Júlia E A Quebra Do Paradigma Feminino No Início Do Século Xx: Um Olhar Sobre Um Manicaca De Abdias Neves

Publicado em: 26/10/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 996 |

O início do século XX foi marcado pelos avanços em diversas áreas do conhecimento e da vida cotidiana das pessoas. Passou-se a ter auxilio de um número maior de instrumentais técnicos e maquinários que facilitavam a vida do homem e encurtavam distâncias. Foi uma época marcada pelo racionalismo, pelo cientificismo e pelo começo de questionamentos tais como a origem da vida: de onde viemos? e para onde vamos?. As teorias darwinistas estavam no auge das incompreensões do povo e a religião já não mais respondia a tudo. Foi neste palco de inovações e de contexto social um tanto alvoroçado pela Idade Moderna que o Um manicaca foi escrito por Abdias Neves. Era uma época em que só os homens se ocupavam das letras, da política, do direito e dos jornais, ao passo que as mulheres tinham a função rudimentar de cuidar da casa e dos filhos. A mulher participava maciçamente da esfera eclesial no que dizia respeito às crenças, novenas e missas. Ao homem era dado o “direito” de manipular a economia doméstica e dá as ordens morais tanto à mulher como aos filhos e filhas.

Este artigo se propõe a refletir e analisar como a personagem Júlia se desenvolve durante a trama. Os comportamentos de Júlia desvinculam-se inteiramente dos padrões da sociedade da época. É bom lembrar que vários teóricos contemporâneos de Abdias Neves também corroboravam uma imagem feminina impreterivelmente submissa aos moldes masculinos. Até, para elas próprias, era difícil liberta-se desse paradigma. As mulheres do convívio de Júlia se afiguravam aos ditames sociais. Segundo Pedro Vilarinho, essa referida prática da mulher se submeter ao gênero oposto faz-se presente em obras literárias de Clodoaldo Freitas, Higino Cunha e Elias Martins. Todos esses homens, junto a Abdias Neves, eram formados em Direito pela Escola do Recife no final do século XIX. Ao voltarem ao Piauí passam a ter intensa atuação na sociedade porque se mostram homens de “cultura intelectual”.

Assim também, alguns personagens de Um Manicaca eram movidos pelo exacerbado cientificismo. São anticlericais e, muitos deles, adeptos da maçonaria, como o Senhor Praxedes. Combatem ferrenhamente a fé e as crenças, bem como criticam a exagerada permanência das mulheres na igreja. O fato de as mulheres serem mais presentes na vida eclesial se devia a ausência de ocupações culturais para elas, ficando fadadas ao claustro doméstico a ponto de entediarem-se e, como o único lugar que mulher casada ou solteira iria livre dos falatórios da sociedade era a igreja, não havia alternativa. O trecho abaixo mostra  que somente aos homens era permitida a vida boêmia.

Aí, por entre copos de cerveja e baforadas de charuto, pregava-se a moral sem peias, altercava-se sobre política, erguiam-se brindes ao governo e passavam-se descomposturas chués na gente da oposição. Até muito tarde ouvia-se o estrondo das rolhas saltando – para desespero de um vizinho que as contava cuidadosamente. E a cidade inteira, a cidade feminina, revoltava-se contra o escândalo, muitas vezes impotente para evitar que os maridos se fossem embriagar nas delícias tentadoras do fruto proibido. (...)

A Candoca voltava-se, como todas as solteironas, para o céu, num impulso de crenças doentias, que a faziam perder metade do tempo na igreja, num culto que era mais do padre do que dos santos. (NEVES, 1985 p. 23/24).

Estes literatos que criam e recriam a mulher passam a atuar na sociedade, criando estratégias de ação com o objetivo de produzir, de escrever, de definir os corpos femininos, de dizer o que seriam atitudes  legítimas e aceitáveis para as mulheres, criam até subjetividades. Sobre um destes literatos assim se pronunciou Pedro Vilarinho Castelo Branco:

Em 1911, Clodoaldo Freitas publicou no livro Em roda dos fatos, a crônica O feminismo, onde expressa sua angústia e preocupação com as propostas modernas para as mulheres. Acreditava o literato que os papéis sociais masculinos e femininos deviam ser bem delimitados, cabendo a mulher as funções de mãe e esposa devotada ao lar (...). O que angustiava Clodoaldo Freitas eram algumas propostas modernas que apontavam para a emancipação feminina, para o seu ingresso de forma decisiva no mercado de trabalho, disputando espaço com homens nos foros, nos hospitais, participando de eleições, das disputas políticas, vivendo mais para o mundo que para o seu lar e filhos. A isso se opunha com veemência, fazendo mesmo uma franca condenação.

