Boas práticas de manuseio com materiais perfurocortantes na aplicação de injetáveis

Publicado em: 09/11/2011 | Acessos: 2,875 |

 

UNIVERSIDADE BRAZ CUBAS

CURSO DE FARMÁCIA

 

 

ARIANE FRANCO DOS SANTOS

IVO FELIPE COSTA SILVA

ONOFRE VAZ DE SOUZA

PAULO ROBERTO DE FREITAS EGI

 

 

BOAS PRÁTICAS DE MANUSEIO COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES NA APLICAÇÃO DE INJETÁVEIS.

 

 

MOGI DAS CRUZES

2011


 

 

BOAS PRÁTICAS DE MANUSEIO COM MATERIAIS PERFUROCORTANTES NA APLICAÇÃO DE INJETÁVEIS.

 

 

Trabalho de conclusão de curso em Farmácia da Universidade Braz Cubas para obtenção do título de graduação em Farmácia com caráter generalista, sob orientação do prof. Alexandre Gatti.

 

 

MOGI DAS CRUZES, 2011

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

 

 

AIDS Síndrome da imunodeficiência adquirida

ANVISA Agência nacional de vigilância sanitária

DNA Ácido Desoxirribonucléico

CD4 Cluster de diferenciação 4

CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente

HIV Vírus da imunodeficiência adquirida

NR32 Norma Regulamentadora 32

OMS Organização Mundial da Saúde

PGRSS Plano de gerenciamento de resíduos de serviços de saúde

RDC Resolução da Diretoria Colegiada

RNA Ácido Ribonucléico

SIDA Síndrome da imunodeficiência humana adquirida

VHB Vírus de Hepatite B

VHC Vírus de Hepatite C

 

 

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO...............................................................06

2.OBJETIVO.....................................................................09

3. DESENVOLVIMENTO......................................................10

3.1 Materiais perfurocortantes...............................................10

3.2 Principais contaminações.................................................10

3.2.1 Principais doenças transmitidas por materiais perfurocortantes na aplicação de injetáveis..........................................................11

3.2.2 Vírus da Hepatite B (VHB).............................................11

3.2.3 Vírus da Hepatite C (VHC).............................................12

3.2.4 AIDS/SIDA......................................................................13

3.3 Condições psicológicas após acidente..................................13

3.4 Boas práticas de manuseio com perfurocortante ‘'agulha''.........15

3.4.1 Procedimento operacional padrão iniciais................................16

3.4.2 Perante a apresentação pessoal..............................................16

3.4.3 Ambiente de aplicação.............................................................16

3.4.4 Preparo, registro e aplicação de injetáveis...............................17

3.5 Prevenção de acidentes..............................................................18  

3.5.1 Componentes preventivos........................................................19

3.5.2 Lista de praticas de prevenção.................................................20

3.6 Gerenciamento de resíduos........................................................21

4. CONCLUSÃO......................................................................24

REFERÊNCIAS.....................................................................25

 

 

 

1. INTRODUÇÃO

 

 

Materiais perfurocortantes são qualquer objeto capaz de causar punctura ou corte, tais como lâminas de barbear, bisturi, agulhas, escalpes, vidros quebrados, ampolas etc, provenientes de estabelecimentos prestadores de serviços de saúde (CONAMA RESOLUÇÃO N°5, DE 5 DE AGOSTO DE 1993).

Os profissionais da área de saúde e limpeza constituem a população mais susceptível a acidentes com materiais perfurocortantes, com grande risco ocupacional (FIGUEIREDO, 1992).

Trabalhadores na área de saúde, por exemplo, enfermeiros, médicos e farmacêuticos, que se expõem ao risco ocupacional com materiais perfurocortantes, podem-se acidentar devido ao grande contato com os mesmos. Podendo ocasionar contaminações com patógenos sanguíneos (PAULINO; LOPES; ROLIM, 2008).

Grande parte das transmissões entre os trabalhadores da saúde está relacionado às doenças como, por exemplo, hepatite B, C, SIDA e outras transmitidas após acidente com material perfurocortante, principalmente com agulhas. Sendo que os setores hospitalar e também de drogarias são os que se obtém grande risco de ocorrência destes acidentes, e tem como principal local de acidentes com os perfurocortantes os centros cirúrgicos e na sala de aplicação de injetáveis, devido maior contato com os mesmos (CASTRO NETO; RIBEIRO, 1999).

