PROPOSTA BILÍNGUE: desafio no contexto educacional da criança surda

Publicado em: 17/07/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 511 |

FTED - FACULDADE DE TECNOLOGIA EQUIPE DARWIN

DEPARTAMENTO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA

PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU EM LIBRAS.

AMANDA MARIA BARTOLOMEU DE SOUZA CARVALHO

PROPOSTA BILÍNGUE: desafio no contexto educacional da criança surda

BRASÍLIA-DF

2011

                         

AMANDA MARIA BARTOLOMEU DE SOUZA CARVALHO

PROPOSTA BILÍNGUE: desafio no contexto educacional da criança surda

 

BRASÍLIA-DF

2011

                         

AMANDA MARIA BARTOLOMEU DE SOUZA CARVALHO

                         

PROPOSTA BILÍNGUE: desafio no contexto educacional da criança surda

Amanda Maria Bartolomeu De Souza Carvalho[1]

RESUMO

A pesquisa teve como corpus a análise da proposta bilíngüe que é trabalhada nas escolas públicas que trabalham com a inclusão dos alunos que possuem necessidades educacionais especiais. O presente estudo tece algumas considerações relevantes que envolvem a teoria bilíngüe na educação do sujeito surdo, levando em consideração que a criança surda que nasce em uma família de pessoas ouvintes, as mesmas crescem sem uma língua constituída de fato e direito. Nestas circunstancias observa-se que sendo a língua majoritária da família falada é inacessível para a criança surda e por sua vez a LIBRAS- Língua Brasileira de Sinais é de fácil acesso a família na maioria das vezes é desconhecida pela mesma ou rejeitada partindo de um olhar ao cenário em que a criança com surdez esta inserida o artigo discute que a proposta bilíngüe contemple os anseios dessas crianças tanto no contexto educacional e social sendo a LIBRAS como a primeira língua, e língua Portuguesa como a segunda na modalidade de escrita como segunda língua partindo deste pressuposto os eixos centrais das discussões esta centralizadas nesta ótica.   

Palavras-chave: Educação, Família, LIBRAS, Surdez e Bilingüismo.

ABSTRACT

The research corpus was examining the proposal is worked in bilingual schools that work with the inclusion of students who have special educational needs. This study presents some relevant considerations that involve the theory in bilingual education of the deaf, considering that the deaf child is born into a family of hearing people, they grow up without a language consisting of fact and law. In these circumstances it is observed that as the majority language family spoken is inaccessible to deaf children and in turn the LB-Brazilian sign language is easy to get the family in most cases is unknown by the same or rejected based on a look the scenario where the child with deafness is inserted, the article argues that the proposal addressing the concerns of these bilingual children in both educational and social context and the LBS as a first language, and Portuguese as a second language in the form of writing as a second language starting this assumption the main axes of this discussion centered on this viewpoint.

                                                   

Keywords: Education, Family, POUNDS, Deafness and binliguismo.

1 Introdução

Segundo o dicionário Aurélio (2000, p.98), "bilingüismo" é "a utilização regular de duas línguas por um indivíduo ou uma realidade, como resultado de um contato lingüístico".

Se o bilingüismo é a unificação de duas línguas pode-se afirmar que a maioria dos surdos que usam a Língua de Sinais e a Língua Portuguesa são considerados, bilíngüe.

De acordo com Grosjean (1996 p.28) aponta para as especificidades das pessoas surdas. Por terem acesso ao mundo pela visão, é a língua de sinais que, por ser visual/espacial, desempenha, para elas, o mesmo papel que a língua portuguesa na modalidade, oral tem para os ouvintes.

Porém vale salientar que o sujeito surdo esta inserido em uma sociedade em que os próprios acabam sendo minoria lingüística pelo fato de que a quantidade de ouvintes na sociedade ultrapassa o quantitativo de indivíduos que possuem perca de audição. Ao fazer referencia a situação bilíngüe dos indivíduos surdos Grosjean (1996 p.32) relata que elas partilham semelhanças e diferenças com as pessoas bilingues ouvintes.

