DISTÚRBIOS OSTEOMUSCULARES EM DOCENTES UNIVERSITÁRIOS E SUA PREVENÇÃO

Publicado em: 08/01/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 1,598 |

INTRODUÇÃO

Este estudo se propôs a desenvolver uma pesquisa para avaliar e citar os possíveis fatores ocupacionais associados à dor músculo-esquelética em docentes universitários e como preveni-los. A pesquisa pretendeu mostrar ainda como a fisioterapia pode ajudar com algumas medidas preventivas nos distúrbios osteomusculares que afetam os docentes universitários.

Com o grande avanço tecnológico, o processo de trabalho evoluiu em busca de maior produtividade obrigando o trabalhador a intensos e inadequados movimentos da coluna, membros superiores, região escapular e pescoço, levando frequentemente a desordens neuro-músculo-tendinosas (BRANDÃO et al., 2005).

As estatísticas do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) mostram aumento da concessão de benefícios por Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Segundo os dados disponíveis, esses distúrbios respondem por mais de 80% dos diagnósticos que resultaram em concessão de auxilio acidente e aposentadoria por invalidez pela Previdência Social (MINISTÉRIO DA SAÚDE DO BRASIL, 2001).

O constante aumento do número de instituições de ensino privado, no país, em todos os níveis educacionais e as condições de trabalho das instituições de ensino público são consequências dessas mudanças que os docentes vêm sofrendo (GASPARINI et al., 2006).

Evidências da relevância dos distúrbios osteomusculares entre os professores são descritas na literatura (Carvalho; Alexandre, 2006; Gasparini; Barreto; Assunção, 2006; Araújo et al., 2005).

O trabalho do professor, com longas jornadas em ambiente escolar desfavorável e pouco tempo de descanso, associa-se ao quadro apresentado de um alto predomínio de dores músculo-esqueléticas nos docentes.

 

Estratégias preventivas, através da fisioterapia, devem ser adotadas, com o objetivo de diminuir a ocorrência de sintomas músculo-esqueléticos, melhorando a qualidade de vida e trabalho entre os professores (QUEIROZ, 2008).

Há um número crescente de trabalhadores das mais diversas áreas profissionais que apresentam distúrbios osteomusculares, muitas vezes em consequência da atividade desenvolvida na sua jornada de trabalho. Como se já não bastasse a imensa carga de trabalho atribuída aos docentes, as universidades públicas aumentam o ingresso de estudantes, em alguns casos, sem provimento de concursos públicos para suprir a quantidade de vagas oferecidas. Este cenário favorece uma série de problemáticas, tais como salas superlotadas, aumento da carga horária e da exploração sobre a força do trabalho docente e avaliações mais exigentes para comprovar a produtividade. Esta condição a que os docentes estão submetidos pode acarretar vários problemas de saúde para essa classe profissional. A ação preventiva dos docentes para suas atividades de trabalho deve ser efetiva, para reduzir o nível das dores músculo-esqueléticas.

Os sintomas osteomusculares têm atingido docentes universitários? E com que frequência? Há incapacidade funcional que os impeçam de trabalhar? Há conhecimento de alguma medida preventiva aos distúrbios osteomusculares?

Existe a hipótese que há grande incidência de docentes universitários que apresentam sintomas osteomusculares em diferentes regiões do corpo, que são atingidas em sua maioria semanalmente, ocasionando o afastamento destes professores, porém isto não é uma regra e não se enquadram à totalidade.

O conhecimento de medidas preventivas não é uma constante no meio dos docentes universitários, não há busca de profissionais que o possam ajudar, e mesmo quando sabem de alguma medida, não a colocam em prática.

A justificativa em estudar o tema parte das afirmações de que os sintomas músculos-esqueléticos vêm atingindo os docentes universitários e os afastando de seu trabalho. O estudo dos fatores ocupacionais associados aos sintomas músculo-esqueléticos justifica-se em função destes serem cada vez mais prevalentes, na atualidade, sendo responsáveis por um percentual elevado de afastamentos do trabalho e uma parcela significativa de aposentadorias precoces.

Estes, não sabem de medidas preventivas e como a fisioterapia poderia ajudar nestas prevenções. Neste sentido, a fisioterapia apresenta um papel fundamental na prevenção destes distúrbios osteomusculares. Mesmo se tratando de um tema relevante, percebe-se a escassez de dados científicos referentes aos sintomas de distúrbios osteomusculares, caracterizando os quadros álgicos em professores. Porém, este é um tema de grande importância no meio profissional.

Os objetivos deste estudo foram investigar a prevalência de distúrbios osteomusculares em docentes universitários; identificar as regiões corporais com maior relato de queixas de dores músculos-esqueléticos em docentes universitários; e identificar quais as medidas preventivas que ajudariam os docentes universitários.