Segundo Schneider (1994) antigamente a grande preocupação era com a transmissão dos vírus causadores da hepatite (Hepatite B e do Treponema pallidum), causador da sífilis. Portanto, com o advento da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA/AIDS), as preocupações aumentaram e medidas foram implantadas nos diversos centros de atendimento à saúde com a finalidade de instruir os profissionais, diminuir os riscos possíveis em relação a exposição.

Os profissionais da saúde desempenham um trabalho de assistência direta e contínua ao paciente, tornando-se susceptível à contaminação por material biológico, principalmente em acidentes por inoculação percutânea mediada por agulhas ou instrumentos cortantes, que são os maiores responsáveis pela transmissão ocupacional de infecções sangüíneas (BREVIDELLI et al., 2002).

Por conseguinte, o acidente acarretado pela inoculação percutânea acidental de sangue poderá originar repercussões negativas à vida profissional e pessoal, em função do estresse psicológico vivenciado, na medida em que eles se submetem há mudanças nas práticas sexuais e no relacionamento social e familiar durante o período de espera do resultado dos exames realizados, por poderem evidenciar uma possível soroconversão (BREVIDELLI et al., 2002).

Assim, a alteração no estilo de vida e a reflexão acerca do fato de estar infectado ou não provoca o afloramento ou a introspecção dos sentimentos e emoções pelos integrantes da equipe de enfermagem que participaram do estudo, uma vez que os sentimentos são oriundos de um conjunto de eventos vivenciados, em que as reações irão depender do tipo de evento que fez parte da experiência de vida de cada um, pois acontecimentos dolorosos ou não irão repercutir na nossa reação presente (CROCHIK, 1996).

De acordo com Fontes et al. (2007), é importante que exista um preparo especifico envolvendo o profissional atuante nessa área, e que o mesmo esteja bem preparado psicologicamente transmitindo segurança ao paciente, e apoiando-se nos procedimentos operacionais padrão descrito no treinamento de manuseio com perfurocortantes, que a empresa oferece para o profissional que se expõe ao contato com tais materiais.

As procedências para evitar e assim prevenir acidentes com perfurocortantes apresentam-se como uma lista de praticas a se evitar um exemplo é, não fazer "reencape da agulha," podendo-se dar o exemplo de maneira inversa, que seria, "descartar os perfurocortantes nos descartex" (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Atualmente, os serviços de saúde vêm mantendo seu foco num conceito tido como hierarquia de controles que visa eliminar ou reduzir o uso de materiais perfurocortantes (Rapparini; Reinhardt, 2010). Esse sistema também da importância á um bom planejamento por parte da engenharia onde a mesma dispõe estrategicamente a localização dos itens ou equipamentos contidos no ambiente que serão realizados os serviços de saúde (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Segundo Rapparini e Reinhardt, (2010), nos dias de hoje até o perfurocortante vem sendo projetado com dispositivo de segurança de forma que o mesmo não fique exposto oferecendo risco. Quando esses métodos não estão acessíveis ou não viabilizam proteção completa, então o contexto tende a ser remanejado com relação a pratica de trabalho e equipamentos de proteção (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Exemplo do método citado acima foi, na revisão das rotinas e práticas de coletas de amostras de sangue, a fim de identificar e eliminar punções desnecessárias, uma estratégia que é boa tanto para os pacientes, quanto para os trabalhadores da saúde (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Gerenciamento de resíduos se destaca quando aborda-se boas práticas com perfurocortantes, tem o fundamento de encaminhar os resíduos gerados após aplicação de injetáveis e descarte dos materiais perfurocortantes, de forma segura, favorecendo ao máximo a proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente (FONTES et al., 2007).

 

 

2. OBJETIVO

 

 

O presente trabalho teve como objetivo fazer uma avaliação de acidentes ocasionados por perfuro cortante "agulha", abordando os riscos, comentando brevemente sobre as doenças envolvidas no caso desta ocorrência, e evidenciar métodos de como prevenir e evitar esses acidentes.

 

 

3.DESENVOLVIMENTO

 

 

3.1 Materiais perfurocortantes

 

Materiais perfurocortantes são qualquer objeto capaz de causar punctura ou corte, tais como lâminas de barbear, bisturi, agulhas, escalpes, vidros quebrados, ampolas etc, provenientes de estabelecimentos prestadores de serviços de saúde. (CONAMA RESOLUÇÃO Nº 5, DE 5 DE AGOSTO DE 1993).

