O Uso do Vocabulário da Língua Inglesa e a sua Contribuição na Vida Moderna

22/09/2010 • Por • 1,464 Acessos

Este artigo justifica-se pela relevância ao uso de vocabulário da língua inglesa e a sua contribuição na vida moderna, como um veículo transmissor de conhecimento, sendo plausível o seu uso. Segundo Ellis (1997), garante que a motivação é um fator chave no processo ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira. Logo, a motivação é a forca propulsora sendo uma grande aliada nesse processo, uma vez que promove um estudo de linguagem, funciona também como meio de acesso ao conhecimento e favorece o aprendizado da língua inglesa na proporção que possibilita o contato lingüístico explorando o seu uso através de projetos virtuais, via internet e atividades pedagógicas que estimulem os alunos, a compreender o vocabulário e o seu significado, de modo a não apenas decodificar signos lingüísticos.

Segundo Piletti (1999) sobre a importância da motivação para o processo ensino-aprendizagem.

A motivação é um fator da aprendizagem. Sem motivação não há aprendizagem. Pode ocorrer aprendizagem sem professor, sem livro, sem escola e sem uma porção de outros recursos. Mas mesmo que existam todos esses recursos favoráveis, se não houver motivação não haverá aprendizagem (PILETTI, 1999:63).

Contudo, a motivação exerce a funcionalidade de ativar o organismo a realizar uma determinada tarefa, dirigir o comportamento humano a fim de atingir o seu objetivo e estabelece a necessidade de ter uma resposta positiva em relação ao seu esforço.

O motivo é um fator interno que gerencia o comportamento humano. Os motivos que o impulsionam o individuo a aprender podem ser de diversas ordens, como: fatores internos direcionados ao prazer da aquisição do conhecimento  de maneira espontânea e externos voltados ao meio em que o aluno está inserido.Entende-se que é necessário estimular nos alunos a importância do estudo de uma segunda língua como instrumento primordial num processo de ensino-aprendizagem.

Dessa forma, o professor precisa se avaliar sempre sobre as perspectiva dos seus alunos para preparar melhor suas aulas levando em consideração o objetivo em comum da coletividade estudantil. Além disso, é fundamental que ele assuma uma atitude reflexiva mediante os seus procedimentos didáticos, a fim de estimular o interesse à aprendizagem dos seus discentes através da observação das necessidades, da faixa etária, da forma como eles aprendem. Por exemplo, há estudante que conseguem compreender um conteúdo através da visão, ou seja, precisam ver para internalizar, já outros são auditivos, necessitam ouvir, entre outros casos.

Diante disso, ela também é uma língua universal extremamente importante, devido ao seu uso continuo e crescente no mundo globalizado que reflete nas demandas educacionais da contemporaneidade contribuindo para formação profissional do individuo como membro de uma sociedade. O professor pode fazer uma avaliação com o objetivo de verificar o estágio de assimilação dos discentes, adaptando os conteúdos para a realidade da sua sala de aula de acordo com o rendimento de seus alunos e respeitando os diferentes níveis de aprendizagem, tempo e prioridade de cada um.

Porém, é salutar observar que a postura do professor em uma determinada classe não pode ser a mesma em outra, pois, cada uma tem suas próprias metas. As diferenciais sociais, econômicas, culturais e de faixa etária podem além de distingui-los promover etapas e formas diferentes de gerar o estimulo.

Com isso, é notório afirmar que a aprendizagem pode ocorrer através da análise comportamental, pois, ao estimular o aprendiz a refletir sobre a relevância de determinado conteúdo para a sua vida, ou seja, é primordial os alunos sentirem prazer ao estudá-la. A língua inglesa tem um papel imprescindível para a formação mais ampla do indivíduo, por meio da tecnologia e das necessidades que surgem através da internet, já que o alunado ao pesquisar deparar-se com vocabulário inglês dificultando o seu entendimento e é de suma importância conhecê-la.

Brown (2001) argumenta que as recompensas mais poderosas são aquelas que são intrinsecamente motivadas, pois o comportamento surge da necessidade, do querer, do desejo interior do indivíduo, desta forma o próprio comportamento é auto-gratificante e nenhuma gratificação externa é necessária.

Todos estes impulsos se mostrarão fundamentais para o sujeito aprender uma segunda língua, com isso, percebe-se que a motivação vai além do âmbito escolar. Ela rege a vida humana através da necessidade de estimulo para o homem se sentir satisfeito em consolidar a sua eficiência e utilidades para as outras pessoas. No entanto quando esse processo ocorre de maneira inversa termos a desmotivação que influem o baixo rendimento escolar, stress e insatisfação pessoal prejudicando o seu aprendizado.

Há fatores que exercem influência no processo ensino-aprendizagem, como: a idade do indivíduo, a ideologia, a sua cultura, a situação econômica e as capacidades físicas e mentais. Logo, a aprendizagem requer um conjunto de elementos capazes de estimular a construção do conhecimento.

