Tratamentos Com Picadas De Abelha

19/03/2010 • Por • 7,346 Acessos

O veneno da abelha é um consagrado medicamento contra diversos distúrbios e problemas. O veneno da abelha, também chamado de apitoxina, é produzido por glândulas existentes no abdômen e introduzido no corpo das vítimas através do canal existente no ferrão, provocando reações que variam de intensidade de acordo com a sensibilidade de cada pessoa.

E uma substância química complexa formada por águas e aminoácidos, açúcares, histamina e outros componentes.

O uso da apitoxina é muito antigo e veio provavelmente da observação de que os primeiros apicultores recebiam muitas picadas e não tinham problema de reumatismo. A apitoxina pode ser encontrada no mercado de forma clandestina (pois não tem autorização do Ministério da Saúde para ser vendida como remédio) em injeções subcutâneas, pomadas, inalações e até mesmo em comprimidos. A picada natural da abelha também é um método empregado, principalmente por acupunturistas. E recomendada para doenças como artrites, nevrites, afecções cutâneas, doenças oftalmológicas, no tratamento de esclerose múltipla.

Em doze países europeus, na categoria de droga, nós podemos achar vinte e quatro produtos que contêm veneno de abelha. Esses produtos incluem formas de creme, linimentos, unguentos, pomadas ou injeção no tratamento de diversas doenças humanas.

Com a ajuda de pinças especiais aproxima-se a abelha da região a picar, a qual deve ser previamente limpa e ter colocado uma bolsa com gelo. Não se deve fazer uma nova picada no mesmo local senão ao fim de cinco dias. Após quatro dias da tumefação, sensação de dor e outras reações terem passado e o doente suportado bem o tratamento, a apiterapia poderá continuar. As regiões a picar são aquelas onde se dão habitualmente as injeções subcutâneas ( partes externas das espáduas e as ancas). O reservatório de veneno esvazia-se muito lentamente sob a ação dos gânglios contráteis. São necessárias várias horas. O veneno é rapidamente absorvido pelos tecidos envolventes e passa para o sangue. Não se deve extrair o ferrão até todo o veneno tiver saído do reservatório.

As injeções intradérmicas é muito mais prático do que as picadas naturais pelas abelhas, porque permite a injeção de doses variadas de apitoxina segundo o estado e a reação do doente. Por outro lado, pode-se sempre ter de reserva uma preparação de apitoxina em qualquer estabelecimento médico. A injeção intradérmica (entre a epiderme e a derme) de solução de apitoxina provou ser o método mais simples e mais eficaz. Com efeito, um quinto do nosso sangue encontra-se localizado na pele, de modo que uma vez o veneno inoculado na pele, espalha-se imediatamente pela via sanguínea através de todo o organismo.

 Este processo é muito mais prático do que as picadas naturais pelas abelhas, porque permite a injeção de doses variadas de APITOXINA segundo o estado e a reação do doente. Por outro lado, pode-se sempre ter de reserva uma preparação de apitoxina em qualquer estabelecimento médico (Hospital, Clínica, Dispensário). A injeção intradérmica (entre a epiderme e a derme) de solução de apitoxina provou ser o método mais simples e mais eficaz. Com efeito, um quinto do nosso sangue encontra-se localizado na pele, de modo que uma vez o veneno inoculado na pele, espalhar-se-á imediatamente pela via sanguínea através de todo o organismo. A imperceptível gotícula de veneno introduzida no nosso corpo durante uma picada de abelha é um remédio muito ativo. Pelo contrário, dezenas destas gotículas tornam-se já tóxicas para o nosso organismo, enquanto que uma dose de várias centenas é mortal.

A sensibilidade do organismo ao veneno de abelha varia segundo os indivíduos: os mais sensíveis são as mulheres, as crianças e as pessoas idosas. A experiência mostrou que 1 a 5 e mesmo 10 picadas de abelhas são muito bem suportadas por um indivíduo em bom estado de saúde e não provocam senão uma vermelhidão, ligeiro inchaço, sensação de queimadura.

Cynara Campanati

www.vettherapy.com.br

Perfil do Autor

Cynara Campanati

Médica Veterinária com especialização em Acupuntura e cursos de Fisioterapia, Quiropraxia e Florais de Bach. Atua na área de Pequenos Animais.