O INCENTIVO CULTURAL DA FALA NA PRÁTICA DA ESCRITA: COMO ENSINAR A ESCREVER VARRER A QUEM FALA BARRER?

Publicado em: 27/07/2010 |Comentário: 0 | Acessos: 1,070 |

Introdução

 

É indiscutível que para escrever bem, deve-se ler bem, ao saber que a leitura ocupa um espaço importante não só no ensino da língua portuguesa, mas também no de todas as disciplinas que têm como finalidade a transmissão de cultura e de valores. O ato de ler é um processo de descoberta, dirigido pelos olhos do escritor, pois leva o leitor a esferas mais amplas e profundas de percepção. De forma geral a leitura gera conhecimentos, propõe atitudes e analisa valores, estimulando os modos de perceber e sentir a vida por parte do leitor. Assim, este trabalho comenta sobre conceitos de linguagem, leitura e escrita, bem como seu ensino e aprendizagem, como ponto principal para a formação de bons escritores; preocupa-se ainda, com a influência cultural da fala na prática da escrita e o letramento, que se tornou um fator também primordial para a compreensão das melhores formas de proporcionar aprendizagem aos alunos. Apresenta-se aqui, os resultados da pesquisa em andamento no Projeto de Assentamento Barbaço, acerca da aprendizagem da escrita, repleta de influências culturais da fala, a pesquisa esta sendo realizada tomando como ponto de partida a turma de 1° ano do Ensino Fundamental de uma escola do campo, localizada no PA (Projeto de Assentamento) do município de Japí / RN, o mesmo é constituído por 211 famílias, distribuídas em 5 (cinco) agrovilas (Vilas rurais), porém como complemento também foram analisados outros alunos dos demais anos do ensino fundamental e séries do ensino médio; refere-se ainda aos resultados obtidos como respostas às hipóteses levantadas, que surge pelo fato dela aparecer associada a variáveis tão importantes como a dificuldade na aprendizagem da escrita, associado ao incentivo cultural da língua oral e o fracasso no processo escolar, para isso foram analisadas ainda, outras situações e atividades realizadas fora das salas de aula. Para chegar à conclusão, todos dados adquiridos na pesquisa foram analisados, e conflitados entre a teoria e a prática. Os resultados apresentados mostram a dificuldade da aprendizagem da escrita, com tantos incentivos culturais, bem como inúmeras outras dificuldades como, por exemplo, a falta de estruturas tanto físicas do âmbito escolar, quanto sociocultural e psicológica, que não irão ser exploradas nesse trabalho, uma vez que, não são necessárias, diante do tema apresentado. Para estruturar o trabalho, serão apresentados os embasamentos teóricos relacionados ao tema, associados ao relato da observação, concluindo cada abordagem, com a comparação entre a teoria e a prática, na busca dos resultados qualitativos. Diante do relato da pesquisa, e dos conceitos apresentados pelos autores, comprova-se ainda, que é necessário reaver inúmeros conceitos relacionados à formação também dos professores, para melhor desenvolvimento de suas práticas escolares, e posterior obtenção de resultados.

 

  1. Compreensão sobre linguagem

 

Para compreender a dificuldade de escrever dos alunos, faz-se necessário discorrer sobre outros fatores que englobam a boa escrita, como por exemplo, o uso da linguagem, uma vez que, a mesma torna-se influente na prática da escrita na maioria dos textos dos alunos, idenpendente do grau de instrução ao qual ele se encontra.

É sabido que, até mesmo a partir do conhecimento histórico sobre o homem, ele já possuía a necessidade de se comunicar. Apesar de naquela época, não existir a exata formação das palavras como atualmente, eles emitiam sons vocálicos que demonstravam seu modo de ver o mundo físico, como também expressavam suas sensações, como o medo, a fome, a tristeza. Assim, compreende-se que a linguagem surgiu naturalmente, e não como fruto de pesquisa de longos anos. O indivíduo já nasce com esse instinto e habilidade racional, e sabe-se que é a posse da mesma, que mais claramente distingue o homem dos outros seres.

Seguindo o relato histórico que apresenta o surgimento da linguagem, vê-se que a linguagem verbal, entretanto, passou a ser desenvolvida a partir do momento em que o homem julgou necessário criar uma expressão sonora que representasse o próprio elemento. Assim, ao pronunciarmos algumas palavras, imaginamos automaticamente a imagem a que se reporta essa palavra, devido ela pertencer ao "campo material", como por exemplo, casa, fogão, fogo, árvore, que são palavras comuns de conhecimento em comum. Contudo, a expressão "Eu te amo", não permite essa mesma "formulação mental", em virtude da palavra não poder ser representada no campo material. Por isso, o homem precisou moldá-la na forma de linguagem verbal.

