Avaliação das normas de biossegurança no controle da tuberculose pulmonar

Publicado em: 05/08/2011 | Acessos: 595 |

1 INTRODUÇÃO

 

 

A tuberculose (TB) está diretamente relacionada aos fatores socioeconômicos, sanitários e de saúde. É factível que a ausência de saneamento básico, de alimentação balanceada, de moradia adequada, de educação, associado à baixa imunidade e a doenças imunossupressoras como a  Aids, torna a população um alvo potencial da doença e impede que as medidas tecnológicas utilizadas no controle e cura da doença sejam efetivas, gerando um grande problema na saúde pública.

A tuberculose pulmonar é uma patologia transmitida pelo ar, através de gotículas expelidas pela tosse, fala, espirro ou pela expectoração de pessoas bacilíferas positivas, isto é, portadoras do bacilo Mycobacterium tuberculosis ativo. O Mycobacterium tuberculosis é uma bactéria pertencente à família Mycobaqcteriaceae e ao gênero Mycobacterium, que tem como características serem aeróbicos, de crescimento lento, aspecto de bastão, medirem de0,2 a 0,6 micra de diâmetro e de1 a 10 micra de comprimento e apresentarem resistência a agentes químicos e sensibilidade ao calor e à radiação ultravioleta. (BRASIL, 1998, p. 2; BRASIL, 2002a, p. 48).

Os sintomas iniciais apresentados pelos portadores do bacilo de koch (BK) – febre, tosse, perda do apetite e emagrecimento – terminam por dificultar o diagnóstico preciso, por estarem associados também a outras patologias, elevando o risco de disseminação e contaminação da sociedade.

No Brasil, as medidas de ação com vistas reduzir a morbidade, mortalidade e transmissibilidade do bacilo são desenvolvidas pelo Programa Nacional de Controle da Tuberculose (PNCT), por meio da busca ativa de casos, tratamento supervisionado, educação em saúde, uso de quimioprofilaxia e vacina, ampliação do sistema de notificação e garantia da gratuidade contínua das medicações. (BRASIL, [200-], p. 4-10).

Segundo Castro Filho et al (2004, p. 48), no País a transmissão ocorre de forma comunitária, e os testes realizados em profissionais de saúde confirmam um dado importante: a elevada taxa de contaminação no ambiente hospitalar.

Na tentativa de reduzir e evitar a propagação do bacilo dentro das unidades de saúde, a Organização Mundial de Saúde (OMS) criou normas de biossegurança que enfatizam providências de natureza administrativa, ambiental e de proteção respiratória, imprescindíveis no controle da tuberculose pulmonar.

Considerando a dimensão desse problema, pode-se assegurar que a implantação e o funcionamento dessas normas de biossegurança nas unidades de saúde tornaram-se uma questão essencial na educação, no diagnóstico precoce e no tratamento e combate à transmissibilidade do bacilo, uma vez que tais medidas de segurança objetivam a proteção dos funcionários, do ambiente, dos clientes que circulam pela unidade de saúde, dos comunicantes (familiares, vizinhos, amigos) e dos próprios portadores da tuberculose.

O interesse pelo tema surgiu durante os estágios realizados em hospitais e postos de saúde, tendo-se observado nessas unidades alguns aspectos que devem ser trazidos à luz da discussão no âmbito acadêmico da saúde, a saber: não existe um investimento efetivo no que tange à informação e à orientação conveniente aos funcionários, comunicantes e portadores da tuberculose pulmonar; as estruturas arquitetônicas, por serem antigas, não propiciam ventilação adequada para recepcionar suspeitos e portadores do bacilo; o isolamento dos pacientes muitas vezes somente ocorre após a confirmação da baciloscopia, evidenciando a vulnerabilidade dos profissionais que ali atuam; e os equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados nem sempre são fornecidos, devido ao seu alto custo.

Considerando a relevância deste tema, o presente estudo busca responder à seguinte questão: Como as normas de biossegurança podem contribuir para redução da disseminação do bacilo da tuberculose nas unidades de saúde?

Dessa maneira, o presente artigo tem como objetivo geral verificar a implantação e funcionamento das normas de biossegurança preconizadas pela OMS. Quanto aos objetivos específicos, estes se concentram em entender o funcionamento das medidas administrativas no controle da TB, identificar o mecanismo de aeração utilizado nas unidades de saúde; e compreender as medidas de proteção respiratória.

