A LINGUAGEM DOS JOVENS: CONTEXTO E SIGNIFICADOS

Publicado em: 14/09/2010 |Comentário: 2 | Acessos: 8,009 |

1. INTRODUÇÃO

 

A língua portuguesa oferece um leque de possibilidades de uso da mesma, pois tendo um caráter de heterogeneidade, varia de acordo com o tempo, a localidade, a idade e a classe socioeconômica de seus falantes. O léxico, por sua vez, ao longo do tempo, está propenso à mudança, e, assim como mudam as formas das palavras, seus significados também vão sofrendo modificações. E essas mudanças são resultados de influências externas de fatores sociais e culturais, que fazem com que as palavras adquiram novos significados e outras caiam em desuso.

 

Os jovens, por exemplo, usam a linguagem versátil e criativa das gírias para se comunicarem. Essa linguagem popular contém termos próprios, que possuem um sentido literal e outro sentido figurado, onde este último, será definido através da observação de seu uso nos determinados contextos, uma vez que, palavras não podem ter seus significados interpretados fora de um contexto.

 

Tomando como objeto de estudo, a linguagem dos jovens, na qual observa-se a manifestação de termos conhecidos como "gírias", procuraremos analisar a relação entre o significante e os significados das palavras e expressões faladas por estudantes adolescentes, apoiados na observação dos contextos em que foram utilizadas.

 

Neste trabalho faremos uso da linha de abordagem fundamentada no discurso, explorando, os significados que as palavras podem assumir dentro de contextos variados. Tomamos como base teórica, entre outros, os trabalhos de Possenti (2000) e Travaglia (006), que estudam a expressividade da linguagem de gírias, e ainda, os trabalhos de Ducrot (2005) e Koch (2006), que fazem estudos sobre a importância do contexto para a interpretação dos significados.

 

Para a realização deste estudo, coletou-se entrevistas feitas com adolescentes entre 14 e 18 anos, estudantes da escola C.E.M. Profª Lêda Maria Chaves Tajra, localizada no bairro Vila São João, em Bacabal, Estado do Maranhão. A escolha da faixa etária citada, foi devido à presença constante de gírias na fala de adolescentes dessa idade. A partir da observação das entrevistas, nos propusemos a:

 

Ø Analisar as gírias faladas pelos adolescentes durante as entrevistas, observando os significados base e contextual.

Ø Identificar a relevância do contexto de uso das falas para a interpretação das gírias.

 

Objetivamos com a realização dessa pesquisa, analisar os significados das gírias faladas pelos adolescentes, mostrando que esta linguagem é um código lingüístico engajado, que conquista cada vez mais espaço na sociedade brasileira e que requer a atenção dos estudiosos. Pretendemos ainda, mostrar a importância do contexto para a interpretação e compreensão das palavras e expressões características dessa linguagem.

 

Para tal fim, este trabalho estará sistematizado em itens que seguem a seguinte ordem:

 

Primeiro faremos uma abordagem sobre a produção de significados dentro da língua, demonstrando a importância do contexto para a interpretação do sentido das palavras e expressões faladas. No segundo item, faremos um breve estudo das gírias, que caracterizam a linguagem dos jovens e adolescentes e sua função dentro da língua. Na seqüência, teremos os procedimentos metodológicos utilizados na elaboração dessa pesquisa. No quarto item, faremos a análise das entrevistas feitas com os adolescentes, levando em consideração, as gírias produzidas por eles. E, por fim, exporemos os resultados obtidos na conclusão da pesquisa.

 

Levando em consideração que a linguagem das gírias abrange todas as idades e classes sociais, procuraremos limitar a presente análise àquelas produzidas por jovens estudantes, de classe social baixa.

 

2. A PRODUÇÃO DE SIGNIFICADOS: AUXÍLIO DO CONTEXTO

 

No seio dos estudos que tematizam a linguagem, encontramos estudadas individualmente ou conjugadas entre si, abordagens fonéticas, morfossintáticas e semânticas. Enquanto o estudo fonético da linguagem preocupa-se com as variações sonoras do léxico e o morfossintático explora as formas e as relações combinatório-estruturais do léxico da língua, o estudo semântico, que vem a nos interessar nesta pesquisa, enfoca os níveis do léxico, da estrutura frasal até a unidade textual, analisando e desvendando os significados.

 

Assim, os estudos semânticos evoluíram à medida que os estudiosos da língua sentiram a necessidade de explorar a linguagem, buscando os significados existentes nela, a partir da observação da mudança de significados que um mesmo referente adquire diante de situações de fala divergentes. Os estudos da língua eram, até então, de caráter gramatical.

