Leitura: a amplitude do conhecimento

14/05/2010 • Por • 2,025 Acessos

RESUMEN

 

Este trabajo es acerca de la lectura: la amplitud de conocimiento, basada en algunos autores, entre ellos (as), IrandAntunes, también a través de la investigación bibliogrficas abordar la relevancia de adquirir nuevas experiencias a través de la lectura. El artículo en cuestión tiene por objeto hacer hincapié en la lectura, la escritura y el lector como crítico para el resultado de la lectura por ohbito satisfaoeno en virtud de una obligación.

 

Palabras clave: Lectura. Redacción. Lector crítico.

INTRODUÇÃO

 

O presente trabalho tem como tema – Leitura: a amplitude do conhecimento e que pretende expor, o quanto é relevante obter a leitura no dia-a-dia, não por motivo de o discente ler apenas para cumprir seu dever, mas sim, por ter vontade própria de ir em busca de novos conhecimentos e principalmente colocar em prática desde as séries iniciais, para que assim aprenda a gostar e valorizar cada vez mais a leitura. Pois, é notório observar em muitos alunos certo desinteresse pelos livros, ou talvez, de ler, sem saber o que está lendo, isto é, sem formar uma opinião própria, deixando de ter um olhar de leitor crítico. E o que leva alguns discentes a desprezarem a leitura?

Diante disso, o artigo está embasado na autora Irandé Antunes, por a mesma evidenciar justamente a amplitude que a leitura exerce no ser, porém, sendo enfatizado também outros teóricos que abordam tal questão. Dessa forma, a estrutura do texto fundamenta-se em três aspectos: A instrução e o tirocínio da leitura, leitura e escrita e a leitura como mecanismo crítico. A escolha selecionada tem como deliberação a maneira mais eficaz de incluir a leitura de forma agradável, buscando diversas possibilidades de trabalhar na sala de aula.

Vale ressaltar também que, apesar de ser um tema bastante salientado por muitos estudiosos e pesquisadores, é preciso sempre evidenciar algo mais, para que todos tenham conhecimento e mantenham-se bem informados, encontrando meios que possibilitam ter uma visão global e de si próprio.

Portanto, o objetivo do artigo é apresentar de forma clara, com olhar epistêmico de que não se faz leitura somente de texto, mas também de uma simples imagens, frase e outros gêneros, já que o importante é a compreensão "por trás" de tais recursos.

 

1. A INSTRUÇÃO E O TIROCÍNIO DA LEITURA

Sabe-se que, o objetivo da leitura é justamente uma atividade de compreensão, sendo avaliada e utilizada para as necessidades do leitor, embora este, muitas vezes nem perceba o seu grande valor, pois, através da leitura é possível abrir caminhos para ter uma visão diversificada, buscando informações e interagindo até mesmo numa simples conversa, já que é falando e ouvindo que se consegue um bom aprimoramento no vocabulário.

Deste modo, alunos teriam mais disposição em ler livros se fosse incentivado desde as séries iniciais, colocando-os a serem mais observadores, críticos e idealizadores, para que assim cresçam psicologicamente e tornem bons cidadãos leitores, já que a leitura é uma proposta bastante enriquecedora para acumular conhecimentos. Diante disso, seria importante o mediador explicar para o educando a necessidade do por que de ler, mostrando que através da mesma é possível desvendar o lado fantasioso do aluno, fazendo com que desperte sua imaginação, ou melhor, incentivando a "enxergar" que é possível acreditar em si próprio. Como Antunes (2009, p. 206) descreve:

... acredito que, se desde o início, for dada aos alunos a oportunidade da leitura plena (do livro e do mundo) – aquela que desvenda, que revela, que lhes possibilita uma visão crítica do mundo e de si mesmos - , se lhes for dada à oportunidade da leitura plena, repito, uma nova ordem de cidadãos poderá surgir e, dela, uma nova configuração de sociedade.

