A atuação do Enfermeiro na prevenção primária do infarto Agudo do Miocárdio

Publicado em: 30/09/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 2,671 |

1.INTRODUÇÃO

            O Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é causado pela redução da irrigação sanguínea por uma das artérias coronárias, a qual leva a isquemia e necrose miocárdicas. A localização do IAM depende dos vasos afetados. Por exemplo, a obstrução da artéria coronária circunflexa (cx), causa infarto da parede lateral; a obstrução da artéria coronária anterior (ca), esquerda, causa infarto da parede anterior. Os infartos posteriores e inferiores verdadeiros são causados pela obstrução da artéria coronária direita (cd), ou um dos seus ramos. Os infartos ventriculares direitos também podem ser devidos a obstrução da artéria coronária direita (cd), e podem estar associados a infartos inferiores, podendo causar insuficiência ventricular direita. No infarto do miocárdio transmural (com ondas q), a lesão tissular estende-se por todas as camadas do miocárdio; no IAM subendocárdico ( sem ondas q), geralmente há lesão apenas da camada mais interna (BOUNDY et al, 2004).

            As doenças cardiovasculares prevalecem como a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo e representam a principal causa de mortalidade e incapacidade mundial. Além de conhecer o panorama mundial do infarto agudo do miocárdio, é fundamental conhecer o perfil da doença de forma regional e nacional. No Brasil, a exemplo do mundo, o Infarto Agudo do Miocárdio possui relevante impacto em termos de mortalidade e número de hospitalizações, resultado extensivo ao Estado e ao Município de São Paulo. Os indivíduos com maior risco devem ser precocemente identificados para intervenções no estilo de vida e, quando apropriado, para intervenções farmacológicas. As ações em Cardiologia preventiva, devem ser baseadas na prevalência e nas taxas de mortalidade das síndromes coronárias agudas. Consequentemente, a diminuição do ônus da doença arterial coronária, particularmente do Infarto Agudo do Miocárdio, pode ser iniciada, pela redução dos fatores de risco (GUIMARÃES, 2006).

            O IAM resulta da obstrução de uma das artérias coronárias. Essa obstrução pode ser devida a aterosclerose, trombose, agregação plaquetária, estenose ou espasmo da artéria coronária. Os fatores predisponentes são: envelhecimento, diabetes mellitus, níveis séricos elevados de triglicerídios, concentrações altas de lipoproteínas de baixa densidade, níveis altos de colesterol e concentrações baixas de lipoproteínas de alta densidade no soro; ingestão excessiva de gorduras saturadas, carboidratos ou sal; hipertensão; obesidade; história familiar de Doença Arterial Coronariana (DAC); sedentarismo; tabagismo; estresse ou personalidade do tipo A (agressividade, atitude competitiva, apego ao trabalho, impaciência crônica); uso de drogas como Anfetaminas ou cocaína  entre outras  (BOUNDY et al, 2004).

            Os homens são mais suscetíveis ao IAM do que as mulheres, embora a incidência esteja aumentando nas mesmas que fumam e usam anticoncepcionais orais. No sexo feminino, no período pós-menopausa, a incidência é semelhante às taxas observadas nos homens (BOUNDY et al, 2004).

            Os autores citam as complicações cardíacas do Infarto Agudo do Miocárdio,  como sendo arritmias, choque cardiogênico, insuficiência cardíaca com edema pulmonar secundário, e pericardite. Outras complicações como a ruptura do septo atrial ou ventricular, da parede ventricular ou das valvas cardíacas; aneurismas ventriculares; trombos murais causam embolia cerebral ou pulmonar; e ampliações do Infarto original. A síndrome de Dressler (pericardite pós – IAM) pode ocorrer dias ou semanas após um infarto do miocárdio e causar dor persistente, mal estar e febre.

            Aos sinais e sintomas do IAM, nos casos típicos, o cliente faz referência ao sintoma fundamental do IAM, que é a dor esternal constritiva e persistente, a qual pode irradiar-se para o braço esquerdo, maxilar, pescoço e omoplatas. Em geral, ele relata que a dor é intensa, constritiva ou compressiva persistente, por 12 horas ou mais. Em certos casos a dor pode ser branda e semelhante a da indigestão. O aumento da freqüência gravidade ou da duração da angina pode ser relatado por clientes com Doença Arterial Coronariana. Desmaio iminente, fadiga, náuseas, vômitos e apnéia também poderá ser relatado.  Verifica-se ansiedade, agitação com dispnéia e sudorese. Nos casos de insuficiência cardíaca direita é possível notar distensão das veias jugulares. A febre não é comum no início do infarto do miocárdio, contudo nos dias subseqüentes poderá haver hipertermia  (BOUNDY et al,  2004).

            Para que possamos  compreender melhor, como ocorre o IAM, é de fundamental importância, termos conhecimento da estrutura do órgão onde se dá tal evento, ou seja o coração, e as funções desempenhadas por tais estruturas, conhecimento este que  proporcionará uma visão mais ampla por nossa parte, corroborando numa plena compreensão da magnitude do evento ocorrido neste nobre órgão, que recebe a denominação de  IAM, o qual é nosso objeto de pesquisa.

            O interior do coração é dividido em quatro câmaras: duas superiores, átrios direito e esquerdo, e duas inferiores, ventrículos direito esquerdo. o lado direito do coração(átrio direito e ventrículo direito), o coração, recebe sangue desoxigenado, ou seja sangue com baixo teor de oxigênio, e bombeia este sangue para os pulmões; o lado esquerdo do coração ( átrio esquerdo e ventrículo esquerdo), recebe sangue oxigenado, ou seja, rico em oxigênio, dos pulmões e o bombeia para o resto do corpo  (GRAAF, 2003).