 

A disciplina Semântica, proposta por Breál, estava, inicialmente, condicionada à visão historicista e limitada ao plano lexical. A partir das abordagens pioneiras, a Lingüística ganhou uma nova ramificação, a Semântica, que presta fundamental contribuição para os estudos teórico-práticos das línguas, e hoje, os semanticistas exploram desde léxicos aos textos, em suas variadas formas de apresentação. Como afirma Marques (2001, pág.33) "a semântica proposta por Breál abria caminho para que fossem superados os rígidos princípios mecanicistas dos neogramáticos e a concepção de língua como fenômeno físico, incorporando à lingüística o estudo de aspectos conceituais da linguagem."

 

O crescimento da Lingüística e suas ramificações fez-se com base nas teorias de Saussure (1916) na Europa. Dentre as teorias propostas por Saussure para o tratamento da linguagem, tem influência nos estudos semântico-linguísticos, o princípio da noção de signo lingüístico, constituído pela combinação de um significante e um significado; onde o significante é a imagem acústica e o significado, o conceito. Assim, segundo Saussure (1995, pág.81) "o signo lingüístico é, pois, uma entidade psíquica de duas faces."

 

Baseado na teoria do signo lingüístico, de Saussure, observamos que as palavras possuem um referente (significante) e um conceito (significado). Todavia, o significado de uma palavra não é absoluto ou único; ele pode mudar de acordo com o contexto de fala em que o locutor se encontrar, ou seja, a mesma palavra poderá assumir diferentes significados que serão definidos durante a situação de comunicação. Para Ducrot (2005, pág.10) "o sentido de uma palavra se constrói sempre com a consideração do contexto em que ela aparece". É, pois, esse contexto, ou seja, o momento que envolve a enunciação, que torna os significados das mensagens concretos.

 

Numa situação de fala, a interação falante/ouvinte e todos os elementos envolvidos nesse contexto devem ser levados em consideração, para que se possa compreender e interpretar os sentidos da comunicação. Como enfatiza Koch (2006, pág.59) "a produção de sentido realiza-se à medida que o leitor considera aspectos contextuais que dizem respeito ao conhecimento do mundo, da situação comunicativa."

 

Considerando o contexto da enunciação, poderemos, então, tentar identificar os significados pretendidos por um falante em seus enunciados, uma vez que, uma mesma palavra poderá assumir significados diferentes em cada situação. Para Possenti (1997, pág.07) "sentido não é algo prévio e pronto que uma forma embala; é, antes, um efeito." Cabe, pois, ao observador ou pesquisador, na realização de um estudo lingüística-semântico, como aqui propomos, analisar cautelosamente esses efeitos, ou seja, essas variações de significados.

 

Ilari considera que nos sentidos das palavras estão combinados elementos conceituais e elementos afetivos, onde os primeiros dizem respeito às características objetivas das realidades daquilo que falamos e os outros, referem-se às associações e reações que provocam nos ouvintes (2006). Para ele "como essas associações são sempre próprias de grupos determinados, a presença  de elementos afetivos no sentido de uma palavra obriga-nos a considerar as posições (políticas, religiosas, etc.) de quem fala." (2006, pág. 68)

2.1. A LINGUAGEM DOS JOVENS

Considerando o fenômeno da variação lingüística, que caracteriza "as diversas maneiras de se dizer a mesma coisa em um mesmo contexto, e com o mesmo valor de verdade".TARALLO(2002,pág.08), através das variedades da língua portuguesa, dirigimos a atenção para uma linguagem bastante difundida no Brasil, a linguagem de jovens e adolescentes, enfocando as características semânticas dessa linguagem.

 

Cada grupo social e etário tem uma maneira particular de se comunicar, com peculiaridades que constituem cada variedade da língua. É característica da linguagem dos jovens, a utilização de gírias. Para Travaglia (1998, pág.46) "os jovens criam as gírias na busca de independência pessoal e/ou grupal, quando um modo de falar se destina ao uso entre os membros de determinados grupos.".

 

As palavras "gírias" possuem geralmente um significado literal, dicionarizado e outro que poderá variar de acordo com o contexto em que for utilizada, salvo algumas gírias modernas que possuem apenas o significado literal. Com o passar do tempo, assim como em qualquer outra linguagem, alguns termos vão caindo em desuso e são substituídos por outros mais novos. É, contudo, uma linguagem de caráter oral, pois na escrita prevalece a linguagem mais aproximada daquela considerada padrão do português.

 

Os jovens e adolescentes criam palavras novas para a comunicação pessoal dentro de seu respectivo grupo social, diferenciando-o dos demais. A gíria revela-se, assim, como um código lingüístico perfeitamente eficaz na transmissão de mensagens, demonstrando a dinamicidade da língua portuguesa. Possenti considera a gíria como um código usado por aqueles que fazem parte de determinado grupo para reforçar que esse falante pertence àquela turma específica. (POSSENTI, 2000).

 

Criando seu próprio código, os jovens e adolescentes estão fazendo uso das possibilidades que a língua oferece e diferenciando sua linguagem das dos demais grupos. Dessa forma a gíria é uma marca da comunicação jovem. Possenti caracteriza a gíriacomoum mecanismo para a criação da identidade dos jovens. (2000). Mas diante das potencialidades da língua, pais e educadores devem contribuir para que os jovens e adolescentes tenham acesso a bons livros, para adquirirem um vocabulário amplo e fazerem uso dessas potencialidades da língua portuguesa, de forma favorável.

