Câncer De Ovário: Sintomas, Diagnóstico, Prevenção E Tratamento

10/01/2009 • Por • 46,204 Acessos

Fonte: Câncer de Ovário: Sintomas, Diagnóstico, Prevenção e Tratamento


Câncer de Ovário


A quarta maior causa de morte entre as mulheres deve-se ao câncer de ovário que é o mais letal tipo de câncer.


Entre as causas do Câncer de Ovário estão: Hereditariedade (responsável por 10% dos casos), fumo, consumo de bebida alcoólica e dieta rica em gorduras e utilização de medicações para infertilidade. Além disso, mulheres que nunca engravidaram têm mais chance de ter o câncer de ovário e quanto mais vezes uma mulher engravida, menor é o seu risco de desenvolver um câncer de ovário. Mulheres que já desenvolveram câncer de mama ou de intestino também têm grandes chances de desenvolver o câncer de ovário.


Câncer de ovário

Câncer de ovário




Ao contrário do que as mulheres pensam, cistos no ovário não apresentam perigo desde que não sejam maiores que 10cm e possuam áreas sólidas e líquidas.


Sintomas do Câncer de Ovário


Diagnosticado geralmente em mulheres com mais de 40 anos, o câncer de ovário cresce discretamente e os sintomas são muitas vezes confundidos com simples dores abdominais, constipação (prisão de ventre), inchaço, náuseas, diarréia, diurese freqüente (aumento da urina), ganho ou perda de peso súbito e hemorragia vaginal anormal. Isso faz com que o diagnóstico seja geralmente feito tardiamente.


Porém, quatro sintomas que apresentados por mais de três semanas podem levar a pesquisa da presença do câncer. São eles: Distensão ou inchaço abdominal, desconforto e dor pélvica ou abdominal, alterações urinárias e digestivas. Caso esses quatro sintomas se apresentem por mais de 3 semanas, o ginecologista deve ser procurado imediatamente.


Diagnóstico do Câncer de Ovário


Antes de qualquer tipo de exame mais detalhado, a mulher deve visitar o ginecologista regularmente onde será feito o exame dos ovários através da palpação no exame pélvico (palpação do colo uterino, do útero, das trompas e dos ovários) e do exame de Papanicolau, onde um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo uterino seja facilmente visualizado e então o ginecologista coleta algumas células do colo uterino e da vagina com uma espátula depositando-as em uma lâmina e enviando para exame em laboratório. Caso alguma suspeita seja levantada, o diagnóstico do câncer de ovário é feito através de ultra-sonografia chamada de ecografia pélvica transabdominal e transvaginal, onde um aparelho que emite uma onda sonora e o seu eco é captado pelo mesmo aparelho para gerar uma imagem na tela de um monitor, chamado transdutor, é introduzido na vagina da paciente assim como um espéculo, e o útero, as trompas e os ovários são visualizados para se detectar alterações.


Todos os exames acima citados não diagnosticam com certeza e precisão o câncer de ovário, pois todos são falhos quando o tumor é pequeno. Sendo assim, a melhor opção para o diagnóstico do câncer de ovário é a realização de tomografia computadorizada, podendo assim realizar uma avaliação mais detalhada do tumor e se há ou não o comprometimento de outros órgãos.


Uma opção para mulheres que fazem a ecografia para diagnosticar o câncer de ovário, é junto com o exame, realizar o exame de marcadores tumorais dosados através do sangue (CA 125), mas o diagnóstico definitivo deve ser feito através de cirurgia.


Tratamento do Câncer de Ovário


O tratamento para o câncer de ovário é a cirurgia onde será feita toda a avaliação da cavidade abdominal e a retirada do tumor, dos ovários, das trompas, o útero e o colo uterino, como também o tecido que cobre o estômago e os intestinos e os linfonodos ao redor.


Após a cirurgia, a maioria dos casos necessita de quimioterapia para matar as células restantes do ovário, radioterapia e/ou hormonioterapia (ambas, menos frequentemente usada) para complementar o tratamento.


Prevenção do Câncer de Ovário


Não há um modo de prevenção 100% eficaz para o câncer de ovário, porém algumas precauções podem ser tomadas como:



  • Amamentar;

  • Fazer ligadura de trompa ou histerectomia (retirada cirúrgica do útero) sem ter tido os seus ovários retirados;

  • Uso de anticoncepcional oral;

  • Redução da quantidade de gordura na dieta.


Quanto a este último ponto, o portal G1 publicou recentemente uma matéria que fala exatamente sobre o assunto. Intitulada: “Obesidade aumenta risco de câncer de ovário”, a matéria diz que:



Um estudo conduzido por cientistas americanos sugere que entre as mulheres que nunca se submeteram a tratamentos de reposição hormonal na menopausa, as obesas têm um risco maior de desenvolver câncer de ovário do que mulheres em seu peso normal. … O excesso de peso nas mulheres em idade pós-menopausa provoca um aumento da produção de estrogênio que, por sua vez, pode estimular o crescimento de células do ovário e desempenhar um papel no desenvolvimento do câncer.



Algumas estatísticas sobre o Câncer de ovário



  • A taxa de sobrevivência é de 95% se o câncer de ovário for identificado no estágio inicial;

  • Somente 25% dos casos de câncer de ovário são diagnosticados na fase inicial;

  • Aproximadamente 78% dos pacientes com câncer de ovário sobrevivem cerca de um ano depois do diagnóstico;

  • De 95% das pacientes que identificam sintomas do câncer de ovário antes da realização dos exames, 89% tem o diagnóstico confirmado;

  • Mais de 80% dos cistos não têm nenhuma conseqüência;

  • A utilização de pílula anticoncepcional por mais de 5 anos, diminui o risco de câncer de ovário em 60%.


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