Dentre os fatores de riscos envolvidos na potencialização da doença, destaca-se, o Diabetes mellitus (DM), que é uma doença muito freqüente, na qual sua prevalência está aumentando em praticamente em todo o mundo. Estima-se que o numero de indivíduos diabéticos deverá sofrer ainda um incremento de 50% (cinquenta por cento), até o ano de 2025. Por apresentar diversas complicações crônicas, especialmente doenças cardiovasculares aguda, estima-se que o risco de um paciente diabético desenvolver a doença coronária é duas a três vezes maior do que um indivíduo não-diabético. A presença de hiperglicemia no período de admissão de indivíduos com IAM que não referiam diabetes, é geralmente conhecida como hiperglicemia do estresse  (LERARIO et al, 2007).

O enfermeiro deve investigar a frequência de depressão em indivíduos cardiopatas, com e sem diagnóstico de IAM, estudos realizados trazem resultados sugerindo que os transtornos de depressão não são desencadeados pelo IAM, mas que estão presentes antes da admissão hospitalar, destacando a importância do rastreamento dos pacientes portadores de doença coronariana crônica, através da educação e prevenção. A Organização Mundial de saúde (OMS), cita a depressão e a doença cardiovascular como duas das condições mais debilitantes e dispendiosas no contexto da saúde, sendo que essas doenças crônicas, são as enfermidades de maior impacto sobre a qualidade de vida do individuo. A depressão é noviça aos pacientes cardiopatas, mostrando-se como um agravante fator de risco para o IAM (LEMOS et al, 2008).

Segundo Lemos et al (2008), estima-se que a Doença Arterial Coronariana e a Depressão Maior serão em 2020, as duas principais causas de morte, devendo a possibilidade de comorbidade entre as duas doenças tornar-se mais preocupante. Como dado importante para prevenção do IAM, um estudo assinalou que 20% dos pacientes submetidos à coronariografia sofrem de depressão maior. Pacientes acometidos de IAM ou Angina Instável (AI), também apresentam depressão nos mesmos percentuais. Investigações multicêntricas chamadas de ENRICHD (Enhancing Recovery in Coronary Heart Disease), referem os transtornos depressivos como presentes em 30 a 50% pacientes que apresentam Síndrome Coronariana Aguda (SCA).

            A partir de 1982, vários trabalhos publicados, mostraram que a cocaína é um importante fator desencadeante do IAM, em pacientes portadores ou não de coronariopatia obstrutiva. O mais evidente elo é a relação temporal entre o uso da droga, e o inicio dos sintomas. Através destes estudos realizados ficou comprovada não só pela relação temporal, como também pelos antecedentes de dor, com características idênticas as do IAM, sempre que os  pacientes faziam uso da mesma. Sendo a droga metabolizada pelo fígado, e excretada pelos rins. Com ação deletéria para o sistema cardiovascular devido ao bloqueio pré-sináptico da reutilização de noradrenalina e dopamina.  A alta concentração destes neurotransmissores nos sítios pós-sinápticos levam a intensa estimulação adrenérgica, com consequente aumento da pressão arterial(PA), da contratilidade do ventrículo esquerdo (VE), e da freqüência cardíaca (FC). Também está comprovada uma ação direta vasoconstritora coronária da droga. Aumento importante da agregação plaquetária foi verificado em estudos in vitro e in vivo nos pacientes viciados neste tipo de droga, o que pode contribuir para a trombose coronária, deixando estes indivíduos vulneráveis às alterações hemodinâmicas (OSTERNE et al, 2000).

O tabagismo é hoje, a principal causa de enfermidades evitáveis e incapacidades prematuras e chegará a ser a primeira causa de morte evitável no século XXI. A cada ano morrem cerca de três milhões de pessoas em todo o mundo devido ao tabaco. Segundo a Organização Mundial de Saúde, para os próximos 30 a 40 anos, a epidemia tabágica será responsável por 10 milhões de mortes anualmente, sendo que 70% dessas mortes ocorrerão nos países em desenvolvimento. No Brasil, em 1989, uma pesquisa nacional de base populacional (PNSN), demonstrou que de um total de aproximadamente 30 milhões de adolescentes entre 10 e 19 anos, 2,7 milhões eram fumantes. Vários estudos no mundo e no Brasil, mostram a idade cada vez mais precoce do início do vício de fumar, e o aumento da prevalência de tabagismo em adolescentes. Estima-se que essa tendência resultará em 250 milhões de mortes em anos futuros. A adição à nicotina ocorre com o uso regular de tabaco e adolescentes fumantes têm alta probabilidade de tornarem-se adultos fumantes.O risco para que estes milhões de usuários do tabaco, promovam o IAM é muito grande durante o decorrer de suas vidas  (MALCON et al, 2003).

            De acordo com Machado et al (2008),  a higiene bucal é de grande importância para a prevenção das Doenças Arteriais Coronarianas(DAC). Através de estudos realizados, e amostras coletadas de alguns pacientes, foi verificada a presença de microorganismos causadores de periodontites, as quais são responsáveis por várias (DAC). Conforme relatos dos estudiosos, as  periodontites e cardiopatias são doenças multifatorias, que dividem caminhos etiopatológicos devido a mediadores químicos locais e sistêmicos, desencadeando doenças cardiovasculares como o IAM. Sugere-se a Educação em Saúde Bucal  para a prevenção de várias doenças cardíacas. 

