Definindo-Se Valor Ao Produto Ou Serviço

11/05/2008 • Por • 5,008 Acessos

É indiscutível que o valor para o cliente é um elemento importante na cadeia de suprimento, na realidade, todos admitem que seja o componente primordial; o raciocínio indica que, se esse valor não for entregue ao cliente ou usuário, a cadeia não terá cumprido seu objetivo, embora alguns temas sejam abundantes, essa questão não é puramente abstrata ou teórica, porque o cumprimento do objetivo ocorre ou não na plataforma de carga, na gôndola do supermercado ou na reação do consumidor.

Para tanto é necessário implantar essa filosofia na fase operacional e traduzir os diferentes nomes que ela dá ao valor para o consumidor em visão corporativa e objetivos reais de execução, uma vez que a organização tenha definido exatamente o que considera valor, surgirá vários questionamentos estratégicos, táticos e operacionais relacionados com a implantação da cadeia de suprimento que melhor servirá para entregá-lo no prazo, da maneira desejada e com total satisfação.

Quando a organização se depara com as respostas, ela deverá abandonar a postura tradicional e trabalhar em função da nova dimensão que o conceito de valor adquiriu nos últimos anos, sendo que num processo que se iniciou em meados dos anos 80, o usuário final transformou-se naquele que determina as regras.

Anteriormente o expedidor ou operador logístico decidia quantos pacotes carregava ou que padrões de satisfação do cliente deveriam ser aplicados; gerando regras implícitas ou, em alguns casos, explícitas, impostas unilateralmente pelo expedidor ou pelo fornecedor em áreas importantes, como o tipo e a qualidade do embarque, ou tratamento das reclamações, ou disponibilidade de informações.


O valor transformou- se, paralelamente, em uma idéia mais complexa, atualmente o fabricante, o fornecedor ou o expedidor vêem com absoluta naturalidade que sua proposta de valor, inclusive o objeto de suas empresas, transforme-se no modelo de valor do cliente, o mesmo acontece na terceirização, sendo que em vários casos, todos os elos da cadeia de suprimento são avaliados pelo cliente em função do valor econômico agregado ou algum outro critério de apuração.

Essa política parece sugerir que em breve teremos modelos unificados para mensurar a contribuição de valor em cada ponto da cadeia, a estabilidade, se preferir é uma questão a ser considerada nas relações entre os integrantes da cadeia de suprimento, o valor, tal como ocorre nos processos de melhoria contínua, está sujeito a mudanças permanentes.

Nesse ambiente é possível citar alguns princípios básicos da nova cadeia de suprimento:

1° Princípio: Desenvolver uma cadeia de valor não é tão simples como fechar uma torneira, é um processo progressivo que começa no cliente e se move para trás até chegar à organização, aos fornecedores e também aos fornecedores destes;

2° Princípio: A cadeia de valor eventualmente constitui uma solução única, a organização pode projetar tantas quantas considerar necessárias para satisfazer as necessidades de seus consumidores;

3°Princípio: O processo de desenvolvimento da cadeia de suprimento implica em decisões na alocação de recursos, no compromisso de desenvolver processos de negócios que somem informação e vínculos ao fluxo de produtos entre consumidores, fornecedores e outros.

Perfil do Autor

André Luis Godoy Guimarães

Graduado em Administração de empresas e marketing com especialização em gestão empresarial pela Universidade Camilo Castelo Branco. Atualmente professor na Faculdade Guaianás, tendo mais de (15) quinze anos de experiência profissional, vividos em áreas comerciais, com sucesso em sondagem, expansão e inteligência de mercado. Visão estratégica e administrativa aliada à alta capacidade pessoal e gerencial, trabalho em equipe com base em planejamento, liderança, organização e coordenação atuando como Coaching.