 

Assim, a escola é o principal ambiente que possa proporcionar e priorizar a leitura, reservando tempo para que se aprenda ler e principalmente a gostar de ler, procurando de alguma forma analisar o que os alunos gostam, quais as informações que lhes chamam atenção, ou seja, suas curiosidades, participando e ouvindo o que eles dizem, por mais que às vezes sejam bobagens, mas é dando-se atenção e ensino que se pode dizer o que fazer ou como se expressar, na qual levará o discente a descobrir que está na escola não só para passar de ano, de uma série para outra, mas sim de perceber que é capaz de argumentar, decidir e produzir. Dessa forma, Antunes (2009, pp. 204-205) relata:

Não deveria parecer estranho nem perda de tempo que a escola destinasse grande parte de seus horários à leitura. A escola é lugar de leitura. Assim como a igreja é lugar de oração, e o estágio é lugar de jogo. O que deveria parecer muito estranho é que a escola não priorize a leitura que não seja ela a assumir a promoção do gosto pelos livros, pela informação escrita, pela produção literária.

 

De acordo com Antunes, muitas escolas perdem mais tempo se ocupando com situações irrelevantes do que com futuro dos jovens. Partindo do pressuposto, seria bem mais proeminente se a escola "abrisse as portas" e cativasse com interação junto com as famílias, ampliando "o seu mundo" com várias possibilidades de praticar o que realmente rodeia o ser, isto é, levando o aluno a presenciar o mundo e buscando a realidade para dentro da sala de aula, sendo que "falta,... uma aliança entre escola e família, para que a leitura ocupe, sem desconfianças, o lugar que, legitimamente, lhe cabe na formação da pessoa". Antunes (2009, pp. 73 e 188).

Mediante o que foi exposto, para dar uma boa educação para os jovens, não basta apenas à escola ter a preocupação de "conservar" o hábito pela leitura. É necessário também ter todo apóio, da família e do corpo docente, já que a família, assim como o professor é o "espelho" em que o aluno se ver no decorrer do seu desenvolvimento, pois, os mesmos percebem cada detalhe do que ocorre ao seu redor, mas não analisa que isso é também uma leitura, mas uma leitura fotográfica, em que os discentes são os públicos e os professores ou as famílias são os atores e com isso "fotografam" o que lhes convém adquirir.

E o mais interessante de tudo, é que tem tantas propostas metodológicas para "explorar" a leitura que muitos professores nem se quer tem o prazer ou a disponibilidade de pesquisar ou até mesmo nem gostam de ler, e ainda reclamam de que seus alunos não têm o interesse pela leitura. Como Neves (2001, p. 17) ratifica: "... nós, professores..., em vez de nós limitarmos a choramingar que nossos alunos não têm o hábito da leitura, devemos nos dedicar a proporcionar muitas e muitas oportunidades... que ler é uma atividade muito interessante".

Sendo assim, uma dessas propostas, por exemplo, são as histórias em quadrinhos, as charges, as tiras dentre outras, que muitos alunos gostam até pelo fato de ser divertido e conhecido, e principalmente por ter o "papel" fundamental que é de levar o discente a raciocinar e interpretar. E quando é estabelecido que leiam alguns livros, os mesmos "preferem ler... de estrutura mais simples; escolhem pelo tamanho das letras, pelo número de páginas, etc.". (GERALDI, 2005, p. 10).

 

2. LEITURA E ESCRITA

Como já mencionado anteriormente, ler é algo significante, buscando o "gosto" pela leitura, é ainda mais diligente, dessa forma, com a criação de ideias e de leituras só restará numa boa produção de texto.

