Ansiedade E Depressão Em Profissionais De Enfermagem: Avaliação Através De Escala De Ansiedade E Depressão Hospitalar

01/08/2008 • Por • 32,136 Acessos



  1. Introdução

 

Segundo o Ministério da Saúde do Brasil (Representação no Brasil da OPAS/OMS - 2001) a Saúde do Trabalhador constitui uma área da Saúde Pública que tem como objeto de estudo e intervenção as relações entre o trabalho e a saúde. Tem como objetivos a promoção e a proteção da saúde do trabalhador, por meio do desenvolvimento de ações de vigilância dos riscos presentes nos ambientes e condições de trabalho, dos agravos à saúde do trabalhador e a organização e prestação da assistência aos trabalhadores, compreendendo procedimentos de diagnóstico, tratamento e reabilitação de forma integrada, no Sistema Único de Saúde (SUS). Nessa concepção, trabalhadores são todos os homens e mulheres que exercem atividades para sustento próprio e/ou de seus dependentes, qualquer que seja sua forma de inserção no mercado de trabalho, nos setores formais ou informais da economia. Estão incluídos nesse grupo os indivíduos que trabalharam ou trabalham como empregados assalariados, trabalhadores domésticos, trabalhadores avulsos, trabalhadores agrícolas, autônomos, servidores públicos, trabalhadores cooperativados e empregadores – particularmente, os proprietários de micro e pequenas unidades de produção. São também considerados trabalhadores aqueles que exercem atividades não remuneradas – habitualmente, em ajuda a membro da unidade domiciliar que tem uma atividade econômica, os aprendizes e estagiários e aqueles temporária ou definitivamente afastados do mercado de trabalho por doença, aposentadoria ou desemprego. Entre os determinantes da saúde do trabalhador estão compreendidos os condicionantes sociais, econômicos, tecnológicos e organizacionais responsáveis pelas condições de vida e os fatores de risco ocupacionais – físicos, químicos, biológicos, mecânicos e aqueles decorrentes da organização laboral – presentes nos processos de trabalho. Assim, as ações de saúde do trabalhador têm como foco as mudanças nos processos de trabalho que contemplem as relações saúde-trabalho em toda a sua complexidade, por meio de uma atuação multiprofissional, interdisciplinar e intersetorial. Os trabalhadores, individual e coletivamente nas organizações, são considerados sujeitos e partícipes das ações de saúde, que incluem: o estudo das condições de trabalho, a identificação de mecanismos de intervenção técnica para sua melhoria e adequação e o controle dos serviços de saúde prestados. As ações de saúde do trabalhador devem estar integradas com as de saúde ambiental, uma vez que os riscos gerados nos processos produtivos podem afetar, também, o meio ambiente e a população em geral. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS 2001), o perfil de adoecimento e morte dos trabalhadores resultará da amalgamação de fatores que podem ser sintetizados em quatro grupos de causas:

    “1.  doenças comuns, aparentemente sem qualquer  relação com o         trabalho;

2.        doenças comuns (crônico-degenerativas, infecciosas, neoplásicas, traumáticas, etc.) eventualmente modificadas no aumento da freqüência de sua ocorrência ou na precocidade de seu surgimento em trabalhadores, sob determinadas condições de trabalho. A hipertensão arterial em motoristas de ônibus urbanos, nas grandes cidades, exemplifica esta possibilidade;

3.        doenças comuns que têm o espectro de sua etiologia ampliado ou tomado mais complexo pelo trabalho. A asma brônquica, a dermatite de contato alérgica, a perda auditiva induzida pelo ruído (ocupacional), doenças músculo-esqueléticas e alguns transtornos mentais exemplificam esta possibilidade, na qual, em decorrência do trabalho, somam-se (efeito aditivo) ou multiplicam-se (efeito sinérgico) as condições provocadoras ou desencadeadoras destes quadros nosológicos;

4.        agravos à saúde específicos, tipificados pelos acidentes do trabalho e pelas doenças profissionais. A silicose e a asbestose exemplificam este grupo de agravos específicos.”(Ministério da Saúde do Brasil. Representação no Brasil da OPA/OMS. Doenças Relacionadas ao Trabalho: Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde. Brasília, pgs17 e 27, 2001)