Sobre as semelhanças, o autor relata que, dependendo do grau de perda auditiva, da língua usada na infância, da educação, da ocupação, do meio social, entre outros aspectos, as pessoas surdas bilíngües desenvolvem graus diferentes de competência na língua de sinais e na língua majoritária.

Para Skutnabb-Kangas (1994 p. 42), mesmo para as pessoas surdas, filhas de pais ouvintes, ainda que a língua de sinais não seja a sua língua de origem, geralmente é a língua com a qual elas se identificam. É a língua em que elas têm maior competência e é, também, a língua que mais usam.

Partindo das considerações do autor fica explicito que o individuo surdo irá utilizar a Língua de Sinais durante o decorrer de sua vida, pois esse signo lingüístico é sua forma de comunicação também é o que a comunidade surda utiliza, portanto quando uma criança diagnosticada com surdez ela precisa ter o contato com a LIBRAS o, mas rápido possível para que a mesma adquira uma forma de  comunicação.

As crianças surdas que nascem em uma família de surdos e são usuários da a L.S. aprendem rapidamente a utilizar a língua, pois existe uma inteiração entre a família e a criança além da forma de comunicação os pais repassam para a criança aspectos da cultura surda e conseqüentemente se identifica com a mesma.

Quando essa criança começa ter contato com a escola já possui uma forma de comunicação já podendo aprender a Língua Portuguesa como a segunda Língua na forma escrita. Porém as maiores partes das crianças surdas nascem em famílias ouvintes cujos pais tentam interagir comunicar-se na forma oral o que acaba causando uma comunicação pobre e fragmentada.

De acordo com o Decreto Federal nº 5626, de 22 de dezembro de 2005, garante o direito das crianças surdas terem o acesso ao bilingüismo ,esse documento preconiza que a LIBRAS deve ser ofertada a criança com surdez desde a educação infantil até o ensino superior.

O que se observa que falta competência técnica dos "profissionais" para lidarem com as necessidades especiais no ambiente escolar, portanto esse direito garantindo por lei acaba sendo negligenciado.

2 A FAMÍLIA E O FILHO SURDO

A surdez ou falta do sentido da audição quando diagnosticada em uma família é de difícil aceitação pelos pais que não querem aceitar o desconhecido que os cercam. Geralmente essa atitude negativa esta intimamente ligada a fatores emocionais, econômicos.  

Nunes (1991 p. 38) relatou que a comprovação de uma deficiência de um filho provoca uma situação de crise na família.

Antes do nascimento do filho os pais possuem uma grande expectativa em relação ao novo membro que há de vim à presença de uma criança surda exigira da família cuidados, proteção, desafios e, sobretudo respeito a suas limitações.

Neste aspecto os pais estão em uma posição diferente do que tinham imaginado e estando nesta situação precisam urgentemente torna-se pais de um filho especial no verdadeiro sentido da palavra.

Minuchin (1988, p.18) descreveu que a família é considerada um sistema em constante transformação ou um sistema que se adapta às diferentes exigências das diversas fases do seu Educação, Família, LIBRAS, Surdez e Bilingüismo.

 desenvolvimento.

Essa família inserida no meio social na maioria das vezes acaba enfrentando muitos obstá Educação, Família, LIBRAS, Surdez e Bilingüismo.

culos como: preconceito, discriminação, ignorância por parte daqueles que não possuem conhecimento nem sensibilidade no assunto.

Goldfeld (1997 p.23) e Lacerda (1998, p.11) afirmam que é de grande importância a participação da família no processo de inserção social para a promoção do desenvolvimento da criança surda.

Partin Educação, Família, LIBRAS, Surdez e Bilingüismo.

do deste discurso é notório que a família precisa oferecer uma base de sustentação sólida sem fragmentação para que o desenvolvimento dessa criança possa ocorrem em todos os segmentos de sua vida.

2.1       O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA

É na infância que uma criança desenvolve o seu potencial lingüístico e isso acontece fundamentalmente no seio familiar, através do contato com a mãe, o pai, os irmãos. É preciso que ele interaja com esses elementos e, quando uma criança nasce surda essa interação sofre grandes obstáculos. (ALVES, 2010, p.19)

É através das conversas com os filhos que os pais ensinam-lhes a viver no mundo, os princípios e valores morais e éticos, a religião e tantas outras coisas, aumentando dessa forma, o vocabulário da criança e possibilitando-lhe interagir com outras pessoas.