 

Gurgel comenta que,no Brasil, a gíria já é um modismo, um recurso de linguagem, de ricos e pobres, de alfabetizados e não alfabetizados, de jovens e idosos,transcendendo a todasas tribose galeras; e que esta linguagem está mudando a línguaportuguesa de forma persistente e intensa, mas que poucos pesquisadores se deram conta do que está acontecendo. (2000)

 

Há, pois, no Brasil, gírias diferenciadas que são faladas em locais diferentes, por pessoas de classes sociais ou profissões diferentes e até mesmo dentro do próprio grupo de jovens, elas variam de acordo com a idade de cada falante. É, portanto, um código lingüístico diversificado, que é bastante difundido no país e merece uma atenção especial por parte dos pesquisadores da língua.

 

Particularmente, neste estudo nos interessa as gírias desenvolvidas por jovens no âmbito escolar. Retomando a dicotomia de Saussure "significante/significado", constituinte do signo lingüístico, podemos considerar cada ocorrência de gíria como o signo lingüístico, constituído de uma imagem acústica (significante) e um conceito (significado), em que aquele permanecerá o mesmo, enquanto este muda de acordo com cada contexto em que ocorre, como veremos na análise aqui proposta, a seguir.

 

3. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

 

As atividades para a realização deste trabalho foram desenvolvidas com adolescentes entre 14 e 18 anos, de ambos os sexos, residentes no município de Bacabal-MA, estudantes do C.E.M. Professora Lêda Maria Chaves Tajra, escola de ensino médio, da rede estadual de ensino, localizada na Avenida Santos Dumont, bairro Vila São João. As entrevistas foram feitas no mês maio de 2009, nos turnos matutino e vespertino.

Foram coletadas 20 entrevistas, correspondentes a 100% da amostra, proferidas por alunos de turmas de 1º, 2º e 3º ano do ensino médio, encontradas no corpus anexado.

 

As etapas para a confecção do corpus foram assim distribuídas:

 

Ø  Elaborou-se um questionário para ser aplicado aos estudantes, contendo perguntas sobre o dia-a-dia escolar dos alunos e seu convívio com os colegas;

Ø  Os alunos foram entrevistados no seu horário de aula, respondendo às seis perguntas solicitadas no questionário ( vide anexo);

Ø  Para a coleta das entrevistas utilizou-se um gravador portátil;

Ø  Posteriormente, as entrevistas foram transcritas da gravação para o papel, onde foram analisadas.

 

Critérios foram adotados para a análise dos dados:

 

Ø Fez-se o levantamento bibliográfico de teóricos que tratam do assunto abordado neste trabalho, e como base utilizou-se, entre outros, os trabalhos de Ducrot (2005) e de Possenti (2000).

Ø Do corpus tomado para análise, retirou-se palavras e expressões faladas pelos adolescentes, para o estudo dos significados literal e contextual das mesmas.

Ø Para a retirada dos contextos dos textos transcritos (em anexo), considerou-se as duas linhas anteriores e as duas posteriores à realização da palavra ou expressão.

 

4. ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

 

Para proceder a análise que segue, foram extraídos contextos onde localizam-se gírias faladas pelos adolescentes durante as entrevistas. Observou-se como se dá a realização da referida linguagem e os significados que essas gírias assumem nas situações de fala dos informantes. Para cada realização de fala analisada, consideramos o seguinte esquema: STE ↔ SDO, onde significante (STE) é a palavra ou expressão pronunciada pelo adolescente, e significado (SDO) é a significação que a palavra ou expressão assume dentro do contexto situacional.

 

Através da análise feita, observou-se a presença constante de gírias. Veja os exemplos que seguem:

 

(01) "(...)Ah! Meus colega são muito mala, mala assim na forma, a forma brincadeira de falar, sabe? Pensa lento" (L.S.S.)

(02) "Tem uns que são bem legais e outros que são mala, não compartilha as brincadeiras com a gente." (M.A.C.N.)

 

Em (01) e (02) temos a gíria "mala", cujos significados literal e contextual estão dicionarizados. O dicionário trás os seguintes significados: sf. mala é uma espécie de caixa de pano ou de couro, em geral fechada com cadeado, usada para transporte de coisa em viagem: gír. pessoa enfadonha, maçante. Essa gíria é comumente utilizada no sentido pejorativo. No exemplo (01), o adolescente entrevistado, por sua vez, refere-se a seus colegas como malas, ou seja, eles assumem comportamentos maçantes, mas retruca que fala de forma amigável, como forma de brincadeira. Em (02), por sua vez, o adolescente considera seus colegas como "malas" porque estes não gostam de brincar com os demais. Temos o esquema:

 

STE = mala     ↔     SDO = maçante

 

Vejamos os exemplos:

 

(03) "(...)Eu tenho um colega chamado Gilfran, ali é um peixe mesmo, tudo que eu preciso ele me arruma, se eu tiver precisano de dinheiro, ele me empresta."( L.S.S.).