 

 

 

 

 

MUROFUSE (2004) nos mostra que a força de trabalho de enfermagem está sendo consumida por danos que afetam o corpo e a mente em decorrência de enfermidades causadas por violência oculta no trabalho, conhecidas também como doenças da modernidade, tais como: LER/DORT, depressão, angústia, estresse, alcoolismo, hipertensão arterial e infarto agudo do miocárdio. Constatou-se que a instituição acompanha as mudanças processadas no mundo do trabalho adquirindo novas tecnologias e equipamentos, promovendo mudanças organizacionais com novas modalidades de assistência e modelos gerenciais. Destaca-se que 55,7% dos trabalhadores de enfermagem possuíam vínculo de trabalho temporário, ou seja, relações precárias de trabalho, sem direitos e garantias trabalhistas e assistenciais. Os trabalhadores expostos não apenas às “doenças da modernidade” mas também às mais antigas como a dengue e a tuberculose, ocasionando licenças para tratamento de saúde e as outras formas de adoecimento pelo trabalho devido a exposição ocupacional a riscos: biológicos, químicos, físicos, ergonômicos e psicossociais.

DEJOURS (1992) demonstra através de seus estudos que:

 

   “a organização do trabalho exerce, sobre o homem, uma ação específica, cujo impacto é o aparelho psíquico. Em certas condições, emerge um sofrimento que pode ser atribuído ao choque entre a uma história individual, portadora de projetos, de esperanças e de desejos, e uma organização do trabalho que os ignora. Esse sofrimento, de natureza mental, começa quando o homem, no trabalho, já não pode fazer nenhuma modificação na sua tarefa no sentido de torná – la mais conforme às suas necessidades fisiológicas e a seus desejos psicológicos – isso é, quando a relação homem – trabalho é bloqueada. A forma de que se reveste o sofrimento varia com o tipo de organização do trabalho. O trabalho repetitivo cria a insatisfação, cujas conseqüências não se limitam a um desgosto particular. Ela é de certa forma uma porta de entrada para a doença, e uma encruzilhada que se abre a descompensações mentais ou doenças somáticas, em virtude de regras que foram, em grande parte elucidadas. As tarefas perigosas, executadas na maioria das vezes em grupo, dão origem a um medo específico. A vida psíquica é, também, um patamar de integração do funcionamento de diferentes órgãos. Sua desestruturação repercurte sobre a saúde física e sobre a saúde mental.”(Dejours, C. A. Loucura do Trabalho – estudo de psicopatologia do trabalho – tradução de Ana Isabel Paraguay e Lúcia Leal Ferreira. São Paulo: Editora Cortez, 5a. edição ampliada, pgs. 133-134, 1992).

 

BRUNNER E SUDDARTH (2006) conceitualizam:

“quando as pessoas apresentam sofrimento ou necessidades emocionais não-satisfeitas, elas vivenciam um sentimento global de infelicidade. À medida que a tensão aumenta, a segurança e a sobrevida são ameaçadas. As diferentes maneiras pelas quais as pessoas respondem a essas situações problemáticas refletem o nível de adaptação e maturidade de cada uma. As pessoas emocionalmente saudáveis se empenham para satisfazer as demandas das situações angustiantes, enquanto ainda se deparam com os problemas típicos que surgem em suas vidas. As maneiras pelas quais as pessoas respondem aos estímulos desconfortáveis refletem sua exposição a diversas experiências biológicas, emocionais e socioculturais. O comportamento disfuncional em uma pessoa não só afeta gravemente a  saúde emocional dessa pessoa, como também pode colocar outros em risco de lesão ou morte. À medida que esses comportamentos destrutivos são repetidos, evidencia-se um padrão cíclico: raciocínio prejudicado, sentimentos negativos e mais ações disfuncionais que impedem que a pessoa satisfaça as demandas de vida diária.”(BRUNNER & SUDDARTH et. al Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgico. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S. A, 10a. edição, vol.1, pgs:105-106, 2006).