No contexto da sala de aula, o professor muitas vezes se depara com muitos obstáculos para a efetivação de sua prática.  Ao atuar na rede regular de ensino, para cumprir com os direcionamentos legais preconizados pela Constituição Federal Brasileira de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96, o educador precisa atender conjuntamente alunos ouvintes e alunos surdos.

Enquanto indivíduo ouvinte, o educador tem a interação facilitada com todos os alunos ouvintes, mas precisa também dominar a língua gestual ou libras para que a sua prática não seja um discurso vazio, sem significado e não ser veículo de exclusão social.

Para que o educador seja um mediador de inclusão social de alunos portadores de deficiência auditiva, ele precisa valorizar a língua de sinais, posto que, "os alunos surdos necessitam de condições iguais de desenvolvimento, apesar de que a língua de sinais por si só não tem o poder de resolver todos os problemas que a surdez produz". (GUARINELLO, 2006, p.27)

Agindo de forma engajada, o educador poderá combater a exclusão social.

O educador deve considerar com atenção a valorização dos conteúdos escolares, posto que a forma de o indivíduo pensar vincula-se diretamente às exigências impostas pela sociedade e também como a sociedade se organiza em torno da população e cabe ao educador conduzir o processo ensino aprendizagem levando em consideração os fatores sociais. (GUARINELLO, 2006, p.28) 

Amaral e Coutinho (2002) explicam que:

a criança surda chega à escola com baixo desenvolvimento global tanto para a escrita quanto para a leitura e que apesar dos resultados que lhe são conferidos podem ser classificados como analfabetos funcionais devido ao grande déficit cognitivo que apresentam. Os de pais ouvintes os quais encontram grandes dificuldades para interagir com seus filhos. E a criança surda tem aí toda sua interação prejudicada, vê vários indivíduos interagindo fluentemente, mas não consegue essa mesma interação.

 

Parafraseando Piaget (1991), em relação ao desenvolvimento humano, considera quatro estágios no processo evolutivo: o período sensório-motor (0 a 2 anos; pré-operatório (2 a 7 anos) o período de operações concretas (7 a 11 ou 12 anos) e o período das operações formais (de 11 ou 12 anos em diante).

Para cada uma dessas fases ou períodos, Piaget descreve as habilidades que a criança vai adquirindo e explica como se pode observar o amadurecimento do indivíduo em cada uma dessas fases.

Sobre o período sensório-motor, Piaget apresenta como habilidades os atos reflexos inatos, tal como a sucção, o movimento dos olhos e a linguagem utilizada possibilita à criança a interação social que por sua vez provoca modificações sensíveis no aprendizado da criança. É através da linguagem que a criança adquire a capacidade de fazer representações e atribuir significados ao mundo à sua volta. Nessa fase a criança é extremamente egocêntrica, característica da fase.

No período das operações concretas desaparece o egocentrismo e a criança se torna capaz de estabelecer relações e coordenar pontos de vista diferentes, torna-se capaz de interiorizar ações, ou seja, a criança nessa fase tem habilidade para discernir mentalmente sobre tamanho de objetos somente pela ação da mente, mas ainda não possui capacidade de "reversibilidade", capacidade que será adquirida na etapa subseqüente. O período das operações formais a criança amplia as capacidades já adquiridas, consegue formar conceitos abstratos e realizar operações mentais. Piaget explica que nessa fase o indivíduo atinge sua forma final de equilíbrio, que seu padrão intelectual está pronto, formado e esse padrão persistirá durante a idade adulta.

2.2 A ESCOLA INCLUSIVA NO BRASIL

A educação inclusiva chegou ao Brasil através de dois importantes eventos: a Conferência Mundial de Educação para Todos, realizada no ano de 1990 na Tailândia e a Conferência de Salamanca, realizada em 1994 na Espanha.