Trabalhadores na área de saúde, por exemplo, enfermeiros, médicos e farmacêuticos, que se expõem ao risco ocupacional com materiais perfurocortantes, podem. se acidentar devido ao grande contato com os mesmos. Podendo ocasionar contaminações com patógenos sanguíneos (PAULINO; LOPES; ROLIM, 2008).

 

3.2 Principais contaminações

 

Os profissionais da área de saúde e limpeza constituem a população mais susceptível a acidentes com materiais perfurocortantes, com grande risco ocupacional (FIGUEIREDO, 1992).

Grande parte das transmissões entre os trabalhadores da saúde está relacionado às doenças como, por exemplo, hepatite B, C, SIDA e outras transmitidas após acidente com material perfurocortante, principalmente com agulhas. Sendo que os setores hospitalar e também de drogarias são os que se obtém grande risco de ocorrência destes acidentes, e tem como principal local de acidentes com os perfurocortantes os centros cirúrgicos e na sala de aplicação de injetáveis, devido maior contato com os mesmos (CASTRO NETO; RIBEIRO, 1999).

Shimizu e Ribeiro (2002), afirmam que os acidentes ocasionados pelo perfuro cortante "agulha", está relacionado à prática do reencape antes do descarte, transporte de medicação a ser realizada sem bandeja, luvas de procedimentos maiores que o tamanho das mãos, falta de habilidade, agitação psicomotora do pacientes, entre outros.

Segundo Schneider (1994) antigamente a grande preocupação era com a transmissão dos vírus causadores da hepatite (Hepatite B e do Treponema pallidum), causador da sífilis. Portanto, com o advento da síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA/AIDS), as preocupações aumentaram e medidas foram implantadas nos diversos centros de atendimento à saúde com a finalidade de instruir os profissionais, diminuir os riscos possíveis em relação a exposição.

 

3.2.1 Principais doenças transmitidas por materiais perfurocortantes na aplicação de injetáveis.

 

Hepatite é uma inflamação no fígado que resulta em degeneração e necrose das células hepáticas, cuja causa pode ser infecciosa ou tóxica (STETHMANN, 2003).

As infecciosas são causadas por vírus e as tóxicas resultam de deficiências alimentares, deficiências sanguíneas, alcoolismo ou reações alérgicas a substâncias químicas presentes em alguns medicamentos (STETHMANN, 2003).

Os Vírus da Hepatite B (VHB) e Vírus da Hepatite C (VHC). São consideradas doenças auto limitadas, que podem ser agudas ou crônicas, sintomática ou assintomática (MARTINS, 1996).

O vírus está presente em todas as secreções e fluidos corporais, mas apenas a saliva, o sêmen, o leite materno, o sangue, as secreções vaginais e o líquido amniótico estão associados à sua transmissão (CHAVES et al., 2003).

 

3.2.2 Vírus da Hepatite B (VHB)

 

Por sua forma de transmissão o VHB delimita grupos de maior exposição destacando homossexuais, heterossexuais com freqüente troca de parceiros sexuais sem uso de preservativos, usuários de drogas que compartilham seringas, indivíduos politransfundidos e profissionais da saúde (VEGMENT,1992).

O VHB pode causar doença hepática aguda e crônica. Após um período de incubação de cerca de 45 a 180 dias, os indivíduos infectados desenvolvem quadro de hepatite aguda, na maioria das vezes subclinica e anictérica. Apenas 20% evoluem com ictericia e em cerca de 0,2% dos pacientes, a doença assume caráter fulminante com alta letalidade (MYLLEY et al., 1982).

Admite-se que a infecção aguda pelo VHB evolui para cura em 90% a 95% dos casos, e para o estado portador crônico nos restantes 5% a 10%. Metade desses portadores não apresentam doença hepática, mas a outra metade mostram sinais de atividade inflamatória no fígado, de variada intensidade, que por muitos anos pode desenvolver cirrose hepática e/ou hepatocarcinoma nas fases mais tardias da enfermidade(DI MARCO, 1999).

O diagnóstico da hepatite ocorre através de técnicas sorológicas, tais técnicas são fundamentais não apenas para o diagnóstico, mas também são úteis no seguimento da infecção viral, na avaliação do estado clinico do paciente e na monitorização da terapêutica específica (HOOFNAGLE et al., 1991).

 

3.2.3 Vírus da Hepatite C (VHC)

 

A Hepatite C é um sério problema mundial na saúde pública. O vírus da hepatite C é o maior causador de doença hepática crônica do mundo com altas taxas de mortalidade e morbilidade (SHEPARD, 2005).