            O Índice de Massa Corporal (IMC) (kg/m2) — acima de 25, que caracteriza o sobrepeso, está associado a um maior risco de desenvolvimento de morbidades crônicas não transmissíveis, sendo este gradativo e contínuo. Entretanto, como os indivíduos diferem em relação à composição corporal e localização da gordura, o uso do IMC deve ser associado à medidas da distribuição de gordura, como forma de melhor predizer o risco. Os homens tendem a ter maior proporção de gordura abdominal, conferindo-lhes o chamado padrão masculino ou andróide de distribuição de gordura. Por outro lado, as mulheres tendem a ter maior quantidade de gordura na região glútea, apresentando o padrão feminino de distribuição de gordura corporal. Este padrão pode ser avaliado pela razão entre a circunferência da cintura e circunferência do quadril, conhecido como razão cintura/quadril (RCQ), bem como pela razão cintura/altura (RCA), e circunferência da cintura.(RCQ), e a circunferência da cintura (CC), são as medidas mais utilizadas para mensurar a gordura abdominal que, por sua vez, relaciona-se à quantidade de tecido adiposo visceral. O estudo epidemiológico mostrou que a obesidade central estava associada com a hipertensão arterial, importante fator de risco das doenças cardiovasculares. Da mesma forma, o excesso de gordura na região abdominal (adiposidade central), pode ter maior capacidade preditiva que a massa corporal total para o Infarto Agudo do Miocárdio,  e o Acidente Vascular Cerebral (CASTRO et al, 2004; PITANGA et al, 2005).

            A literatura aponta que muitos dos homens e mulheres que infartam possuem uma ruptura com vida cotidiana. A interferência dos sintomas na espontaneidade da ação, que culmina  com a vida cotidiana, é descrita por algumas categorias como a sequência de ações e interações do homem com o Infarto, face aos sintomas e sua evolução. Na fase de experiência aparecem os incômodos como:dor, cansaço, e falta de ar no desempenho das atividades. Devido a estes fatores, destaca-se a importância do enfermeiro na educação e prevenção do IAM, pois o indivíduo incomodado com tantos sintomas se automedica, toma suas providências necessárias, não quer admitir a seriedade dos desconfortos ocasionados e promove as tentativas de melhora, hesitando na procura de atendimento ante ao desaparecimento temporário dos incômodos, acarretando piora de seu quadro clínico, em um momento mais agravante. Varias ações e desconfortos apontaram a importância da atuação do enfermeiro em programas educativos, focalizando a conscientização dos sinais de eventos cardiovasculares iminentes, e a valorização da procura imediata de atendimento médico, face aos sinais e sintomas prodrômicos do IAM, ou seja alterações clínicas que sugerem que algo está errado. Para isto, a melhor forma para evitar o Infarto Agudo do Miocárdio é realizar um trabalho com fins educativos, focalizando a modificação de estilos de vida que favorecem as Doenças Arterias Coronarianas (MUSSI et al, 2004).

            No intuito de estender as informações sobre como educar o paciente para a prevenção do IAM, o enfermeiro deve explicar os procedimentos e responder às perguntas do cliente e  familiares. Orientá-lo sobre os fármacos e o protocolo de tratamento. Informar quanto aos efeitos colaterais dos fármacos e dizer-lhe para ficar atento e comunicar sinais de toxicidade como anorexia, náuseas, vômitos, depressão mental, vertigem, visão turva e halo amarelo-esverdeado ao redor das imagens, caso esteja usando um glicosídeo a base de digitális. Somando-se a isto deve verificar e revisar restrições dietéticas, e se necessário fazer uma dieta hipossódica, com pouco colesterol e poucas gorduras, providenciando uma lista com os alimentos que devem ser evitados.  Estimular o indivíduo a participar do programa de exercícios de reabilitação cardíaca. Reiniciar progressivamente a atividade sexual, com moderações.  Aconselha-se sempre quando necessário,  fazer o relato de  dor torácica típica ou atípica, quando vier a ocorrer. Alguns clientes podem desenvolver a síndrome pós –IAM com dor torácica, que deve ser diferenciada da recidiva do IAM, do Infarto pulmonar e da insuficiência cardíaca. O paciente deve receber informação, sobre o hábito de fumar, com o intuito de erradicar o tabaco de seus hábitos, e se necessário,  providenciar encaminhamento para um  grupo de apoio (BOUNDY et al, 2004).

            Na respiração anaeróbica do tecido isquêmico, temos frequentemente dor precordial  que também pode ser referida no ombro e braço esquerdos, assim como em outras áreas, essa dor recebe a denominação de angina pectoris que precede o IAM, pessoas com angina frequentemente tomam nitroglicerina ou drogas correlacionadas que ajudam a a aliviar a isquemia e a dor. Essas drogas são eficientes porque estimulam a vasodilatação, que melhora a circulação coronária e diminui o trabalho que o coração tem de executar, para ejetar o sangue nas artérias. As células do miocárdio estão adaptadas para respirar aerobicamente e não podem respirar anaerobicamente por mais de alguns minutos. Se a  isquemia e a respiração aeróbia continuam por mais de alguns minutos, pode ocorrer a necrose(morte da célula), nas áreas privadas de oxigênio, ocorrendo um dano súbito irreversível, este tipo é chamado de Infarto Agudo do Miocárdio (GRAAF, 2003).