Assim, a escrita não exerce um papel sozinho, são necessárias ambas, ou seja, leitura e escrita, "andarem" sempre juntas, pois uma depende da outra, sendo a escrita mais dependente, já que através de informações é possível construir textos de acordo com cada conhecimento. Mais é necessário enfatizar que, a escrita melhora cada vez mais de acordo com seu hábito, sempre buscando notícias, novidades, enfim aprimorando sua leitura, para que quando for colocada em prática, ou melhor, ao produzir um texto, o aluno esteja "rodeado" de argumentos para que assim não faltem palavras, já que este é um dos sérios problemas enfrentado na sala de aula, a dificuldade de elaborar um texto com suas palavras. Tal que Antunes (2007, p. 153) salienta:

Lembremos que a maior dificuldade de alguém para escrever está justamente em ter o que dizer. Ou seja, não se fala ou não se escreve bem quando não se tem o que dizer, o que fundamenta, sem sombra de dúvida, todo esse empenho por ampliar o repertório de dados e informações.

 

Observa-se com isso justamente, a ausência de conhecimento e incentivo também, pois, muitas vezes o aluno tem "medo" de escrever por achar que só escreve-se bem ao saber as regras gramaticais, por julgar o "certo" e o "errado", dessa forma tem receio de produzir textos. Mas o que falta na verdade, são bons esclarecimentos, sendo primeiramente evidenciado, que ao escrever é necessário sim encontrar palavras adequadas de forma mais culta, já que nem tudo que é falado é também manuscrito. No entanto, nada impede de ser trabalhado nos próprios textos dos alunos, pois o importante de tudo é deixá-los à vontade para escrever, conhecer até mesmo a sua própria escrita, deixando o mesmo a descobrir que tem capacidade de redigir em vez de "prendê-los" em determinada regra. À vista disso, Koch (2010, p. 32) exposita:

 

Se, em sala de aula, perguntarmos aos alunos o que pensam sobre a escrita, certamente, ouviremos que, para escrever – e fazê-lo bem -, é preciso conhecer as regras gramaticais da língua e ter um bom vocabulário, e que são esses os critérios utilizados na avaliação da produção textual.

 

Pois como se sabe, escrever é algo indispensável que o ser necessita principalmente no mercado de trabalho, e os que têm mais desempenho e estudo são os selecionados e quase ou sempre excluídos os analfabetos. Porém, observa-se com isso que, muitos jovens ainda persistem em não querer aprender, aprimorar sua escrita ou exercitar sua leitura, mas com certeza sentirá falta mais tarde e perceber o quanto é fundamental está sempre em busca de novas aprendizagens, adquirindo e ampliando conhecimentos.

Segundo Koch (2010, p. 41), a mente é como se fosse um dicionário, no qual abrange uma lista de dados informativos que são obtidos no convívio social e que quando precisá-los será despertado para recorrer a tal lista, e assim colocado em prática, seja na argumentação ou na escritura. Do mesmo modo relata:

 

Em nossa atividade de escrita, recorremos constantemente a conhecimentos sobre coisas do mundo que se encontram armazenados em nossa memória, como se tivéssemos uma enciclopédia em nossa mente, constituída de forma personalizada, com base em conhecimentos de que ouvimos falar ou que lemos, ou adquirirmos em vivências e experiências variadas.

 

Por isso, é importante está sempre dialogando, trocando experiências e lendo e escrevendo por conta própria, para assim tornar-se um leitor crítico.

 

3. A LEITURA COMO MECANISMO CRÍTICO

 

Com a prática da leitura é possível ter uma visão divergente, expondo o seu ponto de vista, isto é, sendo um leitor mais crítico que possa discernir as variedades de temas ou assuntos tratados, isso fazendo com que desperte e desenvolva o psicológico do educando.

Um leitor crítico primeiramente deve saber que não se faz leitura apenas de texto, mais também de qualquer gênero, e conhecer a grandiosidade até mesmo de um simples objeto e através deste analisar ou descrever, pois, dessa forma vai-se fazendo uma leitura, na qual o leitor passa a ter um olhar mais observador e principalmente crítico. Dessa forma acredita-se que é trabalhando com o raciocínio dos alunos para que eles possam interagir e dialogar assuntos diversificados e atualizados, levando-os a vivenciar e manter o contato direto com os livros, fazendo com que descubra o "eu" que existe em si.

