Como Aderi À Era Da Informática

Publicado em: 05/08/2009 | Comentário: 0 | Acessos: 107
 

 

Há umas três décadas, os computadores começaram a ser utilizados no Brasil como importante instrumento de trabalho. Maravilhosas máquinas essas que a tecnologia tem desenvolvido rapidamente. Sempre há novidades que, com avidez, são compradas pelos usuários. Os preços estão ao alcance de quase todos. Se não à vista, em suaves prestações (com juros embutidos, óbvio, por mais que neguem os vendedores...).


Confesso ter deles mantido distância por muito tempo. Não pelo fato de ser avessa a novidades, pois, se o fosse não teria estado durante a vida inteira na vanguarda. Como não é meu desejo ficar parada no tempo, enquanto os demais seguem em frente, fiquei a pensar sobre o que fazer, pois deixar de lado hábitos é difícil.


Para que eu me acostumasse a estudar um mínimo de seis horas por dia (divididas em períodos), meu grande amigo, mestre e professor de piano, Milton Figueira de Lemos, costumava dizer-me: "O hábito é uma segunda natureza". Assim, eu que desde guria, tendo os dias divididos em horas "cronometradas" para que tivesse tempo de fazer o planejado, pensei em como seria mudar não só rotina, mas hábitos. Isto certamente ensejaria uma sensação que poucas vezes senti. Meus dias sempre foram ocupados desde criança no sentido de desenvolver o "mens sana in corpore sano"(1); estudos em diversos campos, exercícios, trabalhos... Tudo a tempo e hora... e também sempre que se fazia possível, "carpe diem"(2) porque ninguém é de ferro.


Voltando ao escrever: o fato é que sentia - e sinto - prazer em ter a caneta em uma das mãos e, com a outra, manter firme uma folha de papel em branco esperando ser inaugurada com a primeira letra que nela seria escrita. Pensando bem, às vezes tinha a impressão de que o papel à minha frente aguardava-me até com certa impaciência. Impaciência essa, ocasionada por mim, ao relutar em iniciar meu ofício.


Como escrevia - e escrevo muito - mesmo sabendo qual seria o assunto entre os muitíssimos existentes e o objetivo do que deveria ou queria escrever, ou por necessidade do trabalho em si (pareceres jurídicos, peças processuais, teses, minutas, discursos, conferências, palestras, resumos de aulas a serem dadas) ou por puro deleite... (poesias, poesias, poesias...), do pensar ao sentir, ou do sentir ao pensar à ação efetiva de traçar a primeira letra, escrever a primeira palavra e completar a primeira frase, muitos minutos poderiam transcorrer até que, finalmente, à direita (descobriram, sou destra!), segurando firme a caneta, iniciasse o processo de dar a vida àquela folha que iria, no instante em que a pena a tocasse, perder a virgindade (outra descoberta: habitualmente escrevo com caneta tinteiro!)


Pronto! Estou escrevendo, comecei... Às vezes, as idéias jorravam com tal rapidez que era até difícil manter a harmonia e o compasso entre elas e o ato de escrever. Isto fez com que, naturalmente, começasse eu a criar uma espécie de "estenografia pessoal", pois usava símbolos vários, fórmulas químicas e o escambau, que ninguém conseguia ler. Penso que nem mesmo Champollion (é... o que decifrou a Pedra de Roseta), conseguiria traduzir os meus escritos.


De um lado, era ótimo, pois com a impossibilidade de serem lidas, eu poderia deixar as folhas sobre a escrivaninha (quase sempre uma bagunça organizada, mas EU sabia onde estava cada papel e documento). Pois é... deixava as folhas sem preocupação alguma de que minha privacidade - ou de meus clientes - fosse invadida. De outro lado, com tantos e sempre novos adicionados símbolos, até eu mesma, por vezes, ficava na dúvida sobre o que significavam. Minha salvação era o contexto.


Ao terminar, revisava, passava a limpo (com letra de "médico") e dava para a secretária bater à máquina. Pobre... ela era obrigada a interromper-me volta e meia por não entender-me a letra. Com o tempo acostumou-se. A rotina do trabalho era a seguinte: quando havia tudo datilografado, entregava-me a minuta, eu a corrigia e retornava a minuta para as suas mãos, para ser datilografada já com as devidas correções. Isto feito, eu tudo relia, para certificar-me de que estava perfeita, sem erros datilográficos quaisquer que fossem. Se por fatalidade tivessem ocorrido, recomeçava a enfadonha e cansativa rotina até que ficasse o trabalho a contento.


Fazer o quê? Era assim que tudo funcionava até que... fui "convencida" por uma amiga de que eu deveria usar o computador. Apresentou-me ela tantos e bons argumentos que finalmente comprei um (de segunda mão), pois duvidava, e muito, de que tal máquina pudesse servir-me. Computador sobre a mesa... agora teria que inscrever-me em uma dessas escolas? Seria perda de tempo, pois tenho facilidade enorme para tudo aprender rapidamente. Descartada a escola, preferi um "professor particular".