 

            Finalizaremos esta fase, evidenciando de forma introdutiva, o  diagnóstico de Enfermagem mais focado em pacientes acometidos de IAM, suas intervenções, associados a outros cuidados de enfermagem, os quais resultarão num melhor prognóstico aos pacientes acometidos de doenças cardiovasculares.

 

            Definimos DÉBITO CARDÍACO como sendo o produto do Volume Sistólico(VS), pela Frequência Cardíaca(FC), o que representa a quantidade de sangue bombeada pelo coração por minuto, é o principal determinante do transporte de oxigênio aos tecidos; cujo valor varia de 5 à 6 litros por minuto, conforme a superfície corpórea do indivíduo (KNOBEL, 2005).

 

            O DÉBITO CARDÍACO será de volume adequado, quando a frequência cardíaca estiver entre 60e 120 batimentos por minuto, e pela PA sistólica entre 90 e 139 MMHG, podemos relacionar também o estado mental em alerta, e pele seca e quente. o DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO  está sempre relacionado a ocorrências como: perda sanguínea, comprometimento da distribuição de líquido, comprometimento da circulação, e contração cardíaca inadequada. esclarecemos que o DÉBITO CARDÍACO depende do volume circulante e da contração adequada do músculo cardíaco, onde a força de contração adequada do músculo cardíaco, promoverá o DÉBITO CARDÍACO através de sua relação com a distensão miocárdica, à medida que o coração se enche de sangue. devido a isto, o enfermeiro(a), deve  orientar o paciente de grupo de risco e/ou que já manifestou sinais e sintomas, para restringir suas atividades, e indicar repouso, obtendo com tal Intervenção de Enfermagem a diminuição das demandas celulares de oxigênio, pois a inatividade reduz a frequência cardíaca, permitindo que o coração se encha com mais sangue entre as contrações, o que resultará na normalização do DÉBITO CARDÍACO do paciente, e consequente melhora do paciente (TIMBY; SMITH, 2005).

 

            O DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO é dentre os diagnósticos de Enfermagem , o mais focado em pacientes acometidos de IAM, é definido como quantidade insuficiente de sangue bombeado pelo coração para atender às demandas metabólicas corporais. Para que haja um melhor discernimento, citaremos os fatores relacionados em letras maiúsculas e as características definidoras de forma corriqueira como observaremos a seguir: FREQUÊNCIA/ RITMO CARDÍACOS ALTERADOS : arritmias e palpitações; PRÉ-CARGA ALTERADA : fadiga, edema, murmúrios; PÓS CARGA ALTERADA : dispnéia, reperfusão capilar periférica prolongada, mudanças da cor da pele; CONTRATILIDADE ALTERADA : crepitações, tosse; COMPORTAMENTOS EMOCIONAIS : ansiedade, agitação (NORTH AMERICAN NURSING DIAGNOSIS ASSOCIATION, 2004).

 

            Algumas das Intervenções de Enfermagem indicadas para o diagnóstico de Enfermagem de DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO são: Administração de medicamentos, Controle Ácido-Básico, Controle do Choque, Controle de Eletrólitos, Controle Hidroeletrolítico, Monitoração de sinais vitais, Monitoração respiratória na Oxigenoterapia, Reanimação Cardiopulmonar, Regulação Hemodinâmica, Controle de Arritmias, Posicionamento, Redução de Ansiedade, Supervisão da Pele (MCCLOSKEY; BULECHEK, 2004).

 

            Mediante a Intervenção de Enfermagem de Repouso, ao paciente que se encontra com o Diagnóstico de DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO, Um dos Resultados de Enfermagem esperados é a normalização de seu DÉBITO CARDÍACO, através da Diminuição de suas Demandas Celulares de Oxigênio (MAAS; MOORHEAD, JOHNSON, 2008).

 

            Através do estudo de Diagnóstico(NANDA) de: DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO, Intervenções(NIC),  e Resultados(NOC), montamos esta tabela que se segue a este texto, com o intuito de permitir melhor visualização, e permitir uma melhor compreensão dos tópicos acima citados, para todos que tiverem acesso a esta monografia.

 

 

DIAGNÓSTICOS (NANDA)

INTERVENÇÕES (NIC)

RESULTADOS (NOC)

Débito Cardíaco Diminuído

Controle Hidroeletrolítico

Normalização do Volume Circulante

Débito Cardíaco Diminuído

Repouso

Diminuição das Demandas Celulares de O2

Débito Cardíaco Diminuído

Redução da Ansiedade

Maior Confiança do Paciente em seu Prognóstico

 

           

2.OBJETIVOS

            Dessa forma nosso estudo bibliográfico definiu como objetivos principais:

      Levantar os fatores de risco do IAM.

Identificar e Correlacionar Diagnósticos(NANDA), com Ações de Enfermagem(NIC), e Resultados(NOC).

 

3.METODOLOGIA

 

Tipo de Pesquisa

 

       Este estudo teve como suporte metodológico a pesquisa bibliográfica.

Segundo Lakatos e Marconi(1998), a pesquisa bibliográfica oferece meios para definir, resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas onde os problemas não se cristalizaram suficientemente tendo por objetivo permitir uma análise das pesquisas e informações.

O material bibliográfico foi levantado a partir de descritores como: Infarto, I.A.M., Prevenção, Miocárdio, Educação x Saúde e Fatores de Risco, ou descritores em bibliotecas de instituição de ensino da rede pública e privada, além de bases de dados oficiais contemplando, desta forma, livros, periódicos publicações de eventos, bem como banco de dados eletrônicos.