A língua é ainda um produto da cultura, também é um instrumento de manifestação dela, que se adapta ao meio e se modifica, conforme variem as necessidades e as condições de seus falantes. Essa amplitude cultural traz uma diversidade na interpretação das palavras, por isso que, muitas palavras trazem uma carga de conhecimentos históricos e culturais que se acoplam ao seu significado, moldando, às vezes, de tal maneira o seu sentido que elas passam a ter um cunho preconceituoso, pejorativo, dependendo de onde se fala.  Nessa compreensão, subtendesse que, o que na minha cultura é pejorativo, na cultura da cidade vizinha, pode não ser. É preciso um cuidado maior, para que o falante não seja o responsável pela perpetuação do preconceito.

Quando se entende que a linguagem é a forma, que o homem encontrou de aprimorar sua comunicação, logo se entende que se há comunicação, há paralelamente interação, visto que proporciona ao indivíduo a possibilidade de exercer atividade sobre o outro, sobre si mesmo e sobre o mundo. É independente de estímulo: não necessita de alguém para ativá-la. Mas precisa de alguém, para desenvolvê-la. cf. Vygotsky apud Schütz (2004) diz que "As idéias passam por muitas transformações à medida em que se transformam em linguagem. Elas não apenas encontram expressão na fala, mas nela tornam-se reais e adquirem forma".

Desta forma, compreende-se que a linguagem é uma atividade essencialmente humana, histórica e social. Se bem conduzida, pode ser uma aliada na luta contra os preconceitos sociais, pois é a partir de seu uso que observamos, compreendemos e interagimos com o mundo natural. cf. Vygotsky apud Schütz (2004) descreve que "As palavras desempenham um papel central não apenas no desenvolvimento mental, mas também no crescimento histórico da consciência como um todo. Palavras são microcosmos de consciência humana".

Ao estudar sobre o contexto histórico da linguagem, vê-se que o homem, nasce com a habilidade racional de desenvolver a fala, independente de frequentar os bancos escolares, mas que é na escola e com o convívio em sociedade que ele ampliará essa habilidade. Em comprovação, foi analisada uma reunião, realizada na sede do Assentamento, onde a escola da turma em estudo fica localizada, o público alvo foi às mulheres e os jovens, o tema discutido na reunião foi à importância da alimentação alternativa.

Para a reunião, compareceram algumas mulheres com crianças de colo (deviam ter uns 2 anos). Algumas dessas crianças já haviam desenvolvido a linguagem verbal, outras não.  Duas das crianças encontravam-se, muito inquietas choravam o tempo todo procurando apressar as mães para irem de volta as suas casas, o choro nessa situação transforma-se em uma linguagem não-verbal que explicita a vontade da criança de ir para casa, ou insatisfação de esta ali. Enquanto outra criança com a mesma faixa etária pedia a mãe: - vamo bora! Que logicamente significava a expressão, Vamos embora! Essa criança, com a mesma idade das outras duas, já havia desenvolvido a linguagem verbal e já podia expressar verbalmente seu desejo de querer esta ali ou não. cf. Vygotsky apud Schütz (2004) diz que "as estruturas da língua assimiladas pela criança transformam-se nos alicerces de seu pensamento".

Assim, foi registrado que as crianças, com a faixa etária de 2 anos, apresentavam dois tipos de linguagem diferentes, verbal e não-verbal. Mesmo sendo da mesma idade, uma desenvolveu a linguagem verbal e as outras duas não, seguindo a linha de pensamento citada acima, compreende-se que a criança que já desenvolveu a fala possui maior contato com pessoas falantes, há mais interação em seu convívio social.

Ainda, buscando comprovações, ao terminar a reunião, em conversa informal a mãe de uma das crianças que apenas chorava, foi questionada acerca de como era o comportamento da criança em casa. Em resposta, a mãe da criança disse que por não se ter muito que fazer, pela manhã acorda cedo, pega o menino e leva para o lote (lote é o nome dado a terra cedida pelo governo para que os assentados tomem de conta), leva a criança ainda dormindo, chegando lá tem um rancho (é como eles chamam as casas de taipa, construídas nos lotes), onde a criança termina seu sono matinal e ela trabalha no lote junto ao seu marido, após isso, a criança acorda, pede comida e termina sua manhã brincando sozinho. Através da interrogação sobre como ele fazia para pedir algo que deseja, ela respondeu que ele chora, quando sente fome, chora quando sente sono, enfim chora para pedir o que deseja, mas, às vezes quando este muito irritado, ele pronuncia pequenas palavras, como "ape" para dizer água, "pá" para dizer pai. Em relação ao contato mãe e filho, foi interrogada se ela não conversava com a criança, em resposta disse que conversava, pergunta o que ele quer, e às vezes até grita irritada com a criança, pelo fato da criança não falar. Para procurar saber se de fato não havia diálogo entre ela e a criança, foi interrogada se ela não tentava "ensinar" as palavras, como por exemplo, quando ela chorasse, dizer que a criança pedisse o que deseja, a mãe da criança respondeu que, às vezes fazia isso, mas às vezes muito cansada e irritada pelo choro, apenas briga com a mesma.