1 REVISÃO DE LITERATURA

 

Couto (1991 apud BARBOSA, 2002, p. 42) define DORT como:

 

Transtornos funcionais, transtornos mecânicos e lesões de músculos e/ou tendões e/ou fáscias e/ou de nervos e/ou de bolsas articulares e pontas ósseas nos membros superiores ocasionados pela utilização, biomecanicamente incorreta, dos membros superiores, que resultam em dor, fadiga, queda da performance no trabalho, incapacidade temporária e, conforme o caso, podem evoluir para uma síndrome dolorosa crônica, nesta fase agravada por todos os fatores psíquicos (inerentes ao trabalho ou não) capazes de reduzir o limiar de sensibilidade dolorosa do indivíduo.

 

O trabalho humano pode ser considerado uma atividade que traz prazer, satisfação e realização. Porém, o trabalho pode adquirir um aspecto negativo, tornando-se nocivo à saúde quando as especificidades de seu processo e organização levam ao desgaste do corpo e da mente (DELCOR et al., 2005).

Há um número crescente de trabalhadores das mais diversas áreas profissionais que apresentam comprometimentos posturais, muitas vezes promovendo dores na coluna vertebral, em consequência da atividade desenvolvida na sua jornada de trabalho (PERES, 2002).

Os padrões culturais e o estilo de vida moderna da população, tendo cada vez mais atividades especializadas e limitadas, provocam sobrecargas estruturais no corpo humano. A alta incidência de problemas posturais em adultos relaciona-se com a tendência para esse padrão de atividade, especializado ou repetitivo, aliado ao sedentarismo e vícios posturais carregados desde a infância (KENDALL, 1995).

 

1.1 Distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho

 

É importante entender os fatores que levaram ao surgimento e o agravamento dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, também conhecidos como lesões por esforços repetitivos (LER). Estes são, atualmente, um dos principais problemas de saúde pública e os responsáveis por quase 90% dos afastamentos do trabalho (Garcia et al., 2004).

Oliveira (1991 apud BARBOSA, 2002, p. 95) define as DORTs como: "desordens neuro-músculo-tendinosas de origem ocupacional, que atingem os membros superiores e pescoço causadas pelo uso repetitivo e forçado de grupos musculares ou manutenção de postura forçada".

As lesões osteomusculares são hoje o mais frequente dos problemas de saúde relacionados ao trabalho em todos os países e é a principal causa das incapacidades entre a população que trabalha (NADLER; NADLER, 2002; BRANDÃO et al., 2005).

Os sintomas osteomusculares podem ser definidos como o auto relato de dor, formigamento ou dormência em nove diferentes regiões corporais (FERNANDES; ROCHA; RONCADELLI, 2009).

Segundo Barros (2003 apud FERNANDES; ROCHA; RONCADELLI, 2009), a maior prevalência da sintomatologia osteomuscular ocorre entre os trabalhadores jovens e do sexo feminino, que exercem atividades caracterizadas por grande esforço e repetitividade.

O trabalhador, que exerce atividades que exijam determinado esforço físico associado à repetição de movimentos, após certo período de trabalho, começa a ter seu rendimento prejudicado por causa do processo de fadiga muscular que se instaura e ocorrem microtraumatismos, no princípio indolor e imperceptível, porém com o passar do tempo, e com continuidade da atividade as microlesões dos tendões vão se agravando, podendo levar a incapacidade se não forem tratadas a tempo (BRANDÃO et al., 2005).

Já Nadler e Nadler (2002) e Barbosa (2002) relatam que o trabalho repetitivo gera uma tensão que acelera a sobrecarga muscular e aumenta a sobrecarga biomecânica nos tendões, membranas sinoviais, articulações e nervos.

Segundo Barbosa (2002), o processo etiológico das DORTs, vem com o conjunto de processos errados ao longo do tempo. Estes são:

- Repetitividade: grande repetição do movimento durante o desenvolvimento de uma atividade. Somado também com o tempo de exposição, quanto maior o tempo de exposição à repetitividade, maior a possibilidade de distúrbios.

- Força excessiva: A força necessária á realização das tarefas agrava o desgaste físico.

- Posturas inadequadas: Estas impõem esforços adicionais desequilibrados e inesperados, podendo atingir a coluna vertebral e as extremidades superiores. As posturas inadequadas podem levar a fadiga muscular pela manutenção prolongada de contrações musculares estáticas.

- Compressão e Vibração Mecânica: A compressão mecânica de regiões do corpo, por exemplo, a região do punho pelo canto de uma mesa são especialmente danosas aos tecidos envolvidos.

- Predisposição: A predisposição, ou seja, a capacidade aumentada de uma pessoa contrair determinada doença, tem se levado em consideração, porque, é muito comum encontrar trabalhadores em uma mesma atividade laboral, com trabalhos idênticos, nível sócio-econômico parecido e somente um deles desenvolver DORT.

