fases, ou seja, por vários livros onde se faz a escrituração, como o livro Diário e o livro Razão. Esses, por sua vez, são exigidos por leis. Mas também existem outros que não são obrigatórios, mas vem a facilitar as operações realizadas dentro da empresa, e de certa forma na tomada de decisão.

 

4. REFERÊNCIAS

BARROS, J. A. Escrituração contábil e fiscal: guia do professor. Rio de Janeiro: FAE, 1976. 

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE.          Princípios fundamentais de contabilidade e normas brasileiras de contabilidade. Brasília: CFC, 2001. 

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Princípios Fundamentais e

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/investimentos-artigos/escrituracao-contabil-5418819.html

    Palavras-chave do artigo:

    tomada de decisao

    ,

    escrituracao contabil

    ,

    demonstrativos

    Comentar sobre o artigo

    Este estudo visa reunir e consolidar as principais normas que ratificam a exigência de escrituração mercantil contida no Código Comercial Brasileiro. Visando mostras as regras a seguidas de acordo com as Normas Brasileiras de Contabilidade, sem deixar de destacar os princípios éticos e morais que são de extrema importância para uma Escrituração Contábil bem realizada.

    Por: Lorena Maria Gouveia Silval Negócios> Administraçãol 08/07/2012 lAcessos: 278

    Este presente artigo vêm demonstrar (DVA) como ferramenta na tomada de decisão, pois se trata de um demonstrativo contábil novo, ainda pouco conhecido pelos usúarios da informação contábil.

    Por: LEANDRO ALBERTO ALVES DE LIMAl Negócios> Administraçãol 21/12/2010 lAcessos: 762

    Este artigo traz uma reflexão acerca da atuação do profissional contábil e a contribuição desta para o desenvolvimento do setor supermercadista no munícipio de Teolândia – Bahia, levando em consideração, que os serviços prestados por tal profissional pode promover a elucidação das contas, a interpretação das demonstrações contábeis, por meio de uma assessoria eficiente e eficaz do contabilista. Nesta perspectiva, se analisou a situação do setor supermercadista de Teolândia – Bahia.

    Por: Reinaldo Amorasl Negócios> Gestãol 16/01/2013 lAcessos: 59
    Silvia Ferreira dos Santos

    O presente artigo teve como objetivo principal mensurar a utilização dos Relatórios Contábeis como instrumento de Controle Financeiro nas Organizações. Com os resultados obtidos, espera-se auxiliar na conscientização da importância de utilização dos relatórios contábeis no controle financeiro junto às organizações. A pesquisa apresentada demonstra que a Contabilidade Gerencial é uma ferramenta muito importante para os gestores na tomada de decisões.

    Por: Silvia Ferreira dos Santosl Educação> Ensino Superiorl 30/11/2011 lAcessos: 1,255
    Andréa Aparecida Gouvêia

    A evolução da Contabilidade ao longo dos anos em função de diversos estudos possibilitou o surgimento de novas e melhores formas de controlar o patrimônio através de um sistema de informações que garantia a continuidade e o sucesso das organizações. Com um conceito inicialmente instrumental, a contabilidade avançou através dos estudos de inúmeros pesquisadores, constituindo-se numa ciência em função do cumprimento dos requisitos lógicos necessários a tal categoria.

    Por: Andréa Aparecida Gouvêial Educação> Ciêncial 28/05/2010 lAcessos: 4,797
    Ricardo Zani

    A responsabilidade técnica dos contadores aumentou com o do novo Código Civil. São os artigos 1.177 e 1.178 que tratam da responsabilidade do profissional em contabilidade:

    Por: Ricardo Zanil Direito> Direito Tributáriol 25/10/2010 lAcessos: 898

    Este estudo visa, a partir de uma abordagem teórica levando-se em consideração a ligação do planejamento estratégico com o planejamento tributário, demonstrar como é possível as empresas brasileiras recolher menos tributos licitamente, não incorrendo em sonegações fiscais para obter tal êxito, e, também, através do planejamento tributário, montar suas estratégias para adentrarem ao mercado com maior força para poderem ter melhores preços e com isso conseguir também diminuir seus custos

    Por: Gutemberg Dias Costal Direito> Direito Tributáriol 31/10/2009 lAcessos: 1,724

    Segundo Balanço Energético Nacional (2013), o consumo de energia no Brasil cresceu quatro vezes mais que o PIB. Fatores como aumento da população, do número de veículos por habitante e da renda per-capita estão mudando o perfil de consumo brasileiro em um ritmo que não consegue ser acompanhado pela capacidade de produção e distribuição de energia

    Por: Central Pressl Finanças> Investimentosl 13/10/2014
    Thiago Abreu

    Talvez , talvez não , você não me conhece , escrever para alcançar o inevitável do conhecimento . Estejas certo que ao perceber o potencial enorme que uma informação pode ter nos dias de hoje não é algo presunçoso , é coerente chegar ao saber , e melhorar de vida em vários aspectos . Disciplina , Atitude , Organização e Bom senso são ingredientes que realmente fazem uma receita para concluímos o projeto ou nosso objetivo .

    Por: Thiago Abreul Finanças> Investimentosl 18/09/2014
    Edison Candido Gonçalves

    Ganhar dinheiro não é difícil. A dificuldade maior é fazê-lo render. A maioria das pessoas encontram-se em dificuldades financeiras em razão dos gastos serem maiores do que a receita. Há soluções simples porém nem todos conseguem aplicá-los na prática. Economia, moderação nos gastos e investimentos em múltiplas fontes de renda. É só ter força de vontade.

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    Edison Candido Gonçalves

    Todo ser humano já nasce prósperos em razão da sua herança divina. Buscar a boa riqueza, distribuí-la de maneira consciente para um mundo melhor, deveria ser o objetivo de cada cidadão deste planeta. Há muito conceitos errôneos sobre o dinheiro os quais, devemos evitar ao máximo. Dinheiro é uma forma de energia tão poderosa quanto a energia solar, atômica, nuclear etc. Nenhuma forma de energia tem consciência própria. Cabe a nós dar-lhe uma direção.

    Por: Edison Candido Gonçalvesl Finanças> Investimentosl 05/09/2014 lAcessos: 12
    Ana Luiza Viana

    Presente na vida de grande parte da população brasileira e mundial, a internet se tornou um dos principais aliados na divulgação de produtos e serviços. Por ter um grande alcance e custos baixos, se tornou a opção mais viável de publicidade para grande parte dos empreendedores. Mas como utilizar esse recurso da melhor forma?

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    Gabriel Reynard

    Veja porque a melhor forma de empreender quando se é jovem é criando uma startup com seu(s) amigo(s). É divertido, inesquecível e pode se tornar um grande negócio.

    Por: Gabriel Reynardl Finanças> Investimentosl 26/07/2014 lAcessos: 22

    Se você deseja que suas finanças estejam totalmente sobre controle está na hora de você adquirir um programa simples, barato e eficiente. Que trará ótimos resultados em questão financeira para sua empresa.

    Por: luzl Finanças> Investimentosl 27/05/2014
    Helena Gomes

    Muitas pessoas deixam-se persuadir pelos rendimentos anormalmente elevados que oferecem a centenas de investidores, e acabam caindo nos esquemas de ficar rico rápido ou dinheiro fácil, mais conhecidos por esquemas Ponzi ou fraudes piramidais. Se você não sabe em que consiste isso, de seguida clarifico de uma forma simples o que é.

    Por: Helena Gomesl Finanças> Investimentosl 24/04/2014 lAcessos: 21
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