 

BOTEGA et. al (1995) mostrou-nos que a HAD é de fácil compreensão pelos pacientes. As subescalas de ansiedade e de depressão tiveram consistência interna de 0,68 e 0,77, respectivamente. A correlação dos itens com as respectivas subescalas sugere que essas possuem validades convergentes, não discriminantes. Com ponto de corte 8/9, a sensibilidade e a especificidade foram 93,7% e 72,6%, para ansiedade, e 84,6% e 90,3%, para depressão. Na prática clínica, a utilização da HAD poderia auxiliar na detecção de casos de transtornos do humor que necessitam de tratamento.A distinção entre ansiedade e depressão é muito útil na prática clínica. Pode orientar melhor, por exemplo, o tratamento farmacológico dos sintomas. Sob o ponto de vista teórico, no entanto, é controvertida. Ainda não se definiu se seriam transtornos distintos, se distintos em categoria ou em dimensão. Estudos populacionais em geral demonstram a correlação entre as duas dimensões. Sabe-se, também, que a correlação entre escalas costuma ser consideravelmente inflacionada, quando calculada a partir de população que represente a gama completa de gravidade, como o ocorrido no seu estudo. Para o clínico que utiliza a HAD, continua útil o raciocínio que toma ansiedade e depressão como constructos separados. A subescala de depressão da HAD, por exemplo, baseia-se fortemente na anedonia, considerada uma característica preditiva de boa resposta a antidepressivos. A utilização de um instrumento simples como o HAD poderia revelar casos de transtornos do humor que podem passar despercebidos pela equipe assistencial.

OMS (2001) caracteriza os episódios depressivos por humor triste, perda do interesse e prazer nas atividades cotidianas, sendo comum uma sensação de fadiga aumentada. O paciente pode se queixar de dificuldade de concentração, apresentar baixa auto-estima e  baixa autoconfiança, desesperança, idéias de culpa e inutilidade; visões desoladas e pessimistas do futuro, idéias e atos suicidas. O sono encontra-se freqüentemente perturbado, geralmente por insônia terminal. O paciente se queixa de diminuição de apetite, geralmente com perda de peso sensível. Sintomas de ansiedade são muito freqüentes. A angústia tende a ser tipicamente mais intensa pela manhã. As alterações da psicomotricidade podem variar da lentificação à agitação. Pode haver lentificação do pensamento. Os episódios depressivos devem ser classificados nas modalidades: leve, moderada, grave sem sintomas psicóticos, grave com sintomas psicóticos.

 

Diante do exposto, e por saber que a dinâmica do trabalho de enfermagem envolve tanto intervenções com o corpo e mente dos pacientes, como também, estão expostos as mais variáveis formas de estímulos físicos e mentais no ambiente de trabalho, estando susceptíveis a desenvolver sentimentos de impotência profissional, ansiedade, depressão e medo, comprometendo a qualidade de assistência prestada e, interferindo diretamente na saúde mental desses profissionais, que por vezes necessitam receber apoio e acompanhamento de uma equipe multiprofissional, que possa auxiliar esse trabalhador na identificação de seu sofrimento e conseqüentemente desenvolver programas de prevenção e manutenção da saúde mental do profissional de enfermagem (OLER et. al. 2005).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2. Objetivos

2.1 Objetivo Geral

Verificar incidência de ansiedade e depressão hospitalar em profissionais de enfermagem em um Hospital Geral Estadual.

 

2.2  Objetivo Específico

1.      Relacionar grau de ansiedade e depressão hospitalar nos profissionais de enfermagem e as unidades em que exercem suas atividades profissionais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

3. Metodologia

 

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Geral de Vila Penteado “Dr. José Pangela” de São Paulo, através de Memorando Interno 037/2007.

Utilizamos o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, o qual, também foi aprovado pelo Comitê acima citado. Participaram  desta pesquisa dez profissionais de enfermagem e foram excluídos os profissionais que se encontravam em afastamento por licença médica, licença maternidade e férias.

 

Segundo MARCONI e LAKATOS (2006) pesquisa lógica e objetiva deve utilizar todas as provas possíveis para o controle dos dados coletados e dos procedimentos empregados. O investigador não se pode deixar envolver pelo problema; deve olhá-lo objetivo, sem emoção. Não deve tentar persuadir, justificar ou buscar somente os dados que confirmem suas hipóteses, mas comprovar, o que é mais importante do que justificar. 

