DO dialogismo pensado por Bakhtin

Publicado em: 28/09/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 4,281 |

O dialogismo pensado por Bakhtin

                                

                                                                                                                              

A língua é um elemento de comunicação e interação e em seu uso real, tem a propriedade de ser dialógica.

Todos os enunciados no processo de comunicação, independentemente de sua dimensão, são dialógicos. Neles, existe uma dialogização interna da palavra, que é perpassada sempre pela palavra do outro, é sempre e inevitavelmente também a palavra do outro. O enunciador, para constituir um discurso, leva em conta o discurso de outrem, que está presente no seu. Todo discurso é atravessado, pelo discurso alheio. Nenhum discurso é só meu sempre tem a voz do outro. Portanto, o dialogismo é as relações de sentido que se estabelecem entre dois enunciados.

A realidade apresenta-se para nós sempre semioticamente, ou seja, lingüisticamente.

Não há nenhum objeto que não apareça cercado, envolto, embebido em discursos. Todo discurso que fale de qualquer objeto não está voltado para a realidade em si, mas para os discursos que a circundam. Toda palavra dialoga com outras palavras, constitui-se a partir de outras palavras, está rodeada de outras palavras, um discurso constitui-se a partir do outro.

 Para Bakthin, não são as unidades da língua que são dialógicas, mas os enunciados. Os enunciados são unidades reais de comunicação. Os enunciados são irrepetíveis, uma vez que é acontecimentos únicos, cada vez tendo um acento, uma apreciação, uma entonação própria.

                O autor mostra que a fonologia, a morfologia ou a sintaxe não explicam o funcionamento real da linguagem. Cria então, a translingüística, que teria como objeto o estudo dos enunciados, o que significa dizer o exame das relações dialógicas entre eles, dado que são necessariamente dialógicos. Bakhtin tinha em mente construir uma ciência que fosse além da lingüística, examinando o funcionamento real da linguagem em sua unicidade e não somente o sistema virtual que permite este funcionamento. O objeto da translinguística são os aspectos e a forma das relações dialógicas entre os enunciados e suas formas tipológicas.

O enunciado é a réplica do de um diálogo, pois cada vez que se produz um enunciado o que se está fazendo é participar de um diálogo com outros discursos.

O que é constitutivo do enunciado é que ele não existe fora das relações dialógicas. Nele estão sempre presentes ecos e lembranças de outros enunciados, com que ele conta, que ele refuta, confirma completa, pressupõe e assim por diante.

Os enunciados têm autor. Por isso, revelam uma posição. Ao ganhar um autor, torna-se um enunciado e significa que a pessoa que o pronunciou está rendendo-se. O Enunciado, entretanto, sendo uma réplica, tem um acabamento específico que permite uma resposta.

As unidades da língua não são dirigidas a ninguém, ao passo que os enunciados têm um destinatário. Quando a palavra é assumida por alguém e ganha um acabamento específico ela se converte em enunciado e, portanto, passa a ser dirigida a alguém. As unidades da língua são neutras, enquanto os enunciados carregam emoções, juízos de valor, paixões. Elas sendo entidades potenciais, têm significação, que é depreendida da relação com outras unidades da mesma língua ou de outros idiomas. Os enunciados tem sentido, que é sempre de ordem dialógica.

Todo enunciado é dialógico. Portanto, o dialogismo é o modo de funcionamento real da linguagem, é o princípio constitutivo do enunciado. Todo enunciado constitui-se a partir de outro enunciado, é uma réplica a outro enunciado. Portanto, nele ouvem-se sempre, ao menos, duas vozes. Mesmo que elas não se manifestem no fio do discurso, estão ali presentes.

Um enunciado é sempre heterogêneo, pois ele revela duas posições, a sua e aquela em oposição à qual ele se constrói. Ele exibe seu direito e seu avesso.

                Os enunciados são sempre o espaço de luta entre vozes sociais, o que significa que é inevitavelmente o lugar da contradição. O que é constitutivo das diferentes posições sociais que circulam numa dada formação social é a contradição.

