Análise da obra "O Primo Basílio", de Eça de Queirós

Publicado em: 22/06/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 1,002 |

            O trabalho realizado procura analisar a criação literária de Eça de Queirós no romance O Primo Basílio, principalmente no que diz respeito a critica demolidora a sociedade da época. Pode-se dizer que o autor ataca diretamente uma das instituições mais preservadas e respeitadas na sociedade lisboeta: o casamento e a família. Com isso, mostra de maneira detalhada a personalidade e as características de cada personagem envolvido no enredo. Portanto, é uma obra rica em descrições psicológicas, levando o leitor a refletir sobre a futilidade, a ambição, a ingenuidade e a astúcia da pequena burguesia de Lisboa.

Um lar burguês aparentemente feliz e perfeito

            O lar burguês aparentemente feliz e perfeito é o principal alvo da narrativa do romance apresentado. O autor narra de forma notável uma história sobre o adultério, na classe média de Lisboa. Para isso, utiliza a ferramenta realística dos detalhes minuciosos que consegue fazer com que personagens planas possam ser nitidamente identificadas dentro do contexto da época. Assim, o autor constrói uma consistência psicológica que revela as personagens de fora para dentro, característica bem típica do Realismo. O leitor reconhece cada personagem pela maneira de falar, pelo comportamento, pela opinião e pelos lugares onde vivem. A exemplo disso, para descrever Basílio recorre até aos pensamentos da personagem, "... alto, delgado, um ar fidalgo, o pequenino bigode preto levantado, o olhar atrevido..." ( QUEIRÓS, Eça, 2002, pag.09)

            No trecho a seguir podemos comprovar essa descrição:

 

... E confiando a barba curta e fina, muito frisada, os seus olhos iam-se demorando, com uma ternura, naqueles móveis íntimos... Fisicamente Jorge nunca se parecia com ela. Fora sempre robusto, de hábitos viris. Tinha os dentes admiráveis de seu pai, os seus ombros fortes. De sua mãe herdara a palidez, o gênio manso... (Eça, 2002, pág. 05)

 

            Dentro do contexto, em cada capítulo há sempre cenas e falas que caracterizam a época, com uma perfeição que comprova o perfeccionismo do autor em reescrever os capítulos mais vezes. Alguns capítulos levam o leitor a reler várias vezes, pois é tamanha a autenticidade da descrição dos objetos, pessoas e lugares.

            A par disso, o enredo apresenta um narrador onisciente, que não consegue distanciar-se por completo de suas personagens, o qual trabalha com a terceira pessoa, em um discurso indireto sem pronunciar julgamentos. O autor descreve detalhadamente os objetos, o vestuário, colocando o leitor dentro da cena de uma maneira realista. Em cada personagem existe uma crítica viva de tudo que há na sociedade burguesa e até na sociedade descrita dos empregados.

            Portanto, a superficialidade das personagens e o tema adultério foram peças fundamentais para incitar ao público da época, sendo que a era do objetivismo e comprovações científicas estão evidentes na obra. Isso ocorre através de Jorge, marido de Luísa, que era a favor da ciência, pois era um engenheiro de minas, conforme o livro:

 

Era engenheiro de minas, no dia seguinte devia partir para Beja, para Évora, mais para o sul até São Domingos: e aquela jornada, em julho contrariava-o como uma interrupção, afligia-o como uma injustiça... Tinha estado até então no ministério, em comissão. (Eça, 2002, pág. 04)

 

                Dentro da obra apresentada podemos observar claramente as características de cada personagem. Assim, inicia-se uma análise sobre o romance de Eça de Queirós, abordando os aspectos característicos de cada participante desse enredo.