 

 

 

 

2 METODOLOGIA       

 

 

No que se refere ao percurso metodológico, o presente trabalho trata-se de uma pesquisa científica quali-quantitativa, desenvolvida no setor de Tisiologia de um hospital geral e filantrópico de Salvador-Ba. Segundo Lakatos e Marconi (1991, p. 8), nessa modalidade de investigação o pesquisador é colocado em contato direto com tudo o que foi escrito, dito ou filmado sobre o assunto. Prestes (2003, p. 27), por sua vez, afirma que os objetivos tendem a ser alcançados por meio de pesquisa de campo, com a utilização de questionários, entrevistas e observações, e pela coleta de dados, que visa investigar os pesquisadores em seu meio.

A população do estudo foi composta por 12 profissionais da instituição, selecionados de forma aleatória, a saber: 04 enfermeiras, 04 técnicas de enfermagem, 01 copeira, 01 fisioterapeuta, 01 nutricionista e 01 psicólogo, os quais prestam atendimento diretamente aos portadores de tuberculose pulmonar.

            Como instrumento de coleta dos dados, elaborou-se um questionário com perguntas objetivas, relacionadas às questões de biossegurança no controle da transmissão do bacilo de Koch (BK) e foram coletadas informações verbais acerca do funcionamento e das rotinas do setor.

            A coleta das informações realizou-se no mês de abril do ano corrente, no próprio local de trabalho dos profissionais, deixando claro aos participantes do estudo a garantia de seu anonimato, bem como o direito de não responder ao questionário e nem fornecer informações.

            A pesquisa foi desenvolvida com o consentimento do comitê de ética do próprio hospital, com base na Resolução nº196/96, que visa assegurar os direitos e deveres da comunidade científica, dos sujeitos de pesquisas e do Estado, sem perder de vista que o bem- estar do participante do estudo está acima dos interesses da ciência e da sociedade.

           

 

3 A HISTÓRIA DA TUBERCULOSE

 

 

            O bacilo da TB foi trazido para a América durante as expedições europeias, sendo introduzido no Brasil em 1549 por colonizadores jesuítas, os quais disseminaram o bacilo e ocasionaram milhares de mortes nos povos indígenas. (CAMPOS; PIANTA, 2001, p. 62).

O fato ocorreu em virtude de os índios não possuírem em seu organismo um sistema de imunidade desenvolvido, isto é, por serem desprovidos de um mecanismo de defesa contra o bacilo.

            Sem o devido conhecimento do que era a doença, sua transmissão e o seu agente causal, associado à imigração, à urbanização e ao crescimento industrial, bem como à falta de interesse dos governantes no controle da doença, a TB disseminou-se de forma rápida.

Como afirma Campos e Pianta (2001, p. 62), "A saúde pública dava prioridade aos interesses econômicos e políticos das classes dominantes". Diante disso surgiram as instituições filantrópicas, que acolhiam os proletariados, no intuito de diminuir a transmissão da doença, exercendo assim uma forma de controle.

À medida que os anos se passaram, mesmo com a descoberta do bacilo em 1882, por Robert Kock, não se obteve uma resposta positiva no controle da incidência e mortalidade da população, o que obrigou o governo a intervir, criando mecanismos de ação para combater o bacilo.

Os cientistas, por sua vez, também desempenharam um papel importante na tentativa de descobrir formas eficazes para identificação, proteção e cura da doença, dos quais se destacam: a descoberta do Raio X (1895); a criação da vacina BCG (1927); a incorporação da  abreugrafia (1936); o surgimento da quimioterapia antibiótica (1940);  o uso do teste tuberculínico - PPD (1960); e a  baciloscopia (1966).

Tais adventos tecnológicos revelaram-se como um fator impactante, uma vez que, de forma mais rápida e precisa, permitiram o diagnóstico, reduzindo inicialmente a transmissão e o desenvolvimento da doença, e criaram mecanismos de proteção e identificação precoce do bacilo.

Entretanto, sobretudo com o advento da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) e devido à multirresistência às drogas quimioterápicas, a doença ressurgiu, alastrando-se de forma incontrolada, o que elevou e eleva os índices de casos e óbitos em todo o mundo.

