A Charge Jornalística: Por Uma Perspectiva Intertextual

Publicado em: 12/01/2010 | Comentário: 0 | Acessos: 107

A necessidade de integrar os alunos em um processo inovador de leitura e escrita, viabilizando a construção de conhecimentos e experiências está cada vez mais presente na prática escoilar. Diante disso, busca-se formas de mudar a visão deles em relação ao ato de ler e escrever, tão abominado pela grande maioria, e de construir atividades agradáveis e mais susceptíveis ao trabalho intertextual. Sob tal perpectiva, pode-se colocar a charge jornalística como mecanismo de acesso às condições ideais para o alcance do objetivo em questão.

O texto chargístico é um tipo  de gênero textual bastante interesante, pois associa aspectos da linguagem verbal e não-verbal, despertando uma curiosidade natural no leitor. Para entender-se o conteúdo de uma charge é necessário fazer-se um intercâmbio  entre a situação explicitada e os acontecimentos atuais, sobretudo, ter a capacidade de identificar os personagens descritos nesse  cenário. No plano metodológico de ensino, essa capacidade pode ser trabalhada através da  intertextualidade, campo fértil para análises distintas, visando ao estudo da língua materna e á formação de indivíduos leitores e não ledores.

A designação semântica de ledor e de leitor pode ser baseada na obra da escritora Marisa Lajolo "Do mundo da leitura para a leitura do mundo", em que a mesma denota o ledor como um indivíduo que lê superficialmente diferentes gêneros textuais, mas não entende o que há nas entrelinhas de um texto; já o leitor seria alguém que lê de maneira aprofundada, conseguindo perceber o que está implicito nas leituras que faz, independente do gênero ao qual pertençam. A nossa sociedade precisa de cidadãos participativos, que saibam opinar conscientimente e discernir o certo do errado, mas isso, somente leitores podem fazer com êxito.

Não há aqui, a intenção de desqualificar as práticas de ensino que se organizam em torno de exercícios  de decoreba , porém quero salientar um novo jeito de conduzir as atividades, propondo questões discursivas, norteadoras de um trabalho mais agradável e eficiente nas aulas de Língua Portuguesa,que é mais do que um amontoado de regras e exceções chatas e complicadas, mas sim um universo rico em interpretações, expressividade e comunicação. Mostrar aos alunos esse uiniverso fantástico cabe aos docentes.

Sem dúvida, os elementos  presentes na charge jornalística: humor, informação e o discurso verbal e imagético, se bem articulados promovem mudanças significativas no ensino do Português, principalmente no que tange às reações dos discentes enquanto seres participantes de uma atmosfera comunicativa e detentores de diversas linguagens, expressas pela leitura, escrita e/ou oralidade; fatores indispensáveis para assinalar a presença de um indivíduo na sociedade da comunicação.

(Artigonal SC #1709118)

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    Fonte do artigo: http://www.artigonal.com/linguas-artigos/a-charge-jornalistica-por-uma-perspectiva-intertextual-1709118.html

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