Todos os fenômenos presentes na comunicação real podem ser analisados à luz das relações dialógicas que os constituem.

Todo enunciado se dirige não somente a um destinatário imediato, cuja presença é percebida mais ou menos conscientemente, mas também a um superdestinatário, cuja compreensão responsiva, vista sempre como correta, é determinante da produção discursiva. A identidade deste superdestinatário varia dentro das instituições que se fala sobre isso, portanto os enunciados são sociais.

O sujeito bakhtiniano não está completamente dominado aos discursos sociais, ele é único e tem um espaço para a individualidade.

                Então o primeiro conceito de dialogismo diz respeito ao modo de funcionamento real da linguagem: todos os enunciados constituiem-se a partir de outros. Neles, atuam forças centrípetas e centrífugas em busca de centralizar o enunciado do plurilinguismo da realidade; estas buscam erodir, principalmente se contrapõe com o riso, essa tendência centralizadora.

Com os conceitos de forças centrípetas e forças centrífugas, Bakhtin desvela o fato de que a pluralidade de vozes está submetida ao jogo de poder. Elas têm uma dimensão política, uma vez que as vozes não circulam fora do exercício do poder: não se diz o que se quer, quando se quer, como se quer.

Falar em dialogismo constitutivo pensa-se em relações com enunciados já constituídos e, portanto, anteriores e passados. No entanto, um enunciado se constitui em relação aos enunciados que o precedem e que o sucedem na cadeia de comunicação. Um enunciado solicita uma resposta, uma resposta que ainda não existe, seja ela uma concordância ou uma refutação.

O Interlocutor é sempre uma resposta, um enunciado e por isso, todo dialogismo são relações entre enunciados.

O segundo conceito de dialogismo trata-se da incorporação pelo enunciador da voz ou das vozes de outro (s) no enunciado. Nesse caso, o dialogismo é uma forma composicional. São maneiras externas e visíveis de mostrar outras vozes no discurso (é marcado no texto, tem intertextualidade).

O dialogismo vai além dessas formas composicionais, ele é o modo de funcionamento real da linguagem, é o próprio modo de constituição do enunciado.

Há duas maneiras de inserir o discurso do outro no enunciado:

a)      O discurso alheio é abertamente citado e nitidamente separado do discurso citante, é o que Bakhtin chama discurso objetivado;

b)      É bi vocal, internamente dialogizado, em que não há separação muito nítida do enunciado citante e do citado.

No primeiro caso, existem: discurso direto (aspas, travessões, verbos introdutores), discurso indireto (verbos introdutórios, conjugações integrantes), aspas, negação. O segundo pode ser exemplificado pela paródia, pela estilização (afirmam a mesma coisa), pela polêmica clara ou velada, pelo discurso indireto livre.

No discurso alheio demarcado, há vozes nitidamente demarcadas no discurso, pelo discurso direto e discurso indireto. Pelas aspas que servem para demarcar o discurso do outro. Pela negação, onde duas vozes se confrontam. O discurso do outro é demarcado por contornos exteriores bem nítidos.

Em todos estes casos, há uma demarcação clara das vozes, por meio de fronteiras lingüísticas claras.                         

No discurso alheio não demarcado não temos demarcações nítidas entre as vozes. Elas misturam-se, mas, apesar disso, são claramente percebidas. Através do discurso indireto livre, onde há duas vozes no texto: A técnica usada pelo narrador para mostrar o que a personagem

estava pensando. Nessa forma de citação do discurso alheio, misturam-se duas vozes. Não há indicadores – como os dois pontos e o travessão do discurso direto ou a conjunção integrante do discurso indireto – para demarcar nitidamente onde começa a fala do narrador e onde inicia a da personagem.

