José Do Egito (Peça De Teatro)

14/07/2008 • Por • 4,603 Acessos

JOSÉ NO EGITO:

 

JACÓ:

José, vai ter com seus irmãos no deserto e observe como estão passando e como esta o rebanho.

 

JOSÉ:

Esta bem meu pai, vou preparar o alforje para levar alguns pães para eles comerem.

 

JACÓ:

Vai com Deus meu filho e tenha cuidado no caminho com os leões.

 

JOSÉ:

Varão, estou procurando meus irmãos; diz-me, onde eles apascentam?

 

VARÃO:

Disseram que iam para Dotã.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Olhe vem vindo o queridinho de Jacó nosso pai, aquele sonhador barato.

 

JOSÉ:

Olá irmãos, tudo bem?

 

 IRMÃOS DE JOSÉ:

Olhe aqui sonhador, se não tem nada a fazer, cai fora daqui.

 

JOSÉ:

Tenha calma meus irmãos, só vim ver se estão precisando de alguma coisa e saber como está o rebanho.

 

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Vamos acabar com a vida deste  idiota e diremos para nosso pai que uma besta fera o devorou.

 

RÚBEN:

Não tirem-lhe a vida; não derrameis sangue.

 

JUDÁ:

Vamos o lança-lo neste poço para que ele morra de fome e de sede.

 

 IRMÃOS DE JOSÉ:

Nós achamos a idéia ótima, o que estamos esperando.

 

RÚBEN:

Só que tem um pequeno problema.

 

JUDÁ:

Qual o problema seu molenga?

RÚBEN:

Como vamos dizer o que aconteceu com José?

 

JUDÁ:

É simples. Matamos uma ovelha, salpicamos sua túnica de sangue e enviaremos para nosso pai dizendo que uma fera o devorou.

 

JOSÉ:

O que vocês estão cochichando ai?

 

JUDÁ:

Pegue ele, pronto, vamos lançá-lo no poço.

 

JOSÉ:

Por favor irmãos, tirem-me daqui, estou com fome e sede, não estou agüentando.

 

 

IRMÃOS:

Você vivia dizendo que nós iríamos curvamos diante de ti, vivas agora seu reinado. Reine sobre as minhocas enquanto estiver com vida.

 

 

JOSÉ:

Não meus irmãos, eu não tenho culpa se Deus mostra-me estas coisas.

 

 

IRMÃOS:

Vamos comer os pães que ele trouxe e depois mataremos a ovelha, salpicamos sua túnica com o sangue e enviaremos o nosso pai.

 

JUDÁ:

Vem vindo uma caravana de mercadores, em vez de deixá-lo ai morrer, o venda.

 

RÚBEN:

Eu acho uma ótima idéia, sendo assim não mancharemos nossas mãos com seu sangue e ganharemos um bom dinheiro.

 

MERCADORES:

Olá filhos de Jacó. O querem com este jovem?

 

IRMÃOS:

Queremos vendê-lo.

 

MERCADORES:

Dou vinte moedas de pratas.

 

JUDÁ:

Aceitamos, é um ótimo negocio.

 

RÚBEN:

Meu Deus! E agora o que direi para meu pai, só queria livrar meu irmão das mãos deles.

 

JACÓ:

Meus filhos, o que aconteceu? Onde está José?

 

JUDÁ:

Nosso irmãozinho foi devorado pelas feras e aqui está sua túnica, tudo o que sobrou.

 

 JACÓ:

Meu Deus! Como viverei sem o meu filho?

 

MERCADORES:

Vamos vendê-lo aos egípcios e ganhar mais algumas moedas de prata.

 

 

POTIFAR:

Bom dia senhores, o que querem com este escravo?

 

MERCADORES:

Passamos aqui para o vende-lo. Quer comprá-lo?

 

POTIFAR:

Mas é claro, estou precisando mesmo de escravos jovens.

 

MERCADORES:

Pronto está aqui seu escravo.

 

POTIFAR:

Olhe meu jovem, tenho observado que em tudo que tocas prosperam, por isto vou colocá-lo como chefe de tudo que há em minha casa.