(04) "Ah! Eles são o meu peixe aí, é, o Ronaldo, o Ronaldo é o peixe demais, ele, ele me ajuda em tudo, é isso aí, eles são meu peixe demais." (A.J.F.T.)

 

Quando os informantes falam "peixe", podemos perceber, de acordo com os contextos dos enunciados (03) e (04), que essa palavra está sendo utilizada com um sentido diferente do seu sentido literal. Uma vez que, temos, segundo o dicionário: peixe sm. animal vertebrado que vive em água. Nesses contextos, os informantes utilizam a gíria "peixe", com significado de "bom amigo", significado este, que se comprova com as atitudes desses amigos, descritas pelos entrevistados.

 

STE = peixe     ↔     SDO = bom amigo

 

Observemos o próximo exemplo:

 

(05) "Óh! Tem uns cara que são peixe, ajuda a gente quando a gente precisa, mas tem outros que são mala demais, só serve pra entregar a gente pra diretora, óh".(J.S.F.)

 

No contexto (05), "peixe", tem sentido semelhante ao utilizado nos contextos (03) (04), ou seja, "bom amigo". Percebemos isso, quando o informante menciona que alguns de seus colegas o ajudam quando precisa. Já o termo "mala" trás um significado que difere do encontrado em (01) e (02), pois neste, quando o informante refere-se aos colegas de escola como "malas", está dizendo que são traidores e desleais para com o mesmo, uma vez que estes contam os acontecimentos à diretoria. Percebemos, assim, que, de acordo com o contexto, para o informante, "peixe" e "mala" são palavras contrárias em significação. Para tal contexto postamos dois esquemas:

 

STE = peixe     ↔     SDO = bom amigo

STE = mala      ↔     SDO = traidor

 

Vejamos os contextos que seguem:

 

(06) "(...)Ah! Eu gosto de praticar futebol, entrar na internet e sair com meus colegas pra balada." (L.S.S.)

(07) "Gosto de jogar vídeo game, sair com os cara pra balada e bater bola." (J.S.F.)

(08) "Eu gosto de ler, de assistir TV, ouvir música e às vezes, vou pra balada." (A.C.S.)

Em (06) observamos o uso da gíria "balada". É uma gíria bastante usada atualmente e tem como significado contextual, "festas" aonde os jovens e adolescentes vão para se divertirem. O dicionário oferece o seguinte significado: balada sf. Poema narrativo de assunto lendário ou fantástico e de caráter simples ou melancólico. O significado dicionarizado desta palavra é pouco conhecido por ser utilizado somente em áreas específicas, como na área de Letras, e os jovens usam-na com o significado outrora mencionado. Nos exemplos (07) e (08) encontramos a realização da gíria "balada" em conformidade de significado com o exemplo (06).

 

STE = balada     ↔     SDO = festa

 

(09) "(...) enquanto o professor não entra na sala, eu fico conversano com a galera." ( G.F.)

(10) "(...)Chego, brinco e converso um pouco com a galera, assisto aula, bato papo no intervalo, paquero as gatas e vou pra casa." (M.A.C.N.)

 

Do exemplo (09) e (10) retiramos para observação a palavra "galera". O dicionário apresenta mais de um significado para a mesma: sf. 1. antigo navio à vela, com três mastros: e 2. Bras. Torcida. De acordo com os contextos de fala dos entrevistados, ‘"galera" está significando "amigos reunidos": este é o significado mais comumente utilizado. Podemos perceber que o significado 2."torcida", do dicionário, tem aproximação com o significado da gíria, pois ambos dão idéia de pessoas reunidas. Contudo, "torcida" significa pessoas reunidas, torcendo por um objetivo em comum, e "galera", não.

 

STE = galera     ↔     SDO = amigos reunidos

 

Observemos os contextos que seguem:

 

(11) "(...) Ah! Meus colegas são uns caraassim, bem bacana oh, acho que desde primeiro ano mesmo que comecei aqui nessa escola, que é o Leda, conheci muita gente legal." (G.F.)

(12) "Ah! Mĩa turma é bacana, eu me dou bem com todo mundo, a gente conversa, às vezes sai junto pras baladas, a gente sai pra pegar umas gatas." (F.G.S.)