                Também pela polêmica clara que é o afrontamento de duas vozes que polemizam abertamente entre si, cada uma delas defendendo uma idéia contrária à da outra, pela polêmica velada onde se percebe na construção discursiva que há duas vozes em oposição, pela paródia que é uma imitação de um texto ou de um estilo que procura desqualificar o que está sendo imitado, ridicularizá-lo, negá-lo. O Sentido do poema parodiante é contrário ao do parodiado, pela estilização que é a imitação de um texto ou estilo, sem a intenção de negar o que está sendo imitado, de ridicularizá-lo, de desqualificá-lo. Na estilização as vozes são convergentes na direção do sentido, as duas apresentam a mesma posição significante e pelo estilo que é o conjunto de procedimentos de acabamento de um enunciado. Portanto, são os recursos empregados para elaborá-lo, que resultam de uma seleção dos recursos lingüísticos à disposição do enunciador. Isso significa que o estilo é o conjunto de traços fônicos, morfológicos, sintáticos, semânticos, lexicais, enunciativos, discursivos, etc., que definem a especificidade de um enunciado e, por isso, criam um efeito de sentido de individualidade. O Estilo é o conjunto de particularidades discursivas e textuais que cria uma imagem do autor, que é o que denominamos efeito de individualidade. Os imitadores, os que parodiam os falsificadores em pintura, os covers, etc. "copiam" exatamente esse conjunto de traços, o estilo daquele que é imitado, falsificado, etc. "O estilo é o próprio homem". O estilo é resultante de uma visão de mundo. Assim como a cosmo visão estrutura e unifica o horizonte do ser humano, o estilo estrutura e unifica os enunciados produzidos pelo anunciador.

Para Bakhtin, o estilo define-se dialogicamente, o que quer dizer que ele depende dos parceiros da comunicação verbal, dos discursos do outro. O estilo constitui-se em oposição a outros estilos.

Se o estilo é constitutivamente dialógico, ele não é o homem, são dois homens, se cria pelas relações dialógicas. Como qualquer enunciado, ele revela o direito e o avesso. O estilo é um dos componentes do gênero. Há, assim, um estilo do gênero e, dentro do gênero, podem aparecer os estilos que criam os efeitos de sentido de individualidade.

                Ainda temos a intertextualidade introduzida no universo bakhtiniano por Júlia Kristeva, na revista Critique em 1967, este conceito está dentro do dialogismo marcado onde a semiótica diz que o discurso literário não é um ponto, um sentido fixo, mas um cruzamento de superfícies textuais, um diálogo de várias escrituras, um cruzamento de citações.

Ela vai chamar de "texto" o que Bakhtin denomina "enunciado", ela acaba por designar por intertextualidade a noção de dialogismo. O termo "intertextualidade" passa a substituir a palavra dialogismo. Qualquer relação dialógica é denominada intertextualidade.

Esse uso é equivocado porque há, em Bakhtin, uma distinção entre texto e enunciado. Este é um todo de sentido, marcado pelo acabamento, dado pela possibilidade de admitir uma réplica. Ele tem uma natureza dialógica. O enunciado é uma posição assumida por um enunciador, é um sentido. O texto é a manifestação do enunciado, é uma realidade imediata, dotada da materialidade, que advém do fato de ser um conjunto de signos. O enunciado é da ordem do sentido; o texto, do domínio da manifestação. Para o autor russo, o texto não é exclusivamente verbal, pois é qualquer conjunto coerente de signos, seja qual for sua forma de expressão (pictórica, gestual, etc.).

Se há relações dialógicas entre enunciados e entre textos. Devem-se chamar intertextualidade apenas as relações dialógicas materializadas em textos. Toda intertextualidade implica a existência de uma interdiscursividade (relações entre enunciados), mas nem toda interdiscursividade implica uma intertextualidade. Quando um texto não mostra, no seu fio, o discurso do outro, não há intertextualidade, mas há interdiscursividade.

Por outro lado, Bakhtin diz que há relações entre textos e dentro dos textos. Isso significa que se deve diferençar a intertextualidade da intratextualidade. Assim, quando duas vozes são mostradas no interior do texto, como no discurso direto, no indireto ou no indireto livre, não se deve falar em intertextualidade.

Intertextualidade deveria ser a denominação de um tipo composicional de dialogismo: aquele em que há no interior do texto o encontro de duas materialidades lingüísticas, de dois textos. Para que isso ocorra, é preciso que um texto tenha existência independente do texto que com ele dialoga.