 

Os profissionais de enfermagem de um Hospital Geral Estadual responderam um questionário: HAD - Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão, esta escala contém 14 itens, sendo sete de ansiedade e sete de depressão; cada item contém uma graduação de zero a três; a soma dos itens fornece a pontuação total (0 a 21, em cada subescala) sendo de fácil aplicação, HAD-Ansiedade: sem ansiedade de 0 a 8, com ansiedade maior ou igual a 9. HAD- Depressão: sem depressão de 0 a 8, com depressão maior ou igual a 9 (BOTEGA et. al. Validação da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD) em pacientes epiléticos ambulatoriais,1998 in. ZIGMOND e SNAITH. The Hospital Anxiety and Depression Scale. Acta psychiatr. Scand. 1983.v67 p361-370).

 

 

 

 

 

 

 

3.1 Resultados, Discussão, Gráficos e Tabela

 

A amostra final constitui-se de dez profissionais de enfermagem, sendo 9 (90%) do sexo feminino e 1 (10%) do sexo masculino, gráfico I;  com estado civil de 6 (60%) solteiros, 3 (30%) casados e 1 (10%) outros, gráfico II; e idade 7 (70%) entre 31 a 40 anos, 2 (20%) 20-30 anos, 1 (10%) 41-50 anos, gráfico III;

 

Em relação à categoria profissional: 7 (70%) auxiliares de enfermagem e 3 (30%) enfermeiros, gráfico IV; as unidades onde trabalham foram: 5 (50%) do Pronto-Socorro, 5 (50%) da UTI, gráfico V;  com tempo de serviço de 6 (60%) entre 7 a 11 anos, 2 (20%) entre 12 a 16 anos,  1 (10%) entre 2 a 6 anos e 1 (10%) com mais de 16 anos, gráfico VI.  No total foram encontrados 2 (20%) casos de ansiedade e 0 (0%) caso de depressão, Tabela I.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tabela I







Escore para Ansiedade Hospitalar nos profissionais de enfermagem pesquisados




Escore para Depressão Hospitalar nos profissionais de enfermagem pesquisados






HAD-A (sem ansiedade 0 a 8, com ansiedade igual ou maior 9)




HAD-D (sem depressão 0 a 8, com depressão igual ou maior 9)






PS                            UTI




PS                            UTI






4                                2




2                                 6






4                                8




3                                 7






4                                9*                      




2                                 4






8                                4




4                                 2






14*                            8




4                                 2



 

* 20% casos de Ansiedade Hospitalar

     0% caso de Depressão Hospitalar

 

 

Segundo Nishide e Benatti (2004) os trabalhadores de enfermagem são na sua maioria representados pelo sexo feminino (90%) gráfico I, e a força de trabalho em enfermagem é essencialmente de nível técnico (70% são auxiliares de enfermagem) gráfico IV.

De acordo com Gurgueira et. al (2003), Elias e Navarro (2006) a idade média desses trabalhadores são de 36,5 anos (70% entre 31 – 40 anos) gráfico III, com tempo de serviço em média de 10,7 anos (60% de 7 – 11 anos) gráfico VI, em sua maioria são solteiras (60%) gráfico II, os quais, reafirmam a identificação do pessoal de enfermagem. A ansiedade apresenta-se em maior prevalência com relação à depressão (20%), Tabela I, como mostram BOTEGA et. al. (1995).

