Peça De Teatro Infantil

Publicado em: 02/02/2009 |Comentário: 7 | Acessos: 15,525 |

PEÇA DE TEATRO INFANTIL.




JOSÉ – Quero apresentar-me, meu nome é José  e estou acabando de chegar nesta cidade.



WAGNER– A sim sou o Wagner, é um prazer conhece-lo.



JOSÉ– O senhor reside aqui  a quantos tempos?



WAGNER-  Há seu José, faz muito tempo que cheguei aqui, estes prédios ainda não existiam.



JOSÉ – O senhor deve ser um dos fundadores desta cidade?



WAGNER– Há sim, quando cheguei aqui só havia florestas.



JOSÉ -  Senhor Wagner, sou escritor  e  acabei de chegar  na cidade, na verdade vim fazer algumas pesquisas para escrever um livro sobre esta cidade.



WAGNER – Olhe senhor, cheguei  quando não havia nem uma casa, a primeira casa que foi construída aqui foi a minha, quero dizer barraco.



JOSÉ – Isto é ótimo, então o senhor poderá responder todas as perguntas que vou fazer sobre esta cidade.



WAGNER – é claro que sim conheço todos os prefeitos e vereadores que passaram por esta cidade.



JOSÉ – Olhe seu Wagner, o que eu estou mais interessado é de saber como era aqui quando isto tudo era mata.



WAGNER -  Aqui onde o senhor está pra começar era o lugar onde os porcos do mato se banhavam.



JOSÉ – Seu Wagner por acaso não há outras pessoas como o senhor que chegaram aqui nesta época?



WAGNER – è claro que sim, logo ali adiante mora o seu Manoel.



JOSÉ – Seu Wagner o que o seu Manoel fazia na época que vocês chegaram aqui?



WAGNER – O seu Manoel comprava borracha de seringa e calço.



JOSÉ – Podemos ir até a casa dele?



WAGNER – Sim vamos lá.



JOSÉ – Bom dia seu Manoel, tudo bem?



MANEOEL -  Bom dia, eu conheço o senhor de onde?



JOSÉ -  Não seu Manoel nós não os conhecemos, é que o senhor Wagner falou – me do senhor como uns dos fundadores desta cidade.



MANOEL – A sim é verdade sou mesmo um dos fundadores desta cidade.



JOSÉ – Deixe me apresentar, meu nome é José, sou escritor e estou aqui para escrever um livro contando a história deste luga, e preciso da ajuda do senhor com algumas informações.



MANOEL – Obrigado, como o senhor já sabe chamam-me de Manoel, e estou feliz por encontrar alguém que queira falar sobre este lugar.



JOSÉ – Bem seu Manoel, o seu Wagner disse-me que o senhor era comprador de borracha de calço e de seringa, o senhor pode explicar-me o que é isto?



MANOEL – Bem deixe eu tentar explicar, os primeiros colonos desta região tinham muita dificuldade em adquirir dinheiro e eram sujeitos a tirar o lactes dos calços e da seringas para sobreviverem.



JOSÈ – Mas como era feito isto?



MANOEL – Bem esta explicação eu não posso dar ao senhor não porque eu só comprava a borracha.



WAGNER – Eu posso explicar.



JOSÉ -  Mas o senhor me disse que morava aqui quando construiu a primeira casa e ainda disse que a casa era do senhor.



WAGNER – É verdade, eu tinha um sitio e trabalhava nele para manter a família aqui na cidade porque as coisas eram muito dificies.



JOSÉ – Pois então explique para mim como faziam para tirar o lacteis da seringa e do calço.


WAGNER – A seringueira era riscada com uma ferramenta em forma de foice e  fixava uma latinha para aparar o lactes e no outro dia recolhia ajuntando em um só volume.



JOSÉ – mas falta o calço.



WAGNER – Bem a arvore do calço era derrubada e cortada a casca em volta da madeira, uns colocavam uma vasilha para aparar e outros limpava o solo deixando cair no solo e depois passava recolhendo como a seringa ajuntando em um só volume.



JOSÉ – Não havia outra forma de adquirir dinheiro de outra forma?