As principais formas de transmissão da VHC são pacientes submetidos a hemodiálise, uso de drogas ilícitas injetáveis e profissionais da saúde (ROBERTS, 2002).

A infecção pelo VHC, pode levar a hepatite crônica, cirrose hepática, carcinoma hepatocelular, além da necessidade de transplante hepático (ALBERTI et al., 1999).

Pelas estimativas da OMS, calcula-se que cerca de 3% da população mundial esteja infectada pelo VHC (WORLD HERTH ORGANIZATION, 2002).

O diagnóstico do VHC é através de técnicas sorológicas. O tempo de incubação mostra-se bastante variável, de 14 a 60 dias, tanto a infecção aguda como a crônica, são na maioria das vezes assintomática (BERNARD, 2005).

 

3.2.4 AIDS/SIDA

 

As principais formas de transmissões do HIV são: via sexual, sanguínea (compartilhamento de seringas, agulhas e transfusão de sangue) e perinatal, que é a transmissão de mãe para o filho durante a gestação. Há também a transmissão ocupacional, por acidente de trabalho, em profissionais da área da saúde que sofrem ferimentos por materiais perfuro cortantes, contaminados com o sangue de indivíduos infectados pelo vírus (MS, 2008).

A infecção pelo HIV ocorre pela interação da partícula viral infectante com uma célula suscetível para o hospedeiro. A interação entre a partícula infectante e a célula suscetível leva a alterações conformacionais possibilitando a fusão entre as membranas, através dos receptores CD4 e dos receptores quimiocinas. Essa fusão de membranas permite a translocação do nucleocapsidico viral para dentro do citoplasma da célula. Uma vez liberado o RNA genômico, inicia-se a transcrição reversa do RNA viral em DNA de fita dupla, sendo este transladado até o núcleo para integrar o genoma da célula, resultando no pró-vírus (GUTIERREZ et al., 2005).

A infecção pelo HIV leva a destruição e disfunção das células do sistema imune como, os linfócitos T e B, monócitos, macrófagos, neutrófilos e células dendriticas (GUTIERREZ et al., 2005).

Com a destruição dos linfócitos T CD4* leva a imunodeficiência que, em forma mais grave, manifesta-se pelo surgimento de infecções oportunistas e neoplasias que caracterizam a AIDS (MS, 2006).

 

3.3 Condições psicológicas após acidente

 

Os profissionais da saúde desempenham um trabalho de assistência direta e contínua ao paciente, tornando-se suscetível à contaminação por material biológico, principalmente em acidentes por inoculação percutânea mediada por agulhas ou instrumentos cortantes, que são os maiores responsáveis pela transmissão ocupacional de infecções sangüíneas (BREVIDELLI et al., 2002).

Em consonância com o autor ora referenciado, o estresse, ocasionado pelo exercício profissional no ambiente hospitalar, é oriundo das situações em que o indivíduo percebe seu local de trabalho como ameaçador, manifestadas quando suas necessidades de realização pessoal e profissional prejudicam a interação de sua saúde física e mental com o trabalho, quando o ambiente laboral contém demandas excessivas ao seu estado de saúde físico e psíquico, ou quando este não apresenta recursos adequados para enfrentar tais situações (VISCOTT, 1976).

Eles passam por privação total ou parcial do sono, submetendo-se ao confronto permanente com sofrimento e morte. Convivem com a existência de conflitos oriundos da tentativa de conciliar as responsabilidades profissionais com as do lar, filhos e cônjuge. Sofrem ainda com a degradação das condições de trabalho, com as dificuldades de implantação de programas eficazes de higiene e segurança do trabalho ( Souza et al., 2005).

Estima-se que o risco de contaminação pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é de 0,3%, em acidentes percutâneos, enquanto que o risco de contaminação pelo vírus da hepatite B, após exposições desta natureza, varia entre 37 e 62%, quando o paciente-fonte apresenta o antígeno HbeAg, e entre 23 a 37%, caso o paciente-fonte não possua o antígeno citado, pois a sua presença reflete uma maior quantidade de antígeno circulante. Já o risco de infecção pelo vírus da hepatite C varia entre 0 e 7% após acidentes com materiais perfurocortantes (MS, 2004).