A pesquisa bibliográfica é um levantamento mais abrangente da referência bibliográfica sobre o tema escolhido. Os tipos de documentos aqui utilizados podem ser classificados como documentos que incluem resultados de pesquisa, e documentos secundários, que abrangem listas e revisões bibliograficas. É interessante pensarmos que a pesquisa bibliográfica nos possibilita escolher temas, desvendar questões ainda não estudadas ou solucioná-las (LAKATOS; MARCONI, 1998).

 Critérios para o levantamento bibliográfico

A pesquisa bibliográfica foi feita com base em construir um conhecimento acerca do assunto a ser estudado, a importância do enfermeiro na educação em saúde para a prevenção do Infarto Agudo do Miocárdio.  A adoção de critérios para seleção dos artigos é importante para que haja rigor e uniformização na escolha destes.

Os critérios estabelecidos foram:

1.Artigos que abordem a problemática da prevenção do Infarto Agudo do Miocárdio e seus fatores de risco.

2. Artigos que correlacionem os achados em pesquisas, a Diagnósticos de Enfermagem, Intervenções de Enfermagem com seus respectivos Resultados/ e ou Observações.

3. Artigos indexados nos bancos de dados SCIELO (Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde).

4.Artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, e livros abrangendo o período de:2000 à 2008; foram resgatados 42 artigos e 12 livros, destes foram selecionados 13 artigos e 8 livros, que respondiam aos objetivos.

5. Artigos publicados em português, inglês ou espanhol.

6. Artigos e livros localizados na Biblioteca Central da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas) e SCIELO (Scientific Electronic Library Online).

Procedimentos para seleção dos artigos

Inicialmente, para a realização do levantamento bibliográfico foi utilizada a Internet, onde foram consultados os banco de dados SCIELO (Scientific Electronic Library Online).

O SCIELO (Scientific Electronic Library Online) é um banco de dados cujo acesso pode ser feito "on line" através da BIREME ou de CD ROM cuja periodicidade é quadrimestral. Para a busca bibliográfica utilizar-se-à  termos em língua portuguesa.

Os descritores utilizados para o levantamento de dados foram: Infarto, I.A.M., Prevenção, Miocárdio, Educação x Saúde e Fatores de Risco, Diagnósticos de Enfermagem, Intervenções de Enfermagem, Resultados/ e ou Observações de Enfermagem.

 

4.RESULTADOS

 

Nesta etapa correlacionaremos a fisiopatologia do coração, e como se dá a ocorrência do IAM, levantando os fatores de risco, que inferem para recidivas do IAM, através da interpretação de dados coletados em pesquisa, foram estabelecidos critérios para o desenvolvimento deste trabalho, o qual visa principalmente estabelecer uma sequência metodológica de Ações da Enfermagem, no que se refere ao paciente acometido de IAM, objetivando acelerar sua recuperação, e evitar a incidência e reincidência do IAM, melhorando sua perspectiva e qualidade de vida, além de sua longevidade.

O ataque cardíaco que é causado por um fornecimento insuficiente de sangue ao miocárdio(isquemia miocárdica). Sendo que o tipo mais comum, envolve uma obstrução de uma artéria coronária que reduz o fornecimento de oxigênio para o miocárdio.  Se a deficiência coronária for continuada, resulta em necrose no local do tecido causando uma perda permanente de fibras musculares cardíacas(Infarto Agudo do Miocárdio) IAM, pois a necrose cardíaca resulta em parada cardíaca.

Durante o IAM se inicia um processo de lesão irreversível no músculo miocárdico, o qual trará danos permanentes e irreversíveis ao indivíduo acometido de tal patologia. Nosso coração possui um complexo  estimulante, que têm como componentes: o nó sinoatrial(SA), nó atrioventricular(AV), fascículo atrioventricular(Feixe de His), e ramos subendocárdicos (Ramos de Purkinje). Sendo que a contração de ventrículos denominamos sístole, e sua dilatação denominamos diástole. A estrutura das artérias e veias nos permite transportar o sangue do coração para os capilares, e dos capilares de volta para o coração, quando ocorre alguma obstrução destes vasos, como as artérias, que transportam o sangue na direção divergente,ou seja para fora do coração, ou as veias, que transportam sangue em direção convergente, ou seja para dentro do coração, temos  demanda insufuciente de oxigênio para o coração , iniciando o processo de IAM, através dos mecanismos de hipóxia, a qual conduzirá a isquemia, a qual terá como consequência a necrose, ocorrendo o IAM (GRAAF,2003).

Podemos denominar Choque como uma síndrome complexa caracterizada pela incapacidade do sistema circulatório em fornecer Oxigênio e nutrientes aos tecidos de forma a atender suas necessidades metabólicas, ou seja, é uma Perfusão Orgânica Inadequada que não consegue suprir a necessidade de Oxigênio tecidual; clinicamente podemos dizer que o Choque é uma hipoperfusão com ou sem hipotensão. é necessário que o Enfermeiro(a), detenha o conhecimento de mecanismos Fisiológicos que regulam o fluxo sanguíneo, como o mecanismo de auto-regulação, no qual ocorre aumento de fluxo com a queda do suprimento de substâncias nutritivas a níveis abaixo dos satisfatórios, o outro se trata do mecanismo de impulso autônomo dos nervos simpáticos, os quais controlam a distribuição geral do fluxo sanguíneo para as principais áreas do organismo; No CHOQUE CARDIOGÊNICO encontraremos as seguintes ocorrências: Falência Ventricular Esquerda, Disfunção Miocárdica da Sepse, Lesões Valvulares, Arritmias/Distúrbios de Condução, Miocardite/Miocardiopatia, (IAM) Infarto Agudo do Miocárdio (KNOBEL, 2005).