A origem do pensamento e da língua de acordo com cf. Vygotsky apud Schütz (2004) originam-se de forma diferentes, mas desenvolvem-se paralelamente, quando a criança por volta dos 2 anos de idade, começa a transformar seu pensamento em linguagem, assim começa a perceber que as coisas possuem nomes, que pode formular frases para pedir o que deseja.

 

Pensamento e linguagem têm origens diferentes. Inicialmente o pensamento não é verbal e a linguagem não é intelectual. Suas trajetórias de desenvolvimento, entretanto, não são paralelas - elas cruzam-se. Em dado momento, a cerca de dois anos de idade, as curvas de desenvolvimento do pensamento e da linguagem, até então separadas, encontram-se para, a partir daí, dar início a uma nova forma de comportamento. É a partir deste ponto que o pensamento começa a se tornar verbal e a linguagem racional. Inicialmente a criança aparenta usar linguagem apenas para interação superficial em seu convívio, mas, a partir de certo ponto, esta linguagem penetra no subconsciente para se constituir na estrutura do pensamento da criança.

 

 

 

Vale ressaltar, que para analisar o fato, da criança não ter desenvolvido a linguagem verbal ainda, envolverá inúmeros outros fatores, aos quais este artigo não irá prender-se, por não ser o foco principal do trabalho. Contudo, não se pode analisar a compreensão sobre linguagem sem aproveitar essa analise, e perceber com a mesma que de fato essa criança, mesmo que de forma tardia desenvolverá a linguagem verbal naturalmente, porém se houvesse incentivo e interação no meio em que vive essa linguagem já teria sido desenvolvida.

Para dar continuidade a observação e posterior análise, a mãe da criança também de dois anos, que pedia para ir para casa, foi "interrogada" em conversa informal, sobre como era o dia-a-dia da criança, ela descreveu que a mesma, passava o dia com os irmãos, enquanto ela e o marido trabalhavam no lote, foi interrogada ainda, sobre quantos irmãos ela tinha, em resposta disse 8 (oito), e que ela era a mais nova. Analisando o quadro social ao qual está inserida, possivelmente a diferença de idades entre ela e os irmãos era mínima.

O desenvolvimento da linguagem, lembrando os princípios apresentados por Vygotsky se processa em uma relação interativa entre o sujeito e a cultura em que vive. Isso quer dizer que, ao lado dos processos cognitivos de elaboração absolutamente pessoal (ninguém aprende pelo outro), há um contexto que, não só fornece informações específicas ao aprendiz, como também motiva, dá sentido e permite ao aprendiz concretizar o "aprendido", e ainda condiciona suas possibilidades efetivas de aplicação e uso nas situações vividas. Entre o homem e o saberes próprios de sua cultura, nessa explanação não apenas o professor, ou a escola são os agentes mediadores da aprendizagem da língua oral, embora estes sejam agentes privilegiados pela sistemática pedagogicamente planejada, com objetivos e intencionalidade assumida.

Diante dessa analise e explicação comprova-se que a criança, mesmo sendo do campo, com seu mundo resumido ao seu convívio cultural com crianças no seu mesmo nível, interage, ampliando sua forma de se comunicar através do uso da linguagem. Sentem a necessidade de comunicarem-se independentes de frequentarem os bancos escolares, contudo a criança que possui maior convívio social desenvolve com mais facilidade a linguagem oral, enquanto as demais que possuem convívio social e interacional resumido demoram mais a desenvolver a linguagem verbal.

 

  1. Concepção de leitura

 

É sabido ainda que, para compreender a dificuldade de escrever dos alunos, deve-se ainda conceber o entendimento sobre leitura. Ao acometer a discussão acerca das concepções sobre leitura, bem como sua importância, será percebido a necessidade de se cultivar o hábito de leitura principalmente entre crianças, e o papel da escola na formação de leitores competentes. Dos conceitos que englobam essa discussão, procura-se saber o que se deve ler; Para que se esta lendo; Como se deve ler. Essas perguntas poderão ser respondidas de diferentes modos. E as respostas dependerão dos pontos de vista, de quem os responde. Assim, de acordo com cf.  Martins (2002) a leitura não esta apenas relacionada ao fato de decodificar um conjunto de letras que formam as palavras, uma vez que ao interpretar um gesto ou um olhar também é uma forma de se fazer leitura.