Decididamente, a obra Um manicaca, de Abdias Neves, provoca um “sobressalto” à cerca da quebra de paradigma engendrado pela personagem Júlia, logo porque o “normal” ou comportamento comum que se esperava de um literato como Abdias Neves seria o que bem soube frisar Pedro Vilarinho:

O corpo feminino deveria estar à disposição pra juntamente com o esposo procriarem e, em seguida, alimentar os filhos, aquecê-los e aconchegá-los com carinho. O corpo da mulher deveria ainda levar consigo sua história de mãe, de reprodutora, corpos assexuados, segredados, modelados pela maternidade. Na definição dos padrões de feminilidade, os literatos acenavam ainda com a necessidade de as mulheres serem cordatas, terem o espírito plástico a ponto de se adaptarem às opiniões e interesses do marido, tendo em vista que caberia à mulher adequar-se ao homem; elas deveriam ser educadas a ceder, a serem flexíveis diante das vontades do esposo. Na nova ordem social que os literatos buscavam estabelecer, o ordenamento familiar, caracterizado pela autoridade paterna e pela resignação feminina e filial à vontade masculina era imprescindível.

O cunho machista era tão carregado na sociedade de 1900 que o próprio Abdias Neves propõe ser a Mundoca, outra personagem de Um manicaca, nos moldes de seu tempo, uma “mulher digna de ser escolhida para ser esposa”. Mundoca não era bonita, não se arrumava no rigor da moda, não gostava de frivolidades, de festas; sua vida era os afazeres domésticos, a administração da casa, o cuidado com o pai e, depois de casada, com o marido. Era uma mulher no formato dos parâmetros da época, pronta a ser companheira, a não questionar as opiniões do bacharel Praxedes, seu esposo, maçom, culto, com formação superior, e, assim, capaz de orientá-la na vida. Resignava-se diante da orientação masculina, não como imposição, mas por conhecer no marido o preparo para a vida, e a autoridade familiar a ser obedecida. Foi obediente desde a infância e solteirice ao pai, o coronel Antonio Machado, a ele dedicava seus cuidados, suas preocupações, nada mais sensato que se resignar, depois de casada, ao marido e aos serviços domésticos, como se constata no comentário: “Mundoca, entregue à sua indiferença, não tinha olhos que adivinhassem isso. Ficava. Ficava o dia inteiro cuidando da casa, numa inspeção rigorosa da porta da rua à cozinha.” (NEVES; 1985 p. 98.)

É percebível, pelo trato que Abdias Neves dá à Mundoca um discurso todo favorável àquele perfil feminino que andasse sob os moldes sociais da época. Confrontando Júlia e Mundoca vê-se que o autor prefere um discurso todo desfavorável a Júlia. Neste ponto, acredita-se que é possível ver na mesma a quebra do paradigma, porém observa-se a não consciência do autor em propagar esta quebra. Os comportamentos sociais de ambas são totalmente diferentes. E mesmo, sem querer, inclinam-se mais a favor de uma do que de outra. Abdias Neves deixa transparecer leve sensação de que Júlia é uma contraversão social feminina ao seu comportamento de mulher casada. Ao tempo em que pega o termo “manicaca” pejorativamente como protesto ao colega de mesma identidade de gênero, por se deixar comandar por uma mulher. A prova de palavras carregadas quando se referia a Júlia podemos colher no trecho a seguir:

Teve um sorriso de desdém. A dominadora despertava, certa de vencer, de conseguir aquele “impossível”. Olhou-o friamente, transformada em deusa vingadora, prestes a fulminá-lo, e disse que pensava de modo diverso. – impossível, por que? Vamos ver: não vota porque não quero! (NEVES, 1985 p. 93.)