O Brasil ocupa o 15º lugar entre os 22 países responsáveis por 80% do total de casos da tuberculose no mundo. Estima-se cerca de 111.000 casos novos e seis mil óbitos, anualmente. A Bahia, de acordo com dados da Divep - Diretoria de Vigilância Epidemiológica da SESAB, ocupa o 3º lugar entre os estados brasileiros, registrando uma média de sete mil casos novos e 400 óbitos anualmente. (SECRETARIA DA SAÚDE DO ESTADO, 2005, Não paginado).

Esse processo ocorre em virtude de a Aids ser uma patologia que afeta o sistema imunológico, e que, associada à incapacidade de resposta terapêutica às drogas, deixa o indivíduo sem possibilidade de defesa, caracterizando o óbito.

Estima-se que em 2020 a TB seja responsável por 54,7% das mortes causadas por doenças infecciosas em países em desenvolvimento. (HIJJAR et al, 2001, p. 15). Esse dado, agregado aos demais indicadores, mostram que a TB é uma doença séria a qual merece atenção diferenciada, pois pode, em um futuro próximo, alastrar-se e matar silenciosamente uma boa parte da população.

 

 

4  A TUBERCULOSE

 

 

A tuberculose pulmonar é uma patologia queacomete prioritariamente os pulmões, mas que pode se desenvolver em outras partes do corpo. (VERONESI; FOCACCIA, 1996, p. 325), isso porque a porta de entrada do bacilo são as vias aéreas, o que o conduz diretamente para os pulmões, local rico em oxigênio, crucial para sua sobrevivência.

            O contato com o bacilo pode resultar nas seguintes situações: em uma primoinfecção (primeiro contato com o bacilo); em uma reinfecção exógena (nova infecção); ou em uma reinfecção endógena (reativação de bacilos latentes) que, associadas às condições socioeconômicas, ao estado imunológico do indivíduo e ao grau de virulência do bacilo, são determinantes no desencadeamento do processo patológico. (BRASIL, 1998, p. 2 – 4).

Isso significa dizer que a contaminação com o bacilo não implica no desenvolvimento imediato da doença, visto que este pode permanecer em estado inativo no organismo humano durante anos, o que denota que milhares de pessoas já estão infectadas, mas não desenvolveram a patologia.

O diagnóstico da TB é confirmado pela associação dos aspectos clínicos e epidemiológicos, sendo que no aspecto clínico destaca-se a história de vida do indivíduo, seu exame físico e os resultados dos exames diferenciais (bacteriológico, radiológico, cultura e prova tuberculínica – PPD); já no aspecto epidemiológico, considera-se a condição social (moradia, alimentação, educação, renda familiar, condições de higiene e sanitária) que o envolve. (VERONES; FOCACCIA, 1996, p. 333).

O autor supracitado fornece dados relevantes, o que permite não somente um diagnóstico preciso, mas também a identificação precoce de possíveis portadores da TB, no momento em que são associadas as condições socioeconômicas às condições de saúde do indivíduo.

Confirmado o diagnóstico, inicia-se o tratamento, que pode ser feito no espaço ambulatorial (trabalho, escola, residência etc.), sob a supervisão e orientação de profissionais de saúde ou, nos casos especiais (ausência de residência fixa, probabilidade de abandono do tratamento, complicações graves, intolerância medicamentosa), em hospitais capacitados para o atendimento. (SILVA JUNIOR, 2004, Não paginado).

A supervisão do tratamento é de grande importância, por entender que a interrupção deste coloca em risco toda a sociedade e eleva os gastos públicos, já que esses indivíduos continuam a contaminar outras pessoas, portanto, vão necessitar de um novo tratamento e um de tempo maior para a cura.

O tratamento é dividido em quatro esquemas: o primeiro está indicado para casos novos; o segundo, para recidivantes e retorno após abandono do primeiro esquema; o terceiro direciona-se para casos de meningite tuberculosa; e o quarto, para caso de falência com os esquemas anteriores, quando são utilizadas drogas como rifampicina, isoniazida, pirazinamida, etambutol, estreptomicina e etionamida. (BRASIL, 2002b, p. 20-25).

Esses esquemas compõem-se de dosagem e tempo determinados, os quais devem ser seguidos de forma rigorosa, para evitar o desencadeamento de uma multirresistência, fator associado inicialmente ao uso incorreto das medicações e ao abandono do tratamento.