 

A idéia de leitura é normalmente restrita ao livro, ao jornal. Lêem-se palavras, e nada mais, diz o senso comum. As ciganas, contudo, dizem que sabem ler a mão humana, e os críticos afirmam ler um filme. O fato é que, quando escapa dos limites do texto escrito, o homem não deixa necessariamente de ler. Lê o mapa astral, o teatro, a vida – forma a sua compreensão de realidade.

 

 

 

Ler e escrever não são categorias polares, mas sim complementares e que exigem um conjunto de habilidades e conhecimentos lingüísticos e psicológicos. Soares (1995, p. 8-9) "ler é um processo de relacionamento entre símbolos escritos e unidades sonoras, e é também um processo de construção da interpretação de textos escritos". Embora as autoras apresentem visões desavindas, não há como não citar ambas. Uma vez que, o processo de ler e consequentemente escrever extrapolam os muros escolares e passam a ser praticadas para muito além, passam a fazer parte da vida cotidiana. Por essa razão que Freire nos traz indagações muito mais do que respostas nos seus conceitos, principalmente de ler e escrever. Segundo Freire apud Martins (2002,  p. 10) "a leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele".

Nesse contexto, compreende-se que a leitura deve ser uma atividade de captação das idéias do autor, levando-se em conta as experiências e os conhecimentos do leitor. Mas, deve-se compreender ainda que a leitura precisa também de uma boa codificação por parte do emissor e uma boa decodificação por parte do receptor para ser bem entendida. Ou seja, para que eu alcance o meu objetivo quanto professor (a), de ampliar os conhecimentos dos meus alunos quanto leitor, preciso compreender que meu aluno já possui a leitura de mundo. Assim preciso aproveitar a leitura de mundo que ele já possui, quando sabe o que é uma coca-cola, um chocolate chamado baton, o nome do posto de gasolina da esquina, ou o que é uma macaxeira, uma batata-doce, um jerimum, ao partir desse ponto de vista, irei ensiná-lo a compreender que duas letras ou mais formam uma sílaba, que sílabas formam palavras, que palavras formam textos, e que todos representam algum significado, ou seja, repassam alguma mensagem.

Mas, o foco principal desse trabalho não é a leitura, mas a escrita, porém, não há como escrever sobre a mesma, sem citar a primeira.

Como já foi explicado, o trabalho é um recorte oriundo de uma pesquisa em andamento, realizado através da observação das aulas de uma turma de 1º ano, de uma escola do campo. Para transformar a teoria na prática, foi realizada uma análise durante uma aula de Língua Portuguesa. Onde foram observados os seguintes pontos: Como a professor iniciou a aula; sua explanação do conteúdo; a forma como os alunos reagiam diante da explicação do conteúdo pela professora; como os alunos responderam a atividade; e o comportamento dos alunos. 

A Professora, iniciou a aula com bom dia, e pediu que apenas os alunos do 1º ano (lembrando que a turma é multiseriada com 1° e 2° ano)  pegassem o livro de Língua Portuguesa, abrisse na pág. 20 e lessem o texto da página (vale registrar, que dos 10 alunos da turma apenas 2 sabem ler) os outros alunos do 2° ano iriam terminar uma atividade inacabada da aula anterior. Depois vendo a dificuldade dos alunos em ler, a professora começou a ler o texto para que os alunos acompanhassem. Ao, terminar a leitura foi solicitado que os alunos explicassem o que o texto falava. Após isso foi solicitado que os alunos formassem grupos e respondessem a atividade proposta no livro. E essa foi à aula de Língua Portuguesa. Para cf. Marcuschi (2009)  é anuente aos professores e comum nas práticas escolares, que o estudo de língua deve ser dado através do uso dos textos, mas a constatação dos bons resultados implica de como esse trabalho esta a ser executado.

 

Que o ensino de língua deva dar-se através de textos é hoje um consenso tanto entre linguistas teóricos como aplicados. Sabidamente, essa é, também, uma prática comum na escola e orientação central dos PCNs. A questão não reside no consenso ou na aceitação deste postulado, mas no modo como isto é posto em prática, já que muitas são as formas de se trabalhar texto. (MARCUSCHI, 2009, p. 51).