A produção em torno do vocabulário, na maioria das vezes, encaminha-se em três direções distintas. A princípio, volta-se para a grafia das palavras, pois a grafia estando errada torna os obstáculos maiores para que ocorra uma pronúncia correta. Em seguida, leva-a observar como e de que forma esta escrita está sendo empregada e, finalmente, se a mesma segue uma lógica, ou se a sua forma deixa a desejar.

Segundo Hedge (2008, p.112)[1]

In order to understand better the task involved in learning of the vocabulary of the English language we need to took at two aspects. The first concerns the link between meaning and the world to which words refer. The second involves the sense relations that exist among words.

A reflexão que este trabalho visou provocar nos leitores segundo a minha percepção, está relacionada aos problemas no uso do vocabulário, os quais se intensificam na medida em que se transformam em questão social. A exemplo de palavras de origem inglesa que foram aportuguesadas e fazem parte do nosso vocabulário como: stress, cd, mause , catchup,play,drink, site ,game dentre outros .

Para atingir esse objetivo utilizei três princípios: a escolha de temas atuais, dentre eles: o uso do vocabulário da Língua Inglesa, motivação e á importância do inglês na vida moderna.

O presente artigo é também relevante por utilizar a chamada abordagem humanística (Humanistic Approach)[2] em atividades que envolvem a leitura e a escrita . Assim, posso afirmar que o uso do vocabulário da língua inglesa e a compreensão favorecem o aprendizado para o desenvolvimento lingüístico dos aprendizes. A falta de interesse dos alunos dificulta o aprendizado por achar a aula repetitiva e sem atrativo; fazendo exercício de memorização; ausência de contextualização com a realidade do aluno faz com que fiquem desmotivados e não tenha um bom desempenho. Assim, ao invés de preparar o educando para ler, escrever e falar um novo idioma as aulas acabar por assumir uma aparência monótona e sem nenhuma função, mas ao estimular o aprendiz e fazer com que ele reflita sobre a relevância do ensino de uma língua estrangeira para a sua vida, já que, ela é uma ferramenta na forma de agir num panorama globalizado.

No contexto escolar, as atitudes do docente e do discente interferem na construção do saber como: a afetividade de ambos, a variação das atividades pedagógicas planejadas pelo professor e desenvolvidas pelos alunos visando a integração entre ambos. Ao detectar as deficiências o professor deverá usar estratégia para ajudá-lo a compreender e a interagir com vocabulário inglês proporcionando condições para que os mesmos tenham capacidades de entender, o motivo pelo qual criou uma barreira e a interrupção no processo da aprendizagem. Pretende-se, portanto com este artigo, demonstrar que é necessária a participação e a interação dos alunos no sentido de priorizar o uso do vocabulário da língua inglesa. Para tanto, utilizamos estratégias para familiarizar o discente e favorecer-lhe o aprendizado da língua estrangeira na proporção que lhe possibilite o contato lingüístico com a mesma.

A leitura de textos fará com que os discentes tenham acesso às diferentes maneiras de interpretar a realidade do mundo e possibilita novos significados para aproximar os alunos e todos os seres humanos da cultura ou múltiplas culturas.

Conclui-se, que o contato com a segunda língua seja um instrumento para a formação profissional do individuo como membro de uma sociedade em desenvolvimento, uma vez que, ela é primordial para o sucesso. Mostrar ao aluno formas de se comunicar valorizando o conhecimento prévio, utilizando musica e texto em inglês para trabalhar as múltiplas inteligências.

 

 

 

 

 

[1] A tradução é de responsabilidade da autora deste estudo: A fim de entender melhor a tarefa envolvida no aprendizado do vocabulário na língua inglesa precisamos olhar para dois aspectos significativos. O primeiro diz respeito ao vínculo entre o significado e o mundo ao qual se referem às palavras; O segundo envolve as relações de sentido que existem entre as palavras.

 

[2] Humanistic Approach→ Essa abordagem humanística ocorre quando a cultura se amplia. No homem, o advento dessa abordagem reflete no crescimento de um ser leitor. A difusão das notícias se acelera, intensificando o conhecimento da cultura nova porque agora a descoberta do poder humano identifica o novo homem clássico.

REFERENCIAS BIBLIOGRÀFICA

 

 

BARROS, Aidil de Jesus Paes de e Lehfeld, Nide Aparecida de Souza. Projeto de pesquisa: propostas metodológicas. 16. Ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005.

BROWN, D. Principles of Language Learning and Teaching, 4.Ed. [S.l.:]

Person Education Company, 2000.

BROWN, D. Teaching by Principles: An Interactive Approach to Language.2Ed Person Education Company,2001

FARACO, Carlos Alberto (org.). Estrangeirismo guerras em torno das línguas- São Paulo. Parábola Editorial, 2004.

HEDGE, Tricia. Teaching and Learning in the Language Classroom. Oxford University Press, 2008.

 

 

Perfil do Autor

Meire Viana Alves

Graduada em Licenciatura em Letras(Portugês/Inglês) na Faculdade José Augusto Viera (FJAV) Lagarto-Se, professora do Programa Federal " Projovem " Coordenadora do curso profissionalizante  na empresa " Instituto de Desenvolvimento  Profissional " (I D P )