 

Na enfermagem, vive-se uma realidade de trabalho cansativo e com muito desgaste devido à convivência com a dor e sofrimento dos clientes. A diversidade de atividades executadas, as interrupções freqüentes, os imprevistos, o contato direto com o sofrimento e a morte, são fatores agravantes no trabalho de enfermagem, que na maioria das vezes podem produzir um desgaste mental. (Shimizu E. 1996)

 

4.  Conclusão

Este estudo mostrou a possibilidade do uso da Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HAD) em profissionais de enfermagem em um Hospital Geral Estadual. A HAD foi escolhida para ser utilizada neste estudo por ser de fácil manuseio e de rápida execução. Sugerimos que o  programa do Governo do Estado da Saúde, “Cuidando de Quem Cuida”, já existente neste hospital, seja mais divulgado dentro da instituição e se necessário reformulado para que atenda a demanda dos profissionais de enfermagem.  Observamos que ao abordarmos os profissionais no momento da aplicação da escala, estes mostraram-se muito ocupados, reafirmando a sobrecarga de trabalho, mas interessados em participarem da pesquisa, o que evidencia interesse em relação à sua saúde ocupacional. Concluímos que apesar do baixo índice apresentado nesta pesquisa, 20% para ansiedade e 0% para depressão, faz-se necessário ações efetivas em virtude da saúde do trabalhador.

 

  Referências

 

Ministério da Saúde do Brasil. Representação no Brasil da OPA/OMS. Doenças Relacionadas ao Trabalho: Manual de Procedimentos para os Serviços de Saúde. Brasília, páginas 17 e 27 2001.

 

MUROFUSE, N. T. O adoecimento dos trabalhadores de enfermagem da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais: reflexo das mudanças no mundo do trabalho. Ribeirão Preto, 2004. 298p. : il.: 30cm.

 

DEJOURS, C. A Loucura do Trabalho – estudo de psicopatologia do trabalho – tradução de Ana Isabel Paraguay e Lúcia Leal Ferreira. São Paulo: Editora Cortez, quinta edição ampliada, páginas 133-134, 1992.

 

BRUNNER & SUDDARTH et.al. Tratado de Enfermagem Médico-Cirúrgica. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan S.A, décima edição, vol. 1, páginas105-106, 2006.

 

BOTEGA N. J. et.al. Transtornos do humor em enfermaria de clínica médica e validação de escala de medida (HAD) de ansiedade e depressão. Revista Saúde Pública vol.29 n.5. São Paulo oct.1995.

 

OLER, Fabiana G. et.al. Qualidade de vida da equipe de enfermagem do centro cirúrgico. Arq. Ciênc. Saúde 2005 abr-jun; 12(2):102-10.

 

MARCONI M. de A, LAKATOS E. M. Técnicas de Pesquisa. São Paulo: Editora Atlas, sexta edição, páginas 20-21, 2006.

 

HULLEY, Stephen B. et.al. Delineando a Pesquisa Clínica: Uma Abordagem Epidemiológica. São Paulo: Editora Atheneu, segunda edição, 2003.

 

ZIGMOND A.S., SNAITH R.P. – The Hospital Anxiety and Depression Scale. Acta psychiatr. Scand. 1983.V67p361-370.

 

BOTEGA N. J, MILENA P.P, PLEDSON M., MANUELA G.L., CARLOS A M.G. – Validação da Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HAD) em pacientes epiléticos ambulatoriais. J.Bras Psiq.vV47,n6, p285-289,1998.

 

MARCOLINO J. A. M, et.al. Medida da Ansiedade e Depressão em pacientes no pré-operatório: Estudo Comparativo. Campinas. Vol.57, número2, mar/apr. 2007.

 

 

NISHIDE V. M, BENATTI M. C. C. Riscos Ocupacionais entre trabalhadores de enfermagem de uma Unidade de Terapia Intensiva. Revista Esc. Enfermagem USP, Ribeirão Preto, 2004; 38(4):406-14.

 

GURGUEIRA G. P, ALEXANDRE N. M. C, FILHO H. R. C. Prevalência de sintomas músculo-esquelético em trabalhadores de enfermagem. Revista Latino-Am. Enfermagem vol.11, n 5, Ribeirão Preto Sept/Oct 2003.

 

ELIAS M. A, NAVARRO V. L. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um Hospital Escola. Revista Latino-Am. Enfermagem vol.14, n.4, Ribeirão Preto July/Aug. 2006.

 

 

SHIMIZU E. Sofrimento e prazer no trabalho vivenciado por enfermeiras que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva em um Hospital-Escola de Enfermagem. [Dissertação] São Paulo (SP): Escola de Enfermagem da USP; 1996.