Existem, freqüentemente, acidentes com perfurocortantes. Encontra-se, entretanto, um grande desafio para o controle dos casos, que é a subnotificação, a qual inviabiliza a prevenção com quimioprofilaxia, monitoramento e acompanhamento sorológico (MARZIALE et al., 2002).

O papel das instituições na prevenção de acidentes de trabalho é desempenhar a educação continuada, assim como dispor de uma construção e infra-estrutura adequadas ao desempenho das suas atividades laborais, prover as unidades e setores de materiais e equipamentos de qualidade, na quantidade apropriada; e devem disponibilizar recipientes resistentes e impermeáveis em locais de fácil acesso para a deposição dos materiais perfurocortantes, seringas sem agulhas e/ou com agulhas retráteis, apesar de serem de elevado custo (BOLICK et al., 2000).

O desenvolvimento de atividades assistenciais, administrativas, de ensino e a fim de que todas estas ações possam ser realizadas durante as suas horas de trabalho. Por conta disso, executam o cuidar sem uma maior reflexão, reduzindo a sua qualidade e impedindo um planejamento para o desempenho das suas inúmeras atribuições, podendo contribuir, desta forma, para a ocorrência de acidentes de trabalho (TILLICH, 1992).

Por conseguinte, o acidente acarretado pela inoculação percutânea acidental de sangue poderá originar repercussões negativas à vida profissional e pessoal, em função do estresse psicológico vivenciado, na medida em que eles se submetem há mudanças nas práticas sexuais e no relacionamento social e familiar durante o período de espera do resultado dos exames realizados, por poderem evidenciar uma possível soroconversão (BREVIDELLI et al., 2002).

Assim a alteração no estilo de vida e a reflexão acerca do fato de estar infectado ou não, provoca o afloramento ou a introspecção dos sentimentos e emoções pelos integrantes da equipe de enfermagem que participaram do estudo, uma vez que os sentimentos são oriundos de um conjunto de eventos vivenciados, em que as reações irão depender do tipo de evento que fez parte da experiência de vida de cada um, pois acontecimentos dolorosos ou não irão repercutir na nossa reação presente (CROCHIK, 1996).

 

3.4 Boas práticas de manuseio com perfurocortante ''agulha''

 

Esta etapa tem como objetivo destacar a organização do ambiente onde será realizado as aplicações de injetáveis dentro de uma drogaria, evidenciando práticas que consiste desde prestar um bom atendimento ao cliente até assegurar-se de que o profissional responsável esta preparado, com as devidas vestimentas, e possui todo o material necessário para realizar o procedimento com segurança (FONTES et al., 2007).

 

 

3.4.1Procedimento operacional padrão iniciais

 

Segundo Fontes et al. (2007), o profissional deve atender as seguintes medidas:

  • Tratar o cliente com generosidade e mantendo-se atento.

  • Demonstrar segurança em suas atitudes.

  • Ter boa aparência pessoal.

  • Demonstrar interesse pelo bem estar do cliente.

  • Transmitir confiança.

  • Utilizar-se da receita médica ao realizar o injetável.

  • Manter-se bem-humorado.

  • Ter ética profissional.

  • Fazer o injetável com cuidado e atenção.

 

3.4.2 Perante a apresentação pessoal

 

De acordo com Fontes et al. (2007), deve-se:

  • Usar sapato fechado.

  • Cabelos presos.

  • Unhas aparadas e higienizadas.

  • Avental fechado e limpo.

 

      1. Ambiente de aplicação

 

A área física dos ambientes de injetáveis e os materiais necessários para boa prática do manuseio com os mesmos devem atender as regulamentações da vigilância sanitária local (FONTES et al., 2007).

O ambiente da sala de aplicação de injetáveis normalmente deve conter os seguintes aspectos. Paredes e pisos laváveis, área exclusiva para este fim, possuir boa luminosidade e ventilação, cores claras e tranqüilizadoras, bancada para armazenagem do material e preparo do injetável, pia com torneira de preferência com acionamento automático, sabonete líquido papel toalha, lixeira com pedal, tampa e saco branco leitoso identificado conforme ANVISA RDC 306/04, coletor de perfurocortante cujo nome é descartex e cartaz informativo com descrição de procedimentos (FONTES et al., 2007).

 

      1. Preparo, registro e aplicação de injetáveis

 

Primeiramente a bancada deve estar organizada, contendo livro de registro, seringas, agulhas, álcool a 70%, suporte para apoio do braço quando necessário, luvas de procedimento e cadeira ou maca para acomodação do cliente (FONTES et al., 2007).

