A música brega na sala de aula

Publicado em: 13/05/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 639 |

 

A MÚSICA BREGA NA SALA DE AULA

 

Andréa Francisca da Luz

 

a)A linguagem da música e a origem do brega

 

 

Desde os primórdios da humanidade, homem e arte trilham um único caminho. A arte nos une enquanto seres racionais, e desenvolve nossa mais sútil qualidade, a sensibilidade. A música, linguagem artística por excelência, não só  desenvolve essa sensibilidade como, também, nos mostra um mundo amplo de possibilidades expressivas na qual procuramos nos refletir. Para MORAES(1991:84), "a música é, entre outras coisas, uma forma de representar o mundo, de relacionar-se com ele e de concretizar novos mundos". É através dessa linguagem que o homem transcende e dialoga com o mundo a sua volta, percebendo-se enquanto ser social. A linguagem da música não apenas comunica, sobretudo, mobiliza nossas potencialidades emocionais, penetrando em nossa consciência e nos nossos sentimentos através da percepção de imagens sonoras em movimento, "numa leitura possível de ser vivenciada em combinação com outra linguagem, satisfazendo uma espécie de apetite abstrato, um desejo que é em parte físico, em parte emocional, em parte estético, em parte intelectual (ZAMPRONHA, 1990)".

De acordo com nossa observação empírica, podemos dizer que a música brega é aquela que mais se aproxima dos sujeitos sociais das classes inferiores e de suas consciências, por favorecer um processo inter(ativo) e facilitar a compreensão do sentido que é, de modo geral, apreendido de forma clara e direta pelos interlocutores. A música brega traz as marcas das determinações sociais dos sujeitos que a enunciam, por ser uma linguagem de uma classe social, que embora ampla, sempre foi relegada ao descaso. É a voz do próprio povo, que cantando sua emoção, fala de temas que compõe o universo do homem, como o amor, a dor, a saudade, etc. A palavra "brega" serve exatamente para definir esta vertente da música popular oriunda dessas camadas pobres da sociedade, sendo este vocábulo utilizado só no início dos anos 80. Antes deste período, este tipo de música era registrado pela expressão "cafona", palavra de origem italiana, cafóne, que significa indivíduo humilde, vilão, tolo.

Segundo a Enciclopédia da Música Brasileira, a música brega é um termo usado para designar "coisa barata, descuidada e malfeita" e a "música mais banal, óbvia, direta, sentimental e rotineira possível, que não foge ao uso sem criatividade de clichês musicais ou literários". Por ter um apelo popular, o brega retrataria exatamente o cotidiano, as desilusões amorosas, traições, ou outros motivos pelo qual um homem fosse levado a se embriagar. Os artistas cafonas, como prefere chamar Paulo César Araújo (historiador da UFBA), eram oriundos da classe baixa e com colegial incompleto, a maioria falava demais de sexo em suas composições, e por isso eram considerados subversivos e censurados (ARAÚJO, 2003). Tais artistas se apresentavam cada vez mais escrachados em suas performances visuais e autorais. A junção desses fatores contribuiu para que a própria palavra brega mantivesse uma carga semântica depreciativa, porém, o que pesa de fato é que a classe social de onde advêm os compositores, a maioria não fazendo parte de nenhum movimento da época e por isso anônimos, é o que torna a música brega mal-vista. Pensar sobre o ritmo brega é vê-lo como algo desfocado da música erudita, ou de um gênero musical que seja privilegiado por uma camada "elitizada" da sociedade, no entanto, dependendo da influência social dos intérpretes uma música considerada brega ganha "status" e atinge outro patamar social que não seja o próprio meio dito "inculto" de onde ela se origina, como foi o caso de músicas de Vicente Celestino, Odair José e Fernando Mendes que foram regravadas por Caetano Veloso.

Nos meados da década de 90, a música brega passou por várias fases de renovação e mudanças rítmicas, no entanto, o seu maior expoente, sem dúvida, é o cantor Reginaldo Rossi, considerado como o "Rei do Brega", e que teve grande aceitação entre as camadas populares atingindo, conforme informa o dicionário da mpb, altos índices de vendagens com músicas como Garçon, Mon amour meu bem, ma femme (que teve mais de 50 regravações), A raposa e as uvas, entre outras. Atualmente, a música brega se ramifica em várias vertentes, e dependendo do teor de cada composição pode ser considerada como: brega-romântico tendo como seus representantes Reginaldo Rossi, Adilson Ramos, Altemar Dutra, André Viana, etc.; brega-satírico de Falcão, Sandro Becker; brega-pop de bandas como Calypso, Swing do Pará, Loirinha; e o techno-brega da banda Lolita, Vício Louco, dentre outras, onde são utilizados os recursos da música eletrônica americana para tornar o ritmo mais dançante.