 

 

Ao tomar como base a observação da aula, de acordo com o conceito de leitura citado por Soares (1995), percebe-se que a professora entende que é lendo que se aprende ler, que a leitura é a decodificação das letras e interpretação da mesma, mas como pedir que os alunos expliquem o que o texto dizia, se os alunos não sabem ler?

Contudo, ao compreender o conceito de Freire apud Martins (2002,  p. 10) quando explica que a leitura de mundo antecede como base a dos textos literários, e cf. Martins (2002) quando diz que a leitura não esta apenas relacionada ao fato de decodificar um conjunto de letras que formam as palavras, uma vez que ao interpretar um gesto ou um olhar também é uma forma de se fazer leitura. A aula tornar-se-ia mais dinâmica, e obteria mais resultados se a Professora aproveitasse o espaço natural ao qual a escola fica localizada (a escola encontra-se localizada em uma linda serra, entre inúmeras outras aos arredores) por exemplo, criasse uma aula de campo, levasse as crianças para andar até o açude, observassem a paisagem, depois ao retornar a sala de aula, descrever em grupos o que viram, depois de fazer a leitura visual e ao mesmo tempo de mundo, criassem um texto relatando o que viram, assim através de um planejamento a professora explicaria a gramática exigida no livro, através do texto produzido na aula de campo. Pondo em prática o que Paulo Freire em outras palavras explicou, e Martins reforçou fazendo ainda em seu livro (O que é leitura) referencia ao Pedagogo.

Assim, através da observação da aula foi constatado na prática, o que a teoria Freiniana explica, sobre leitura de mundo, dar aos alunos inúmeras alternativas para que ele desperte para a leitura, é um ponto de partida primordial para que de fato esse "despertar" aconteça. Contudo, o que notei com a observação é que ainda há uma prisão por parte dos professores ao método tradicional, como também ao mau hábito de transpor a culpa da falta de aprendizagem dos alunos, na falta de estrutura das escolas, na falta de recursos do governo, nos salários baixos, no desinteresse dos alunos. Enfim, a lista de culpados é ampla!

É preciso ainda acrescentar que, inúmeros são os fatores contribuintes para a falta de aprendizagem da leitura por parte dos alunos. Porém, a falta de qualificação dos profissionais que estão trabalhando com esses alunos também é um dos agravantes desse problema. O grau de escolaridade maior registrado na pesquisa realizada, para saber a instrução do quadro docente da escola, foi o da Professora da turma em análise, que possui o curso de Magistério completo. De acordo com cf. Martins (2002) muitos educadores afirmam que os alunos devem construir o hábito da leitura, uma vez que, a leitura seria um passo primordial para o desenvolvimento da aprendizagem. Mas, esse processo deve ser interagido também entre os professores, porém, os próprios professores não têm esse hábito.

 

 

Para abrir perspectivas que minimizem esses problemas, muitos educadores apregoam a necessidade da constituição do "hábito de ler". A leitura seria a ponte para o processo educacional eficiente, proporcionando a formação integral do indivíduo. Todavia, os próprios educadores constatam sua impotência diante do que denominam a "crise da leitura". Mas que "crise" é essa? Para a maioria deles, ela significa a ausência de leitura de texto escrito, principalmente livros, já que a leitura num sentido abrangente esta mais ou menos fora de cogitação. (MARTINS, 2002, p. 25).

 

 

Concebe-se portanto, que para que o aluno leia bem, e posteriormente escreva bem, ele precisa em primeiro lugar, que no seu âmbito escolar disponha de uma professora que compreenda que ele não é um "saco vazio" ou seja, ele possui um conhecimento de mundo que pode ser aproveitado na sala de aula. Mas, que para isso acontecer a Professora também deve obter esse conhecimento através de qualificação profissional. Deve-se ainda levar em consideração o ambiente cultural ao qual esse aluno esta inserido, o hábito da leitura deve invadir sua vida, ultrapassar as quatro paredes das salas de aula. E isso tona-se audacioso, por tratar-se de crianças num contexto social separado do que nos rodeia. Porém, não impossível de realizar-se. Mesmo a criança que não possui um ambiente de leitura em casa, ao construir esse ambiente na escola, consecutivamente o expandirá por toda sua trajetória de vida, tanto escolar, quanto social, ele passará a entender que vive num mundo letrado, onde existe leitura para todos os cantos que olhar, mesmo no campo onde vive, há placas com emblemas "não coloque lixo" , "Não polua o rio", "Assentamento Barbaço" , "Escola Municipal ..." "Bar do seu João". Enfim, para onde a criança "olhar" irá encontrar algo escrito.