 

JOSÉ:

Obrigado meu senhor pela confiança, prometo que farei de tudo para não o decepciona-lo.

 

POTIFAR:

Olhe José estou muito feliz com você e seu trabalho, tudo em que põe as mãos prospera.

 

EAPOSA DE POTIFAR:

Que escravo virtuoso, vou fazê-lo deitar se comigo.

 

JOSÉ:

Meu Deus livra-me do mal, esta mulher esta me perseguindo.

 

EAPOSA DE POTIFAR:

José, vem deitar comigo, meu esposo é eunuco e não tem relação comigo.

 

JOSÉ:

Jamais farei isto, minha senhora. Não trairei a confiança de meu senhor. E demais eu sirvo um Deus que tudo vê.

 

 

EAPOSA DE POTIFAR:

Potifar, meu senhor. Seu escravo José quis forçar-me a deitar com ele e eu arranquei-lhe as vestes. Aqui está a prova.

 

 

POTIFAR:

José, o que fizeste? Confiei-lhe toda minha casa e tu o fizeste isto comigo.Terei de mandá-lo para o cárcere para limpar minha honra.

 

 

JOSÉ:

Meu senhor, sabe que sou um homem temente ao Deus de Israel e jamais faria isto.

 

POTIFAR:

Eu sei José que és temente o seu Deus, mas não posso deixar você ficar em minha casa, sabe que tenho um nome a zelar, seu Deus estará contigo.

 

 CARCELEIRO:

José, tem ouvido falar a seu respeito e seu temor ao seu Deus e por isto vou deixar-lhe estes presos todos sobre sua responsabilidade.

 

FARAÓ:

Soldados, prendam este copeiro e este padeiro. Estes têm conspirados contra o rei.

 

PADEIRO:

José, tem visto dizer que interpreta sonhos?

 

JOSÉ:

Não interpreto sonhos. O meu Deus a quem sirvo e que o revela.

 

PADEIRO:

Olhe José, em meus sonhos havia uma vide e três sementes que parecia brotar, da sua flor saia cachos maduros e eu espremíamos e servíamos no copo do rei.

 

JOSÉ:

Três sementes são três dias e durante estes três dias o rei o levara para servi-lo no palácio.

 

PADEIRO:

Eu também sonhei com três cestos brancos sobre minha cabeça cheios dos manjares do rei.

 

JOSÉ:

Os três cestos quer dizer que daqui a três dias faraó o enforcará.

 

FARAÓ:

O que será estes sonhos com estas vacas e estas espigas.

 

COPEIRO:

Meu rei, o que se passa? Parece tão triste?

 

FARAÓ:

É verdade, tenho tido sonhos preocupante, já chamei os adivinhos, os médiuns e nenhum deles conseguiram interpretar os sonhos.

 

COPEIRO:

Olhe meu rei, durante o tempo que fiquei no cárcere, conheci um escravo chamado José que seu Deus o revelou tudo o que aconteceu comigo, se o rei quiser posso chamá-lo.

 

FARAÓ:

O que está esperando, vá logo.

 

CARCELEIRO:

José, pegue estas vestes, tome um banho e raspe as barbas que o rei mandou-lhe chamar no palácio.

 

JOSÉ:

O que será que o rei quer comigo?

 

 

CARCELEIRO:

Isso eu não sei meu amigo, você vai ter que descobrir.           

 

JOSÉ:

Meu rei porque chamaste seu humilde servo?

 

FARAÓ:

Olhe José,  tenho ouvido dizer que você interpreta sonhos?

 

 JOSÉ:

Não meu rei, eu não interpreto sonhos. O meu Deus a quem sirvo é que revela a este humilde servo.

 

JOSÉ:

Está bem meu rei, conte-me os sonhos.

 

FARAÓ:

De dentro das águas do mar subia sete vacas gordas e sete vacas magras, e as sete vacas magras devoravam as vacas gordas. Novamente olhei e vi sete espigas boas e sete espigas secas que devoravam as espigas boas.

 

JOSÉ:

Olhe faraó haverá sete anos de fartura no Egito e sete anos que a terra não produzira nada porque haverá uma terrível seca.

