A língua portuguesa e sua história

Publicado em: 10/02/2012 |Comentário: 0 | Acessos: 109 |

A língua portuguesa e sua história

O Indo-europeu

Antes de falarmos da língua portuguesa propriamente dita, falaremos um pouco do indo-europeu.

O indo-europeu não é uma língua, como podemos dizer, atestada, pois não existe nenhum documento escrito que prove que ele tenha existido.

Assim, o indo-europeu dos linguistas é uma língua reconstituída da comparação de línguas realmente atestadas. São elas:

Mathir (velho irlandês – língua céltica)

Mothar (gótico)

Mother (língua inglesa moderna)

Mater (latim)

Mãe (língua portuguesa moderna

A língua portuguesa origina-se do latim, língua falada pelos romanos – povo ao qual invadiu a península ibérica no Século III a.C. Nesta época, povos como os fenícios e gregos ali habitavam.

Saussure

"A linguagem humana é uma abstração, uma capacidade: ela consiste na capacidade que o homem tem de comunicar-se com seus semelhantes através de signos verbais. A linguagem abrange, por isso, fatores físicos, fisiológicos e psíquicos (...). É um sistema de signos expressivos de ideias".

Desde Aristóteles (384 -322 a.C.) já se preocupava com a problemática da comunicação.

- a busca de todos os meios possíveis de comunicação implica a pessoa que fala (QUEM);

- o discurso que se pronuncia (O QUÊ);

- a pessoa que escuta (QUEM).

Outros teóricos modernos, também, preocupavam-se com tal problemática: Bülher (1934); Jakobson (1961); Dell Hynes (1968); John Lyons (1977); Brown e Yule (1983).

A linguagem é uma capacidade totalmente humana, fruto da elaboração de um pensamento lógico.

O que é a língua?

Um conjunto de signos e formas de combina-los pelos membros de uma comunidade.

E o que é signo?

É um elemento representativo; no caso do signo linguístico, é a união (a soma) de um significado a um significante. Por conseguinte, todo signo linguístico é uma palavra.

Assim temos:

Significado: ideia, conteúdo.

Significante (palavra): forma/imagem acústica

Distinção entre língua e fala

 

O homem, enquanto ser social, sente a necessidade de comunicar-se, isto é, de estabelecer relações com o mundo social em que vive. A língua (oral ou escrita) é o instrumento fundamental de comunicação. É através da língua que o ser humano exprime o que pensa, sente, o que quer. Embora se possa comunicar através de códigos não-verbais, a língua proporciona aos que dela se servem inúmeras possibilidades de transmissão e de interpretação de pensamento.

Mas para se comunicar através da palavra é preciso conhecer uma língua. Faz-se necessário distinguirmos bem, agora, duas realidades: língua e fala.

Língua: é o conjunto dos sons, das palavras possíveis que se podem associar segundo determinadas regras.

 

Fala: tem um caráter individual, particular, varia de pessoa para pessoa segundo o seu grau de cultura, a sua religião, a profissão, etc.

 

Assim, notamos que a língua é mais geral, constituindo-se num sistema abstrato e coletivo – sendo uma consequência da evolução da linguagem (A linguagem é uma capacidade totalmente humana, fruto da elaboração de um pensamento lógico). Já a fala é mais individual, aberto a criatividade e ao desenvolvimento da liberdade de compreensão e expressão, ou seja, é a realização concreta da língua pelo sujeito falante.

Origem

Ibérica

Céltica

Fenícia

Grega

barro, baía , bezerro, balsa, cama, esquerdo, garra, manto, sapo

bico, cabana, caminho, camisa, carro, cerveja, gato, gordo, lança, légua, peça, touca

Barca, mapa,

saco

Bolsa, cara, corda, calma, caixa, ermo, governar, golfo, órgão

O internetês é a linguagem utilizada no meio virtual, mais precisamente nas salas de bate papo como Orkut, Messenger, blogs e outros. Como foi se tornando uma prática na vida de todos, assim, as pessoas que utilizam esses serviços passaram a abreviar as palavras de forma que essas tornaram-se uma configuração padronizada. 
É uma prática comum entre os adolescentes que, acostumados com a rapidez do mundo dos instantâneos e dos descartáveis, utilizam como meio de agilizar e dinamizar as conversas. Como se não bastasse, criaram os bichinhos e palavras que piscam o tempo todo, chamados gifs, para os bate-papos tornarem-se mais atrativos.


Figuras virtuais que caracterizam expressões

Porém, para a linguagem escrita, essa não é uma prática vantajosa. Além dos jovens terem pouco contato com o mundo dos livros, justamente por estarem mais ligados às novidades virtuais, vão perdendo as formas padrões da ortografia, que podem ficar comprometidas pela falta de contato com a grafia correta.

As escolas devem trabalhar muito quanto a esse aspecto, pois não podemos permitir que a escrita correta das línguas sejam destruídas diante das banalidades virtuais.

As famílias também devem colocar limites para os jovens, estimulando os mesmos a outras práticas de diversão, bem como estimulando-os à leitura de livros e revistas, adequados à idade dos mesmos.

Quando a criança ou o adolescente convivem com exemplos dos pais, dentro de casa, eles não resistem à leitura, e sabemos que este é um fator que enriquece o vocabulário, oportuniza o aprendizado da gramática bem como da ortografia, além dos prazeres proporcionados pela leitura.

A existência de algumas expressões fica registrada da seguinte forma: :D é uma risada, B) são óculos escuros, :( significa triste, :* é o beijo, :x caracteriza boca fechada, dentre várias outras.

Algumas palavras foram abreviadas de forma incorreta, comprometendo a ortografia como vc – você, blz – beleza, naum – não, cmg – comigo, neh – não é ou né, kd – cadê, etc.


Flw – falou, blza – beleza, kdê - cadê

Dessa forma tão esdrúxula de se escrever, costumamos nos deparar com textos escritos totalmente errados, que chocam as pessoas que preservam a forma padrão da escrita. A frase a seguir, encontrada na internet, é um exemplo disso: "naum eskreva feitu retardadu na net pq tem jenti lendu o q vc escrevi".

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    a lingua portuguesa e sua historia

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    Profª Bia Senday

    A língua portuguesa origina-se do latim, língua falada pelos romanos – povo ao qual invadiu a península ibérica no Século III a.C. Nesta época, povos como os fenícios e gregos ali habitavam. No século V d.C., povos germânicos (suevos, vândalos, alanos e visigodos) invadiram a Península Ibérica. Os visigodos passaram a dominar a região. Por fim, eles abandonaram sua língua e a adotaram o latim. No século VIII, a Península Ibérica sofreu a invasão dos árabes, ao qual dominaram-na por 700 anos.

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    Por: Antonio Paiva Rodriguesl Literatural 03/10/2014 lAcessos: 20
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    Profª Bia Senday

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    Profª Bia Senday

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