As palavras em negrito são para frisar a forma como o literato estava expondo, sem notar, sua preferência pela manutenção da cultura submissa da mulher na sociedade. O que se quer nesta discussão é uma reflexão de que os comportamentos de Júlia não têm origens maléficas, mas são motivados por uma sociedade que sempre aprisionou a autonomia feminina. E na época em que se deu a trama era a florescência da modernidade e a mulher já estava conscientizando-se do seu papel de agente social e não só de doméstica. É preciso refletir que a qualquer momento alguma delas iria “acordar” para a liberdade do aprisionamento machista histórico, o qual se formou desde os primórdios da humanidade. Júlia foi tão vítima do machismo institucionalizado que dela se usurpou, também, a autonomia amorosa. Fora obrigada a casar-se com quem não queria e não amava. Tudo isso para perpetuar o autoritarismo paterno de que o homem é quem decide para quem “entregar a filha”, configurando-se um ato de coisificação e propriedade da mulher. Júlia sempre amou, como naturalmente acontece na adolescência feminina, alguém da sua faixa etária e do seu mundo de convivência. Júlia apaixonou-se por Luís Borges desde sua tenra idade. Porém, o pai no uso de sua autoridade paterna e, movido pelo teor socioeconômico do pretendente, desconsiderou o bem estar psicoamoroso da filha, obrigando-a a casar com Araújo, caixeiro, negociante do pai com mais do dobro da idade dela. A partir daí, nasce a revolução da personagem: quebra dos modelos de comportamento de uma mulher da época. Assim o pai se pronunciou para obrigar o enlace matrimonial da filha:

- Mande chamar a costureira e buscar na loja o que precisar de mais urgência. Peça a nota. Vou pra lá. Alguma coisa virá do Maranhão. Apesar de tudo, é minha filha e falarão se o casamento for chué. E, levantando-se para sair:

- O noivo, você conhece. É um rapaz muito bom e meu amigo, é Antonio Araújo.

Júlia pareceu não ter ouvido: - quem?

- O Antonio Araújo! Repetiu ele, medindo as sílabas.

- E o Luís? Pois o senhor não viu, não sabe que não posso me casar com outro homem? Não! Isto nunca! E as lágrimas caiam-lhe em grossas bagas pelo rosto. – Não! Isto nunca!” (NEVES, 1985 p. 37).

Pelo trecho pode-se observar a forma direta do pai em fazê-la casar-se com quem não queria. Desde cedo se pode perceber que Julia faria uma ruptura do paradigma feminino da época, pois no diálogo, Júlia ousou contrastar a “ordem” do pai: - “E o Luís? Pois o senhor não viu, não sabe que não posso me casar com outro homem? Não! Isto nunca!”. Esta resignação de Julia é o começo de uma insastifação às balizas sociais da época. Mesmo não sendo do seu consentimento o casório, este iria acontecer por força da palavra masculina do pai. Embora Júlia objetasse, não seria possível voltar atrás à palavra proferida por quem “vestisse calças”. Nem mesmo biologicamente, Antonio Araújo corresponderia às expectativas de Júlia, haja vista sua debilitada saúde e forças físicas para lhe dar filhos, já que amorosamente a satisfação era impossível, pois seu coração era só de Luis Borges:

Antonio de Araújo, o marido próximo, podia contar trinta e três anos, mas, sempre doente, magro, tresandando a remédios, parecia ser muito mais idoso.

Alto, narigudo, rosto anguloso e comprido, o corpo se lhe curvava na marcha lenta e penosa. Moralmente, um tipo sugestionável, vencido pela febre das riquezas”. (Neves, 1985 p. 37).