 

 

b)O brega-romântico na sala de aula

Inserir no contexto da sala de aula a linguagem musical é favorecer aos alunos uma passagem para o universo da arte. A interação verbal promovida pela música é o que motiva a busca de conhecimento por parte do aluno, fazendo com que ele veja na arte não só uma forma de expressão, mas, principalmente, uma forma singular de comunicação e conhecimento.

Como os antigos poetas do século XII que inventaram o "amor cortês" na França, e com isso iniciaram uma poesia provençal que tinha por objetivo cantar o amor (o poema não era para ser lido, mas ouvido e acompanhado por música), o cantor brega-romântico também busca tocar o coração de quem ama, ao entoar o seu canto que não fala só de amor, mas do ciúme, da traição, do abandono, etc, sentimentos inerentes ao homem. Como um trovador que ganhava a vida com seu cantar, o cantor brega também atua como um profissional ao cumprir sua função social de disseminar a arte através da união entre música e poesia.

A partir dessa função é que acreditamos ser possível utilizar a música brega como um gênero que pode dar suporte às aulas de literatura, às vezes se enquadrando mais em um determinado estilo literário que em outro. Notamos, como já foi verificado, a comparação entre o trovador e o cantor de musica brega, e a partir deste foco podemos elaborar uma aula de literatura que irá expor sobre a lírica dos antigos cancioneiros, e como estes abordavam em suas poesias as efusões do coração, as evocações ternas, os desenganos amorosos, bem como suas emoções mais íntimas. Neste ponto, o cantor brega-romântico se aproximaria mais das cantigas de amor, pois esse tipo de poesia é mais impregnada de sensualismo. A coita(o sofrimento) é decorrente da tensão que o trovador sente por amar o amor, e por idealizar a mulher amada, que era geralmente inacessível.

Uma das músicas do cancioneiro brega que pode representar essas características da lírica provençal é a música "O Trovador", do cantor Altemar Dutra.

 

O  Trovador
Jair Amorim e Evaldo Gouveia 

Sonhei que eu era um dia um trovador
Dos velhos tempos que não voltam mais
Cantava assim a toda hora
As mais lindas modinhas
De meu tempo de outrora
Sinhá mocinha de olhar fugaz
Se encantava com meus versos de rapaz
Qual seresteiro ou menestrel do amor
A suspirar sob os balcões em flor
Na noite antiga do meu Rio 
Pelas ruas do Rio
Eu passava a cantar novas trovas 
Em provas de amor ao luar
E via então de um lampião de gás
Na janela a flor mais bela em tristes ais

 

Neste cantar de amor, o poeta se classifica como um trovador que vive a entoar cantos para a sua amada. O uso da expressão "sinhá mocinha" já demonstra a condição de submissão do poeta, fato característico das cantigas de amor, onde o trovador se considera servo de seu objeto amado, conceito advindo do próprio sistema feudal da época.

Outro estilo literário que mantém uma relação paródica (no sentido de semelhança) com a música brega é o Romantismo, tanto pelo passionalismo evocado em seus temas, quanto no apelo ao sentimentalismo exacerbado das poesias. A própria estética romântica busca na ruptura com os padrões clássicos, inserir o novo através da tradição popular, que passa a ser sua fonte de criação. De acordo com RODRIGUES(2003; 78), "o Romantismo foi grandemente diluído pela indústria cultural, estabelecendo-se, portanto, uma relação dialógica de muitas letras da música popular com o ideário dessa escola". Apesar de toda essa intensidade emotiva, o Romantismo teve como meta principal a ascendência do povo ao poder, através de sua própria cultura e tradição, tendo por isso uma característica majoritariamente social. O cantor brega, assim como o poeta romântico, imprime em sua obra não só seu individualismo, mas aquilo que mesmo sendo individual nos irmana, que é o amor, a dor, a saudade, etc, o que faz de tal cantor um  ser social.