Os distúrbios osteomusculares apresentam-se de algumas formas crônicas, sendo a dor lombar a mais comum delas (NADLER; NADLER, 2002).

As mais comuns de acordo com Nadler e Nadler (2002) e Barbosa (2002) são:

- Tenossinovite dos extensores dos dedos: É a inflamação aguda ou crônica dos tendões e bainhas dos músculos extensores dos dedos.

- Tenossinovite de DeQuervain: Decorrente de espessamento do ligamento anular do carpo, no primeiro compartimento dos extensores. Evolui com o processo inflamatório local, que, com o tempo, atingem tecidos sinoviais peritendinosos e tecidos dos próprios tendões.

- Epicondilites: São provocadas por ruptura ou estiramento dos pontos de inserção dos músculos flexores ou extensores do carpo no cotovelo, ocasionando processo inflamatório local que atinge tendões, fáscias musculares, músculos e tecidos sinoviais.

- Bursites: Localiza-se principalmente no ombro, decorrente de processo inflamatório que acometem as bursas, pequenas bolsas de paredes finas, encontrada em regiões onde os tecidos são submetidos à fricção, normalmente em inserções tendinosas e articulações.

- Síndrome do Impacto: É uma progressão de mudanças no manguito rotador, que leva a ruptura dos tendões.

- Síndrome do Túnel do Carpo: Resulta da compressão do nervo mediano ao nível do carpo, pelo ligamento anular do carpo, que se apresenta muito espessado e enrijecido por fasciite desse ligamento. Isto acontece pelo estreitamento do espaço, no túnel do carpo, tendo maior resistência dos músculos flexores dos dedos que ali passam, aumentando o atrito entre os tendões e ligamentos e desenvolvendo tendinite e tenossinovite.

- Síndrome Cervicobraquial: Causada pela degeneração do disco cervical, as alterações do forâmen intervertebral ou do canal espinhal podem comprimir e irritar as raízes nervosas, a medula espinhal ou artérias vertebrais, ocasionando a sintomatologia clínica.

- Síndrome do Desfiladeiro Torácico: Devido á compressão do plexo braquial na passagem pelo desfiladeiro torácico (que é formado pela clavícula, 1ª costela, músculo escaleno anterior e médio e fáscias dessa região), no qual pode haver estreitamento deste canal levando a parestesia e dor irradiada para membros superiores.

- Dor Lombar: Causado por um aumento intra discal quando há uma repetição de movimentos errados, incluindo o carregar peso.

1.2 Distúrbios Osteomusculares em Docentes Universitários

 

Os professores universitários não se excluem desta classe de trabalhadores que sofrem com problemas músculo-esquelético. Pelo contrário, no setor da educação, o processo de reestruturação produtiva apresenta novas demandas que impulsionam transformações na organização do trabalho docente. A inserção destes indivíduos no mercado de trabalho exige níveis de escolarização cada vez mais elevados, esperando do docente uma formação profissional flexível e polivalente (GASPARINI; BARRETO; ASSUNÇÃO, 2006). Além do aumento de suas atividades, tendo que cumprir um maior número de exigências no mesmo tempo de trabalho.

Segundo Carvalho e Alexandre (2006) observaram-se em 212 professores, de uma cidade do interior do Estado de São Paulo, prevalência de 90,4% de queixa de sintomas osteomusculares em alguma região do corpo nos últimos doze meses anteriores ao estudo, com ocorrência maior dos sintomas osteomusculares na região lombar (63,1%), torácica (62,4%), cervical (59,2%), ombros (58,0%) e punhos e mãos (43,9%); 64,3% referiram dor nos últimos sete dias anteriores ao estudo, com destaque para dor em ombros (29,9%), cervical (28,7%), lombar (27,4%), torácica (27,4%) e punhos e mãos (14,6%).

Já Araújo et al. (2005) relata que problemas associados à postura corporal foram os mais referidos por docentes de uma universidade do interior da Bahia. As queixas de distúrbios osteomusculares entre os entrevistados foram frequentes: dor nas costas (30,8%); dor nas pernas (28,3%) e dor nos braços (16,7%).

Para Moreira (1999 apud Queiroz, 2009) o trabalho docente no Brasil, revela que o excesso de trabalho, salários inadequados e baixo status, a falta de reconhecimento profissional, o isolamento profissional, o sentimento de impotência e de inutilidade profissional interagem resultando no adoecimento do professor.