O Texto "Ouvir estrelas" de Bastos Tigre é uma paródia do texto "Ouvir estrelas" de Bilac, pois inverte completamente o sentido do texto bilaquiano. Trata-se da intertextualidade porque, no segundo texto, encontram-se duas materialidades lingüísticas, o texto de Bilac e o de Bastos Tigre.

No terceiro conceito de dialogismo a subjetividade é constituída pelo conjunto de relações sociais de que participa o sujeito. Para Bakhtin o sujeito não é totalmente autônomo e individualizado. Ele constitui-se em relação ao outro. Isto significa que o dialogismo é o princípio de constituição do indivíduo e o seu princípio de ação.

                A consciência constrói-se na comunicação social, ou seja, na sociedade, na História. Por isso, os conteúdos são sempre uma visão da realidade. A apreensão do mundo é sempre situada historicamente, porque o sujeito está sempre em relação com outro (s). O sujeito vai construindo-se discursivamente, aprendendo as vozes sociais que constituem a realidade em que está imerso.

O sujeito não absorve apenas uma voz social, mas várias, que estão em relações diversas entre si. Portanto, o sujeito é constitutivamente dialógico. Seu mundo interior é constituído de diferentes vozes em relações de concordância ou discordância. O mundo exterior não está nunca acabado, fechado, mas em constante vir a ser. Algumas vozes de autoridade são assimiladas sem saber o porquê, sem pensar, e outras são vistas como persuasivas como liberdades de escolha.

Sendo consciência sociossemiótica, ou seja, formada de discursos sociais, o que significa que seu conteúdo é sígnico, cada indivíduo tem uma história particular de constituição de seu mundo interior, pois ele é resultante do embate e das inter- relações desses dois tipos de vozes. Quanto mais a consciência for formada de vozes de autoridade, mais ela será mono lógica, ptolomaica. Quanto mais for constituída de vozes internamente persuasivas, mais será dialógica, galileana.

O sujeito não é completamente assujeitado, pois ele participa do diálogo de vozes de uma forma particular, porque a história da constituição de sua consciência é singular.

A realidade é centrífuga, o que significa que ela permite a constituição de sujeitos distintos, porque não organizados em torno de um centro único. Cada sujeito é único e singular.

A História não é exterior ao sentido, mas é interior a ele, pois ele é histórico, já que se constitui fundamentalmente no confronto, na contradição, na oposição das vozes que se entrechocam na arena da realidade.

Analisando o capítulo estudado da obra de Bakhtin percebo que suas idéias são atuais, que a linguagem é um fator determinante para a formação do pensamento, e que o autor não se interessa pelo sistema de normas da língua, mas sim, pela conexão que a linguagem faz com as atividades humanas, seu processo de produção no uso. E ela é concebida como o somatório da interação entre no mínimo duas vozes (eu e o outro), e que toda a compreensão de um texto implica em uma responsabilidade, e, por conseqüência, um juízo de valor, uma visão do mundo individualizada. O leitor concorda ou discorda, total ou parcialmente, etc. Todo o discurso é uma resposta a outro discurso, portanto um entrecruzamento de pensamentos.     Quando se compreende um texto, tem-se o diálogo com o texto, com o escritor e com outros textos similares já lidos pelo leitor. Com isso, dizemos que a leitura de uma obra é sócio-cultural.
           Os gêneros textuais estabelecem uma conexão da linguagem com a vida em sociedade. A linguagem permite várias estratégias que fazem o homem exprimir-se sem limites de compreensão.
           O dialogismo é o fenômeno que ocorre em todo e qualquer discurso, um discurso se encontra com o discurso de outra pessoa, focalizando as interações das vozes com o contexto em que estão inseridas, incorporando todos os gêneros, mesclando alternando estilos, entrelaçando-os, sem se prender a imposições limitantes.
Todos os processos de comunicação independentemente de sua dimensão, são dialógicos.   Um enunciado não existe fora do dialogismo. No enunciado estão presentes ecos e lembranças de outros enunciados. As unidades da língua, não têm autoria, uma vez que qualquer um pode falar uma palavra. Já um enunciado tem um autor: "Fulano disse que…"
       Para Bakhtin, a maioria das opiniões dos indivíduos é social, porém o diálogo não é totalmente sujeito aos discursos sociais, ou não haveria liberdade. Para Bakhtin, cada ser humano é social e individual.
          O discurso literário não é um ponto, um sentido fixo, mas um cruzamento de superfícies textuais, um dialogo de vários escritos, um cruzamento de citações. Intertextualidade foi designada por Júlia Kristeva, em 1967, e, em suma, é a mesma coisa que dialogismo, porém com um nome diferente.
         Diante disto, entendo que a sala de aula é um lugar de encontro de diferentes vozes, as quais mantêm relações de controle, negociação, compreensão, concordância, discordância, discussão. Neste espaço, a aprendizagem é uma atividade social de construção em conjunto, resultante das trocas dialógicas, uma vez que, na perspectiva bakhtiniana, o significado não é inerente à linguagem, mas elaborado socialmente.