A isquemia do miocárdio pode ser diagnosticada por meio de alterações características no ECG, onde encontramos inversão da onda T, e depressão no ponto J, como encontros caracterizadores da ocorrência do IAM.O diagnóstico de Infarto Agudo do Miocárdio(IAM), é auxiliado pelo exame de sangue da concentração de várias enzimas que são liberadas pelas células lesadas, ou seja necrosadas, como a:creatinofosfoquinase(CK) e a fração MB da creatinofosfoquinase(CK-MB), a troponina e a mioglobina também são observadas; Todas estas enzinas recebem o nome de: Marcadores de Necrose Miocárdica, pois indicam a morte de células do músculo miocárdico, e complementam o diagnóstico de ocorrência de IAM (GRAAF, 2003).

            Segundo Lerario et al (2007), apesar de referido em 12,1% dos pacientes o diabetes mellitus(DM), ocorria efetivamente em 24,8%, e a hiperglicemia de estresse(HE), em 13,6% dos indivíduos dessa população, a hiperglicemia de estresse é a presença da hiperglicemia   no período de admissão de indivíduos com IAM, podendo ser atribuída ao estímulo adrenérgico resultante do estresse associado ao evento isquêmico miocárdico, sendo que vem tendo sua  importância reconhecida, não somente por indicar uma condição de menor reserva pancreática, o que resulta em alterações do metabolismo glicêmico, como também, por estar associada a males imediatos e tardios do IAM, quando realizamos comparação com pacientes não-diabéticos. Sem embargo, alterações glicêmicas ocorreram em 37,4% dos indivíduos com IAM. Nos pacientes com DM, observou-se maior precocidade etária do IAM, e maior prevalência de óbitos em tratamentos cirúrgicos.

 

            Segundo Osterne et al(2000); No período de um ano, cinco casos de Infarto Agudo do Miocárdio associados ao uso de cocaína por inalação foram comprovados, todos os pacientes do sexo masculino, com idade variando de 24 a 41 anos. A relação temporal entre a inalação do tóxico e a dor foi observada, todos deram entrada na emergência com menos de 6 horas de evolução do Infarto, com exceção feita ao uso de um fibrinolítico intravenoso. Quatro pacientes exibiram a angiografia coronária, sem lesões significativas após resolução da trombose local. Um paciente com oclusão total de descendente anterior, após trombólise mecânica com guia metálico, foi submetido a angioplastia primária, seguida de implante de stent. Todos os pacientes, com importante déficit contrátil ventricular esquerdo, tiveram boa  evolução hospitalar. No "follow-up" a médio prazo observou-se a morte súbita de três deles e os dois restantes, continuaram em tratamento ambulatorial, assintomáticos.

 

            A prevalência de tabagismo na amostra do trabalho de Malcon et al (2003), foi de 12,1%. As prevalências foram similares para os sexos femininos e masculinos. Os fatores de risco para tabagismo na análise multivariada, por regressão logística, foram: maior idade, odds ratio, irmãos mais velhos fumantes, três ou mais amigos fumantes, e baixa escolaridade.

 

            Segundo Filho Oliveira et al(2005), a segurança do aluno e a correta prescrição da atividade física, com o  seu consequente aproveitamento, gera ótimos benefícios à saúde, tanto física, como emocional, alcançando assim os objetivos principais da avaliação cardiovascular na pré-participação realizadas nas academias. Esses ambientes transformaram-se nos últimos anos em locais de convívio intenso de milhares de jovens, sendo claramente uma opção de estilo de vida. A orientação adequada para a prática de atividades físicas e a segurança com que esta é praticada, passaram a ser requisitos fundamentais para o bom resultado desta atividade.  Mais recentemente, pessoas de faixas etárias mais elevadas também tem procurado as academias para programas de condicionamento físico, auxílio na redução da obesidade e pela própria prescrição médica do exercício, como parte do tratamento de diversas doenças.

 

            Conclui-se que a avaliação do estado nutricional é de grande utilidade e importância para o estabelecimento de estratégias de intervenção visando a prevenção de doenças cardiovasculares, uma vez que os marcadores de risco relacionados à nutrição, como os antropométricos, dietéticos e bioquímicos, podem ser modificados com a adoção de estilo de vida saudável, e controle do peso corporal (CASTRO et al, 2004).

 

            Aos pacientes com níveis séricos elevados de colesterol e triglicérideos o Enfermeiro deve orientar para uma dieta com baixos teores de gordura saturadas e colesterol; aumentar a ingesta de frutas, líquidos; criar no paciente o hábito de usar roupas mais largas, a fim de favorecer a circulação. Na ocorrência do paciente  sentir  dor toráxica, indicar repouso, ou tomar fármaco prescrito, o qual de primeira escolha, em geral é a nitroglicerina, notificando tal evento ao médico, independente do alívio da dor. (TIMBY; SMITH, 2005).

Os resultados conforme Pitanga et al (2005), demonstram que o índice C e RCCQ são os melhores indicadores de obesidade para discriminar RCE. A CC tem intermediário poder discriminatório, e o IMC indica a antropometria de obesidade menos adequada para discriminar RCE. Estes dados sugerem que os indicadores de obesidade abdominal são melhores para discriminar RCE, do que os indicadores de obesidade generalizada.