Muitos fatores ocupacionais estão associados aos agravos ao sistema músculo-esquelético dos docentes, tais como: longa duração de tempo da aula em pé; o carregar materiais didáticos; mobiliário inadequado; tempo longo na posição sentada para o preparo de aulas, correção de provas e exercícios; movimentos inadequados realizados durante as aulas, entre eles, flexão de tronco e flexão da coluna cervical, elevação de membros superiores e extensão da coluna cervical para escrever no quadro negro; elevada carga horária de aulas semanais; grande número de turmas; elevado número de alunos por turma e tempo insuficiente para o repouso (GOMES; BRITO, 2006; PORTO et al., 2004). Em função de suas atividades laborais, os quadros álgicos representam um risco ocupacional para os professores (RAMOS, 2008).

As lesões e as alterações mais comuns em docentes são a protusão da cabeça e ombros, as hiperlordoses cervical e lombar, a cervicobraquialgia, a lombociatalgia, bursites de ombro, escolioses, tendinites de punho e as síndromes compressivas do complexo punho-antebraço. Os sintomas referidos por eles englobam dores, parestesias, limitações funcionais, inflamação, diminuição de força muscular, tensão muscular (principalmente pescoço e cintura escapular), retrações musculares e limitações articulares, câimbras, cefaléia, problemas circulatórios e irritabilidade geral (DELIBERATO, 2002).

 

1.3 Fisioterapia Preventiva nos distúrbios osteomusculares

 

No contexto geral, as escolas dependem, enormemente, dos docentes para o seu funcionamento. Portanto, é essencial que estejam em boas condições de saúde para exercer suas atividades com eficiência. Tanto a promoção da saúde quanto a prevenção de doenças são consideradas fatores determinantes e até mesmo preponderantes para a redução dos custos dos cuidados com a saúde, os quais vêm aumentando constantemente (RAMOS, 2008).

Segundo Nascimento e Moraes (2000), hoje em dia o objetivo da fisioterapia não é apenas curar, mas sim prevenir. A Atuação do fisioterapeuta em um ambiente de trabalho pode ser: Preventiva e Curativa.

As ações preventivas incentivam os trabalhadores a novos hábitos de vida, desenvolvendo uma cultura saudável de consciência corporal e postural, gerando um bem estar físico e emocional no ambiente de trabalho.

A fisioterapia preventiva pode atuar com:

- Aplicações de questionários: importante para estabelecer um primeiro contato entre o trabalhador e direcionar as prioridades de intervenção preventiva.

- Intervenções no ambiente de trabalho: detecta possíveis riscos, como imobiliário inadequado ou uso inadequado do mesmo, entre outros.

- Avaliação postural: analisa a postura adotada pelo trabalhador, verificando alterações articulares e musculares.

- Conscientização postural: informação ao trabalhador das alterações detectadas na avaliação postural. Dando orientações ao mesmo, mostrando-o a postura inadequada e corrigindo com a postura correta.

- Elaboração de séries com exercícios laborativos: específico pra a atividade profissional desenvolvido no ambiente de trabalho.

- Palestras com assuntos preventivos diversos: Enfoca assuntos sobre DORT, cuidados posturais, importância de atividade física, entre outros.

- Elaboração de folhetos, jornais ou informativos abordando assuntos preventivos: direcionados para a população em estudo.

- Formação de grupos para atividades práticas visando à prevenção do DORT: podem ser realizados exercícios laborativos de forma que trabalhem corpo como um todo, porém dando ênfase às regiões mais sobrecarregadas durante a atividade profissional, evitando assim o estresse osteomuscular das estruturas envolvidas.

Baseado pelo modelo de intervenção preventiva de Barbosa (2002), que o divide em oito tópicos, a ação preventiva.

- A palestra: é um modo interessante para chamar a atenção e prender o trabalhador, supervisor e gerente às informações indagadas e ótima oportunidade para se tirar dúvidas de informações mal prestadas.

- Facilitação da Intervenção Preventiva: é quando se está próximo aos trabalhadores criando um laço de confiança e estabelecendo melhor possibilidade da prática com resoluções imediatas. A presença do profissional qualificado gera mais resultados do que se for passado aos funcionários às informações técnicas, o que eles devem ou não fazer.

- Auxílio na Formação da Cultura de Prevenção: é quando observa tudo o que se passa aos funcionários está sendo aplicado, de modo que deve sempre incentivá-los, conscientizando-os, através de abordagens diretas e constantes na presença de atitudes que fujam da proposta preventiva.

- Realização de Avaliações Ergonômicas das Atividades e dos Postos de Trabalho: é quando se incentiva os funcionários a fazerem os ajustes necessários sem nenhum auxílio profissional. Visto que cria uma identidade dentro do posto de trabalho. É nessa hora que se deve investir em modelos demonstrativos para divulgação, como pôsteres e cartazes, para que haja uma maior assimilação ao que deve ser feito.

