Bolas De Queijo Na Garganta - Cáseos

01/07/2009 • Por • 202,838 Acessos

É freqüente muitas pessoas se questionarem sobre umas massas parecidas com grãos de arroz de cor branco ou amarelada, que vêm da garganta e aparecem na boca. Muitos pensam que são apenas restos de comida, mas não...

Os cáseos amigdalianos apresentam-se como pequenas massas esbranquiçadas ou amareladas de odor extremamente desagradável. O seu nome deriva do latim "caseum", que significa queijo, devido à sua semelhança com uma pequena bolinha de queijo. Formam-se em buracos das tonsilas denominados criptas. São frequentemente associados a uma sensação de desconforto, irritação de garganta e são expelidos durante a fala, tosse ou espirros. Podem ocorrer em qualquer idade e até em indivíduos que nunca apresentaram queixas.

A composição consiste em células epiteliais descamadas da mucosa oral, proteínas salivares e restos alimentares que servirão de substrato alimentar para as bactérias anaeróbicas proteolíticas. Quando essas bactérias digerem as proteínas, são liberadas substâncias que têm mau cheiro. Entre elas o gás sulfídrico, resultante do metabolismo anaeróbico – escatol, que libera cheiro de ovo choco – putrescina, substância encontrada nas fezes – cadaverina, produto usual da decomposição de corpos. A mistura dos odores dessas substâncias não costuma ser percebida pelos portadores, mas provocam repulsa nos que se relacionam com eles.

Pesquisas recentes da Universidade de Michigan, lideradas por Walter Loesche, concluiram que os microorganismos presentes nos cáseos são diferentes dos relacionados com a placa bacteriana dentária. Também se concluiu que o substrato nutritivo necessário para a atividade das bactérias dos cáseos não serão os restos de alimentos dispersos pela boca, mas sim matéria em decomposição retida na área posterior da língua.

A explicação proposta é simples. Essa região recebe fluxo diminuído de saliva e contém grande número de criptas – invaginações, nas quais bactérias podem se esconder. Nesse local privilegiado, digerem proteínas celulares originadas da descamação da boca, como também as contidas no muco que gotejam imperceptível dos seios da face na direção da faringe – corrimento nasal posterior.

Esse gotejamento persistente é encontrado em cerca de 25% da população urbana, resultado de alergias, poluentes químicos e processos inflamatórios das mucosas nasais e seios da face (sinusites).

O controle da formação dos cáseos é importante na prevenção de diversas doenças. As bactérias presentes neste processo estão associadas a outros problemas de saúde, como gastrite, pneumonia e doença periodontal.

Existem diversas opções no tratamento dos cáseos. Antigamente removiam-se de forma radical as tonsilas, tema de muita polémica na comunidade científica dada a função das tonsilas como órgão de defesa importante. Atualmente pode-se optar pela criptólise a laser, que consiste na remoção cirúrgica apenas das criptas das tonsilas, conservando assim um remanescente. No entanto, em muitos casos o problema do hálito persiste dado que a origem da halitose é multifatorial. Além do pós-operatório doloroso, podem ser necessárias outras intervenções cirúrgicas.

Este tema levou pesquisadores do hálito a desenvolverem protocolos não cirúrgicos com tratamentos conservadores e muito eficientes. Estudos com pacientes portadores cáseos da Universidade de São Paulo (USP) concluíram que mediante exames precisos de diagnóstico, tratar as causas da formação é a melhor solução. É neste contexto que os especialistas em halitose são cada vez mais procurados, evitando os incovenientes e riscos associados a qualquer cirurgia. O profissional investiga quais as causas e elabora um tratamento específico.

De uma forma mais genérica, para evitar o aparecimento de cáseos, são sugeridos alguns métodos preventivos que podem ser facilmente seguidos, nomeadamente beber dois litros de água diários, manter uma dieta saudável (frutas, legumes, vegetais folhosos), uso regular de fio dental, limpeza da língua e gargarejos com água morna e sal.

Perfil do Autor

Dr. Elson Simões Reis

Dr. Elson Simões Reis Doutorado em Biologia Oral (USC-Bauru) Acesso o Instituto do Hálito - www.institutodohalito.com.br Veja também: http://www.tratamentodohalito.com.br Unidade Ipanema - Rio de Janeiro - RJ - Tel: (021) 3181-1797 / (021) (021) 7617-4301 0800 725 0087 Unidade Brasília - DF - Tel: 0800 725 0087 Unidade Salvador - Bahia - (071) 3484-5602 / 0800 725 0087 Unidade Vitória Apart Hospital - (027) 3338-6164 / (027) 8846-9327 Unidade Vila Velha Shopping Praia da Costa - ES - (027) 3348-5438 / (027) 8846-9327 Unidade Manaus - Amazonas - 0800 725 0087 Unidade Belém - Pará - 0800 725 0087 Unidade São Luis - Maranhão - 0800 725 0087 Veja mais informações em Brasília - DF - www.mauhalito.odo.br