Na "Conferência Mundial de Educação para Todos", as discussões foram direcionadas para a necessidade de se implementar políticas educacionais de qualidade e que atendesse maior número de crianças na escola. Nessa conferência também se destacou a necessidade de os serviços educacionais atenderem tanto crianças normais quanto crianças que tivessem necessidades especiais.

Na Conferência de Salamanca, o conceito de educação inclusiva foi debatido

[1] Graduada em Licenciatura Plena em Pedagogia pela Universidade Aberta do Brasil – UAB. Pós-graduada em LIBRAS pela Faculdade de Tecnologia Equipe Darwin.

com maior rigor, sistematicamente, a fim de encontrar a melhor forma de atendimento à clientela portadora de necessidades especiais e que a escola deveria se adequar para atender às especificidades de cada tipo de necessidade especial que o aluno apresentasse.

A Declaração de Salamanca, firmada em 1994, pelos 88 países participantes estabeleceu princípios, ações políticas e práticas na área das necessidades educativas especiais.

A partir da Declaração de Salamanca os países, estados e municípios, passaram a ter metas a serem alcançadas e direcionamentos a serem rigorosamente seguidos a fim de proporcionar as crianças portadoras de tais necessidades, uma educação inclusiva e de qualidade. Da mesma forma, as instituições educacionais e profissionais de educação passaram a ter sua prática direcionada e cada criança, independentemente da necessidade educativa que apresenta deverá estar inserida na escola regular.

 A legislação brasileira, especificamente a Constituição de 1988 e a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 assegura a inclusão do portador de necessidades especiais em salas de ensino regular.

Beyer (2006) relata que o modelo educacional proposto para as classes inclusivas é o de uma educação móvel, dinâmica diferenciada dos modelos até então existentes, atrelada a uma concepção terapêutica. Explica também que, contrariamente, "o educador deverá tratar as diferenças existentes pautando-se exclusivamente nos direcionamentos pedagógicos" e acrescenta que embora a educação inclusiva seja pedagogicamente realizável, o contexto atual do país não permite generalizações e cada proposta de inclusão deve ser considerada em cada local onde ocorre.

2.3       BREVE HISTORICO DA SURDEZ

Durante muito tempo os surdos sofreram para poderem chegar a uma posição de independência e respeito quanto a sua linguagem. Até conquistar essa independência tiveram muitas batalhas a enfrentar, eram tratados, na Grécia, como seres sem raciocínio, pois somente quem possuía o "poder" da linguagem era possuidor de razão e alma (WIKIPÉDIA, 2008).

No processo histórico do indivíduo surdo há vários relatos que os mesmos eram assassinados brutalmente para não correr o risco de uma contaminação em massa de surdez na população.

Matam-se cães quando estão com raiva; exterminam-se touros bravios; cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas para que as demais não sejam contaminadas; matamos os fetos e os recém nascidos monstruosos; se nascerem defeituosos e monstruosos afogamo-los, não devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos as coisas inúteis das saudáveis (SENECA apud WIKIPEDIA, 2008)

Os sujeitos que nasciam com alguma deficiência era vista na sociedade como um castigo divino. Segundo (STROBEL, 2007 p.11) em alguns lugares do mundo, durante a idade média, eles eram tratados indignamente, postos a morte em fogueiras (durante a inquisição) ou apedrejados. Muitos eram mortos ao nascerem e outros, cuja família não tinha coragem, eram escondidos e passavam a vida sem a sociedade saber de sua existência.

Em outros lugares do mundo, como o Egito, os surdos eram tratados como deuses, pois estes serviam de intermediários entre os Faraós e seus deuses. Já a Igreja Católica, não os via como seres de alma imortal, pois acreditavam que para isso ser possível devia proferir os sacramentos exigidos pela igreja. O casamento entre surdos era proibido pela igreja, bem como o recebimento de heranças e outros direitos devidos aos cidadãos normais (STROBEL, 2007 p.15).

Partindo destas linhas de pensamento é possível observar que a história dos surdos é marcada por várias injustiças sociais, em decorrência do individuo ser um cidadão surdo este foi excluído de toda esfera social ,encontrando em seu caminho apenas limitações atribuída a sua própria deficiência.