- Inserção da Prática de Exercícios Laborais Compensatórios: é quando procura inserir essa prática que é de grande interesse para os trabalhadores, sendo agradável e complementar ao trabalho de prevenção. Faz-se necessário conscientizar o trabalhador que isso deve ser feito, pois muitos não os têm como hábito pelo simples fato de serem tímidos para fazê-los próximos ou em grupos com os seus colegas.

- Orientação à Prática de Atividades Físicas: é de fundamental importância tal orientação para a prática dentro e fora da empresa, pois todo o trabalho feito dentro da empresa pode vir a ser em vão se o trabalhador exerce fora da empresa algum tipo de esporte ou esforço que venha a prejudicá-lo. Deve-se orientá-los sobre as práticas externas para que possa ter progresso preventivo.

- Realização de Exercícios de Relaxamento e Alongamento: são utilizados para bloquear o processo de instalação das cervicalgias, lombalgias, tendinites, epicondilites e bursites, quando o incômodo ainda está em fase inicial, também com aplicações de recursos fisioterapêuticos de fácil acesso como as compressas de gelo e calor.

- Aplicação de Recursos Fisioterapêuticos Diversos: é quando se aplicam recursos que não requerem grandes aparatos, tais como: grandes espaços, toalhas, carrinho de transporte, entre outros. Devem-se utilizar esses recursos em intervenções rápidas, na medida em que se tenha algum incômodo, impedindo a evolução do sintoma e consequentemente da patologia.

As ações curativas oferecem serviços aos empregados que apresentem alguma patologia osteomuscular de origem diversa, inclusive ocupacional. Há empresas que possuem em seu serviço médico um ambulatório de fisioterapia.

Para estas medidas de prevenção e promoção da saúde, o fisioterapeuta deve atuar junto a instituições públicas e privadas, realizando um trabalho de conscientização junto aos professores, orientando-o quanto aos diversos problemas, principalmente posturais, que a sua profissão pode acarretar, além das formas adequadas de se prevenir contra estes problemas. Pode-se também, realizar avaliações posturais e exames físicos gerais, além de proceder às orientações acerca da necessidade da pratica de atividade física, bem como ensinar e estimular a realização de exercícios e técnicas específicas de relaxamento e alongamentos. Além de conscientizar os responsáveis, fazendo-os entender que a prevenção é economicamente viável (DELIBERATO, 2002).

 

2 METODOLOGIA

Pesquisa descritiva com abordagem quantitativa.

 

2.1 População e Amostra

Docentes universitários de uma instituição de Ensino Superior privada da cidade de Anápolis, GO. Os docentes foram escolhidos de forma aleatória em 4 cursos que são: Administração, Enfermagem, Farmácia e Pedagogia.

O número de sujeitos que participou deste estudo foi definido de acordo com a quantidade de docentes que existem nos cursos escolhidos previamente da instituição. Fez-se uma estimativa e esperava-se entrevistar 20% do número de docentes de cada curso, porém houve em 2 cursos a falta de interesse dos professores em responder o questionário, não conseguindo a pesquisa atingir o número estipulado. No curso de Enfermagem de 30 professores foram entrevistados 9 sujeitos num total de 30%. No curso de Administração de 22 professores foram entrevistados 2 sujeitos num total de 9%. No curso de Farmácia de 34 professores foram entrevistados 2 sujeitos num total de 5%. E no curso de Pedagogia de 14 professores foram entrevistados 8 sujeitos num total de 57%. Num total de 21 sujeitos entrevistados.

2.2 Instrumento

Utilizou-se para coleta de dados o Questionário Nórdico de Sintomas Osteomusculares – QNSO, usado por Macedo (2008) e adaptado pela pesquisadora, que pretendeu identificar sobre dores e regiões sentidas, sintomas e afastamentos, sendo que foram analisadas apenas as opções de resposta com frequência e sempre, portanto, a somatória de valores não considerou 100% dos sujeitos.

 

2.3 Critério de inclusão e exclusão

Foram incluídos na pesquisa os docentes do sexo feminino e masculino, entre 25 e 60 anos, vinculados ao Centro Universitário de Anápolis nos cursos de Administração, Enfermagem, Farmácia e Pedagogia que nos dias da coleta estiveram lecionando na instituição e que aceitaram fazer parte da amostra através de assinaturas do Termo de Consentimento.

Os sujeitos que não se adequaram aos critérios supracitados estiveram automaticamente excluídos do estudo.

 

2.4 Procedimento e Infra-estrutura

Os participantes foram abordados e convidados a responder o questionário na própria instituição. O Termo de Consentimento foi lido e assinado pelo entrevistado, depois o questionário foi entregue. Não houve ajuda na interpretação das questões, o entrevistado teve as opções de responder as questões e devolver o questionário em seguida ou se preferisse levou para casa, respondeu e foi devolvido à pesquisadora participante com data e hora pré-estabelecida.

