Metafísica da Saúde

21/10/2010 • Por • 5,762 Acessos

Partindo-se da premissa de que metafísico é tudo aquilo que está além do físico, nossa abordagem é de que a saúde não está no corpo e sim na alma. O corpo somente apresenta sintomas que são considerados formas de expressão de nossos conflitos. Se nossas ações estão coerentes com nossa maneira de ver a vida, com nossas crenças e valores, nossa alma está saudável.

A metafísica parte do princípio que é a alma quem organiza a matéria e não o físico que cria a essência.

Para nós, metafísicos, todos os males físicos têm sua origem num comportamento psico-sócio-patológico ou no resultado de uma herança carmática. É lógico afirmar que um sentimento nocivo, por si só, não reúne condições suficientes para se manifestar fisicamente. Ele atua como um facilitador para que um agente material possa agir. Uma situação de conflito não resolvido não é causadora da gripe, mas faz com que baixe nossa defesa imunológica e permita que o virus se aloje em nosso organismo.

 

"ATENÇÃO !!! Advertimos ! O Ministério da Saúde errou! Fumar não provoca câncer. O que provoca câncer são determinados comportamentos que adotamos em relação à vida e que facilitam o ataque das substâncias nocivas existentes no cigarro".

 

A metafísica, aplicada à saúde, não é simpática a todas as pessoas, uma vez que acaba com a desculpa para seus problemas não resolvidos: a enfermidade. Mostra que o doente não é uma vítima inocente, mas que é, verdadeiramente, o autor de sua doença.

Analisem este exemplo: João e José moram em casas vizinhas e nunca tomaram as providências cabíveis para erradicar o mosquito da dengue. Os insetos proliferaram e infestaram a região. Numa determinada manhã, os dois homens foram picados pelo "Aedes aegypti". João pegou dengue e José não. No dia anterior João tinha tido uma tremenda discussão com sua mulher o que o levou a um estado de elevadíssimo estresse. José, ao contrário, tinha ido ao cinema com sua esposa e se divertido a valer. O estresse de João causou a queda imunológica que facilitou o ataque do virus. Ele foi o autor de sua doença.

Apesar do preconceito contra a metafísica, apresentado pela quase totalidade dos médicos, que creditam a ocorrência de doenças a imperfeições da natureza e ao ataque de agentes externos, a medicina tradicional do Ocidente já admite que alguns sintomas sejam de origem psicossomática. Eles ocorreriam da seguinte maneira:

 

distúrbio psicológico = deficiência funcional = alteração celular = lesão anatômica.

 

Um enfoque interessante é dado pela medicina esotérica, abordado pela italiana Angela Maria La Sala Bata em seu livro Medicina-Espiritual, que credita o aparecimento das doenças, também, à conquista da plena consciência a caminho da iluminação. Segundo ela, a meta do homem é atingir, através da harmonização das polaridades, a plena consciência, alcançando o equilíbrio e a harmonia. Seguindo um árduo caminho, o homem vai despertando sua consciência passando pelas seguintes etapas:

 

1.     Homem Primitivo;

2.     Homem Comum;

3.     Homem de Ideais;

4.     Aspirante Espiritual;

5.     Discípulo;

6.     Iniciado;

7.     Adepto ou Mestre.

 

Os estágios em que começam a manifestar-se as doenças são aqueles que vão do homem comum ao discípulo, os chamados estágios de transição. O homem primitivo, praticamente está isento de doenças, pois conta com uma consciência ainda rudimentar. Vive uma fase totalmente instintual, portanto livre dos conflitos da dualidade. Basta lembrar, segundo Freud, que no tempo das cavernas praticávamos naturalmente o canibalismo, o incesto e matávamos por matar. Neste estágio, sem conflitos internos, não há interferência da alma na inteligência celular. A dualidade somente surge e se desenvolve com o despertar da consciência.

Exercendo o Livre Arbítrio no transcorrer de sua trajetória evolutiva, o homem, saindo da consciência de massa, sente os efeitos da dualidade e consequentemente começa a sofrer os malefícios das doenças.

Voltando à metafísica da saúde, de acordo com Valcapelli e Gasparetto, as doenças ocorrem num ambiente emocionalmente propício à sua manifestação. Afirmam que as variações de humor e os conflitos emocionais precedem as doenças e não são decorrentes delas.

Excetuando-se as causas sócio-psico-somáticas, entendemos que a Lei do Carma, atuando no processo de reencarnação, a Roda de Sansara, é a causa das doenças congênitas.

Concluímos, daí, que a manifestação dos sintomas, como afirmam Dethlefsen e Dahlke, é o caminho para cura das doenças da Alma.

Em nossa experiência no convívio com as internas da Casa Amigos da Vida, todas portadoras de transtornos mentais, observamos que raras vezes os sintomas de doenças virais nelas se manifestam. Este fato nos levou a concluir que a lesão mental as inibe da dualidade e do conflito existencial causadores do enfraquecimento das defesas imunológicas. Registramos, por outro lado, doenças como câncer, derrames e reumatismos, todas degenerativas e que tiveram sua origem, possivelmente, conjuntamente com o transtorno mental.