 

Percebemos em (11), a ocorrência das gírias "cara" e "bacana". Em que, quando o entrevistado fala "cara", está referindo-se aos seus colegas de escola. Esta  gíria é usada frequentemente com significado de "colega, amigo ou qualquer indivíduo ao qual se esteja dirigindo uma fala", e este sentido afetivo diverge do sentido literal, contado em dicionário. Segundo o dicionário, "cara" tem alguns significados como: 1. rosto, 2. semblante, 3.aspecto, 4. ousadia. Quanto à palavra "bacana", é uma gíria comum, usada não somente por jovens, mas indivíduos de diferentes idades.  A mesma, é classificada morfologicamente como adjetivo e possui significado dicionarizado, indicando "palavra que exprime inúmeras idéias apreciativas, equivalendo a bom, excelente, belo, etc., e aplicada a pessoas e coisas." De acordo com o uso feito pelo entrevistado, "bacana" está significando quaisquer das indicações apresentadas pelo dicionário, pois ele está referindo-se às qualidades dos colegas. No exemplo (12) ocorre também a gíria "bacana", cujo significado condiz com o encontrado em (11).

 

STE = cara     ↔      SDO = colegas de escola

STE = bacana ↔     SDO = bons

 

Veja o exemplo que segue:

 

(13) "Gosto de sair, pegar umas gatas, bater uma bolinha, andar na rua." (J.A.T.S.)

 

Em (12) e (13) ocorre a expressão "pegar umas gatas", que é uma expressão bastante utilizada no meio jovem e, como podemos perceber, significa namorar com alguma garota, uma vez que, "pegar" significa namorar e "gatas", significa garota.

 

STEs = pegar umas gatas     ↔     SDO = namorar uma garota

 

O exemplo a seguir trás uma expressão bastante atual; vejamos:

 

(14) "(...) Ah! Eu gosto muito de bater um playsin, jogar bola, viajar na net também, abrir o meu orkut."(G.F.)

 

"Playsin" é uma derivação da forma verbal "play", do inglês, cujo significado é jogar, brincar. Quando o entrevistado diz que gosta de "bater um playsin", ele está afirmando que gosta de jogar vídeo game. Podemos perceber que o significado da expressão se aproxima da tradução do verbo para o português, ou seja, jogar. Contudo, é uma gíria, cujo significado é desconhecido para as pessoas que fazem parte de outros grupos etários, principalmente para os indivíduos que também desconhecem o significado do verbo inglês "play".

 

STEs = bater um playsin     ↔     SDO = jogar vídeo game

 

Vejamos o exemplo que segue:

 

(15) "A mĩa rotina na escola é muito agitada, sempre no maior alto-astral com os meus amigos." (A.C.M.)

 

Tomamos para análise a expressão "no maior alto astral". É uma expressão usada por indivíduos de diferentes faixas etárias e, de   acordo com sua realização no contexto acima, está significando "alegre", ou seja, a rotina da adolescente e sua convivência com os colegas de escola é alegre, divertida, bem humorada. O dicionário traz a seguinte definição para alto-astral: sm.1.estado de espírito favorável atribuído a suposta influência positiva dos astros, ou 2. um indivíduo que vive bem humorado.

 

STEs = no maior alto astral     ↔     SDO = alegre

 

Vejamos os exemplos:

 

(16) "(...) jogar bola, viajar na net também, abrir o meu orkut." (G.F.)

(17) "(...)eu faço os meus deveres, aí depois eu vou jogar vídeo game, jogar

futebol, é..., assistir televisão e jogar no computador e viajar na net." (A.J.F.T.)

(18) "Gosto de jogar bola, viajar na net, conversar com a galera no orkut e curtir uma balada no fim de semana." (A.A.A.)

(19) "Gosto de jogar bola, de ir pro cyber navegar na net e namorar." (F.G.S.)

(20) "Gosto de jogar futebol, navegar na net, paquerar na balada." (M.A.C.N.)

 

Nos exemplos (16), (17) e (18), percebemos a ocorrência da expressão "viajar na net", que é bastante utilizada pelos adolescentes e significa "acessar a internet", para fazer pesquisas, conversar com pessoas através do correio eletrônico, etc. Entretanto, encontramos também em (19) e (20) a expressão "navegar na net", que de acordo com os contextos em que ocorrem, têm valor equivalente ao da expressão "viajar na net", ocorrida nos exemplos imediatamente anteriores, ou seja, acessar a internet.

 

STE = viajar na net         ↔      SDO = acessar a internet

STE = navegar na net     ↔      SDO = acessar a internet

 

Temos os contextos:

 

(21) "É eles são muito legais e eles me ajudam muito e me ajudam nos devê que eu não sei... e eles são muito legais." (E.P.M.)

(22) "Tem uns que são chato pra caramba. Aí te, tem uns que são legais, porque são pessoas agradáveis." (R.F.S.)

(23) "Tem uns que são bem legais e outros que são mala, não compartilha as brincadeiras com a gente." (M.A.C.N.)

Dos exemplos (21) e (22) e (23), extraímos a palavra "legais" (plural de legal), que segundo o dicionário pode ser: 1.legítimo, ou 2. palavra que exprime numerosas idéias apreciativas como ótimo, perfeito, etc. De acordo com os exemplos acima, os informantes, quando dizem legais, estão referindo-se a seus colegas, que segundo indicam os contextos, são pessoas boas, que lhes ajudam, brincam juntos e são companheiros: isso confirma os significados  contidos no dicionário.