MANOEL – A sim fazíamos vassouras de cipós, colhíamos os frutos das castanheiras.



JOSÉ – Já ouvi falar muito de castanheiras, pude ver também na internet.



WAGNER – Na verdade hoje não existem mas castanheiras, é muito difícil ver alguma em algum sitio na zona rural, para dizer a verdade a maiorias das casas construídas aqui nesta cidade quando começou eram de castanheiras.



JOSÉ – Vocês estão cientes que existem muitas árvores em  extinção como por exemplo as castanheiras.



SEBASTIÃO – É senhor hoje sabemos, mas naquela época não tínhamos nenhuma informação sobre isto, derrubavam de qualquer jeito, não ficava nem uma árvore em pé, depois queimava tudo.



JOSÉ – Haviam algumas madeiras para construir moveis naquela época aqui neste lugar?



WAGNER – Havia muitas madeiras aqui.



JOSÉ – Quais por exemplo?



MANOEL – Cerejeira, Molgner,  Cedro, e outras madeiras usadas para construir casas que não existem mais.



JOSÉ – Mas o que fizeram com essas madeiras para acabarem tão depressa?



WAGNER – Não foram sós os moradores daqui que acabaram com as madeiras não.



JOSÉ – Mas o que aconteceu com as madeiras?



MANOEL – Algumas madeireiras exportaram todas as madeiras para a Europa.



JOSÉ – è por isto que está em falta de madeiras.



WAGNER – Não é só isto não, as madeireiras cortavam as árvores e se tivessem um pequeno oco  deixavam a árvore jogada na terra para apodrecer.



JOSÉ -  Já falamos muito das florestas e os animais?



WAGNER – Era uma maravilha, neste riacho aqui perto havia muitos peixes e hoje não conseguimos encontrar nada, a poluição das industrias matou todos.



JOSÉ – E os outros animais?



MANOEL –  Tinha dia que aparecia duas antas tomando banho ali naquele rio, bando de porcos atravessavam no meio das ruas, os mutuns andavam de bandos nas picadas na nossa frente.



WAGNER – Encontrávamos casais de veados andando na nossa frente nas picadas.



MANOEL – A sim os índios apareciam na cidade  nus e os donos das pequenas lojas que havia davam roupas para eles e eles vestiam  e quando chegavam na beira da mata jogavam fora.



JOSÉ – E o que aconteceu com esses animais?



WAGNER – muitos foram mortos por esportes, outro para venderem os couros e outros foram queimados pelo fogo.



JOSÉ – Vocês sabem que as queimadas contribuem com a poluição do ar perfurando a camada de ozônio  e o aquecimento global?



WAGNER E MANOEL – Hoje estamos sabendo mas já derrubamos muitas árvores e queimamos, se tivéssemos conhecimentos naquela época com certeza não teríamos feito o que fizemos.



JOSÉ – Foi um Prazer ter falado com vocês, agora tenho que ir até outro dia. 




Autor: João do Rozario Lima.

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    Palavras-chave do artigo:

    amor e a natureza

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    Comments on this article

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    Gabriela de Freitas 19/09/2011
    OoI ao contrário da Katia Rubin eu adorei essa peça teatral e estou pensando em encenala na minha escola!!!Continuem assim!!!
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    samuely 21/06/2011
    que pç legal!!!!!!!
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    Carolina 28/05/2011
    Ooi! gostei muito da ideia da história, porém achei muitos erros de português, e não achei muito indicado para crianças!

    OBS: Veja que no momento em que José pergunta sobre os animais, Manoel fala como se os fossem...
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    diego 10/11/2010
    meus sonho é ser ator de novela tenho 14 anos moro em campina grandes quero muito qui esse sonho se realizer para mim ajudar aminha mãe qui ela tar precisando agora dos filho dela deus quera que de tudo certo...
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    sisi 25/03/2010
    que horros pomba
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    cibele 05/10/2009
    muita boa mais muito grande by:belixa bibilu
    cibele goiano♥♪♀↕ ammouuh tu so que tu nao me responde amooo
    2
    CLAUDIO MECULA 08/08/2009
    gostei tanto da peça preciso que fala da violencia infantil
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