AVLIAÇÃO OU VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM

11/11/2010 • Por • 4,603 Acessos

INTRDUÇÃO

            A avaliação, diferentemente da verificação, envolve um ato que ultrapassa a obtenção de configuração do objeto, exigindo decisão do que fazer ante ou com ele. A verificação é uma ação que "congela" o objeto; a avaliação, por sua vez, direciona o objeto numa trilha dinâmica de ação.Raramente, só em situações reduzidas e específicas, encontramos professores que fogem a esse padrão usual, fazendo da aferição da aprendizagem um efetivo ato de avaliação. Para estes raros professores, a aferição da aprendizagem manifesta-se como um processo de compreensão dos avanços, limites e dificuldades que os educandos estão encontrando para atingir os objetivos do curso, disciplina ou atividade da qual estão participando. A avaliação é, neste contexto, um excelente mecanismo subsidiário da condução da ação.A partir dessas observações, podemos dizer que a prática educacional brasileira opera na quase totalidade das vezes, como verificação. Diante do fato de que, no movimento real da aferição da aprendizagem escolar, nos deparamos com a prática escolar da verificação e não da avaliação, e tendo ciência de que o exercício efetivo da avaliação seria mais significativo para a construção dos resultados da aprendizagem do educando, propomos, neste segmento do texto, algumas indicações que poderão ser estudadas e discutidas na perspectiva de gerar alguns encaminhamentos para a melhor forma de condução possível do ensino escolar.Assim, o objetivo primeiro da aferição do aproveitamento escolar não será a aprovação ou reprovação do educando, mas o direcionamento da aprendizagem e seu conseqüente desenvolvimento.

           

            Segundo RODRIGUES (1983, p. 20):

 

"(...) Carecemos reconhecer que o ensino escolar tem por função a socialização do saber produzido pela humanidade. A escola foi inventada para isso (..) a educação escolar tem uma função histórica. Ela tem que cumprira função de socializar o saber-produzido, de transmitir a cultura produzida e de criar as condições intelectuais, morais, sociais para que as pessoas possam, de posse desta cultura, produzir uma nova cultura, um novo saber, uma nova ciência, urna nova capacidade profissional".

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

            De fato, o ideal seria a inexistência do sistema de notas. A aprovação ou reprovação do educando deveria dar-se pela efetiva aprendizagem dos conhecimentos mínimos necessários, com o conseqüente desenvolvimento de habilidades, hábitos e convicções.

            Entretanto, diante da intensa utilização de notas e conceitos na prática escolar e da própria legislação educacional que determina o uso de uma forma de registro dos resultados da aprendizagem, não há como, de imediato, eliminar as notas e conceitos da vida escolar.

 

BIBLIOGRAFIA

 

RODRIGUES, N. A supervisão na escola no contexto de uma política educacional. In: ENCONTRO NACIONAL DE SUPERVISORES EDUCACIONAIS, 6.Belém, ASEI, 1983.

Perfil do Autor

edileuza

Professora licenciada em letras atualmente trabalho numa Escola Estadual e adoro o que faço