3. A LIBRAS

Quadros (2008, p.46) explica que a linguagem é uma das características que diferencia o homem dos outros animais e que as pessoas estão acostumadas a associar língua com fala e por isso ao se referir a língua de sinais têm concepções errôneas sobre o assunto e apresenta algumas, as quais transcrevemos em sua íntegra:

a) A língua de sinais seria uma mistura de pantomima e gesticulação concreta, incapaz de expressar conceitos abstratos; b) Haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas; c) Haveria uma falha na organização gramatical da língua de sinais, que seria derivada das línguas de sinais, sendo um pidgin sem estrutura própria, subordinado e inferior às línguas orais; d) A língua de sinais seria um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguísticamente inferior ao sistema de comunicação oral.

Em seguida a autora descreve as características das línguas de sinais que desmistificam todas as concepções apresentadas. O primeiro argumento diz respeito à modalidade apresentada, posto que a língua de sinais diferencia-se da oral por ser essencialmente uma língua visual, ou seja, seu estabelecimento exige a utilização da visão e do espaço.  Essa diferença determina o uso de mecanismos sintáticos diferentes da oral. Outro ponto descrito pela autora é que a Libras é uma língua natural tanto interna quanto externamente e surgiu da necessidade humana de expressar os mais diferentes sentimentos, sendo também repassadas através de gerações de surdos.

Para desmistificar a concepção "a", Quadros (2008, p. 47) afirma que a libras são sistemas abstratos de regras gramaticais próprias das comunidades surdas e, apesar de possuir algumas formas icônicas são muito complexas. O uso das estruturas sintáticas são evidências da complexidade e dos recursos da língua de sinais.  Em relação à concepção "b", a autora caracteriza como "absurda" e argumenta que assim como a língua oral não é universal e cada país possui o seu idioma, com libras isso também ocorre, havendo, portanto, diferenciações entre ASL e a LIBRAS.

A autora considera a língua de sinais expressiva, complexa e com princípios organizacionais e parâmetros que formam a gramática da língua falada, o que desmistifica as concepções "c" e "d".

3.1       PROCESSO EFICAZ DE APRENDIZAGEM

Os direcionamentos da Conferência de Salamanca (1994) preconiza uma educação de qualidade e eficiente, capaz de suprir as necessidades que cada criança, em sua individualidade apresenta.

Para um atendimento global da criança, a Declaração de Salamanca normatiza que sempre que possível, as crianças devem aprender juntas, independente das dificuldades ou diferenças que apresentem, sendo tarefa da escola inclusiva, reconhecer e responder essas diferenças, acomodando os ritmos de aprendizagem, garantindo educação de qualidade a todos através do currículo apropriado.

Beyer (2006, p. 72) afirma que o maior obstáculo que os educadores que atuam em salas de ensino regular ao atender crianças com necessidades especiais enfrentam é resultado de uma formação docente deficitária. O autor pontua que ao atender crianças com necessidades especiais portadores de deficiência mental, o educador deve considerar as características da aprendizagem: o ritmo, os níveis de abstração e os alcances das possíveis aprendizagens e que ao atender alunos com deficiência sensorial (surdez e deficiência visual) deve atentar-se para o fato de que estes, apesar de não ter sua capacidade intelectual comprometida têm limitações que exigem procedimentos específicos. Sendo assim, ao atender deficientes visuais é imprescindível o acesso ao código braile e o uso de material em relevo, enquanto que, ao atender portadores de surdez é também imprescindível o acesso à língua de sinais - LIBRAS.

   Para Beyer (2006, p.72), a proposição de um currículo, seja para classes de ensino regular, seja para alunos com necessidades especiais, é resultante da visão que o educador tem em relação do aluno e de seu mundo.

   A Declaração de Salamanca define em sua "Estrutura de Ação em Educação Especial" que as escolas devem acomodar todas as crianças, independentemente de sua condição, seja ela física, cultural, econômica ou ainda se possui um grau normal de aprendizagem ou se é portadora dei qualquer tipo de necessidade especial. Preconiza também que as escolas deverão educar bem sucedidamente a todas as crianças, incluindo aquelas que apresentam problemas na aprendizagem ou deficiências severas.