Um dos maiores representantes da música brega, o cantor Reginaldo Rossi, configura na letra da música "Garçon", todo o "pathos" amoroso do ser que não é amado, e que busca na evasão de si mesmo entregar-se a própria dor.

Garçon(Reginaldo Rossi)

Garçom, aqui, nesta mesa de bar
Você já cansou de escutar
Centenas de casos de amor
Garçom, no bar, todo mundo é igual
Meu caso é mais um, é banal
Mas preste atenção por favor

Saiba que o meu grande amor
Hoje vai se casar
Mandou uma carta pra me avisar
Deixou em pedaços o meu coração
E pra matar a tristeza, só mesa de bar
Quero tomar todas, vou me embriagar
Se eu pegar no sono, me deite no chão

Garçom, eu sei, eu tô enchendo o saco
Mas todo bebum fica chato
Valente e tem toda a razão
Garçom, mas eu só quero chorar
Eu vou minha conta pagar
Por isso eu lhe peço atenção

O "garçon" se presentifica na música como um psicólogo que tem por função ouvir a confissão do poeta de forma à não interferir. O tom passional do eu-lírico expressa a angústia e a dor de ser trocado por aquela que ama. E a única forma de evadir-se desta dor é se embriagando. Podemos notar, também, o uso de palavras ou expressões próprias das poesias românticas como, por exemplo: "grande amor", "deixou em pedaços meu coração", "tristeza", etc, bem como o uso de uma linguagem coloquial.

Como representante do Romantismo brasileiro em sua primeira fase, temos a música "Índia" do cantor Paulo Sérgio. Percebemos que há muita similitude entre a música deste cantor e a descrição da personagem Iracema, do escritor José de Alencar. Ambas, as índias, são belas e se misturam com a exuberância e o exotismo da própria natureza.

"Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna e mais longos que seu talhe de palmeira.

O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado".(José de Alencar – Iracema, p. 14)

 

Índia (Paulo Sérgio)

(José A. Flores/M. O. Guerreiro/versão: José Fortuna)

Índia, seus cabelos nos ombros caídos Negros como a noite que não tem luar Seus lábios de rosa, para mim, sorrindo E a doce meiguice desse seu olhar Índia da pele morena   Sua boca pequena eu quero beijar Índia, sangue tupi, tem o cheiro da flor Vem, eu quero lhe dar Todo o meu grande amor   Quando eu for embora para bem distante E chegar a hora de dizer-lhe adeus   Fique nos meus braços só mais um instante Deixa os meus lábios se unirem aos seus Índia, levarei saudade Da felicidade que você me deu   Índia, a sua imagem sempre comigo vai Dentro do meu coração, flor do meu Paraguai  

 

O cantor Paulo Sérgio usa dos mesmos parâmetros nativistas que José de Alencar, ressaltando, desta forma, o que seria uma das características do primeiro período do Romantismo brasileiro, que é o indianismo. O indianismo marcou o movimento romântico no Brasil por representar através do elemento indígena uma busca pela identidade nacional, e uma aversão ao elemento português, que era visto como elemento de aculturação do povo brasileiro. Segundo PROENÇA FILHO(2001; 231), "a preocupação com uma cor local característica levou à valorização da literatura popular como fonte original de criatividade literária". Havendo, a partir deste aspecto, uma maior disseminação da literatura, que passa a ser veiculada no seio de várias classes sociais.

Por fim, podemos afirmar que através da análise de músicas bregas em sala de aula, dispomos de um suporte que pode perpassar os conceitos estilísticos e estéticos das várias escolas literárias, sem cair no ensino monódico e decorativo pela qual as aulas de literatura são, geralmente, ministradas. Proporcionando, desta forma, ao aluno uma abordagem reflexiva acerca do conteúdo que se deseja enfatizar.

 

REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Paulo César. Eu não sou cachorro não – música popular cafona e ditadura militar. 4ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2003.

 

MORAES, J. Jota de. O que é música. 7ª ed. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.

 

PROENÇA FILHO, Domício. Estílos de época na literatura. 15ª ed. São Paulo: Editora Ática, 2001. P. 206-231.

 

RODRIGUES, Nelson Antônio Dutra. Os estilos literários e letras de música popular brasileira. São Paulo: Arte e Cênica Editora, 2003.

 

ZAMPRONHA, Maria L. Sekeff. Música e semiótica. Revista Arteunesp. V.6, São Paulo: Unesp, 1990. P. 129-139.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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