Ao todo foram entregues 50 cópias do questionário, porém, muitos professores se negaram a responder a entrevista e outros levaram o questionário para casa e não devolveram na data prevista nem ao fechamento da coleta de dados, dificultando a pesquisa para ter um melhor resultado. Tendo apenas 21 sujeitos que participaram da pesquisa.

Em relação à infra-estrutura, foi feita a pesquisa na própria sala de aula em que o docente leciona aula.

Foi entregue uma carta de anuência na universidade onde ocorreu a coleta de dados, a qual foi assinada por seus responsáveis autorizando esta pesquisa.

O projeto para o desenvolvimento desta pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética da Instituição.

As respostas ficarão totalmente em sigilo, os dados serão usados exclusivamente para o fim da pesquisa, a identidade dos sujeitos será totalmente preservada e de modo algum exposta. Os dados obtidos na pesquisa serão guardados por 5 anos e após este período vão ser destruídos.

 

2.5 Análise de Dados

 

A análise dos dados foi feita através de estatística descritiva. Os resultados foram apresentados em gráficos percentuais e discutidos com teóricos conceituados que estudam o tema.

O programa utilizado para os resultados foi o Microsoft Office Word 2007.

 

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

 

No que se referem aos últimos 12 meses perguntou aos docentes se havia algum problema como dor, desconforto ou dormência. O gráfico 01 mostra que entre os entrevistados que responderam que sentem dor na cervical, 5 sujeitos (24%) sentem com frequência e 3 sujeitos (14%) sentem sempre.

Nos ombros, 6 sujeitos (29%) com frequência e 3 sujeitos (14%) sempre.

Nos braços, 6 sujeitos (29%) com frequência e 3 sujeitos (14%) sempre.

Nos cotovelos, 4 sujeitos (19%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Nos antebraços, 2 sujeitos (10%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Nos punhos/mãos/dedos, 3 sujeitos (14%) com frequência e 3 sujeitos (14%) sempre.

Na região dorsal, 6 sujeitos (29%) com frequência e 3 sujeitos (14%) sempre.

Na região lombar, 7 sujeitos (33%) com frequência e 4 sujeitos (19%) sempre.

E no quadril/membros inferiores, 8 sujeitos (38%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Últimos 12 meses

 

GRÀFICO 01: Regiões atingidas pelas dores osteomusculares nos últimos 12 meses.

 

Foram encontradas elevadas prevalências de dores músculo-esqueléticas entre os professores: 17 (85%) dos docentes entrevistados afirmaram sentir com frequência ou sempre dor músculo-esquelética em algum local do corpo. As regiões mais afetadas significativamente neste estudo foram quadril/membros inferiores, região lombar, região dorsal, braços, ombros e pescoço/ cervical, sendo a maior dor em quadril/membros inferiores. Estes achados são similares aos resultados de outros estudos com essa categoria como Carvalho e Alexandre (2006) que em seu estudo com 212 professores de ensino fundamental nos últimos 12 meses as regiões mais afetadas foram lombar, dorsal, cervical, ombros, punhos e mãos. Já Queiroz (2009), relata em seu estudo a prevalência de sintomas músculo-esquelético em dores nos membros superiores, inferiores e dor lombar.  Tendo em comum nos 3 estudos a prevalência de dores na lombar, porém um achado recente neste presente estudo foi o alto relato de dores em quadril/membros inferiores. Isto se deve a muito tempo dos professores em pé e elevadas cargas-horárias de aula.

A literatura mostra que as dores músculo-esqueléticas nos membros inferiores se relacionam ao posicionamento em pé no maior tempo da aula. Para manter o corpo na posição bípede os membros inferiores precisam manter a contração de alguns grupos musculares dos membros inferiores, e esta situação leva à fadiga muscular. Nota-se que, com o passar do tempo da aula, o professor tende a descarregar o peso do corpo apenas em uma perna, sendo esta uma maneira de descansar o membro inferior contralateral. Esta posição sobrecarrega as articulações do quadril e do joelho, que ficam desalinhadas e comprimidas. Em longo prazo, tal atitude associada a outros fatores, como a falta de atividade física, podem levar o trabalhador a desenvolver desgaste das articulações, contribuindo para a ocorrência de dor músculo-esquelético nos membros inferiores (Gasparini; Barreto; Assunção, 2006).

A necessidade de trabalhar por vários turnos, com carga horária semanal de 40 ou mais horas exige do profissional grande dispêndio de força muscular e energia corporal para cumprir esta alta exigência de trabalho.

Esta posição corporal de ficar em pé relaciona-se também com a dor na coluna uma vez que, desta forma, o corpo exerce carga sobre os discos intervertebrais, achatando-os e diminuindo assim sua hidratação (Araújo, 2005; Porto, 2004). O grande número de turnos e a elevada carga horária, estando o professor na maior parte deste tempo na posição bípede e andando de um lado para o outro tornam a atividade docente uma tarefa laboral de exigência de muito esforço físico. A presença de muito esforço físico nas atividades laborais pode contribuir, para o acometimento do sistema músculo-esquelético, principalmente na região da lombar.