Esta declaração aborda os obstáculos que a escola inclusiva tem para promover uma educação de qualidade, eficaz, onde o foco central é a criança, não sujeitando-se a concepções pré-concebidas e acrescentando-se que a pedagogia centrada na criança economiza esforços e recursos e não enfraquece as esperanças.

3.2       BILINGUISMO

O bilingüismo vem ganhando forças não apenas pelo fracasso de ensino e aprendizagem do sujeito surdo, mas por pesquisadores se interessarem pela temática. Moura (2000 p.62) salienta que o Bilingüismo começou a ganhar espaço mundialmente com o movimento do multiculturalismo, a luta de várias minorias pelo direito à sua cultura e contra a subserviência a qual eram submetidas.

Partindo deste discurso a luta dos surdos pela Língua Brasileira de Sinais muitas vezes marginalizada pela sociedade, utilizada na maioria das vezes fora da unidade escolar pelo fato dos profissionais não saberem comunicar-se através da mesma, vem ganhando credibilidade com as pesquisas realizadas por pesquisadores como: Stokoe (1960 p.22) e Wilcox (2005 p.43) aponta o quanto é recente o reconhecimento da Língua de Sinais como língua, que só começa a acontecer por volta de 1960, nos EUA, com os trabalhos de Stokoe, que publicou o primeiro dicionário de Língua Americana de Sinais (ASL).

Estudos gramaticais sobre a ASL apontam reflexões sobre a impossibilidade de utilizar uma língua visual e oral-auditiva ao mesmo tempo, devido às suas diferenças intrínsecas.

 O Brasil reconheceu a Língua Brasileira de Sinais legalmente com a lei de nº10. 436, de 2002 e a mesma foi regulamentada por meio do decreto nº 5.626, em 2005.

Diante do exposto é necessária uma proposta

de ensino voltada para as particularidades do sujeito surdo, coerente com os discursos em torno do ensino e aprendizagem que valorize de fato e direito as potencialidades do individuo com surdez. Vygotsky (1926/1993) salienta que os esforços educacionais devem se centrar no que a criança possui de preservado e, nesse caso, pensar a surdez como propiciadora de desenvolvimento, por meio de uma experiência visual significa dar à criança Surda, reais possibilidades de participação e construção de uma Identidade Positiva.

Segundo Gesueli (2004 p.15), as propostas educacionais bilíngües remetem, cada vez mais, à importância da participação de Surdos no processo educacional. Esse aspecto, já ressaltado por Souza e Goes (1999: p.184), requer a participação do Surdo, mas como profissional valorizado, como sujeito de referência em relação à leitura de mundo construída por meio da Língua de Sinais. As autoras chamam a atenção para a necessidade de mudanças, visto que a presença de Surdos no processo educacional não pode continuar a ser considerada mera facilitadora ao acesso da Língua Portuguesa.

Svartholm (1998, p.43), que traz experiências bem sucedidas de bilingüismo na Suécia, afirma que:

para os Surdos, a língua escrita é percebida e interiorizada totalmente pela visão e não representa um código escrito a ser decifrado. Sua compreensão da língua escrita não se dará pelo auditivo, mas pela mediação entre a Língua de Sinais e a Língua Escrita.

Partindo desta premissa existe a necessidade de uma prática pedagógica que faça a diferença no contexto escolar do individuo surdo que aponte novos horizontes em que possa contribuir para uma formação acadêmica sólida de forma autônoma, sem deficiência no processo de ensino e aprendizagem que favoreça a aquisição da Língua Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

 Pensar em uma sociedade justa e igualitária a pensar nas diferenças, pois a sociedade é um conjunto de pessoas heterogêneas por isso é fundamental respeitar as diferenças que outros apresentam sejam elas condições físicas ou outras.

Pensar em um sujeito surdo inserido em uma sociedade cuja maioria são pessoas ouvintes é considerar o mesmo minoria lingüística, analisando por essa ótica até seja, mas não pode-se esquecer que  educação é direito de todos independente de suas limitações e que escolas boas não soa boas apenas para alunos ouvintes ou que não apresentam nenhum tipo de limitações,escola boa é excelente para todos.