A metafísica nos possibilita, pela análise comportamental da pessoa, diagnosticar doenças na alma antes que elas se manifestem na forma de sintomas no corpo físico.

A Doença Como Caminho, livro de  Dethlefsen e Dahlke, apresenta-nos uma figuração muito interessante que ilustra muito bem a questão da doença e do sintoma na visão metafísica.

Imaginemos que estejamos sentados ao volante de um automóvel. Teremos à nossa frente o painel de instrumentos com uma série de lâmpadas embutidas. Se ao colocarmos o motor em funcionamento alguma destas lâmpadas permanecer acesa, isto indica que há uma anomalia no carro. Esta anomalia não está no painel, é lógico. Ela está indicando que há algo de errado no motor, no sistema de freios, na refrigeração, na bateria, etc. Normalmente, devemos desligar o motor, abrir a tampa do capô e detectar o mau funcionamento conforme indica o painel. Fazendo uma analogia, quando apresentamos um sintoma em nosso corpo físico (correspondente ao acender uma luz no painel) indica que temos uma doença na alma. Neste caso, devemos resolver o problema psíquico para que o sintoma possa ser extirpado de nosso organismo.

Muito interessante é a atitude da maioria dos médicos ocidentais que, ao tratarem os sintomas, sem se preocupar com suas causas reais (a doença da alma), comportam-se como aquele mecânico que, ao invés de consertar o que não está funcionando bem no carro, simplesmente tira do painel a lâmpada para que não acenda mais. Observem quantos casos de câncer são tratados desta forma com resultados danosos. Um paciente tem um tumor extirpado, digamos do intestino, e algum tempo depois outro tumor volta a manifestar-se no mesmo órgão. Tenham a certeza de que a doença permanece na alma. O paciente continua tendo o mesmo comportamento doentio perante alguma situação da vida.

Na hipótese de estarmos incomodados com o rumo de nossa vida e que ela esteja levando-nos a um conflito interior, é hora de mudarmos. É o momento de evitarmos que a doença se estabeleça.

Por isto o diagnóstico metafísico da saúde é tão importante. Ao fazermos uma reflexão sobre a nossa vida e da maneira como a encaramos, como nos posicionamos, temos em mãos os elementos necessários para agir em prol de uma reformulação que nos evitará doenças que acarretarão sintomas da maior gravidade.

A seguir, de acordo com Valcapelli e Gasparetto, alguns exemplos de sintomas e seus correspondentes psicossomáticos:

 

Câncer                        Mágoas e ressentimentos antigos;

Diabetes                     Falta de docilidade na vida;

Nódulos mamários      Bloqueios afetivos;

Problemas no útero     Não preservar sua natureza íntima;

Cálculos renais           Cultivar mágoas e criticar  e criticar

excessivamente os entes queridos;

Pressão baixa             Fuga pelo esquecimento. Desejo de

abandonar tudo;

Pressão alta                 Fuga através da preocupação ou

dedicação excessiva aos afazeres;

Varizes                       Estagnação numa situação desagra-

dável;

Tendinite                     Irritação ou auto cobrança na hora

de executar as tarefas;

Fibromialgia               Arrependimento pela omissão ou pe-

la dedicação excessiva aos outros;

Hipertireodismo         Sentimento de rejeição,intolerância.

Falta de apoio e consideração por si

mesmo;

Obesidade                  Necessidade de sentir-se acolhido;

Bócio                          Frustração e opressão;

Diarréia                      Súbito desapego sem elaborar a ex-

periência;

Cirrose                                  Auto destruição;

 

Faringite                     Irritação por não saber lidar com

episódios desagradáveis;

Ronco                         Teimosia. Não abrir mão de seus

valores e pontos de vista;

Tuberculose                Crueldade e desejo de vingança

sufocado.

Sinusite                       Profunda irritação com alguém

bem próximo. Decepção provoca-

da pelas expectativas.

 

Olhe ao seu redor. Observe. Analise o comportamento das pessoas. Pelo tipo de comportamento você será capaz de dizer qual sintoma se faz presente no corpo. Ou ao contrário. Pelo sintoma que o corpo apresenta você será capaz de dizer como a pessoa se comporta perante a vida. Vá em frente, leia meu livro "Terapia Alquímica - A Cura Pela Transmutação" e tire suas próprias conclusões. Mas cuidado, não exponha ninguém diagnosticando sem ser convidado a fazê-lo. Ninguém gosta de ser invadido, muito menos na parte mais delicada de seu ser.

Meu livro pode ser adquirido através do site www.clubedeautores.com.br

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"A maior dificuldade de curar uma pessoa é fazer com que ela aceite a sua verdade".

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perfil do Autor

Nelson Lopes

Conselheiro Metafísico Geoterapeuta Integral Palestrante www.geoterapiaintegral.blogspot.com www.casaamigosdavida01.blogspot.com