Para tanto, é de fundamental importância que os profissionais de saúde conscientizem os portadores da TB sobre a patologia e a importância do tratamento correto e completo, para que possa, dessa maneira, assegurar sua cura e minimizar as consequências advindas da doença.

 

 

5  A BIOSSEGURANÇA NA TUBERCULOSE

 

 

A tuberculose é uma doença curável e de meios preventivos, tendo como um dos fatores primordiais para o seu controle as normas de biossegurança.

De acordo com Cotias (2001, p. 66), "A biossegurança é a parte da medicina do trabalho que trata das medidas destinadas a preservar a qualidade de vida do trabalhador". Essas medidas de segurança servem para prevenir e preservar a integridade do ambiente e da saúde das pessoas as quais desenvolvem atividades em locais de risco.

Há outras formas legais de se garantir a saúde do trabalhador e diminuir os riscos ambientais, como a que consiste na implantação das Normas Regulamentadoras (NRs) as quais, segundo Sarquis et al (2004, p. 20), foram criadas no intuito de promover condições seguras e de potencializar um ambiente de trabalho sem riscos.

Para que tais medidas sejam criadas e implementadas adequadamente, deve-se inicialmente identificar o fator e o grau de risco a que poderão estar expostos o ambiente de trabalho e, por conseguinte, o trabalhador.

Conforme está prescrito na Norma Regulamentadora nº 9 e nº 32 (NR 9, 1994, p. 1; NR 32, 2005, Não paginado), a TB é classificada como um fator de risco ambiental, causada por um agente biológico (bactéria) que causa risco elevado para o trabalhador e para a coletividade.

 

No Brasil, por causa da sua alta prevalência, [...]. Em 2000, o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS-INSS) através da Resolução  Nº 10, de 23/12/99, [...], reconheceu a tuberculose como doença que pode estar relacionada ao trabalho [...]. (BRASIL, 2002a, p. 147).

 

No caso da TB, esse processo pode ocorrer em decorrência de alguns profissionais de saúde não cumprirem rigorosamente as normas de segurança, estando frequentemente em um ambiente altamente infectado e por exercerem maior contato com os portadores de BK.

 Pensando na seguridade dos profissionais, comunicantes, clientes e do próprio portador da TB, foram estabelecidas em 1999, pela OMS, normas de controle cuja finalidade é reduzir a disseminação do bacilo nas unidades de saúde.

As medidas de controle, ou seja, as normas de biossegurança, estão divididas em três grupos: o administrativo, no qual está embutida a existência de uma comissão de controle de infecção, o treinamento dos profissionais de saúde, a educação dos pacientes e seus comunicantes, o isolamento dos portadores do BK e o local e horários específicos para realização de procedimentos (exames, consultas); o ambiental, que foca a  ventilação adequada; e o de proteção respiratória, que trata da  utilização de EPIs apropriados. (BRASIL, 2002a, p. 149-151; BRITO, 2003, p. 170-172).

Essas normas servem como mecanismo de promoção, prevenção e de redução de risco ao ambiente e à população, pois atuam como barreira em caso de disseminação do bacilo.

Outro meio de controle, também evidenciado, é a anti-sepsia das mãos, veículo de transmissão de agentes biológicos de um indivíduo para outro. Conforme alerta a Associação Brasileira de Enfermagem (2006, p. 14), "Prevenção e controle de riscos biológicos baseiam-se em conhecimentos de higiene, biossegurança, educação, administração, engenharia e até legislação".

Portanto, faz-se necessário que as unidades de saúde estejam devidamente capacitadas e asseguradas pelas normas de biossegurança e NRs, para que não ocorra o risco de contaminação do ambiente de trabalho, estendendo-se aos seus profissionais e clientes.

 

 

6  ANALISE E DISCUSSÃO DOS DADOS

 

 

Os participantes deste estudo são profissionais de saúde que prestam atendimento de forma direta aos portadores da tuberculose pulmonar.

 

 

                                                Gráfico 1. Existência de uma comissão de

                                             controle da tuberculose pulmonar no hospital.

 

Dos resultados obtidos no gráfico 1, 59% afirmou a existência de uma comissão de controle da tuberculose pulmonar no hospital, 33% negaram e 8% não responderam à questão.