            Diante disso, temos a personagem Luísa, que representa a jovem romântica, inconseqüente nas suas atitudes, a adúltera e, no final, arrependida. Contudo, não se vê consistência psicológica nas atitudes tomadas por ela, que é tomada pelo medo e não pelo amoroso. Luísa trai seu marido arrastada pelas circunstâncias, como se fosse um joguete nas mãos do destino, como se não tivesse domínio sobre si mesma. O mestre Machado de Assis chegou a recolocar, de forma irônica, a tese defendida por Eça em sua obra: diz que a boa escolha de criados é uma condição de paz no adultério. Em princípio, Luísa, Basílio e Jorge são as peças do questionamento do casamento, através do adultério e constituem-se nas principais personagens da história.

            Assim, analisando-os, começamos por encontrar uma Luísa frágil, incapaz de agir e refletir, o que é atribuído, no decorrer da obra, de forma absolutamente naturalista. A protagonista vive em busca de uma vida perfeita como a que lê nos romances, com um temperamento romântico e sonhador alimentado pelas leituras, e que por muitas vezes a deixa ociosa com sua vida. Nota-se em Luísa, de um lado, a crítica realista à sentimentalidade romântica. Por outro lado, surge certo esvaziamento psicológico, do qual brota um caráter que é colocado como móbil, inconsciente e cheio de desejos reprimidos.

            No entanto, reaparece Basílio, transformando o mundo pacato de Luísa. O primo é mais um tipo, que propriamente uma pessoa, como ocorre com Luísa e a maioria das personagens. Ele mostra a sua irresponsabilidade, o cinismo, a mania de grandeza, de ser superior a tudo e a todos, mantendo uma relação de uso com as mulheres e com o país. Considerado por muitos como um janota, um homem desclassificado que não apresenta nenhum traço de compaixão pelo sofrimento da sua amante, já que o que deseja é apenas e tão somente uma aventura passageira. Basílio procurava imitar um estilo de vida aristocrático e decadente, preocupando-se apenas em andar bem vestido e arrumado, assim, seduzindo as mulheres.

            Do lado oposto temos Jorge, que é marcado por uma personalidade pacata, pois é manso, dividindo-se entre seu papel de homem casado e de engenheiro, diante da sociedade, e aquilo que sente de verdade, no fundo de si mesmo. Isso justifica sua truculência radical ao exprimir sua primeira opinião sobre o adultério, sua aversão à vida desregrada que Leopoldina levava, sua cobrança em relação à carta de Basílio, apesar de Luísa se encontrar extremamente adoentada. Por outro lado, ele muda de opinião e perdoa Luísa, devido ao desespero, pois não deseja vê-la partir dessa vida.  Portanto pode-se dizer que Jorge era um marido dedicado, um homem prático e simples, que contrasta com a personalidade mundana e sedutora de Basílio.

            Assim, essas personagens típicas da média burguesia lisboeta somam-se a algumas personagens secundárias. O Conselheiro Acácio, antigo amigo do pai de Jorge, Acácio é o arquétipo do sujeito que só diz obviedades. Pudico, formal em qualquer atitude, rejeita friamente as investidas de Dona Felicidade. Diz a todos que "as neves da fronte acabam por cair no coração". No entanto, vive um romance secreto com a sua criada. Caracteriza-se, de acordo com Eça, pelo formalismo oficial e representa o convencionalismo bem-sucedido, o vazio ou vacuidade premiada, na exata proporção em que carrega, além do título de Conselheiro, obtido por uma carta régia, também a nomeação de Cavaleiro da Ordem de São Tiago, justamente por todas as obras sem utilidade e supérfluas escritas por ele. Como a Descrição das principais cidades do reino e seus estabelecimentos. Já Dona Felicidade, amiga de Luísa, cinquentona, perdidamente apaixonada pelo Conselheiro, é a imagem de beatice boba, com seu temperamento irritadiço. Nas palavras do próprio Eça, essa personagem simbolizava: "a beatice parva de temperamento excitado". Ernestinho retrata o azedume do descontentamento. Julião Zuzarte, parente distante de Jorge, e amigo íntimo da casa, assim como Juliana, representa o descontentamento e o tédio com a profissão. Estudava desesperadamente medicina, na esperança de conseguir uma clientela rica. Andando sempre sujo e desarrumado, Julião era invejoso e azedo.