Este problema pode ser agravado, caso não seja devidamente diagnosticado e tratado os sintomas osteomusculares, o que poderá levar ao aparecimento de microlesões nos tendões e outras estruturas articulares, instituindo consequentemente um quadro crônico que pode resultar em uma situação mais grave de incapacidade funcional (FERNANDES; ROCHA; RONCADELLI, 2009), trazendo gastos com tratamento de saúde e indenizações.

No que se referem aos últimos 7 dias, perguntou aos docentes se havia algum problema como dor, desconforto ou dormência; o gráfico 02 mostra que entre os docentes entrevistados responderam que sentem dor na cervical 6 sujeitos (29%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Nos ombros 6 sujeitos (29%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Nos braços 3 sujeitos (14%) com frequência e 3 sujeitos (14%) sempre.

Nos cotovelos 4 sujeitos (19%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Nos antebraços, 1 sujeito (5%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Nos punhos/mãos/dedos 4 sujeitos (19%) com frequência e 3 sujeitos (14%) sempre.

Na região dorsal 4 sujeitos (19%) com frequência e 2 sujeitos (10%) sempre.

Na região lombar 5 sujeitos (24%) com frequência e 3 sujeitos (14%) sempre.

E no quadril/membros inferiores 9 sujeitos (43%) com frequência e 1 sujeito (5%) sempre.

 

Últimos 7 dias

 

GRÀFICO 02: Regiões atingidas pelas dores osteomusculares nos últimos 07 dias.

 

 

Nos últimos 7 dias foram encontradas também sintomas osteomusculares em 16 sujeitos (76%) entrevistados onde afirmaram sentir com frequência e sempre, maior dor em quadril/membros inferiores 9 sujeitos (43%), pescoço/cervical 6 sujeitos (29%), ombros 6 sujeitos (29%) e região lombar 6 sujeitos (24%). Diferenciando dos últimos 12 meses onde eram predominantes membros inferiores e região lombar.  Ao contrário do estudo de Fernandes,Rocha e Roncadelli (2009) que ao acometimento dos sintomas nos últimos sete dias, e que foi respondido positivamente por 63,2 % dos professores. Dentre as regiões onde foi apresentado um maior número de queixas, pode-se destacar a parte região dorsal com 28,5 % e região lombar com 26,9 % e o índice de dor em quadril/membros inferiores neste estudo foi bem baixo, não sendo estatisticamente significativo. Já para Araújo (2005) em seu estudo com docentes universitários, em relação à postura corporal adotada, um grupo significativo de professores referiu dor nas costas, nos braços e nas pernas. Essas queixas músculo-esqueléticas podem estar relacionadas ao fato dos professores permanecerem por longos períodos de pé (escrever em quadro de giz), carregar material didático para salas de aulas, serem responsáveis pela instalação de recursos didáticos, deslocamento constante de um módulo para o outro e inadequação das mesas e cadeiras.

Curiosamente para Queiroz (2009) possuir outra atividade remunerada além da docência foi apontado como fator protetor de dor músculo-esquelética na região dos membros inferiores. Isto pode ser ao fato do professor posicionar-se de maneira diferente na outra atividade remunerada, com a possibilidade de alternância de posicionamentos e até mesmo de possuir um local para descanso neste outro ambiente laboral, tornando assim a jornada de trabalho diária menos estática e com mais condições de repouso do que a de um professor que ministre aulas durante todo o dia. Mas isto discorda do presente estudo, onde 90% dos sujeitos trabalham em outra atividade, são enfermeiros, administradores, farmacêuticos, e o relato de dor músculo-esquelética maior foi em membros inferiores.

No que se referem os últimos 12 meses, perguntou aos docentes se foram impedidos de realizar suas atividades (trabalho, esporte, trabalho em casa) por causa do problema; o gráfico 03 mostra que entre os docentes entrevistados responderam que no pescoço/cervical 4 sujeitos (19%) sim e 17 sujeitos (81%) não.

Nos ombros 4 sujeitos (19%) sim e 17 sujeitos (81%) não.

Nos braços 4 sujeitos (19%) sim e 17 sujeitos (81%) não.

Nos cotovelos 2 sujeitos (10%) sim e 19 sujeitos (90%) não.

Nos antebraços 2 sujeitos (10%) sim e 19 sujeitos (90%) não.

Nos punhos/mãos/dedos 3 sujeitos (14%) sim e 18 sujeitos (86%) não.

Na região dorsal 2 sujeitos (10%) sim e 19 sujeitos (90%) não.