Por isso é fundamental oferecer para o individuo surdo as mesmas ferramentas de aprendizagem do aluno ouvinte levando em consideração a sua deficiência, propiciando uma formação acadêmica de qualidade, visando à inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho e na sociedade favorecendo condições para os mesmos exercerem plenamente sua cidadania.

Em suma o trabalho faz relevância ao fato de que o aluno surdo adquira a Língua Portuguesa em sua modalidade escrita, pois é de fato uma ferramenta importante para sua inclusão na sociedade esse pensamento contribui para um ensino bilíngüe tendo em vista que a LIBRAS já é reconhecida como a primeira Língua da comunidade surda e que através de ambas os surdos e ouvintes possam adquirir trocas de conhecimentos de forma mais competente e sistemática com indivíduos Surdos ou não.

REFERÊNCIAS

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WIKIPÉDIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Apresenta conteúdo enciclopédico. Disponível:http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=História_dos_Surdos&oldid=12541674.  Acesso em: 22 de maio de 2011.

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/linguas-artigos/proposta-bilingue-desafio-no-contexto-educacional-da-crianca-surda-6060799.html

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    familia

    ,

    libras

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    Por: JOSÉ CLÉCIO SILVA DE SOUZAl Educação> Línguasl 13/06/2012 lAcessos: 375
    Elisangela de Jesus

    Esta pesquisa foi realizada pela necessidade do mundo atual de alfabetização dos deficientes auditivos para uma melhor comunicação com a sociedade ouvinte, de forma, a garantir a socialização e a preparação para a vida profissional. Diante da evidencia que o problema da alfabetização de alunos surdos na escola existe e que os educadores não sabem como agir com essa dificuldade, considera-se importante que exista um estudo que mostre como trabalhar com alunos portadores de deficiência auditiva.

    Por: Elisangela de Jesusl Educação> Educação Infantill 22/06/2011 lAcessos: 7,076
    Fábia Utsch

    No presente estudo tratei da inclusão apresentando o significado da palavra e trouxe o termo para a educação: escola e educação inclusiva. O termo inclusão se aplica em diversas situações e um cuidado especial precisa ser tomado para dar verdadeiro sentido à palavra na educação, pois se trata de aplicar o termo com pessoas. A partir dessa compreensão apresento algumas orientações para a inclusão na educação infantil.

    Por: Fábia Utschl Educação> Educação Infantill 28/11/2012 lAcessos: 132

    A educação inclusiva não pode ocorrer sem a utilização de recursos didáticos-pedagógicos necessários a adaptação dos educandos com deficiência nas salas de aula, para tanto é de extrema importância o trabalho conjunto entre o profissional das salas de recursos e o professor da sala de aula comum. A escola, por outro lado, deve permitir a acessibilidade necessária para que o aluno com deficiência possa ter segurança e conforto durante a realização das atividades nos espaços pedagógicos.

    Por: Micheline Banhosl Educaçãol 30/11/2010 lAcessos: 1,626

    Dalva Aparecida Lira de Araújo RESUMO: O presente artigo tem por objetivo conhecer os métodos usados pelos professores que atuam nas escolas inclusivas de ensino fundamental e que trabalham com crianças com deficiência auditiva e nunca freqüentaram um curso de libras (Língua Brasileira de Sinais). Trata-se de um estudo bibliográfico onde se conclui que a Libras ainda seja um tabu para muitos professores que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-la dentro da unidade escolar em que atua.

    Por: Dalva Aparecida Lira de Araújol Educação> Ensino Superiorl 21/09/2010 lAcessos: 1,123

    Assim como no Brasil, existem gírias também nos países hispanofalantes, estas gírias, identificam a cada cultura e povo por isso podemos dizer que existem tantas gírias como grupos sociais. Vamos conhecer algumas das que são mais faladas caso você queira viajar a um destes países e se sentir como local. No Brasil, as pessoas gostam de usar a palavra "legal" para descrever coisas ou pessoas que são boas, interessantes ou divertidas , mas como se diria "legal" em outros países?