O principal desconforto vivenciado na primeira fase da experiência de homens infartados foi a ruptura com a vida cotidiana, provocada pelo aparecimento dos sintomas do IAM. De acordo com Mussi et al (2004), várias ações e desconfortos desses homens, nessa fase, apontaram a importância da atuação do enfermeiro em programas educativos, focalizando a conscientização dos sinais de eventos cardiovasculares iminentes e a valorização da procura imediata de atendimento médico face aos sinais e sintomas prodrômicos do IAM. Além disso, a única forma de evitar o desconforto da ruptura com a vida cotidiana é evitar o próprio infarto, o que implica também na atuação do enfermeiro em programas educativos, focalizando a modificação de estilos de vida que favorecem a DAC.

            Para Lemos et al (2008), algumas limitações do estudo devem ser consideradas. Por se tratar de um estudo observacional, é possível que fatores de confusão, não interferiram nos resultados. O delineamento de exposto-controle, também não permite o estabelecimento de uma relação temporal clara entre os eventos. Estudos adicionais são necessários para avaliar perspectivamente o papel da depressão como fator de risco ou desencadeamento de desfechos clínicos cardiovasculares. 

 

            As informações observadas no artigo científico de Machado et al (2008),  sugere a existência de uma forte associação entre a infecção periodontal e as cardiopatias, e que ambas as doenças dividem muitos fatores de risco e processos patológicos. Portanto  a periodontite tem um importante papel na aterogênese e trombogênese, e pode aumentar os riscos de doenças cardíacas, a prevenção e o tratamento das infecções periodontais podem ser importantes na redução da mortalidade e morbidade associada com as doenças cardiovasculares.

 

            A atividade elétrica aleatória desorganizada no interior da parede ventricular do coração, têm por consequência a perda da contração ventricular coordenada, o que prejudica a circulação coronária resultando em pressão baixa, ou hipotensão. Observando que caso a fibrilação ventricular continuada não for tratada, terá como resultado o óbito. Foi observado que as doenças valvulares podem causar o mal funcionamento das cúspides, resultando em um coração dilatado; Entre as estratégias para minimizar o risco de Infarto Agudo do Miocárdio(IAM), estão a redução de peso, evitar hipertensão através da introdução de uma dieta adequada, redução de fontes de tensão ou estressores, evitar gorduras saturadas (LDL), que são a classe de proteínas de baixa densidade, consideradas maléficas, por transportarem o colesterol do fígado até as células de outros órgãos , elevando os níveis de colesterol no plasma, e aderir a uma nutrição que contenha mais alimentos com (HDL), que são lipoproteínas de alta densidade capazes de absorver os cristais de colesterol, quando estes ainda começam a ser depositados nas paredes arteriais( impedindo o processo aterosclerótico), alimentos como por exemplo: O azeitem e óleo de canola, que contém grande quantidade de HDL além dos Ômega 3 e 6. Como outros fatores de risco, recomendamos de forma preventiva, evitar o tabagismo, e a introdução de um modo de vida mais saudável, como a introdução de práticas regulares de exercícios físicos. Estima-se que 1 a cada 5 indivíduos com idade de 60 anos sucumbirá de um ataque cardíaco, sendo que as causas imediatas deste ataque são: Fornecimento inadequado de sangue nas artérias coronárias, Disfunção anatômica ou Distúrbios de condução (GRAAF, 2003).         

 

            Aumento da capacidade funcional, redução de sintomas, benefício psicológico, auxílio no controle de fatores de risco, retorno mais precoce ao trabalho e aumento da sobrevivência justificam o emprego sistemático da reabilitação no tratamento do IAM, em todas as fases, considerando sua atrativa relação custo/efetividade. A orientação fundamental a ser dada pelo cardiologista a seu paciente é de que: a reabilitação após o Iinfarto não se limita a programas formais e sofisticados, mas a mudança do estilo de vida abrangente, em relação aos fatores de risco controláveis, e à marcada convivência com movimentos de qualquer espécie em relação às atividades cotidianas (AVEZUM et al, 2004).

 

            Ressaltaremos nesta fase a importância das ações de enfermagem na prevenção do IAM, antes da sua primeira ocorrência, ou seja em pacientes suscetíveis, os quais fazem parte do grupo de risco para o IAM, demonstrando de modo comparativo com pacientes, onde já se deu a ocorrência do choque cardiogêncio(IAM), focando os resultados da Assistência de Enfermagem, através de amostragens de pacientes que não tiveram tal cuidado de Enfermagem, correlacionando estes casos com os Diagnósticos de Enfermagem do NANDA(North American Nursing Diagnosis Association). Tendo sido utilizada a coleta de dados, e as Intervenções de Enfermagem indicadas para estes pacientes contidas no NIC(Nursing Iinterventions Classification), e NOC(Nursing Outcomes Classification). Comprovando através de resultados encontrados nestes pacientes, um melhor Prognóstico, confirmando através de fatos, a importância  do Enfermeiro(a) na Educação em Saúde para a Prevenção do IAM.

 

            Segundo Lima (2006), estudo de casos, envolvendo pacientes, no período de pós-cateterismo , nos quais foi objetivado estabelecer Diagnósticos de Enfermagem Nanda, tendo sido utilizado a coleta de dados, do Processo de Enfermagem, se fundamentando na Teoria de Déficit do Auto, foram estabelecidos 25 diferentes Diagnósticos de Enfermagem. Todos os pacientes apresentaram Integridade tissular prejudicada; Risco para infecção; Dor aguda (região inguinal); Mobilidade física prejudicada, Déficit do auto-cuidado para higiene íntima e Risco para lesão orgânica renal. Conclui-se que a Teoria de Déficit do auto-cuidado de Orem, facilitou a classificação de Diagnósticos de Enfermagem da NANDA, contribuindo para individualização, humanização e qualificação da Assistência de Enfermagem, além de promover o auto-conhecimento, auto-controle e a participação dos clientes no próprio cuidado.