 De acordo com o Ministério da Saúde (2002a, p. 149), em hospitais onde há elevado atendimento de portadores de BK deve existir uma comissão de controle de riscos, que pode ser exclusiva para o acompanhamento da TB, ou ser desenvolvida de acordo com as NRs.

Segundo alguns dos entrevistados, no hospital em que atuam esse trabalho é desenvolvido em conjunto pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e Grupo de Epidemiologia.

  Analisando os gráficos 2 e 3, verifica-se que 58% dos participantes informaram não ter recebido treinamento específico para atenderem os portadores de TB, embora 83% realizem orientação a pacientes e familiares quanto à patologia.

 

 

            Gráfico 2. Treinamento dos                                          Gráfico 3. Orientação aos

              profissionais da Tisiologia.                                              familiares e pacientes.

 

A educação em saúde faz parte do processo da prevenção e controle, e deve ser fornecida a todos os profissionais, bem como aos portadores de BK e aos seus familiares. (BRASIL, 2002b, p. 43).

Segundo informação de alguns dos participantes da pesquisa, mensalmente o hospital fornece aos seus funcionários capacitação técnica e clínica sobre temas referentes à área de saúde, sendo obrigatória a presença do funcionário, visto que essa atividade já está contemplada na carga horária de trabalho.

 

 

 Gráfico 4. Existência de setor  específico para

   atendimento a portadores do BK.

 

Conforme se pode observar no gráfico 4, 100% dos entrevistados afirmaram a existência de um setor específico para atendimento a portadores do BK. De acordo informativo do Governo do Estado do Rio de Janeiro ([200-], Não paginado), isso constitui um sistema de referência e contrarreferência interna, evitando, pois, a permanência de paciente com BK em outros setores.

Observa-se um impasse entre os gráficos 5 e 6, haja vista que no primeiro 50% dos entrevistados informaram que existe um horário específico para realização de consulta e exames fora do setor, e que estes são realizados no final da tarde; no segundo, 50% afirmaram não ter horário certo e não responderam qual seria o horário da realização desses procedimentos.

 

          Gráfico 5. Existência de horário                          Gráfico 6. Qual o horário da realização

       específico para realização de exames                               dos exames e consultas fora

                  e consultas fora do setor.                                                          do setor.

 

Com base nas recomendações da OMS, os pacientes com suspeita ou bacilíferos positivos devem ter previamente um horário preestabelecido (final da manhã ou tarde), para que não contaminem o ambiente e nem coloquem em risco pessoas que aguardam, na sala de espera, a realização da consulta ou exame, o que explica o resultado anterior.

Segundo os entrevistados, os pacientes com baciloscopia negativa não necessitam de mais de um horário preestabelecido, o que justifica o resultado de 50% não disponibilizarem de horário específico.

 

 

Gráfico 7. Utilização de máscaras durante

circulação fora do setor.

 

Quando questionados sobre a utilização de máscaras de proteção em pacientes que saem do setor para realização de procedimentos, 17% negaram esse tipo de prevenção, embora, segundo Brito et al (2003, p. 173), as máscaras cirúrgicas devam, obrigatoriamente, ser distribuídas a todos os pacientes bacilíferos positivos e/ ou suspeitos os quais venham a colocar em risco o ambiente onde se encontram e as pessoas à sua volta.

Ao conversar com alguns dos entrevistados, ressaltou-se que os pacientes os quais saem sem a máscara de proteção são aqueles com resultado de baciloscopia negativo, sem risco de transmissão do bacilo.

Verificando os mecanismos de ventilação existentes no setor (gráfico 8), 100% dos entrevistados responderam que nas enfermarias e corredores a aeração é feita por outros mecanismos, isto é, através de janelas utilizando o ar natural.

 

                                            Gráfico 8. Ventilação do setor.

 

Segundo o Ministério da Saúde (2002a, p. 151), existem alguns mecanismos de controle ambiental, a exemplo dos ventiladores a filtros especializados (HEPA), porém o mais barato é a ventilação natural, feita por janelas abertas que direcionam o ar para fora do ambiente.

 

 

      Gráfico 9. Existência de isolamento                  Gráfico 10. Tipo de isolamento aplicado

                  dos pacientes com TB.                             pelo profissionais nos paciente com BK.