            Por outro lado, temos Sebastião, personagem simpático, que permanece fiel a Jorge e ao mesmo tempo ajuda Luísa. Pode-se dizer que essa personagem é a única que não apresenta nenhuma crítica à sociedade lisboeta. Já o Senhor Paula, vizinho de Jorge, junto com a carvoeira e a estanqueira, passa o dia bisbilhotando quem entra e quem sai da casa do engenheiro. O surgimento de Basílio acaba se transformando num espetáculo para eles. Também temos o Visconde Reinaldo, amigo de Basílio, era, como este, um dândi. Desprezava Portugal, representando o pensamento aristocrático, o desprezo pelos valores burgueses, como a família e a virtude. Também temos Leopoldina, amiga de Luísa, casada e adúltera. Sempre em busca de novos prazeres e novos amantes, tem uma má reputação, e é uma possível influência para o comportamento de Luísa. E finalmente a maldosa Juliana, a personagem mais completa e acabada da obra, tem sido vista como o símbolo da amargura e do tédio em relação à profissão e a própria vida. Feia, virgem, solteirona e bastarda, é inconformada com sua situação, e por isso, odeia tudo e a todos, principalmente seus patrões. Não se detendo diante de qualquer sentimento de fundo moral.

            Dentro desse contexto, pode-se dizer que Luísa e Jorge levavam uma vida aparentemente feliz e admirada por todos. Eles protagonizam o típico casal burguês da classe média lisboeta, sendo que eram constantemente visitados pelos amigos íntimos. O autor logo no início do romance relata as reuniões que sempre aconteciam na casa de Jorge, com o propósito de apresentar as personagens secundárias.

            O trecho abaixo comprova o episódio rotineiro de todo domingo:

 

Aos domingos à noite, havia na casa de Jorge uma pequena reunião, uma cavaqueira na sala, ao redor do velho candeeiro de porcelana cor-de-rosa. Vinham apenas os íntimos. O "Engenheiro", como se dizia na rua, vivia muito ao seu canto. Sem visitas... O primeiro a chegar era Julião Zuzarte... (Eça, 2002, pág. 21)

           

            Diante do exposto, a felicidade de Luísa passa a ser ameaçada quando Jorge anuncia sua viagem de trabalho para o Alantejo. Após a partida de seu esposo, ela fica enfadada, sem ter o que fazer, no marasmo e na melancolia pela ausência do seu marido. E foi exatamente nesse meio tempo, que o primo Basílio chega do exterior, encantando Luísa com suas palavras, com sua sedução e com a intenção de conquistá-la. Assim, relata suas aventuras, conta dos lugares por onde passou e critica a prima o tempo todo, desfazendo da vida que ela leva e da maneira com que se veste.

            Para encantar Luísa, Basílio fala de Paris, dizendo que tudo lá é mais bonito e elegante, desfazendo de Portugal. Chega a influenciar a prima no seu modo de vestir e de comportar. Diante de tantos encontros e seduções, Luísa que já era contaminada pelas histórias em folhetins românticos, se sente cada vez mais tentada em ser como aquelas mulheres fictícias. Até recebia influência de sua amiga do tempo de solteira, Leopoldina, que apesar de casada dormia em cama separada, e tinha vários amantes sem nada esconder. Ela descrevia seus encontros com detalhes que aguçavam a imaginação de Luísa.

            Portanto, Eça faz questão de retratar várias classes sociais com o mesmo comportamento diante do adultério. Tudo fica claro pela construção do superficial, seja nas personagens, seja nas situações e lugares.