 

            Em pesquisa realizada com 22 pacientes acometidos de IAM, os fatores de risco mais prevalentes foram: HAS , TABAGISMO, DIABETES MELITUS, DISLIPIDEMIA E DPOC, foram identificados 15 Diagnósticos de Enfermagem da NANDA, Intervenções de Enfermagem da NIC, e Resultados de Enfermagem da NOC, observamos que alguns Diagnósticos, suas Intervenções e Resultados estava interligados, ou seja para diferentes Diagnósticos, se apresentavam as mesma Intervenções e os mesmos Resultados como mostraremos a seguir: RISCO PARA CONSTIPAÇÃO: Planejar a dieta; Resultando em melhora na eliminação intestinal. DÉFICIT NO AUTOCUIDADO PARA VESTIR-SE: Assistência para vestir o paciente, resultando em melhor auto-cuidado. INTEGRIDADE DA PELE PREJUDICADA/INTEGRIDADE TISSULAR PREJUDICADA: Prevenir UPP; Resultando em melhor  integridade tissular. MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA/RISCO PARA INTOLERÂNCIA À ATIVIDADE: Promover exercício; Resultando no controle da dor, ventilação. DÉFICIT NO AUTOCUIDADO PARA ALIMENTAÇÃO/NUTRIÇÃO DESQUILIBRADA MENOS QUE AS NECESSIDADES CORPORAIS: Administrar dieta por sonda nasogástrica/nasoenteral; Resultando em melhora do estado nutricional.  ANSIEDADE/PADRÃO DE SONO PERTURBADO: Proporcionar ambiente tranqüilo; Resultando em benefício psicológico. PADRÃO RESPIRATÓRIO INEFICAZ/DESOSBSTRUÇÃO INEFICAZ DAS VIAS AÉREAS/VENTILAÇÃO ESPONTÂNEA PREJUDICADA: Manter oxigenoterapia;. Resultando em melhor ventilação. DOR AGUDA: Aplicar calor/frio; Resultando em  controle da dor (ROCHA, 2006).

 

            Através do estudo de Diagnósticos(NANDA), Intervenções(NIC), e Resultados(NOC), montamos esta tabela que se segue a este texto, com o intuito de permitir uma melhor visualização, com consequente melhor compreensão dos tópicos citados ao longo desta monografia, os quais são Diagnósticos e seus desdobramentos, decorrentes de pacientes acometidos de IAM, para que todos que tiverem acesso a esta monografia, visualizem mais clara e resumidamente o que foi explanado.

 

DIAGNÓSTICOS (NANDA)

INTERVENÇÕES (NIC)

RESULTADOS (NOC)

ANSIEDADE

Reduzir Ansiedade mediante Diálogos com o paciente

Benefício Psicológico

DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO

Controle de Arritmias

Normalização do

Ritmo Cardíaco

DÉBITO CARDÍACO DIMINUÍDO

Monitoração Respiratória

na Oxigenoterapia

Melhor Oxigenação Celular

DÉFICIT NO AUTOCUIDADO P/ VESTIR-SE

Assistência para Vestir

o paciente

Melhor Auto-Cuidado

DOR AGUDA

Aplicar Calor/Frio

Controle da Dor,  Conforto

INTEGRIDADE TISSULAR PREJUDICADA

Proteger contra Infecção, Prevenir UPP

Melhor  Integridade Tissular, Cicatrização.de Feridas

MOBILIDADE FÍSICA PREJUDICADA

Promover Exercício

Controle da Dor,

Ventilação.

NUTRIÇÃO DESQUILIBRADA MENOS QUE AS NECESSIDADES CORPORAIS

Auxiliar durante

a Alimentação

Melhora do Estado Nutricional.

PADRÃO RESPIRATÓRIO INEFICAZ

Realizar Oxigenoterapia

Melhor Ventilação.

RISCO P/ CONSTIPAÇÃO

Planejar a Dieta

Melhora na

Eliminação Intestinal

RISCO P/ INFECÇÃO

Supervisionar Acessos

Melhor Integridade Tissular

 

5.CONCLUSÃO

            Conclusivamente obtivemos resultados positivos e efetivos, no que se refere a Atuação do Enfermeiro(a) no IAM, focando o conhecimento técnico-científico, implementando cuidados, e modificação de estilos de vida,obtendo aumento da capacidade funcional, redução de sintomas, benefício psicológico, maior controle de fatores de risco, retorno mais precoce ao trabalho e longevidade, sendo aprovada sua atrativa relação custo/efetividade, temos a expectativa que esta monografia, venha a ter seu conteúdo colocado em prática, para que desta forma o trabalho técnico-científico venha de encontro com o principal objetivo de qualquer Ação de Enfermagem, que é o Ato de Cuidar, para que possamos ver neste tipo de intervenção assistencial de ENFERMAGEM, um relevante aumento do número de pacientes não reincidentes, devido a esta ação, e uma conjunta melhora,  no tópico que se refere a uma melhor qualidade de vida dos mesmos, tendo como consequência, a valorização do profissional de Enfermagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

6.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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    infarto

    ,

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    ,

    prevencao

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