Peça De Teatro Infantil

02/02/2009 • Por • 15,631 Acessos

PEÇA DE TEATRO INFANTIL.




JOSÉ – Quero apresentar-me, meu nome é José  e estou acabando de chegar nesta cidade.



WAGNER– A sim sou o Wagner, é um prazer conhece-lo.



JOSÉ– O senhor reside aqui  a quantos tempos?



WAGNER-  Há seu José, faz muito tempo que cheguei aqui, estes prédios ainda não existiam.



JOSÉ – O senhor deve ser um dos fundadores desta cidade?



WAGNER– Há sim, quando cheguei aqui só havia florestas.



JOSÉ -  Senhor Wagner, sou escritor  e  acabei de chegar  na cidade, na verdade vim fazer algumas pesquisas para escrever um livro sobre esta cidade.



WAGNER – Olhe senhor, cheguei  quando não havia nem uma casa, a primeira casa que foi construída aqui foi a minha, quero dizer barraco.



JOSÉ – Isto é ótimo, então o senhor poderá responder todas as perguntas que vou fazer sobre esta cidade.



WAGNER – é claro que sim conheço todos os prefeitos e vereadores que passaram por esta cidade.



JOSÉ – Olhe seu Wagner, o que eu estou mais interessado é de saber como era aqui quando isto tudo era mata.



WAGNER -  Aqui onde o senhor está pra começar era o lugar onde os porcos do mato se banhavam.



JOSÉ – Seu Wagner por acaso não há outras pessoas como o senhor que chegaram aqui nesta época?



WAGNER – è claro que sim, logo ali adiante mora o seu Manoel.



JOSÉ – Seu Wagner o que o seu Manoel fazia na época que vocês chegaram aqui?



WAGNER – O seu Manoel comprava borracha de seringa e calço.



JOSÉ – Podemos ir até a casa dele?



WAGNER – Sim vamos lá.



JOSÉ – Bom dia seu Manoel, tudo bem?



MANEOEL -  Bom dia, eu conheço o senhor de onde?



JOSÉ -  Não seu Manoel nós não os conhecemos, é que o senhor Wagner falou – me do senhor como uns dos fundadores desta cidade.



MANOEL – A sim é verdade sou mesmo um dos fundadores desta cidade.



JOSÉ – Deixe me apresentar, meu nome é José, sou escritor e estou aqui para escrever um livro contando a história deste luga, e preciso da ajuda do senhor com algumas informações.



MANOEL – Obrigado, como o senhor já sabe chamam-me de Manoel, e estou feliz por encontrar alguém que queira falar sobre este lugar.



JOSÉ – Bem seu Manoel, o seu Wagner disse-me que o senhor era comprador de borracha de calço e de seringa, o senhor pode explicar-me o que é isto?



MANOEL – Bem deixe eu tentar explicar, os primeiros colonos desta região tinham muita dificuldade em adquirir dinheiro e eram sujeitos a tirar o lactes dos calços e da seringas para sobreviverem.



JOSÈ – Mas como era feito isto?



MANOEL – Bem esta explicação eu não posso dar ao senhor não porque eu só comprava a borracha.



WAGNER – Eu posso explicar.



JOSÉ -  Mas o senhor me disse que morava aqui quando construiu a primeira casa e ainda disse que a casa era do senhor.



WAGNER – É verdade, eu tinha um sitio e trabalhava nele para manter a família aqui na cidade porque as coisas eram muito dificies.



JOSÉ – Pois então explique para mim como faziam para tirar o lacteis da seringa e do calço.


WAGNER – A seringueira era riscada com uma ferramenta em forma de foice e  fixava uma latinha para aparar o lactes e no outro dia recolhia ajuntando em um só volume.



JOSÉ – mas falta o calço.



WAGNER – Bem a arvore do calço era derrubada e cortada a casca em volta da madeira, uns colocavam uma vasilha para aparar e outros limpava o solo deixando cair no solo e depois passava recolhendo como a seringa ajuntando em um só volume.



JOSÉ – Não havia outra forma de adquirir dinheiro de outra forma?



MANOEL – A sim fazíamos vassouras de cipós, colhíamos os frutos das castanheiras.



JOSÉ – Já ouvi falar muito de castanheiras, pude ver também na internet.



WAGNER – Na verdade hoje não existem mas castanheiras, é muito difícil ver alguma em algum sitio na zona rural, para dizer a verdade a maiorias das casas construídas aqui nesta cidade quando começou eram de castanheiras.



JOSÉ – Vocês estão cientes que existem muitas árvores em  extinção como por exemplo as castanheiras.



SEBASTIÃO – É senhor hoje sabemos, mas naquela época não tínhamos nenhuma informação sobre isto, derrubavam de qualquer jeito, não ficava nem uma árvore em pé, depois queimava tudo.



JOSÉ – Haviam algumas madeiras para construir moveis naquela época aqui neste lugar?



WAGNER – Havia muitas madeiras aqui.



JOSÉ – Quais por exemplo?



MANOEL – Cerejeira, Molgner,  Cedro, e outras madeiras usadas para construir casas que não existem mais.



JOSÉ – Mas o que fizeram com essas madeiras para acabarem tão depressa?



WAGNER – Não foram sós os moradores daqui que acabaram com as madeiras não.



JOSÉ – Mas o que aconteceu com as madeiras?



MANOEL – Algumas madeireiras exportaram todas as madeiras para a Europa.



JOSÉ – è por isto que está em falta de madeiras.



WAGNER – Não é só isto não, as madeireiras cortavam as árvores e se tivessem um pequeno oco  deixavam a árvore jogada na terra para apodrecer.



JOSÉ -  Já falamos muito das florestas e os animais?



WAGNER – Era uma maravilha, neste riacho aqui perto havia muitos peixes e hoje não conseguimos encontrar nada, a poluição das industrias matou todos.



JOSÉ – E os outros animais?



MANOEL –  Tinha dia que aparecia duas antas tomando banho ali naquele rio, bando de porcos atravessavam no meio das ruas, os mutuns andavam de bandos nas picadas na nossa frente.



WAGNER – Encontrávamos casais de veados andando na nossa frente nas picadas.



MANOEL – A sim os índios apareciam na cidade  nus e os donos das pequenas lojas que havia davam roupas para eles e eles vestiam  e quando chegavam na beira da mata jogavam fora.



JOSÉ – E o que aconteceu com esses animais?



WAGNER – muitos foram mortos por esportes, outro para venderem os couros e outros foram queimados pelo fogo.



JOSÉ – Vocês sabem que as queimadas contribuem com a poluição do ar perfurando a camada de ozônio  e o aquecimento global?



WAGNER E MANOEL – Hoje estamos sabendo mas já derrubamos muitas árvores e queimamos, se tivéssemos conhecimentos naquela época com certeza não teríamos feito o que fizemos.



JOSÉ – Foi um Prazer ter falado com vocês, agora tenho que ir até outro dia. 




Autor: João do Rozario Lima.

Perfil do Autor

João do Rozario Lima

João do Rozario Lima. Filho de Athaydes Martins de Lima e Zita do Rozario Lima. Nasceu e São Gabriel da Palha no Estado do Espirito Santo....