 

 

 ESCALA DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO -  HAD

 

Leia todas as frases. Marque com um X a resposta que melhor corresponder a como você tem se sentido na ÚLTIMA SEMANA.Não é preciso ficar pensando muito em cada questão. Neste questionário as repostas espontâneas têm mais valor do que aquelas em que se pensa muito.Escolha apenas uma resposta para cada pergunta.         

 

1) A    Eu me sinto tenso ou contraído:

       (   ) A maior parte do tempo

       (   ) Boa parte do tempo

       (   ) De vez em quando

       (   ) Nunca

 

2) D    Eu ainda sinto gosto pelas mesmas coisas de antes:

       (   ) Sim, do mesmo jeito que antes

       (   ) Não tanto quanto antes

       (   ) Só um pouco

       (   ) Já não consigo ter prazer em nada

 

3) A    Eu sinto uma espécie de medo, como se alguma coisa ruim fosse acontecer:

       (   ) Sim, e de jeito muito forte

       (   ) Sim, mas não tão forte

       (   ) Um pouco, mas isso não me preocupa

       (   ) Não sinto nada disso

 

4) D    Dou risada e me divirto quando vejo coisas engraçadas:

       (   ) Do mesmo jeito que antes

       (   ) Atualmente um pouco menos

       (   ) Atualmente bem menos

       (   ) Não consigo mais

 

5) A     Estou com a cabeça cheia de preocupações:

       (   ) A maior parte do tempo

       (   ) Boa parte do tempo

       (   ) De vez em quando

       (   ) Raramente

 

6) D    Eu me sinto alegre:

       (   ) Nunca

       (   ) Poucas vezes

       (   ) Muitas vezes

       (   ) A maior parte do tempo

 

7) A    Consigo ficar sentado à vontade e me sentir relaxado:

       (   ) Sim, quase sempre

       (   ) Muitas vezes

       (   ) Poucas vezes

       (   ) Nunca

 

 

8) D    Eu estou lento para pensar e fazer coisas:

       (   ) Quase sempre

       (   ) Muitas vezes

       (   ) De vez em quando

       (   ) Nunca

 

9) A    Eu tenho uma sensação ruim de medo, como um frio na barriga ou um aperto no estômago:

       (   ) Nunca

       (   ) De vez em quando

       (   ) Muitas vezes

       (   ) Quase sempre

 

10) D    Eu perdi o interesse em cuidar da minha aparência:

       (   ) Completamente

       (   ) Não estou mais me cuidando como eu deveria

       (   ) Talvez não tanto quanto antes

       (   ) Me cuido do mesmo jeito que antes

 

11) A    Eu me sinto inquieto, como se eu não pudesse ficar parado em lugar nenhum:

       (   ) Sim, demais

       (   ) Bastante

       (   ) Um pouco

       (   ) Não me sinto assim

 

12) D    Fico esperando animado as coisas boas que estão por vir:

       (   ) Do mesmo jeito que antes

       (   ) Um pouco menos que antes

       (   ) Bem menos do que antes

       (   ) Quase nunca

 

13) A    De repente, tenho a sensação de entrar em pânico:

       (   ) A quase todo momento

       (   ) Várias vezes

       (   ) De vez em quando

       (   ) Não senti isso

 

14) D    Consigo sentir prazer quando assisto um bom programa de televisão, de rádio, ou quando leio alguma coisa:

       (   ) Quase sempre

       (   ) Várias vezes

       (   ) Poucas vezes

       (   ) Quase nunca

 

 

Idade:       ___ 20-30anos    ___31-40anos    ___41-50anos     ___51-60 anos

 

Sexo:        ___feminino    ___masculino

 

Estado Civil:     ___solteiro    ___casado    ___viúvo    ___outros

 

Categoria:      ___enfermeiro(a)    ___téc. de enfermagem    ___aux. de enfermagem    ___atendente

 

Tempo de Serviço:   ___até 1 ano    ___2-6anos    ___7-11anos    ___12-16anos    ___mais de 16 anos

 

Unidade onde trabalha:_____________________________________________________________

Perfil do Autor

Claudia Forlin

Enfermeira, docente no Ensino Superior.Especialista.