Quanto ao manuseio da seringa e aplicação do injetável até o descarte do mesmo. Inicialmente saiba-se que a mais nova tecnologia de seringas oferece maior segurança ao profissional da saúde atendendo o item da NR32 32.2.4.16. Essa tecnologia possui um dispositivo de segurança, o mesmo antes da ativação gira permitindo legibilidade de escala, orientação do bisel da agulha e aplicações com ângulos baixos. No momento da ativação o protetor de segurança pode ser ativado com o movimento de único dedo imediatamente após a aplicação. Ativado não há risco de acidente com agulha, ela permanece presa no interior do protetor. Em seguida basta pressionar a haste da seringa para que ocorra a quebra do êmbolo evitando o reuso da seringa (FONTES et al., 2007).

As técnicas de preparo e aplicação de injetáveis com essa tecnologia são semelhantes às seringas convencionais (FONTES et al., 2007).

Procedimento; deve-se girar o protetor alinhado depois da escala, puxar o protetor para trás, conferir a fixação da agulha, após feita a assepsia use e pétala da embalagem da seringa para quebrar a parte superior da ampola (gargalo), aspira-se o conteúdo, fazer reencape passivo e fixar a tampa, girar ou bater levemente na seringa com intuito de eliminar as bolhas. Após a antissepsia do local, introduzir a agulhar em ângulo reto (90°), aspirar e injetar o medicamento lentamente, após o termino da aplicação ativar o dispositivo de segurança imediatamente, quebrar a haste pressionando-a para frente e descartar a seringa com o êmbolo no descartex (FONTES et al., 2007).

 

 

3.5Prevenção de acidentes

 

As procedências para evitar e assim prevenir acidentes com perfurocortantes apresentam-se como uma lista de praticas a se evitar um exemplo é, não fazer "reencape da agulha," podendo-se dar o exemplo de maneira inversa, que seria, "descartar os perfurocortantes nos descartex" (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Segundo levantamentos apontados através de dados epidemiológicos decorrentes de acidentes com perfurocortantes o risco de haver um acidente começa a partir do momento em que o perfurocortante é exposto ao contato do profissional e termina quando ocorre o descarte do material (Rapparini; Reinhardt, 2010). Então para manter a segurança é preciso que o profissional tenha consciência do risco e proceda com atenção durante o manuseio do material (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Atualmente, os serviços de saúde vêm mantendo seu foco num conceito tido como hierarquia de controles que visa eliminar ou reduzir o uso de materiais perfurocortantes (Rapparini; Reinhardt, 2010). Esse sistema também da importância á um bom planejamento por parte da engenharia onde a mesma dispõe estrategicamente a localização dos itens ou equipamentos contidos no ambiente que seram realizados os serviços de saúde (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Segundo Rapparini e Reinhardt, (2010), nos dias de hoje até o perfurocortante vem sendo projetado com dispositivo de segurança de forma que o mesmo não fique exposto oferecendo risco. Quando esses métodos não estão acessíveis ou não viabilizam proteção completa, então o contexto tende a ser remanejado com relação a pratica de trabalho e equipamentos de proteção (Rapparini; Reinhardt, 2010).

Exemplo do método citado acima foi, na revisão das rotinas e práticas de coletas de amostras de sangue a fim de identificar e eliminar punções desnecessárias, uma estratégia que é boa tanto para os pacientes, quanto para os trabalhadores da saúde (Rapparini; Reinhardt, 2010). Além disso essa medida pode contribuir para reduzir o desperdício de material e os gastos a ele relacionados, ou seja planejar todos os exames de um paciente afim de coletar em uma única vez (Rapparini; Reinhardt, 2010).

 

3.5.1 Componentes preventivos

 

De acordo com Rapparini e Reinhardt (2010) os especialistas concluem que, somente com o suporte oferecidos pelos dispositivos de segurança e a disposição estratégica do ambiente de trabalho não seriam suficientes para minimizar os acidentes ocasionados por materiais perfurocortantes então adotaram-se as seguintes medidas:

  • Ações educativas.

  • Uma redução na realização de procedimentos invasivos.

  • Um ambiente de trabalho seguro.

  • Uma relação trabalhador/paciente adequada.

Um programa para reduzir acidentes com agulhas e outros perfurocortantes, detalhado em um estudo, envolveu a implementação simultânea de várias intervenções:

  • Formação de um comitê de prevenção de acidentes com perfurocortantes para implantação e acompanhamento de programas compulsórios de capacitação em serviço.