 

STE = legais     ↔     SDO = companheiros

 

Observemos os exemplos a seguir:

 

(24) "(...) a professora de Literatura, é... fez uma apresentação para eu me vesti de prostituta, aí eu peguei e me vesti e fiquei muito... é... lombroso." (E.P.M.)

(25) "Rapaz, tem uns cara que são lombroso demais, gosta de fazer mulecage. A gente se diverte pra caramba junto, principalmente na hora do recreio e da saída." (A.A.A.)

(26) "(...) Estudar, fazer trabalho chato, prova difícil, eu tirano nota baixa e depois a mãe fica com lombra lá em casa, rapa é f..." (J.A.T.S.)

 

Em (24) e (25) ocorre a gíria "lombroso", que, como podemos observar, é um adjetivo. Seu significado não está dicionarizado, pois constitui uma gíria nova. De acordo com ambos os contextos, a referida palavra pode significar engraçado, ou irreverente. No exemplo (24), o informante está referindo-se à forma como ele, que é do sexo masculino, ficou vestido de com roupa de mulher. Já em (25), o informante refere-se a um colega que gosta de fazer brincadeiras na sala de aula. No exemplo (26), ocorre a gíria "lombra", que assume, morfologicamente, a forma de substantivo, do qual poderia derivar o adjetivo "lombroso", encontrado no contexto (24) e (25). Todavia, de acordo com o contexto (26), "lombra" assume significado distinto do adjetivo "lombroso", e está significando reclamação, uma vez que o informante diz que, quando tira nota baixa, a mãe fica com lombra, isto é, a mãe reclama com ele. Assim temos:

 

STE = lombroso     ↔     SDO = engraçado

STE = lombra         ↔     SDO = reclamação

 

Analisemos os exemplos:

 

(27) "(...) Na hora do recreio, a gente fica cantando na sala, os meninos batem na carteira e fazem um som maneiro."(S.M.A.)

(28) "É maneira. Chego, brinco e converso um pouco com a galera, assisto aula, bato papo no intervalo, paquero as gatas (...)" (M.A.C.N.)

 

Nos exemplos (27) e (28) ocorrem as gírias "maneiro" e "maneira", que segundo o dicionário, significam: 1.fácil de manejar: 2.que exige pouco esforço: 3. gír. bacana. Percebemos que os significados literal e conotativo estão dicionarizados, onde a gíria maneiro(a) significa o mesmo que "bacana", ou seja bom(a). Assim, em (27) o informante considera boa, a música que cantava com os colegas, enquanto em (28), o informante considera boa, a sua atividade rotineira na escola.

 

STE = maneiro     ↔     SDO = bom

STE = maneira     ↔     SDO = boa

 

Vejamos os exemplos que seguem:

 

(29) "(...) eu chego, guardo o material na sala e vou lá pra fora bater um papo com os meus brother até o professor chegar pra dá aula." (F.G.S.)

(30) "(...)Chego, brinco e converso um pouco com a galera, assisto aula, bato papo no intervalo, paquero as gatas e vou pra casa." (M.A.C.N.)

(31) "(...)Eu só chego atrasado e vou pra sala e assisto as aulas, no recreio bato um lero com a galera, volto pra sala e depois vou embora." (A.A.A.)

(32) "Tem meus peixe aqui, a gente troca sempre uma idéia, brinca junto, é bacana." (J.A.T.S.)

 

Nos exemplos (29) e (30) ocorre a expressão "bater papo", e de acordo com o contexto, tem valor semântico de conversar, ou seja, os informantes expressam que conversam com os colegas fora do horário de aula. Em (31) e (32) ocorrem as expressões "bater um lero" e "trocar uma idéia", respectivamente, que tem a mesma significação, isto é, conversar, de "bater papo", como nos confere o contexto.

 

STEs = bater papo     ↔     SDO = conversar

STEs = bater um lero  ↔    SDO = conversar

STEs = trocar idéia      ↔    SDO = conversar

 

A seguir temos:

 

(33) "(...)Fora as partes complicadas de prova, trabalho e assunto ruim, eu gosto. Tem uns professor que tira muita onda e eu não gosto não, sabe? Pegando no pé, já basta mĩa mãe." (A.A.A.)

(34) "(...)os cara lá gostam de tirar aquela velha onda com os professores, mas tem uma professora que num gosta, sabe?" (A.A.A.)

 

Em (33) e (34) ocorre a gíria "tirar onda", com significações distintas. Em (33) o informante diz que alguns professores gostam de "tirar onda", no sentido de exigir dos alunos o cumprimento das obrigações, como nos confirma o contexto em que se insere. Em (34) "tirar onda" significa "fazer uma brincadeira", pois o informante utiliza a palavra "velha" no meio da expressão e suaviza o sentido. Assim, em (34) o informante diz que os colegas gostam de fazer brincadeiras com os professores.