Escolhi pelo jornal o que mais barato cobrava a hora. Encontrei no Rio. Telefonei-lhe. Feitos os acertos, marcamos para o dia seguinte. O primeiro passo para iniciar-me na era da informática tinha sido dado. Chegava o professor sempre na hora aprazada, mesmo tendo que atravessar a baía. Era educado, simpático, paciente e ensinou-me a lidar com a máquina. Digitar? Nenhum problema, pois estudo piano desde os 4 anos, (os leitores acabam de concluir: uso as duas mãos e os dez dedos...) ocorre ainda  que, quando bolsista nos Estados Unidos, a escola determinava a necessidade de cursar datilografia, o que fiz por seis meses (o suficiente para aprender o lugar das letras no teclado).


Todos temos nossas limitações. Breve chegou o tempo em que o pobre professor não tinha mais o que ensinar-me, pois ele também não sabia. Acaciano: só se pode ensinar o que se sabe... Despedimo-nos cordialmente e nunca mais o vi. Espero que esteja bem. Logo iniciei a digitar, mas parecia faltar-me inspiração. Em pouco tempo, porém, acostumei-me. Quase tudo é hábito nesta vida. Ademais, "inspiração vem das entranhas do Ser. Nasce na alma e deságua no coração" (podem copiar, mas os direitos autorais me pertencem).


Autodidata nos diversos programas existentes, "desbravei" o básico para os meus trabalhos. Quanto às poesias, há uns quatro anos, têm sido digitadas por mim diretamente no computador. E isto é prático, pois facilita bastante na hora de reeditá-las, o que acontece com relativa freqüência. A caneta? Ainda a uso, principalmente para assinar documentos. Não a antiga Parker; eu a guardava com carinho, contudo desapareceu. Agora é uma MontBlanc vinho, mas pode ser uma Bic ou qualquer outra marca. O que importa de fato são as idéias a serem gravadas - e de qualquer forma. O que conta, é poder comunicarmo-nos com todos, nas formas que suas pessoais particularidades necessitem.


Referentemente ao computador, gostei tanto que, quando ocorre algum defeito que me impeça de usá-lo, me sinto como "cobra que perdeu veneno" (ninguém soube dizer-me como fica a cobra. Penso que indefesa). Sei que sem o computador, além de indefesa, sinto-me perdida. Outrossim, informo aos prezados leitores que, já há algum tempo, sou a feliz proprietária de um computador comprado diretamente em loja especializada. Ele tem sido "upgraded" continuamente, mas tenho que reconhecer: esses cuidados todos não impedem seja ele considerado do Período Jurássico. O monitor, todavia, é dos mais modernos.


Por via das dúvidas, tenho que garantir-me. Resolvi comprar um Laptop. Quando? Ainda não sei.

(1) - "Mente sã em corpo são".
(2) - "Aproveite o dia" ou "Seize the day".

(Artigonal SC #1101147)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/laptops-artigos/como-aderi-a-era-da-informatica-1101147.html

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    Por: mikeblunte l Informática > Laptops l 10/03/2010 l Acessos: 18

    Veja algumas dicas de como adquirir um laptop adequado a sua necessidade e quais aspectos considerar na aquisição.

    Por: Welington Moura l Informática > Laptops l 24/02/2010 l Acessos: 43
    Alcyon Ferreira de Souza Junior

    Dicas para aumentar a vida útil da bateria do seu notebook, laptop, netbook, desknote, etc.

    Por: Alcyon Ferreira de Souza Junior l Informática > Laptops l 18/08/2009 l Acessos: 374 l Comentário: 2
    mirna cavalcanti

    Versa sobre minha renitência em usar computadores,pois gostava-e gosto de usar canetas, riscar,reescrever, etc...Finalmente,rendi-me à ,máquina e penso ser dificílimo viver sem ela, pois a uso para tudo.

    Por: mirna cavalcanti l Informática > Laptops l 05/08/2009 l Acessos: 107

    Dicas para economizar na compra do seu notebook, cortar o desnecessário e gastar mais naquilo que é necessário.

    Por: sbi l Informática > Laptops l 04/07/2009 l Acessos: 299
    Notebook Reparos

    Fomos recentemente alertados de uma loja de informática em Londrina - Paraná, de que está fazendo ressolda de uma forma no mínimo enusitada. Um cliente nos avisou que enviava placas-mãe da HP / Compaq para ressoldagem nessa loja, e que a taxa de sucesso nos consertos era muito muito baixa. Além de descobrir que as placas-mãe, quando o orçamento não era aceito, a placa era trocada, sendo devolvida uma outra defeituosa a esse cliente.

    Por: Notebook Reparos l Informática > Laptops l 25/05/2009 l Acessos: 3,084 l Comentário: 2
    Notebook Reparos

    Compre um pequeno dissipador de transistor, daqueles que contêm aletas, aplique um pouquinho de pasta térmica e deixe-o pressionado sobre o chip controlador de cabeças (veja Agulhas Batendo - Parte I), para mantê-lo resfriado o suficiente para recuperar os dados.