    Por: MariaSl Educação> Línguasl 17/10/2014

    Existem muitas maneiras de aprender idiomas estrangeiros. Na Internet você pode encontrar dezenas de propagandas de escolas de idiomas tentando te convencer que só elas sabem o método eficiente de ensinar uma língua. Nos blogs e fóruns você pode ler dicas que deveriam fazer com que você vire fluente em algum idioma em poucos meses. Mas o que realmente funciona? Os anos de experiência no ensino de idiomas que possuem os nossos professores comprovam que as 7 dicas que seguem funcionam de verdade!

    Por: MariaSl Educação> Línguasl 15/10/2014
    Edjar Dias de Vasconcelos

    Como entender o livro fundamental de Bobbio: Democracia a Liberalismo econômico. A primeira acepção a ser entendida, o Estado atual surgiu heuristicamente da necessidade de limitar o poder e, do mesmo modo, a estrutura do domínio do Estado Político.

    Por: Edjar Dias de Vasconcelosl Educação> Línguasl 13/10/2014 lAcessos: 17

    O presente artigo foi desenvolvido para apresentar uma proposta de atividade para o ensino da língua inglesa em uma turma de 5° série de jovens e adultos (EJA). Será mostrada, em forma de experiência, como os alunos em diversas idades do EJA acolhem tal proposta, visto que o ensino de língua inglesa, geralmente, é visto por esses alunos como uma "cobrança" curricular. Utilizou- se para dar suporte teórico ao nosso trabalho, as pesquisas/textos desenvolvidos pelos autores - SCHüTZ(2007), RICHARDS

    Por: Thayane Maytchele Verissimol Educação> Línguasl 11/10/2014
    Zilda Ap. S. Guerrero

    O presente trabalho prima em oferecer o prazer da leitura, segundo o estilo leitor, a reflexão e discussão sobre o que os estudantes precisam aprender, sobre a importância dos gêneros textuais existentes no universo cultural em material impresso ou midiático. Oferecer-lhes autonomia e confiança em produção de argumentações com propriedade discursiva.

    Por: Zilda Ap. S. Guerrerol Educação> Línguasl 10/10/2014

    RESUMO O Presente artigo tem como objetivo mostrar que a Interação verbal acontece a qualquer tempo, não apenas nos diálogos face a face, ou seja, não apenas com palavras propriamente ditas, mas também através de gestos, para isso, falar-se-á um pouco sobre Dialogismo, Polifonia e Heterogeneidade, que estão presentes na interação verbal, a fim de entender melhor o tema acima mencionado, que a propósito encontra-se no livro "Marxismo e Filosofia da Linguagem" escrito por Mikail Bakhtin.

    Por: Fernandal Educação> Línguasl 08/10/2014

    1- Estabeleça metas alcançáveis Não adianta querer ficar fluente em italiano em 1 mês se você tem 2 horas de aula de italiano por semana. Estabeleça uma meta que possa alcançar, como obter um nível básico de italiano em 1 mês, e depois vá aumentando, assim você não ficará frustrado e se desmotivará já no primeiro mês de aulas de italiano.

    Por: MariaSl Educação> Línguasl 07/10/2014

    A motivação em sala de aula faz-se necessária, pois é imprescindível ao professor estar à procura de situações que motivem seus alunos, esforçando-se para que não desanimem. Este artigo apresenta os tipos de motivação, fazendo uma diferenciação entre eles. Em seguida, dá-se um enfoque à motivação em sala de aula, falando das dificuldades dos docentes no desenvolvimento de seu trabalho e indicando algumas formas de atuação que poderão ser adotadas pelos professores.

    Por: Fernandal Educação> Línguasl 07/10/2014
    Amanda Mª B. de S. Carvalho

    . Ao termino desse trabalho pode-se confirmar as hipóteses levantas e solucionar a problemática apresentada sendo assim a criança com síndrome tem somente um ritmo de aprendizagem mais lento, cujas etapas precisam ser respeitadas. Inteligência, memória e capacidade de aprender podem ser desenvolvidas com estímulos adequados

    Por: Amanda Mª B. de S. Carvalhol Educação> Educação Infantill 17/07/2012 lAcessos: 504
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