 

FARAÓ:

O que farei então José?

 

JOSÉ:

Escolha um varão inteligente e honesto e manda comprar e armazenar todas as colheita durante estes quatro anos.

 

FARAÓ:

Olhe meu jovem, não existe em toda a terra ninguém mais sábio que você, portanto elejo a ti agora governador sobre todo o Egito, será o segundo depois de faraó.

 

JACÓ:

Meus filhos, os nossos animais estão perecendo com esta seca, desçam ao Egito e levem convosco ouro e prata e troque em alimentos se não perecemos.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Senhor governador, soubemos que no Egito existem muitos alimentos e descemos ate aqui para comprar.

 

JOSÉ   :

Vós sois espias e viestes para verem a nudez das terras?

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Não meu senhor seus servos vieram a comprar mantimentos.

 

JOSÉ   :

Pensam que me enganam.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

O meu senhor, todos nós somos filho de um só varão; somos homens de retidão; da terra de Canaã; seus servos não são espias.

 

 JOSÉ  :

Conte-me um pouco sobre vossa família.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Somos dez irmãos; o mais novo ficou com nosso pai e o nosso irmão José que Deus o tenha, foi devorado por uma fera.

 

 

JOSÉ   :

Isto é o que vos tem dito; porem eu vos digo que são espias.pela vida de faraó, não saireis daqui enquanto não trouxer seu irmão mais novo.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Meu senhor, tenha piedade de nosso pai, se não voltarmos ele morrerá.

 

JOSÉ   :

Está bem, um de seus irmãos ficará detido no Egito e vós levareis mantimento e trará convosco seu irmão mais novo.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Pai, o governador do Egito  prendeu um de nossos irmãos e disse que enquanto não levarmos nosso irmãozinho ele não o libertará.

 

JACÓ:

O meu Deus, já levou meu filho José, e agora queres levar meu filho Benjamim?

 

 IRMÃOS DE JOSÉ:

Pai, as mercadorias estão acabando, como iremos fazer?

 

JACÓ:

Não sei meus filhos, não deixarei levar meu outro filho.

 

JUDÁ:

Eu serei fiador do menino e se eu não o trouxer serei réu para sempre.

 

JACÓ:

Pois assim o fazeis; tomais do mais precioso que temos e apresentai a este homem quem sabe poupará meu filho.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Pronto meu senhor aqui esta nossa oferenda e nosso irmãozinho de quem falamos.

 

 

JACÓ:

E vosso pais como estas?

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

O meu senhor, nosso pai esta muito triste e abatido, se não retornamos nosso pai morrerá.

 

JUDÁ:

Por favor meu senhor não detenha meus irmãos aqui no Egito, fique comigo, mata-mês se quiser mas não faça que nosso pai Jacó morra.

 

JOSÉ   :

Não, meus irmãos, não farei nada de mal a vocês, vai em paz e traga nosso pai para morar comigo aqui no Egito, teremos alimento aqui por muito tempo.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Meu Deus é nosso irmão José. Perdoe nos meu irmão.

 

JOSÉ   :

Não tenho o que perdoa-los, foi Deus que os fez fazer isto, se não hoje não estaria governando o Egito.

 

IRMÃOS DE JOSÉ:

Pai, nosso irmão Jose está vivo e é o governador do Egito. Ele mandou buscar o senhor para irmos morar com ele no Egito.

 

JACÓ:

Vamos logo meus filhos quero ver meu filho antes de morrer.

 

JOSÉ   :

Meu pai que saudade,esta vendo meus sonhos se cumpriram, hoje sou o governador do Egito.

 

JACÓ:

Louvado seja Deus, pude ver meu filho antes de morrer.

 

 

JOSÉ   :

Meu pai e meus irmãos fiquem nesta terra ela é ótima para o gado e as ovelhas.

Perfil do Autor

João do Rozario Lima

João do Rozario Lima. Filho de Athaydes Martins de Lima e Zita do Rozario Lima. Nasceu e São Gabriel da Palha no Estado do Espirito Santo....