Antonio Araújo imbuído também por um molde machista não refletiu a impossibilidade de ser amado pela moça, pelo contrário, deixou-se levar pela idéia de consumi-la carnalmente, pensando que a teria sob seus pés a todo o instante. Tanto a personagem Araújo como o autor Abdias Neves foram pegos de surpresa por um comportamento feminino tão à frente daquela época. Contrária às idéias contidas na obra de Abdias Neves, a escritora Regina Coelli, fala da importância da personagem Julia, que embora não receba a justa expressividade pelo autor, é a sua vontade e personalidade que prevalecem quando ela se mantém firme diante da posição de casamento forçado que lhe é imposta. Júlia tinha desde o inicio consciência daquilo que a realizaria como ser humano:

O que se vê na trama não é somente um manicaca inerte e apático como foco central, mas uma mulher forte, crítica, que não aceita a sua condição e o papel que lhe foi reservado na sociedade. Essa é a idéia que se pode perceber do pensamento de Julia. É o novo que se contrapõe a toda convenção social, é a satisfação pessoal, independentemente do que lhe foi reservado pela sociedade.” (CARVALHO, 2007, p. 91)

Estas palavras marcam fortemente o temperamento de Júlia e sua potencialidade em quebrar os parâmetros da época. Por isso se sustenta a hipótese de que o autor, sem intenção, construiu uma personagem que seria o centro das atenções feministas.  Um Manicaca, como propôs o autor para título da obra, saiu de cena para dá lugar à autonomia feminina de Júlia. A preferência por criticar (apelidar) o colega que era “mandado por mulher” configura-se na sua revolta, também, de dividir espaço social com alguém que deveria permanecer reclusa aos modelos históricos e pré-determinados pela sociedade masculina. Abdias Neves acreditava que o homem que não dominasse o gênero feminino ele era uma espécie de homem “emasculinizado”.

A maior parte dos capítulos do livro, o autor se propôs a descrever a relação matrimonial de Júlia e Antonio Araújo. Desde o final do capitulo II, momento em que o pai de Júlia a entrega em casamento à Antonio Araújo até o último capitulo, Abdias Neves apresenta a angustiosa reversão dos papéis de gênero. Um dos momentos fortes da quebra do paradigma tradicional da relação homen/mulher se percebe pelo diálogo entre Júlia e a enteada Miloca ao sentir a falta do marido em casa:

Estava nervosa, caminhava de um aposento para outro...

- Onde teria ido?

- está na reunião do partido, tratando das eleições de amanhã; só volta pela madrugada.

- Foi pra reunião do partido? Fazer o quê?

- Não sabe que amanhã há eleições?

D. Júlia arqueou os braços, colocou as mãos na cintura, e, fitanto Miloca, frente a frente, como se fosse a causa de sua irritação, perguntou-lhe desdenhosamente: - Que tem seu pai com isto? Quer ser deputado? Gente! Está desembestando. Depois de velho, deu pra gaiteiro. Era só o que faltava! E audacioso, nem ao menos “até logo, vou ali, já volto”. Está bem esperá-lo”. (NEVES, 1985 p.88)

Como se vê as palavras finais de Júlia são inversões de papéis muito distante dos comportamentos sociais femininos daquela época: “Era só o que faltava! E audacioso, nem ao menos até logo, vou ali, já volto”. Essas são palavras próprias de um comportamento machista que não permite, em hipótese alguma, ver a mulher fora de casa sem antes “o homem da casa” ter sido previamente informado. Júlia exige os mesmos direitos ditados por esta ideologia machista. No transcorrer do mesmo capítulo Julia radicaliza deixando Araújo, mesmo doente, passar a madrugada no batente da porta ou a divagar pelas ruas frias de Teresina. Modelo apregoado em muitas casas ainda hoje, quando a filha ou a mulher chega fora do horário combinado:

...fechou as portas mais cedo e dormia, calmamente, quando, às 11 horas, ele chegou e bateu, receoso, à janela, chamando-a.

Começou, então, desde logo, o castigo. Não respondeu. (...)

Ficou, então, vacilante, em pé na calçada, na rua deserta, esmagado pela solidão, ouvindo os sons confusos que povoam a noite. Teve medo. Correu-lhe um calafrio pelo dorso. Olhou em redor e, sem bater novamente, seguiu rua em fora, sem mesmo saber para onde. (...)

Já alta madrugada, resfriado, tossindo, sentou-se ao batente de uma porta, recostou-se e o sono surpreendeu-o. Acordou ouvindo mulheres que passavam para a missa. Levantou-se rapidamente. (NEVES, 1985 p. 88- 89).