            Dentro desse contexto, Basílio torna-se amante de Luísa, arrumando um lugar para que pudessem desfrutar dos prazeres do adultério. A partir de então, a esposa recatada, torna-se a amante do seu próprio primo, indo vê-lo diariamente, esquecendo dos compromissos do seu lar, para viver aquele grande romance. Outro aspecto observado é o relato minucioso que Eça faz ao descrever o local de encontro do casal de amantes, pois era um lugar que além de pobre, era sujo e usado por muitas pessoas. Até o choro de uma criança, chega a incomodar os ouvidos do leitor. Essa descrição minuciosa leva o leitor a imaginar claramente a condição miserável daquele ambiente.     Segundo as palavras do autor:

A carruagem parou ao pé de uma casa amarelada, com uma portinha pequena. Logo à entrada um cheiro mole e salobre enojou-a. A escada de degraus gastos subia ingrememente, apertada entre paredes onde a cal caía, e a umidade fizera nódoas...E por trás duma portinha, ao lado, sentia-se o ranger dum berço, o chorar duma criança. (Eça, 2002, pág. 214)

 

            No entanto, os encantos de Basílio, seus beijos, e as sua fala sedutora, envolvem Luísa que se deixa levar mesmo que aquele lugar lhe causasse nojo. Assim, os encontros tornam-se rotina e mesmo por muitas vezes havendo desencontros, Basílio consegue tudo superar e trazer novamente Luísa para seus braços.

            Assim, a partir do início desse romance, dos encontros, desconfianças e de muitos olhos observadores, surge com muita força e determinação a personagem Juliana, a qual inferniza a vida de Luísa com chantagens, ameaças e muito cinismo. A empregada se apodera das cartas que a patroa escrevia para o amante, assim, tendo-a em suas mãos. O autor deixa bem claro a personalidade forte e determinada de Juliana no trecho que segue:

A senhora diz bem, sou uma ladra, é verdade; apanhei a carta no cisco; tirei as outras do gavetão... Tenho sofrido muito, estou farta! Vá buscar o dinheiro onde quizer... A senhora bem sabe que se eu guardei as cartas para alguma coisa era... (Eça, 2002, pág. 190)

 

            A par disso, pode-se dizer que o autor faz uma crítica a escravidão e a revolta dos criados da época, pois viviam num ambiente de exploração, aproveitando uma oportunidade para se vingar da sua senhora. Assim, Juliana é considerada uma das principais personagens da narrativa.

           

            Dentro desse contexto, Luísa passa a ser chantageada por Juliana, até que seu esposo retorna da viagem. No início não percebeu nada, mas após observar o comportamento estranho de Luísa, começa a questioná-la. Em seguida a evidência da traição o faz entrar em desespero, porém o amor que sentia era mais forte, perdoando-a pelo adultério cometido.

            Assim, depois de muito sofrimento, a empregada morre. No entanto, Luísa não consegue conviver com o arrependimento de destruir seu casamento e de ter acreditado nas juras de amor de Basílio, adoece e acaba morrendo pela condenação da sua própria consciência.

Considerações finais

            Eça de Queirós mostrou nessa obra uma riqueza na construção dos detalhes. Em cada personagem demonstrou as características da época, levando o leitor a refletir sobre as criticas que são construídas a partir do desenrolar da história. Com personagens despidos de virtude, situações dramáticas geradas a partir de sentimentos fúteis e mesquinharias e atacando os interesses da sociedade de Lisboa.

            Portanto, todo o enredo e suas personagens são perfeitamente escolhidos e trabalhados, inovando a criação literária da época e descrevendo a história de tal forma que consegue colocar o leitor dentro do enredo apresentado.

 

Referências Bibliográficas

 

QUEIRÓS, Eça de. O Primo Basílio. São Paulo: Martin Claret, 2002.

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/literatura-artigos/analise-da-obra-o-primo-basilio-de-eca-de-queiros-4937031.html

    Palavras-chave do artigo:

    adulterio

    ,

    burguesia

    ,

    familia

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