É perceptível ocorrer muitos debates na sala de aula com tema irrelevante que o próprio discente desconhece e não compreende e com isso a aula fica cada vez mais monótona e o estudante sem interesse de argumentar, já que é "... uma atividade incapaz de suscitar no aluno a compreensão das múltiplas funções sociais da leitura (muitas vezes, o que se lê na escola não coincide com o que se precisa ler fora dela)". Antunes, (2003, p. 28). Pois, atividades propostas bem utilizadas despertarão os interesses na participação e empenho, aguçando o que todos têm, falta às vezes desvendá-la, a opinião.

Prosseguindo nesta visão, Koch (2008, p. 11) menciona que "a leitura é uma atividade na qual se leva em conta as experiências e os conhecimentos do leitor", assim sendo, cabe o mesmo buscar subsídios para compreender determinado assunto, através de recursos, como por exemplo, o dicionário, pesquisando os significados de certas palavras e também o interesse em conhecer a biografia do autor, para ter a possibilidade de desenvolver e organizar as suas próprias idéias, pois um leitor crítico é também um pesquisador.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

Em virtude dos fatos mencionados acredita-se que, a leitura querendo ou não está sempre presente no meio social, que leva ao individuo a capacidade de comunicação e informação, basta este por sua vez ter vontade de descobrir um "novo" mundo e perceber o quanto o ato de ler é prazeroso, dinâmico e concretizador.

Com isso é sempre relevante abordar um tema como este sobre a leitura, para que não caia em desuso, isto é, focando o quanto, as crianças, jovens e adultos podem adotá-la e alcançar o seu objetivo, pois, para muitas pessoas leitura pode até não ser nada, mas sem ela é impossível ter uma visão divergente e o que pode acontecer, é a pessoa está sempre concordando com o próximo, já que não tem ideias formadas ou conhecimentos que lhe possa ser útil para expressar-se.

Mediante isso, é de suma importância, educadores e instituições estarem sempre renovando suas propostas metodológicas, mostrando um outro caminho que possibilita aos discentes a estudarem com prazer de aprender, já que muitos desprezam a leitura justamente por não ser motivado e se deparem talvez todos os dias com assunto e exercício, sempre na mesma rotina, não conhecendo as grandiosidades que muitos livros proporcionam com boas leituras e que infelizmente em algumas escolas, tais livros só servem para ficar guardado. Isso engloba também os pais, que com certeza querem o melhor para seus filhos, mas precisa estar presente na vida do educando para que o mesmo perceba que está caminhando rodeado de pessoas que querem o seu melhor.

Portanto, este trabalho possibilitará aos educandos e educadores o sabor da descoberta e que seja benéfico na construção do conhecimento na prática, para que aprenda não só ler, mas também ser bom um leitor crítico, capaz de argumentar e tornar-se um profissional capacitado e competente. Com isso, a partir de hoje em diante, todos possam usufruir da leitura e que leiam por satisfação, nem que seja uma simples frase no Outdoor, pois, nunca é tarde pra (re) começar.

 

REFERÊNCIAS

 

ANTUNES, Irandé. Aula de Português: encontro & interação. 4 ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2003.

 

ANTUNES, Irandé. Língua, texto e ensino: outra escola possível. São Paulo: Parábola Editorial, 2009.

 

ANTUNES, Irandé. Muito além da gramática: por um ensino de línguas sem pedras no caminho. São Paulo: Editorial, 2007.

 

GERALDI, João Wanderley (org.). O texto na sala de aula. 3. ed. São Paulo: Ática, 2005.

 

NEVES, I. C. B. et al. (org.). Ler e escrever: compromisso de todas as áreas. 4. ed. Porto Alegre: Ed. Universidade/UFRGS, 2001.

 

KOCH, Ingedore Villaça. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2. ed., 2ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2008.

 

KOCH, Ingedore Villaça. Ler e escrever: estratégias de produção textual. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2010.

Perfil do Autor

Bia Oliveira de Andrade

Formada no curso de Licenciatura Plena em Letras