  • Terceirização dos serviços de coleta, reposição e distribuição dos coletores de descarte de perfurocortantes.

  • Revisão de políticas, normatizações e condutas relacionadas aos acidentes com agulhas e outros perfurocortantes.

  • Adoção e avaliação de um sistema de acesso IV sem agulhas, seringas de segurança e um sistema de administração de medicamentos sem agulhas/tubetes (prefi lled cartridge)(111).

Essa estratégia mostrou uma diminuição imediata e sustentada nos acidentes com agulhas, levando os pesquisadores a concluírem que uma abordagem de prevenção ampliada e multifacetada pode ser bem-sucedida em reduzir os acidentes com perfurocortantes (Rapparini; Reinhardt, 2010).

 

 

3.5.2 Lista de praticas de prevenção

 

  • Assegurar-se de que todo material necessário encontra-se ao alcance das mãos.

  • Avaliar se o ambiente possui boa iluminação e esta em codições seguras de realizar o procedimento.

  • Organizar os matérias de forma que os mesmos não ofereçam risco ao profissional.

  • Deixa o coletor de resíduos próximo do local onde esta sendo feito o procedimento afim de que o perfurocortante seja descartado o mais rápido possível.

  • Avaliar o potencial de um paciente não cooperativo e se há a necessidade de auxilio do familiar ou colega de trabalho.

  • Deixa o paciente ciente sobre determinado procedimento, informando-lhe sobre os riscos de acidentes.

  • Manter a atenção quando entorno do procedimento exista presença de outros colegas.

  • Jamais passar o perfurocortante para a mão de outro profissional, quando houver essa necessidade utilizar-se de um ponto neutro exemplo colocar o material em uma bandeja.

  • Caso haja necessidade de usar a mesma agulhar varias vezes como na anestesia utilizar-se do reencape pescaria.

  • Se o material possuir dispositivo de segurança usa-lo.

  • Transportar os matérias reutilizáveis em recipiente fechado para evitar vazamentos.

  • No descarte certificar-se de que o coletor é suficientemente capaz de comportar o perfurocortante inteiro.

 

3.6Gerenciamento de resíduos

 

Tem o fundamento de encaminhar os resíduos gerados após aplicação de injetáveis e descarte dos materiais perfurantes e cortantes, de forma segura, favorecendo ao máximo a proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente (FONTES et al., 2007).

De acordo com o (PGRSS – RDC 306/04 – ANVISA e CONAMA 358/05), existe diretrizes regulamentares sobre o manejo e tratamento dos resíduos nos serviços de saúde, observando os seguintes passos:

  • Segregação.

  • Acondicionamento.

  • Identificação.

  • Transporte interno na farmácia, hospital e etc.

  • Armazenamento no estabelecimento.

  • Transporte externo ao armazenamento central.

  • Transporte externo para tratamento.

  • Transporte externo para disposição final.

  • Disposição final.

Na atualidade, as questões ambientais tem sido motivo de muitas discussões polêmicas no cenário político. Por muito tempo teve-se a visão errônea de que o meio ambiente era fonte inesgotável de recursos renováveis, porém hoje é visto como uma frágil reserva de vida. Recursos aparentemente "infinitos" como a água e o ar, os quais levamos muito tempo para valorizar, hoje são motivo de preocupação nas maiores cidades do Brasil que já sofrem com a escassez desses recursos (GROSTEIN, 2001).

Segundo Silva (2005), o lixo segue a mesma lógica, porém, com um agravante: além do espaço ocupado por eles, ainda existe o risco de contaminação, tanto do meio ambiente quanto das pessoas que dele dependem. Atentou-se pensando dessa forma, para o fato de que a preservação do meio ambiente se faz necessária através de ações concretas como programas de reciclagem, otimização da utilização dos recursos naturais, bem como o uso racional desses recursos.

Quando segregados inadequadamente os resíduos de serviço de saúde (RSS) podem poluir o ar, a água ou mesmo o solo, atuando no meio através dos fatores químicos, físicos e/ou microbiológicos (FLEMING & OLIVEIRA, 1999). O lixo gerado pelo serviço de saúde deve se enquadrar no plano de gerenciamento de resíduos, pois se este lixo for gerenciado de forma inadequada irá se tornar um risco potencial ao meio ambiente (CORRÊA et al., 2005).