 

  1. Conceito de escrita

 

            Ao compreender a concepção acerca da leitura, compreender-se simultaneamente que leitura e escrita caminham juntas, e não há como desassociá-las, para escrever bem, deve-se ler bem. Para Soares (1995, p. 8-9) "as habilidades de conhecimentos de escrita estendem-se desde a habilidade de simplesmente transcrever sons até a capacidade de comunicar-se adequadamente com um leitor potencial."

            Vale salientar que o foco do trabalho, trata-se de buscar uma solução para ensinar a crianças desde a base do seu ensino fundamental, a escrever sem tantas influências culturais da fala na escrita. Nesse contexto foi apresentado o conceito de linguagem, de leitura e agora de escrita. Ao concordar com Soares, entende-se que escrever não é apenas registrar no papel a palavra que se pretende escrever, mas escrever no papel o que se pretende e se fazer entender também. Um exemplo disso é quando pedimos para uma criança de 8 anos de idade, estudante do 1° ano do ensino fundamental escrever a palavra planta e ela escreve "prata" ou quando pedimos a um aluno do 5° ano do ensino fundamental para ele escrever a frase: João plantou uma árvore e ele escrever "Jão prato a arvre" ao colocarmos a palavra ou a frase nas mãos de qualquer pessoa, que não estiver inserida no contexto da produção escrita, ela certamente desconhecerá o que está escrito e precisará de um tradutor, para transmitir o que se trataria de uma palavra e uma frase da sua própria língua falada, no caso o português. cf. Marcuschi (2009) descreve que para compreender bem um texto deve-se ter habilidade e conhecimento sobre o mesmo.

 

 

Compreender bem um texto não é uma atividade natural nem uma herança genética; nem uma ação individual isolada do meio e da sociedade em que vive. Compreender exige habilidade, interação e trabalho. Na realidade, sempre que ouvimos alguém ou lemos um texto, entendemos algo, mas nem sempre essa compreensão é bem-sucedida. Compreender não é uma ação apenas lingüística ou cognitiva. É muito mais uma forma de inserção no mundo e um modo de agir sobre o mundo na relação com o outro dentro de uma cultura e uma sociedade (MARCUSCHI, 2009, p. 229-230).

 

 

            Para analisar como estava o processo de escrita das crianças, foi observada uma outra aula de língua portuguesa, onde as crianças iriam aprender a escrever, segundo a professora. Por se tratar de uma turma multiseriada, como já foi explicado, a Professora sempre divide a turma em grupos para facilitar seu trabalho, assim o fez; pediu que as crianças tirassem os cadernos da bolsa e abrissem na matéria de Língua Portuguesa, apenas as crianças do 1° ano, as outras iriam estudar no livro, depois iriam numerar as linhas de 1 a 20, que o exercício seria "O DITADO", a professora ditaria as palavras, e os alunos escreveriam; depois ela corrigiria os cadernos individualmente. Assim, o exercício teve início, a professora ditava e os alunos escreviam, a primeira palavra foi bolo, a segunda escola, a terceira, fogo, e assim as palavras foram surgindo na cabeça da professora e os alunos escrevendo, vale registrar que parte dos alunos não consegue ler, nem escrever, o tempo foi ficando curto e a professora resolveu corrigir as palavras ditadas, no quadro, assim, as crianças iam corrigindo sozinhas no caderno, apenas depois ela passaria para corrigir os cadernos com o "famoso visto".

            Como complemento, foi observada também a sala de aula do 5° ano, onde os alunos trabalharam produção textual, a aula teve início com a leitura de um texto, depois a Professora pediu que os alunos criassem sua própria versão do texto, a atividade seria desenvolvida em trios, foi notado que alguns alunos, preocupavam-se apenas em transcrever o texto do livro, outros tentavam produzir e não conseguiam, assim a professora, resolveu produzir um texto coletivo, onde os alunos iam falando, criando a historia, e ela por sua vez a transcrevia no quadro, após isso, os alunos copiariam no caderno. Assim, foi realizada a aula de produção textual.

As duas situações objetivavam a mesma coisa, desenvolver nas crianças a escrita. Contudo, notoriamente faltou planejamento para ambas as aulas.

            Quando se compreende que uma criança alfabetizada é uma criança que ler e escreve, não quer dizer que esse escrever, pode se dar de qualquer forma, uma criança que termina seu processo de alfabetização no 5° ano de ensino fundamental e desconhece a estrutura de uma frase, não pode ser compreendida como uma criança alfabetizada. Para Soares apud Simonetti (2005, p. 17):

 

A alfabetização seria um processo de representação de fonemas em grafemas (escrever) e de grafemas em fonemas (ler) [...] Sem dúvidas a alfabetização é um processo de representação de fonemas em grafemas, e vice-versa, mas é também um processo de compreensão/expressão de significados por meio do código escrito. Não se considera "alfabetizada" uma pessoa que fosse apenas capaz de decodificar símbolos visuais em símbolos sonoros, "lendo", por exemplo, sílabas ou palavras isoladas, como também não se consideraria "alfabetizada" uma pessoa incapaz de, por exemplo, usar adequadamente o sistema ortográfico de sua língua, ao expressar-se por escrito.