 

         

Em relação à existência de isolamento para os pacientes com BK (gráfico 9), apenas 17% negaram esse processo, fato que está relacionado à presença de um setor específico para tratamento, em que os pacientes circulam livremente, visto que o isolamento é feito em conjunto, sendo que a entrada de acesso fica fechada e o posto de enfermagem possui blindagem de vidro, isolando do contato direto com o ambiente de circulação dos pacientes.

O isolamento consiste em uma barreira que impede a transmissão de agentes biológicos de um indivíduo para outro, ou para o meio, dividindo-se em: contato (matéria orgânica), aerossóis (gotículas menores de 5 micra) e gotículas (gotícula maiores que 5 micra). (MOZACHI; SOUZA, 2005, p. 76).

Analisando o gráfico 10, verifica-se que, dos participantes, 25% não responderam, 34% informaram utilizarem isolamento para aerossóis, 17% para gotículas, 8% para contato, aerossóis e gotículas, 8%para  aerossóis e gotículas e 8% para contato e aerossóis.

A TB é uma patologia que exige o isolamento de todos os pacientes bacilíferos positivos e/ ou casos suspeitos, até que estes apresentem três baciloscopias negativas, para o qual devem ser adotadas medidas de precauções básicas (lavagem das mãos) e precauções com aerossóis. (SERVIÇO DE PNEUMOLOGIA SANITÁRIA, 2006, p. 6-8).

                      

  

         Gráfico 11. Disponibilização de                                     Gráfico 12. Disponibilização de

         máscara N95 para os funcionários.                               máscara N95 para os familiares.

 

Conforme disponibilização de máscara N95 para os funcionários houve 100% de confirmação, porém quando questionados sobre o mesmo procedimento para com os comunicantes dos pacientes, 100% confirmaram a não-disponibilidade do material.

Segundo informações dos entrevistados, a não-distribuição das máscaras ocorre devido ao seu alto custo, porém, são orientados os familiares para que, durante a realização da visita, tragam máscaras de casa.

Segundo o Ministério da Saúde (2002a, p. 151-152), a utilização de máscaras apropriadas (N95) deve ocorrer sempre que se realizar atendimento a pacientes com suspeita ou diagnóstico já confirmado de TB, bem como em ambientes de alto risco de contaminação.

Além das normas de biossegurança, as precauções básicas, como a antissepsia das mãos, também são utilizadas como forma de barreira à contaminação.

Analisando o gráfico 13, foi questionado sobre a existência de pias e álcool tipo gel nos quartos dos pacientes, obtendo-se o seguinte resultado: 83% afirmaram sua existência e 17% negaram.

 

 

Gráfico 13. Existência de pias e álcool tipo gel

para lavagem e desinfecção das mãos.

Conforme a NR32 (2005, Não paginado) sempre que existir possibilidade de exposição ao agente biológico deve haver lavatórios exclusivos para lavagem das mãos e, em caso de isolamento, o lavabo deve estar dentro dos quartos ou enfermarias.

De acordo com os entrevistados existe no corredor uma pia grande de inox, com sabão e papel toalha para lavagem das mãos dos funcionários e visitantes, e existia na entrada de cada enfermaria um sistema com álcool tipo gel, o qual foi retirado por conta de alguns pacientes em abstinência alcoólica estarem bebendo o álcool tipo gel.

 

 

7 CONCLUSÃO

 

 

A trajetória investigativa e de coleta de dados foram fundamentais na concepção deste artigo, vez que, ao serem analisados os três aspectos – administrativo, ambiente e proteção respiratória – determinantes para o controle da disseminação do bacilo no ambiente hospitalar, verificou-se que as normas de biossegurança avaliadas estão implantadas devidamente como determina a OMS. Porém, com relação ao seu devido funcionamento, evidenciou-se que existem pontos os quais necessitam de uma reavaliação e de modificações, para que se atinja 100% de seguridade no controle da disseminação do bacilo na unidade em estudo.

Com relação ao treinamento dos profissionais, observou-se que, embora exista um sistema de capacitação mensal de seus funcionários, 58% dos participantes da pesquisa informaram não ter recebido treinamento para trabalharem com pacientes portadores da TB, denotando, portanto, uma falha na sua sistematização e um risco à saúde do trabalhador.