Vale esclarecer que Júlia manteve-se “adúltera” durante o relacionamento matrimonial com Araújo. Isso não se pode esconder. O fato é que Júlia no seu entendimento não se fez adúltera por maleficência própria, mas antes optou por manter e querer alcançar a autonomia de mulher. Desde cedo, estava decidida a conviver amorosamente com seu primeiro amor, Luís Borges, sócio de Araújo. Os encontros amorosos continuaram, pois já existiam, desde solteira e foram usurpados por seu e pai e por Araújo. Júlia, decididamente, optou por Luis Borges e fez que com que o próprio marido sentisse isso. Como o sentimento de derrota de um homem para outro homem era doloroso, pelos ditames machistas da época, Araújo preferiu dar continuidade a um relacionamento que não se desenvolveria. Acreditaram que Júlia seria mais uma mulher fácil de  “domar”, porém ela nascera com a opinião própria de que queria alcançar a felicidade e a livre arbitrariedade de ser humano e de mulher. Por isso, optou em deixar claro, para o marido, que estava com ele por conversão de uma sociedade que “vê com maus olhos” um homem que não levasse casamento à frente. O divorcio era tido como derrota do homem pela mulher e, portanto, Araújo optou por ser “enganado” pela esposa. Tudo construção, não de Julia, mas das próprias leis sociais machistas. Os ditames machistas, cujo desfecho tornou Araújo a principal vítima da derrota amorosa que teve.

O final da obra corrobora que o mal trazido pelos moldes antifeministas trouxe o fim trágico para aquele que também fora mentor da manutenção da submissão da esposa: Araújo pensou que conseguiria moldar o caráter de Júlia, pois era isso, a sociedade masculinizada não via distinção entres as mulheres. Todas diante do homem e da sociedade eram as mesmas: nasceram para servi-los e serem maternalmente domésticas. Ironicamente, o romance se finda com o contrario de quase todo os modelos romancistas, ao invés da mulher correr em busca de homem que ama, na obra em análise é o homem que corre “cambaleante” até morrer, atrás da amada que sumiu concretizando sua autonomia feminina em busca da felicidade, quebrando dessa forma o paradigma social da submissão da mulher ao homem.

JULE AND FEMININE PARADIGMA BREAK IN I BEGIN OF THE CENTURY XX: AT AYES ON THE A MANICACA OF ABDIAS NEVES

ABSTRACT: The present article analyzes the feminine paradigm in addition in the threshold of century XX. One is overcome as half to show the emergent feminine situacionalidade in the modern age, the Júlia personage of the workmanship a manicaca of Abdias Snows. The work also wants, to affirm that the fact of the presentation of a new feminine position to have literarily been bred, does not imply in spontaneous will of the author of the workmanship. Some literatos contemporaries of Abdias Snows perjoravam the independent behavior of the 1900 woman. One searchs to show, for stretches of the workmanship, that the paradigm in addition, runs away from the first intention of the author, however if it made urgent so that the woman started to be independent and productive in the society where she lived. The research assumes the proposal of other researchers, as Peter Vilarinho, who if considered to discourse on same the thematic one: The feminine autonomy in Teresina at the beginning of century XX.

Word-key: Piauiense literature Feminine submission. Paradigm break

REFERÊNCIAS

CARVALHO, Regina Coelli Batista de Moura. Espelhos d’almas: as relações de gênero no romance de Abdias Neves. Teresina, PI: 2007; 100 p.

CASTELO BRANCO, Pedro Vilarinho. Mulheres escritas: Literatura e identidades femininas em Teresina – 1900-1930. Disponível em <http/www.anpuh.org/arquivo/dowload?ID_ARGUIVO=79 acesso em: 03/07/09.

NEVES, Abdias da Costa. Um manicaca. Teresina: Projeto

Manicaca era um termo utilizado em Teresina, no final do século XIX e início do século XX, para designar os homens controlados pela mulher. Abdias Neves usou o referido termo para denominar seu romance publicado em primeira edição em 1909.

Disponível em: <http/www.anpuh.org/arquivo/dowload?ID_ARGUIVO=79 acessado a 03/07/09.

Disponível em: <http/www.anpuh.org/arquivo/dowload?ID_ARGUIVO=79 acessado a 03/07/09.

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    Palavras-chave do artigo:

    literatura piauiense submissao feminina quebra de paradigma

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