Durante muito tempo a alfabetização foi entendida como mera sistematização do conhecido "BA, BE, BI, BO, BU", ou seja, a aquisição de códigos fundados na relação entre fonemas. Em uma sociedade constituída em grande parte por analfabetos e marcada por reduzidas práticas de leitura e escrita, a simples consciência fonológica que permitia aos sujeitos associar sons e letras para produzir e interpretar palavras, ou até mesmo frases curtas, parecia ser suficiente para diferenciar o alfabetizado do analfabeto.

Como sabemos o tempo passa, e consequentemente as coisas mudam, a crescente complexidade de nossas sociedades junto com a necessidade da superação do analfabetismo em massa, fazem surgir maiores e mais variadas práticas de uso da língua escrita. Para que as pessoas, sejam consideradas alfabetizadas, já não lhes basta à capacidade de desenhar letras ou decifrar o código da leitura. O mundo letrado cada vez mais exige a capacidade de ler e escrever, e esse ler e escrever, não pode de forma alguma ser realizado de qualquer jeito.

Quando se fala sobre escrita não se pode, deixar de lado os novos conceitos que englobam a aprendizagem da escrita, como a alfabetização e o letramento. Para Soares apud Simonetti (2005, p. 17) "Letramento ou cultura letrada é a condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita".

Nos dias atuais, engajar-se nas práticas sociais letradas, torna-se tão importante quanto conhecer o funcionamento do sistema de escrita, correspondendo às inevitáveis exigências de uma cultura que cobra, esse aprendizado. É importante que a Professora desde o 1° ano do Ensino Fundamental perceba a criança como membro desse mundo letrado, competitivo e exigente dessa compreensão. Tfouni (1995, p. 20) diz que "Enquanto a alfabetização se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupo de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de uma sociedade".

Nota-se que o processo de escrita, de forma alguma caminha sozinho, fazendo-se necessário que se entenda de vários fatores facilitadores para o planejamento do ensino da mesma, os conceitos acerca da linguagem, leitura, letramento são alguns desses "facilitadores", a preocupação maior dessa pesquisa são os agravantes erros na escrita, oriundos da influência oral.

Antes de começar a escrever sobre o assunto, estava em um trabalho de campo, fazendo um diagnóstico da estrutura física do Assentamento em estudo, um dos focos da pesquisa foi a estrutura das escolas existentes no Assentamento, como foi explicado o PA é formado por 5 (cinco) agrovilas onde são distribuídas nas mesmas 211 famílias. Há no PA, 3 (três) escolas para acobertar as crianças e jovens estudantes da Educação Infantil ao 5° ano de Ensino Fundamental, apesar de ser um Projeto de Assentamento, pertencente a Japí/RN, os jovens do PA que estudam do 6° ao 9° ano do Ensino Fundamental e da 1ª Série a 3ª do Ensino Médio, são "distribuídos" nas escolas de Monte das Gameleiras/RN e Araruna/PB.

Para a realização do trabalho foram feitas algumas reuniões também com o público jovem, estudantes do Ensino Fundamental e Médio, onde foi discutida a qualidade de suas formações educacionais. Nas reuniões foram efetuadas algumas dinâmicas, onde os alunos precisavam redigir alguns textos simples. Ao analisar os textos, foram notórios os erros ortográficos, e nas exposições orais a influência cultural. É comum a todos falar "barrer = varrer", "piula = pílula", "xabe = sabe", "poico = porco", e o dicionário "barbacenense" é extenso. O interessante da análise realizada através da pesquisa é que há comunicação, eles se entendem!