 

STEs = tirar onda     ↔    SDO = fazer exigências

STEs = tirar onda     ↔     SDO = fazer brincadeira

 

Vejamos o exemplo:

 

(35) "(...)Nós tava lá no final da sala, olhando uma revista irada, aí a professora percebeu e foi lá, aí na hora um cara lá escondeu." (A.A.A.)

 

Em (35) temos a ocorrência da gíria "irada", muito usada atualmente, e que segundo o dicionário, significa "com raiva ou cólera". Este é o sentido literal, pois de acordo com o contexto, significa boa, interessante; o informante considera a revista que o colega estava olhando, muito boa, ou muito interessante.

 

STE = irada     ↔     SDO = interessante

Observe os exemplos:

 

(36) "Minha rotina na escola é pesada viu! Muito, muito. É um trabalho em cima do outro. Ave Maria!" (R.F.S.)

(37) "Minha rotina é fogo viu? Estudar, fazer trabalho chato, prova difícil, eu tirano nota baixa." (J.A.T.S.)

 

No exemplo (36) ocorre a gíria "pesada". Segundo o dicionário a referida palavra significa "aquilo que tem muito peso". De acordo com o contexto do enunciado, significa "cansativa", ou seja, o informante considera sua rotina cansativa, devido à quantidade de trabalhos escolares que realiza. Em consonância, encontramos em (37) a gíria "fogo". Sobre tal palavra o dicionário trás significados literais e um significado de gíria que, no entanto, divergem do apresentado no contexto em análise: 1. resultado da combustão de matérias inflamáveis; 2. incêndio; 3. gír. estar bêbado. No contexto em que se apresenta, a gíria "fogo" tem significado diferente dos postos no dicionário, pois em (37) "fogo" se assemelha em significado, à "pesada", ocorrida em (36), e significa cansativa. O informante considera sua rotina cansativa devido aos trabalhos escolares que realiza.

 

STE = pesada ↔     SDO = cansativa

STE = fogo      ↔     SDO = cansativa

 

Analisemos os exemplos que seguem:

 

(38) "Tem uns que são chato pra caramba. Aí te, tem uns que são legais, porque são pessoas agradáveis." (R.F.S.)

(39) "(...)A gente se diverte pra caramba junto, principalmente na hora do recreio e da saída." (A.A.A.)

 

Nos contextos (38) e (39) encontramos a realização da expressão "pra caramba". Segundo o dicionário "caramba" designa admiração, impaciência ou ironia, mas de acordo com o contexto em que se apresenta a expressão "pra caramba", tem significado de advérbio de intensidade "muito" ou "bastante", pois ambos informantes, em suas falas, intensificam o que dizem, através da referida expressão. Assim, em (38) o informante diz que alguns colegas são muito chatos; e em (39), o informante diz que se diverte muito com os colegas.

 

STEs = pra caramba     ↔     SDO = muito

 

Observemos os exemplos a seguir:

 

(40) "(...)Chegar no colégio, assistir aula, bater papo e zuar da cara dos cara no recreio, fazer trabalho, é isso aí.(J.S.F.)

(41) "(...) aí a professora percebeu e foi lá (...) Ela perguntou o que ele tava olhando e ele falou que era a bíblia. Rapá, aí a galera começou a zuar.(A.A.A.)

 

Dos contextos (40) e (41), tomamos para análise a gíria "zuar", que não possui significado dicionarizado. Em ambos os contextos, "zuar" está significando "sorrir", pois em (40), o informante diz que gosta de zuar da cara dos colegas, ou seja, sorrir dos colegas. E em (41), o informante diz que os colegas sorriram do que ele falou à sua professora. Para tal gíria postamos o esquema:

 

STE = zuar     ↔     SDO = sorrir

 

5. CONCLUSÃO

 

Como viu-se ao longo deste estudo, a linguagem de gírias é comum dentro da comunidade de falantes jovens.

 

Neste estudo, procuramos apreender as relações existentes entre o significante e o significado das palavras e expressões faladas pelos informantes, estudantes do ensino médio, e a relevância do contexto para a compreensão dos sentidos pretendidos pelos mesmos, evidenciadas nas entrevistas coletadas. Considerou-se para tal fim, o caráter oral, informal e espontâneo da linguagem apresentada no material utilizado para análise.

 

Com sustentação na análise da amostra, podemos concluir que:

1. Dos vinte adolescentes entrevistados, cinco, não fizeram uso de nenhuma gíria em suas declarações. Destes, três são do sexo feminino e dois, do sexo masculino.

 

2. Através da análise das palavras e expressões extraídas das entrevistas, em anexo, observou-se que algumas gírias encontradas possuem um significado base, constado em dicionário. Outras, porém, adquiriram os significados contextuais atribuídos por seus falantes no ato da comunicação, e para sua interpretação, foi necessário, além da observação do contexto de fala, pesquisas junto aos informantes, a respeito dos seus significados.