    Por: Notebook Reparos l Informática > Laptops l 24/05/2009 l Acessos: 405 l Comentário: 1
    Notebook Reparos

    Há um bug que está ocorrendo muito comumente nos notebooks Toshiba. A falha consiste no notebook executar um pedido, que ocorre sem mais e sem menos, para se digitar a senha logo quando o notebook é ligado, sem que o proprietário tenha configurado para tal.

    Por: Notebook Reparos l Informática > Laptops l 24/05/2009 l Acessos: 94
    mirna cavalcanti

    Poesia onde a realidade e o sonho, a mitologia e a beleza, meu Ser e Hermes, o deus greco-romano, estão unidos pelo amor. De maneira objetiva, insiro a seres mitologicos na realidade que sonho e no sonho que, para o poeta é realidade.

    Por: mirna cavalcanti l Literatura > Poesia l 16/12/2009 l Acessos: 33
    mirna cavalcanti

    Há necessidade de modificar as leis relativas às aposentadorias e pensões dos diversos Regimes existentes. Para tto, devehaver tratamento igual p/ tds os cidadãos.Os privilégios devem ser deixados de lado, em prol de toda a Nação.Isonomia p/os Servidores Civis e os Militares(estes,com inaceitáveis privilégios q se originaram na Guerra do Paraguai),e os filiados ao RGPS.Estes são os q mais contribuem e os que menos recebem qdo da aposentadoria ou pensão.(O INSS é o 'cofre particular do governo)

    Por: mirna cavalcanti l Notícias & Sociedade > Desigualdades Sociais l 15/12/2009 l Acessos: 20
    mirna cavalcanti

    Versa sobre a forma desrespeitosa como a maioria dos membros dos Poderes trata a Nação. A discrepância existente entre as leis e sua aplicação. A 'injusta justiça' brasileira distribuida em nossos tribunais, principalmente em nosso Tribunal Maior. A última Decisão daquela corte, ao cercear,inconstitucionalmente, a liberdade de Imprensa.E ainda,a necessidade de mudar a forma dos cálculo usada pelo RGPS para conceder os benefícios e seus subsequentes reajustes

    Por: mirna cavalcanti l Direito l 12/12/2009 l Acessos: 18
    mirna cavalcanti

    A decisão do plenário do Supremo Tribunal Federal reiterou a proibição feita pela Justiça do Distrito Federal ao Jornal do Estado de São de Paulo de escrever sobre os Sarneys. Versa esta matéria sobre a forma que alguns ministros do STF atuaram. Cabe à imprensa informar corretamente sobre fatos.Coibí-la de fazê-lo,é não só cercear sua liberdade, como impedir os cidadãos de saberem a realidade.A vida de um homem público,quando usa a res publica como se sua fosse,não deve ser mantida em segredo.

    Por: mirna cavalcanti l Direito l 11/12/2009 l Acessos: 41
    mirna cavalcanti

    É uma crônica - ou um fato , ocorrido há bem uns 200 anos, no Rio Grande do Suil, contado geração para geração. Para que se possa entender, há que se colocar o leitor no tempo e no espaço do acontecimento. Quanto ao último parágrafo, há que ser lido rapidamente, para que o resultado seja o pretendido com a intenção de quem o contou primeiramente. Verdadeiro ou não, quem tem humor fino, poderá rir - e muito.

    Por: mirna cavalcanti l Literatura > Crônicas l 08/12/2009 l Acessos: 19
    mirna cavalcanti

    apesar de o fato ter ocorrido e redigido no ano passado, no que se refere á 'incontinência verbal' de Lula,o informa sob o enfoque jurídico.Aliás, parece que com o passar do tempo, mais e mais vezes, o presidente fla inadequadamente para o cargo ao qual foi guindado pelo voto popular. Analisa o artigo, a forma imprópria e mesmo inaceitável que um presidente da República fala para a imprensa o que quer, esquecendo-se que fala não em seu nome, mas em nome de todo o povo brasileiro

    Por: mirna cavalcanti l Notícias & Sociedade > Política l 08/12/2009 l Acessos: 17 l Comentário: 1
    mirna cavalcanti

    aproximam-se as eleições e este artigo versa sobre a instabilidade política e a falta de sefurança da população, tendo em vista e Estado, emtodas as suas esferas, não proporcionar aos cidadãos a segurança que necesssita. O direito de ir-e-vir de todos é cerceado pela inatividade estatal. Posto este artigo aqui, pois nada mudou para melhor(referentemente à política), muito ao contrário: os escândalos têm aumentado de forma deplorável e a punição ineciste.

    Por: mirna cavalcanti l Notícias & Sociedade > Política l 08/12/2009 l Acessos: 6
    mirna cavalcanti

    Há mais de ano, em uma das muitas vezes que Lula esteve em Cuba, pronunciou-se, 'comme d'habitude', de forma imprópria. Alias, já é folclórica a forma como nosso presidente usa seu direito de expressão,Este artigo vrsa sobre o impacto negativo nas comunidades nacional e internacional, ao afirmar:(sic)"Eu sou de uma geração que se transformou em amante da Revolução Cubana"!

    Por: mirna cavalcanti l Notícias & Sociedade > Política l 08/12/2009 l Acessos: 6

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