Outro ponto observado foi que esses funcionários não recebem treinamento adequado par desempenhar suas atividades laborais em um setor de tisiologia, entretanto 83% afirmaram que realizam orientações pertinentes aos comunicantes e pacientes de BK, o que gera um novo questionamento: até que ponto há garantia de que essas informações concedidas estão devidamente corretas e apropriadas para o entendimento dos que o recebem, no caso os comunicantes e pacientes de BK?

Um fator igualmente relevante e evidenciado na pesquisa refere-se à falta de conhecimento quanto ao tipo de isolamento adequado a ser aplicado nos pacientes com TB, pois 66% dos entrevistados não souberam identificar o tipo correto, mesmo utilizando EPIs adequados, o que nos faz pensar que também desconhecem o que está preconizado para cada tipo de isolamento, fato diretamente relacionado à ausência de treinamento adequado.

Diante dessas constatações, e na perspectiva de contribuir para uma mudança, o estudo elencou algumas sugestões: treinamento de todos os profissionais do hospital, em especial aos que trabalham diretamente com portadores do BK, visando ao conhecimento da patologia, meios de transmissão, medidas de prevenção; identificação e utilização adequada dos EPIs, de forma que possam atuar na prevenção de riscos ao ambiente e à saúde da coletividade; e orientação pertinente aos pacientes e familiares.

Esse treinamento pode ser feito por uma comissão interna do hospital (por meio de programas de educação continuada), por membros da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) ou Comissão Interna de Prevenção de Risco (CIPA), os quais têm, em seu programa de atividades, a orientação dos profissionais para redução de riscos e acidentes (contaminação) no cumprimento das atividades laborais.

            Em relação à disponibilidade de máscaras para os familiares durante as visitas, evidenciou-se, na pesquisa, que não existe, pois o hospital não tem condições financeiras para garantir a sua distribuição gratuita. Isso levou a reflexões: que tipos de máscaras são utilizadas por esses visitantes, visto que máscaras comuns não impedem a contaminação por micro gotículas? Será que existe orientação quanto à utilização de máscaras apropriadas (N95) e estes cumprem a orientação?

            Com isso, sugere-se que a cada 7 dias, máscaras N95 sejam identificada conforme o leito do paciente, e que fiquem disponíveis para seus visitantes, os quais deverão estar usando inicialmente máscaras cirúrgicas (menor custo), evitando o contato direto com a parte interna da N95, permitindo, assim, a sua reutilização por outras pessoas.

            Portanto, é de fundamental importância ressaltar que o cumprimento e a utilização adequada das normas de segurança, associadas às NRs, contribuem de forma significativa no processo de redução da disseminação do bacilo da TB. Certamente que profissionais capacitados podem atuar como multiplicadores no combate e controle aos riscos inerentes ao ambiente e às atividades laborais, de forma sinalizadora, nos processos de não conformidade as normas, para que novas avaliações sejam realizadas pelas comissões de controle e que medidas sejam elaboradas e efetivadas.

Como síntese do que se explanou neste trabalho, vale ressaltar que a tuberculose é uma patologia que, apesar de ter cura, ainda é preocupante, não somente para os profissionais que lidam diretamente com os pacientes portadores do BK, mas também para toda a sociedade, haja vista que não existe um prognóstico sobre quando obteremos, de fato, a erradicação da doença.

 

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APÊNDICES

 

Apêndice A - Questionário

 

1. Existe no hospital uma comissão responsável pelo controle da transmissão da tuberculose pulmonar?

(  ) sim    (  ) não

 

2. Você recebeu treinamento para atender portadores de tuberculose pulmonar?

(  ) sim    (  ) não

 

3. Você realiza orientação sobre a tuberculose pulmonar aos pacientes e seus familiares?

 (  ) sim  (  ) não

 

4. Existe um setor (sala, recepção, unidade) específico para atendimento de portadores da tuberculose pulmonar?

(  ) sim  (  ) não

 

5. Existe horário específico para portadores da tuberculose realizarem procedimentos fora do setor de internação?

(  )sim   (  ) não      

                          Qual?  (  ) inicio do dia   (  ) á tarde    (  ) final do tarde

 

6. Durante circulação do paciente pelos corredores, este utiliza máscara de proteção?

(  ) sim   (  ) não

 