No que tange ao ensino de língua materna, Bakhtin fala que ela não é aprendida por meio de dicionários e gramáticas; ela é adquirida durante nossas interações verbais, por meio de enunciados.

FIORIN, José Luiz. O dialogismo. In: Introdução ao Pensamento de Bakhtin. São Paulo: Ática, 2006. P.18 -59.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/linguas-artigos/do-dialogismo-pensado-por-bakhtin-3363661.html

    Palavras-chave do artigo:

    dialogismo

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    Cristiane Antunes

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    Jaqueline Claudete de Oliveira

    A língua em sua totalidade concreta viva, em seu uso real dentro das relações dialógicas

    Por: Jaqueline Claudete de Oliveiral Educação> Línguasl 13/11/2010 lAcessos: 2,276

    O presente artigo tem como objetivo a análise do conteúdo de dois importantes poemas da literatura brasileira a fim de demonstrar o recurso da paródia, uma manifestação da intertextualidade. Como base para tal análise será usado o conceito de intertextualidade desenvolvido por Julia Kristeva a partir da ideia de dialogismo de Mikhail Bakhtin. Como objeto da análise serão usados os poemas "Canção do exílio" de Gonçalves Dias, e o poema "Canto de regresso à pátria" de Oswald de Andrade.

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    Patricia Cassia Pereira Porto

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    Você quer aprender espanhol, mas não sabe como. Abre o Google e nos resultados de pesquisa aparecem dezenas de anúncios de escolas de espanhol diferentes. Qual delas escolher? Fazer um curso de espanhol presencial ou estudar espanhol online? Atualmente se fala sempre mais sobre as escolas de idiomas online, mas será que vale mesmo a pena aprender desta maneira?

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    Assim como no Brasil, existem gírias também nos países hispanofalantes, estas gírias, identificam a cada cultura e povo por isso podemos dizer que existem tantas gírias como grupos sociais. Vamos conhecer algumas das que são mais faladas caso você queira viajar a um destes países e se sentir como local. No Brasil, as pessoas gostam de usar a palavra "legal" para descrever coisas ou pessoas que são boas, interessantes ou divertidas , mas como se diria "legal" em outros países?

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    Existem muitas maneiras de aprender idiomas estrangeiros. Na Internet você pode encontrar dezenas de propagandas de escolas de idiomas tentando te convencer que só elas sabem o método eficiente de ensinar uma língua. Nos blogs e fóruns você pode ler dicas que deveriam fazer com que você vire fluente em algum idioma em poucos meses. Mas o que realmente funciona? Os anos de experiência no ensino de idiomas que possuem os nossos professores comprovam que as 7 dicas que seguem funcionam de verdade!

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    Zilda Ap. S. Guerrero

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    1- Estabeleça metas alcançáveis Não adianta querer ficar fluente em italiano em 1 mês se você tem 2 horas de aula de italiano por semana. Estabeleça uma meta que possa alcançar, como obter um nível básico de italiano em 1 mês, e depois vá aumentando, assim você não ficará frustrado e se desmotivará já no primeiro mês de aulas de italiano.

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