As reuniões foram também tomadas como "laboratórios" de observação. Observou-se a comunicação, a forma de eles escreverem e falarem; em uma das runiões um jovem com boa explanação oral, e poucos "erros" de português na fala, tomou destaque, entre os demais. Assim, após terminar a reunião em conversa informal o mesmo foi questionado, sobre onde morava, em resposta disse que morava no "PA" mesmo! Durante a reunião enquanto era discutido sobre a importância da leitura, o mesmo comentou que sentia preguiça em ler, que a Professora o havia pedido um fichamento de um texto, e ele por preguiça ainda não havia feito, a forma como ele expressou-se chamou atenção, logo foi percebido que não se tratava de um aluno de Ensino Médio, assim durante a conversa ele foi "interrogado" também sobre onde ele estudava, em resposta disse que fazia Pedagogia por uma Universidade na cidade de Campina Grande/PB, que as aulas eram apenas aos fins de semana e às vezes pedia carona, ou ia pagando passagem mesmo. Diante desse relato percebe-se que, mesmo convivendo com a cultura da oralidade no "PA", o jovem por conviver também com pessoas que o apresenta outra forma de expressão oral, modificou sua forma de falar, é válido registrar que o mesmo ainda apresenta "vestígios" da linguagem local, contudo a um grande avanço entre ele e os demais jovens presentes durante a reunião.

Porém, foi através da observação desse contexto social e cultural ao qual, as crianças da turma de 1° ano do Ensino Fundamental e os Jovens do 6º ao 9º ano e da 1ª a 3ª Série do Ensino Médio estão inseridos, que foi percebido a influência da fala na escrita. Foi percebida ainda a dificuldade da aprendizagem da leitura e da escrita dessas crianças e desses jovens. Mas foi percebido também, que é possível a mudança dessa "forma de se falar" quando se apresenta a forma "correta" sem constranger esses alunos, e assim, ajudá-lo a escrever melhor também.

 

Considerações finais

 

            Após analisar os dados constatados e perceber que a linguagem é um processo natural que surge da necessidade do homem de se comunicar, sendo assim, originada independente dos bancos escolares, que o aluno tem visão de mundo e assim descobrirá a leitura nas placas, nas garrafas de refrigerante, nas embalagens dos chocolates, e que a escrita, é fruto de um processo aliado à linguagem e a leitura, percebe-se que seria simples ensinar a escrever, se não fosse tantos agravantes que interrompem esse processo.

            Diante dessa exposição foi constatado que de fato, a fala influência na escrita, mas que isso não impede do falante aprender a falar e escrever sem a presença de palavras culturalmente substituídas no seu vocabulário, como por exemplo, "moiá = molhar", "pruquê = porque", "pia = espia ou olha", "pimu = primo", entre muitas outras.

            No contexto dessa observação e posterior análise, comprova-se ainda que parte dos problemas de aprendizagem dos alunos estudados, esta na falta de qualificação profissional da Professora que desconhece completamente todas as novas teorias didático-pedagógicas, apresentadas nos cursos de graduação e pós-graduação, ou até mesmo nos cursos de qualificação profissional oferecidos pelas Prefeituras, Secretarias de Educação ou DIRED. Há ainda, outros agravantes aos quais não foram explorados, por não ser de interesse ao tema apresentado.

            Em síntese, chega-se a conclusão que para ensinar a escrever o Professor deve aprender a planejar, estudar e buscar qualificação para melhorar suas práticas em sala de aula, os alunos devem ser conscientizados que aprender a ler e escrever depende de sua força de vontade no empenho de sua aprendizagem. Deve-se ainda haver um trabalho em equipe, entre professor, aluno e pais, embora esse trabalho seja na realidade apresentada  na comunidade rural, mais difícil que nas comunidades urbanas, não é impossivel, se houver essa conscientização não apenas dos alunos e pais, mas também dos próprios professores. Conclui-se também que a língua influência na escrita, mas isso pode ser corrigido, quando desde os anos iniciais da vida escolar da criança, essa "conscientização" do certo e do errado for consertada, melhor será sua aprendizagem, com mais antecedência, o resultado surte melhor efeito. Porém, quando na fase da adolescência e adulta esse trabalho acontecer não impede na existência de resultados, mas sabe-se que esse processo é facilitado quanto mais jovem o aluno for. Por fim, o processo de aprendizagem da escrita deve ser compreendido como algo que acompanhará toda a vida, passando por aprimoramentos, dos quais o mundo letrado exige, e nós como escritores devemos acompanhá-lo.

 

Referências bibliográficas

SIMONETTI, Amália. O desafio de Alfabetizar e letrar. Fortaleza: Livro Técnico, 2005.

 

MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção Textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola, 2009.

 

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 2009.

 

SCHÜTZ, Ricardo. Vygotsky & Language Acquisition, 2004. Disponível em: . Acesso em: 14 de junho de 2010.

 

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998.

 

TFOUNI, Leda Verdiani. Letramento e alfabetização. São Paulo: Cortez, 1995.

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/linguas-artigos/o-incentivo-cultural-da-fala-na-pratica-da-escrita-como-ensinar-a-escrever-varrer-a-quem-fala-barrer-2910614.html

    Palavras-chave do artigo:

    escrita cultura aprendizagem e educacao

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