 

3. Tomando por base a dicotomia Saussuriana "significante/significado", transpomos as gírias usadas pelos informantes, enquadrando as mesmas nesse princípio. Observou-se, então, que o significante permaneceu o mesmo, enquanto o significado variou, ou seja, os referentes mudaram de acordo com as intenções dos falantes. Como exemplo, podemos citar a gíria "mala", em que a seqüência fônica ou imagem acústica é igual em todas as ocorrências, todavia, os significados variam nos diferentes atos de fala, e diferem do significado base, dicionarizado.

 

4. Observou-se também, que algumas gírias, cujos significantes são distintos, adquiriram os mesmos significados dentro de contextos de falas diferentes.

 

5. O contexto em que as palavras e expressões foram utilizadas, foi fundamental para que pudéssemos compreender os significadas pretendidos pelos informantes. Sem a consideração da situacionalidade e dos objetivos dos entrevistados ao fazerem suas declarações, não poderíamos compreender a linguagem em questão, uma vez que, estas palavras e expressões estudadas descontextualizadas, ou seja, individualmente, não assumiriam os significados observados, senão os literais, que estão dicionarizados. Como afirma Koch (2006, pág.91) "é impossível fazer abstração do contexto, das condições de produção, da situação de enunciação (quem fala, com quem, quando, onde, em que condições, com que propósito etc.). Trata-se de um conjunto de fatores que determinam necessariamente a produção de linguagem e que variam a cada nova enunciação.".

 

Para chegarmos a tais conclusões, portanto, foi necessária a observação e análise das palavras contextualizadas em situações de fala. Para maior conhecimento e aprofundamento dos significados expressos pela linguagem da comunidade falante jovem, estudos posteriores podem ser desenvolvidos, visto que, as abordagens semânticas da língua, em muito, contribuem para o crescimento da Semântica da Língua Portuguesa e demais estudos referentes à significação.

 

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BAGNO, Marcos; STUBBS, Michael & GAGNÉ, Gilles. Língua materna: letramento, variação e ensino. São Paulo: Parábola, 2002.

 

BASÍLIO, Margarida. Teoria Lexical. 6 ed. São Paulo: Ática, 1999.

 

DUCROT, Oswald. A pragmática e o estudo semântico da língua. Revista Letras de Hoje, EDIPUCRS, Porto Alegre: 193, p.9-21, 2005.

 

ILARI, Rodolfo. A lingüística e o ensino da Língua Portuguesa. São Paulo: Matins fontes, 1997.

 

____________. Introdução ao ensino do Léxico: brincando com as palavras. São Paulo: FTD, 1992.

 

_____________. Introdução à Semântica: brincando com a gramática. 6 ed. São Paulo: Contexto, 2006.

 

ILARI, Rodolfo & GERALDI. João Wanderley. Semântica. São Paulo: Contexto, 2002.

 

KOCH, Ingedore villaça & ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2006.

 

MAINGUENEAU, Dominique. Análise de Textos de Comunicação. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2004.

 

MARQUES, Maria Helena Duarte. Iniciação à Semântica. 3 ed. Ria de Janeiro: Jorge Eahar Editor Ltda, 1996.

 

MONTEIRO, José Lemos. Morfologia portuguesa. 3ª ed. Campinas São Paulo: pontes, 1991.

 

PERINI, Mário A. A língua do Brasil amanhã e outros mistérios. São Paulo: Parábola Editorial, 2004.

 

PLATÃO, F.S. & FIORIN, J.L. Para Entender o Texto: leitura e produção. 16 ed. São Paulo: Ática, 2002.

 

POSSENTI, Sírio. Mal comportadas línguas. São Paulo: Criar, 2000.

 

SAUSSURE, Ferdinand de. Curso de Lingüística Geral. 20 ed. São Paulo: Cultrix, 1995.

 

SILVA, Maria Cecília Pérez de Souza e. Lingüística aplicada ao português: morfologia/Maria Cecília Pérez de Souza e Silva, Ingedore Grunfeld Villaça Koch – 9. ed. – São Paulo : Cortez,1997.

 

TARALLO, Fernando. A pesquisa Sociolingüística. 7 ed. São Paulo: Ática, 2002.

 

TRAVAGLIA, Luís Carlos. Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no 1º e 2º graus. São Paulo: Cortez, 1999.

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/linguas-artigos/a-linguagem-dos-jovens-contexto-e-significados-3261845.html

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    Comments on this article

    1
    Beatriz 14/07/2011
    sei um monte de girias:
    moro,velho,mano,boto fe,pode cre,irado,valeu,meu entre outro
    1
    Cleverson Cristiney de paula Oliveira 13/02/2011
    po cre tudo aquilo q disse e verdade
    + fatou um pouco de entrozamento com os joven
    já q a grande maioria que ler site e
    são eles.
    mesmo assim tá muito bom.
    valeu
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