Na região lombar 3 sujeitos (14%) sim e 18 sujeitos (86%) não.

E no quadril/membros inferiores 3 sujeitos (14%) sim e 18 sujeitos (86%) não.

 

Nos últimos 12 meses foi impedido de realizar suas atividades(trabalho, esporte, trabalho em casa)

 

GRÀFICO 03: Regiões atingidas pelas dores osteomusculares e que impediram os docentes de realizar suas atividades.

 

Em relação aos últimos 12 meses, perguntou aos docentes se foram impedidos de realizar suas atividades do dia a dia, e de 17 sujeitos (81%) a 19 sujeitos (90%) responderam não para as partes atingidas por dores osteomusculares, sendo as regiões que tiveram um maior percentual foram região cervical, ombros e braços com 4 sujeitos (19%) de queixas, não sendo tão significativo. Estes resultados são contrários ao estudo de Carvalho e Alexandre (2006) que apresentaram ocorrência considerável de impedimento na realização de atividades normais e estes docentes procuravam por algum profissional da área da saúde, mostrando que os sintomas osteomusculares representam um risco ocupacional, no entanto seu estudo teve um número de sujeitos muito maior que desta pesquisa, tendo por isto uma maior significância e um número maior de resultados.

No que se referem os últimos 12 meses, perguntou aos docentes se já foram afastados do trabalho por causa do problema, o gráfico 04 mostra que entre os docentes entrevistados responderam que 3 sujeitos (14%) sim e 18 sujeitos (86%) não.

 

Já foi afastado do trabalho por causa do problema?

 

GRÀFICO 04: Afastamento do trabalho

 

Quanto ao afastamento do trabalho, houve um número baixo de afirmações positivas, apenas 3 sujeitos (14%) responderam que sim, podendo ser pelo baixo número de entrevistados ou os docentes procuram ajuda profissional antes do seu problema ser agravado. Sugere-se adotar medidas preventivas para estes docentes, como ginástica laboral no local de trabalho com alongamentos antes do inicio das aulas, atividades físicas que promovam bem-estar aos docentes.

Para Ramos (2008), a prevenção é uma variável do estilo de vida sendo apontada como aspecto importante para a qualidade de vida. Já para Queiroz (2009), em seu estudo relata que diversas medidas preventivas devem ser adotadas pelas escolas, no intuito de diminuir as altas prevalências de dor músculo-esquelética entre os docentes.

Os docentes universitários deste estudo deveriam adotar medidas preventivas para a diminuição dos distúrbios osteomusculares, um exemplo disto são exercícios de alongamento e relaxamento que contribuem para eliminar a fadiga muscular e o estresse, aumentando a flexibilidade e melhorando a circulação sanguínea, por isso é necessário que o trabalhador discuta com o empregador a implantação de um programa de ginástica laboral, pois é uma solução mais fácil, rápida, barata e que gera grandes resultados (WAGNER et al., s/d) como mostra a figura 1.

Alguns exercícios podem ser feitos como forma de prevenção dos distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho, independente da adoção ou não por parte da universidade de um programa de ginástica laboral, os próprios docentes podem fazer em sua casa ou mesmo antes de entrar em sala de aula.

 

 

Figura 1 – exercícios de alongamentos

Fonte: Cartilha sobre LER/DORT (Wagner et al., s/d)

4 CONCLUSÃO

 

Os resultados encontrados no estudo chamam atenção que a sintomatologia osteomuscular está presente nos docentes universitários, sendo maiores as queixas na região do quadril/membros inferiores, região lombar, ombros e cervical. É de fundamental importância à implantação de medidas preventivas como alongamentos, relaxamento para evitarem o agravamento do quadro exposto pelos resultados do presente estudo, o que caso aconteça poderá levar ao afastamento das atividades de trabalho de diversos docentes, implicando em gastos com tratamentos de saúde e com questões previdenciárias, fazendo com que uma importante parte dos gastos públicos seja destinada a essas finalidades, ao invés de proporcionarem investimentos reais nas melhorias das condições de trabalho e saúde desse grupo de trabalhadores.

São necessários maiores incentivos às pesquisas, pois uma das dificuldades encontradas neste estudo foi a falta de interesse dos docentes em responder ao questionário, levando a não ter um excelente resultado. São sugeridos novos estudos sobre este assunto, incluindo como objetivo a diferença entre docentes universitários do sexo feminino e masculino, a diferença entre tempo de trabalho, mulheres com filhos e sem filhos.

 

5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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WAGNER, L. J.; RODRIGUES, A. A. & FRIESS, K. J., Cartilha sobre LER/DORT.Disponível em: . Acesso em: 14 de set. 2010.

 

 

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    Palavras-chave do artigo:

    docentes universitarios

    ,

    disturbios osteomusculares prevencao

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