Quando se fala em tratar resíduos de serviço de saúde, é importante considerar não apenas o potencial contaminante desses resíduos, mas também o volume ocupado por eles. A complexidade no tratamento de resíduos, esta ligada diretamente ao tipo e volume do lixo a ser tratado. Portanto é mais eficaz que se faça uma distinção desses resíduos gerando assim um lixo de menor volume e manuseio mais fácil, alem de permitir a reciclagem do lixo não perigoso e diminuir os custos no tratamento do lixo especial (SILVA, 2005).

O plano de gerenciamento de resíduos tem como objetivo a redução do volume de lixo potencialmente perigoso. Para tanto é importante que exista um sistema de segregação do lixo em sua origem, evitando a mistura de resíduos perigosos e não perigosos, pois esta mistura contamina todo o lixo tornando-o perigoso (GARCIA, NAIME & SARTOR, 2004).

A preocupação com o meio ambiente é um fator importante no gerenciamento de resíduos de saúde, mas, há também a preocupação sanitária, onde a saúde do individuo é objeto de preservação. Os trabalhadores das estações de coleta de lixo ficam expostos a possíveis substâncias nocivas, substancias estas que se fossem previamente segregadas diminuiriam potencialmente a periculosidade daquele lixo.

Nos Estados Unidos foram identificadas 22 doenças associadas com gerenciamento inadequado dos resíduos de serviços de saúde, dentre as quais, o tifo, a disenteria, o cólera, o antraz, o tracoma, a hepatite B e o tétano. Destaca-se também os riscos causados a saúde da população através da lixiviação dos elementos químicos presentes nos resíduos depositados no meio ambiente, causando danos ambientais como poluição da água e do solo (TAKADA, 2003).

Visando aumentar a segurança do lixo gerado por estabelecimentos de saúde, foi desenvolvida uma logística chamada de Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde (PGRSS) que é constituído por um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases cientificas, normativas e legais, visando diminuir a produção de resíduos e garantir um encaminhamento seguro e eficiente aos resíduos gerados, bem como a proteção de funcionários, a preservação da saúde publica, do meio ambiente e dos recursos naturais (CAMPANER et al.,2002).

A segregação do lixo especial junto com o lixo comum deve ser evitada, pois, a possibilidade de contaminação por pessoas que manipulam esse lixo nas estações de coleta ou em lixões com agentes de natureza química ou biológica é muito grande. É importante lembrar que a legislação exige a separação e diferenciação das classes de resíduos no ato de sua geração (BRASIL, 2005).

Inclusive a coleta também deve ser diferenciada, ademais, existem empresas que se especializam na coleta deste tipo de lixo. Devido a necessidade de cumprir as normas estabelecidas por órgãos como Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e também devido a dificuldade de adequação a essas normas, algumas instituições terceirizam este setor. Para tal, contratam empresas especializadas. Estas empresas por já estarem adaptadas as normas técnicas estabelecidas, fazem a coleta, transporte, tratamento e dão destinação final a estes resíduos, seja ele incineração ou aterro sanitário, desde que atenda a legislação em vigor (MARCA AMBIENTAL, 2008).

O artigo 4º da RDC 306/04 diz que as empresas que geram os resíduos de serviço de saúde, serão sempre responsáveis por estes resíduos, podendo responder civil e criminalmente caso esta resolução deixe de ser observada, mesmo que este serviço esteja sendo realizado por uma empresa terceirizada (BRASIL, 2005).

 

 

4. CONCLUSÃO

 

 

  • Os materiais perfuro cortantes utilizados na área da saúde, quando não manuseados de forma responsável, podem expor o profissional a riscos ocupacionais, tornando-se um potencial fator de contaminação e transmissão de diversas doenças.

 

  • Profissionais que atuam na área da saúde são os que se expõem a um maior risco de contaminação com materiais perfuro cortantes, uma vez que o desempenho de suas atividades esta ligada ao manuseio freqüente ou ocasional destes materiais.

 

  • Muitas vezes o trabalho dos profissionais da saúde, pode se tornar rotineiro e repetitivo fazendo com que ao longo prazo o ato de prestar assistência a um enfermo passe a ser feito sem uma maior reflexão, diminuindo desta forma a qualidade deste atendimento, o que pode resultar em acidentes.

 

  • A utilização de métodos preventivos e educacionais auxilia significativamente na redução de acidentes com materiais perfuro cortantes.

 

  • O correto gerenciamento de resíduos evita riscos biológicos e não contamina o meio ambiente.

 

 

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