7. Como é feita a ventilação do ambiente, onde ocorre o atendimento a portadores da tuberculose pulmonar?

 

(  ) ventilador de teto                               (  ) ventilador de pé / parede

(  ) ar condicionado central                     (  ) Outos

 

* se ar condicionado existe filtro HEPA? (  ) sim   (  ) não  (  ) não sei informar

 

8. Pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de tuberculose pulmonar ficam em isolamento?

 

(  )sim    (  )não     Qual tipo? (   ) contato   (  ) aerossóis   (  ) gotículas

 

 

9. A instituição disponibiliza para você mascara de proteção ( N-95) para realização dos atendimento aos portadores de tuberculose?

(  ) sim   (  ) não

                              E para acompanhante e visitantes?     (  ) sim            (  ) não

 

10. Nos quartos dos pacientes ( sala ou setores), fica disponível pia para lavagem das mãos ou álcool gel para que sejam utilizados após atendimento?

(  ) sim   (  ) não

 

 

Apêndice B  - Termo de consentimento livre e esclarecido

 

 

Prezado (a) Senhor (a)

 

 

Esta pesquisa é sobre a Avaliação das Normas de Biossegurança no Controle da Tuberculose Pulmonar e está sendo desenvolvida por Rouse Conceição Bacellar com a co-participação de Denise Mota dos Santos, alunas do Curso de Enfermagem do Centro Universitário FIB, sob a orientação da Professora Andreza Patrícia Marinho de Souza Martins.

 

O objetivo deste estudo é verificar se as normas de biossegurança preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), estão implantadas e funcionando de maneira correta nas unidades de saúde.

 

A finalidade deste trabalho é sensibilizar as instituições de saúde, sobre a importância da implantação e funcionamento adequado das normas de segurança no controle da tuberculose pulmonar, de forma a proteger seu funcionários, visitantes e pacientes. Contribuindo assim com a redução da transmissibilidade da tuberculose pulmonar, dentro das instituições de saúde.

 

Solicitamos a sua colaboração de forma a responder o questionário de pesquisa, como também sua autorização para apresentar os resultados deste estudo da área de saúde e publicar em revista cientifica. Por ocasião da publicação dos resultados, seu nome será mantido em sigilo. Informamos que esta pesquisa não oferece riscos, previsíveis, para a sua saúde e que segue a resolução nº196 de 10 de outubro de 1996.

 

Esclarecemos que sua participação no estudo é voluntária e, portanto, o (a) senhor(a) não é obrigado (a) a fornecer as informações e/ou colaborar com as atividades solicitadas pelas pesquisadoras.  Caso decida não participar do estudo, ou resolver a qualquer momento desistir do mesmo, não sofrerá nenhum dano, nem haverá modificações no seu relacionamento com a instituição. A pesquisadora estará a sua disposição para qualquer esclarecimento que considere necessário em qualquer etapa da pesquisa, através do email: rousecbacellar@yahoo.com.br; endereço: R. Lelis Piedade nº 100, Ribeira,Cep 40420190, Salvador-Ba, ou pelo telefone: (71) 8141-0103.

 

Ressaltamos que esta pesquisa está sendo desenvolvida no Hospital Santo Antonio/ Obras Sociais Irmã Dulce, no setor de tisiologia, que localiza-se na Av. Bomfim nº161, Bairro do Largo de Roma, Salvador-BA.

 

Diante do exposto, eu _______________________________________, portado (a) da identidade nº___________________ declaro que fui devidamente esclarecido (a) e dou o meu consentimento para participar e para publicação dos resultados.

 

Este documento será assinado em duas vias, onde a primeira  ficará anexada ao trabalho de pesquisa e a segunda, em posse do participante da pesquisa.

 

Salientamos ainda, que após conclusão do trabalho, nos comprometemos a disponibilizar uma cópia do referido estudo, para conhecimento da instituição.

 

 

 

 

                                                   Salvador,____de ______________de 20__.

 

 

 

 

 

     ________________________                              __________________________                      

Assinatura do Participante                                       Assinatura do Pesquisador

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/medicina-artigos/avaliacao-das-normas-de-biosseguranca-no-controle-da-tuberculose-pulmonar-5101077.html

    Palavras-chave do artigo:

    normas de biosseguranca tuberculose pulmonar contaminacao

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