Crise Convulsiva E O Serviço De Atendimento Móvel De Urgência – Samu

Publicado em: 27/03/2009 |Comentário: 1 | Acessos: 15,146 |

 

INTRODUÇÃO

 O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU, implantado pelo Governo Federal, é um programa com a finalidade de prestar serviço de socorro à população em casos de urgência. O serviço que funciona 24 horas por dia, conta com uma equipe multidisciplinar representada por médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem, e socorristas para atendimento a domicílio, locais de trabalho e via pública. A agilidade do serviço tem contribuído na redução do número de óbitos, internamentos em hospitais, e redução de seqüelas decorrentes da falta dos primeiros socorros no atendimento pré-hospitalar. Em Curitiba, no dia 26 de julho de 2004, o ministro da Saúde na ocasião, Humberto Costa, inaugurou o SAMU, que atua em parceria com o SIATE, e é responsável pelo atendimento das urgências clínicas, apenas em casos de risco, que corresponde a 70%, ficando o SIATE responsável pelos outros casos, a maioria deles traumas. O SAMU trabalha com o conceito de vaga zero nos hospitais e faz o atendimento inicial, explica Filipak, coordenador estadual de Urgência do Sistema de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SESA).

As convulsões são movimentos musculares súbitos e involuntários, que ocorrem de maneira generalizada ou apenas em segmentos do corpo. Há dois tipos fundamentais de convulsão: tônica e clônica, além de um tipo que é a soma dos outros dois - tônico-clônicas. As contrações tônicas se caracterizam por serem sustentadas e imobilizarem as articulações. As clônicas são rítmicas, alternando-se contração e relaxamento.

            O tema abordado nesta pesquisa tem como objetivo enfocar o serviço no pré-atendimento prestado pela equipe em crises convulsivas. Este tipo de atendimento requer conhecimento técnico e científico, perfazendo-se a necessidade de um dos autores que vivencia o evento em sua vida profissional. Optou-se pela pesquisa bibliográfica, artigos, material publicado na Internet, dos quais foram somente citados os mais relevantes. A pesquisa foi embasada em dados estatísticos de forma quantitativa dos 34.617 clientes atendidos entre junho 2005 a maio de 2006 ( SILVA, SILVA e NAKAMURA, 2006).

 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

 Segundo Lopes e Fernandes (1999), a França foi pioneira nas atividades do atendimento pré-hospitalar, vendo necessidade em aumentar a chance de sobrevida dos pacientes, criando em 1965 o Serviço Móvel de Urgência e Reanimação (SMUR), dando origem ao SAMU. No Estado do Rio de Janeiro em 1986, foi criado o grupo de socorro de emergência do corpo de bombeiros, composto por unidades de suporte avançado de vida e médico socorrista, sensibilizando as autoridades do Governo Federal para a importância do serviço, que por falta de diretrizes, firmou acordo com o Governo Francês para seguir seu modelo (LOPES e FERNANDES, 1999). O SAMU, principal componente da Política Nacional de Atenção às Urgências, tem por finalidade reduzir o número de óbitos, tempo de internação, e seqüelas por falta de socorro precoce, atendendo às urgências de natureza traumática, clínica, pediátrica, cirúrgica, gineco-obstétrica e psiquiátrica, contando com profissionais capacitados.

 O SAMU EM CURITIBA

Em Curitiba, o SAMU opera com 20 ambulâncias (sendo 11 unidades de suporte básico (USB), chamadas Bravo, e 8 unidades de suporte avançado (USA), que são as Alfas), e uma central de regulação médica para atender à população de 1,9 milhão de habitantes nos municípios de Curitiba e São José dos Pinhais. Em Curitiba, estão 17 ambulâncias (sendo 9 unidades Bravo e 7 unidades Alfa, e uma unidade de UTI neo-natal), e em São José dos Pinhais, três (sendo 2 unidades Bravo e 1 Alfa). O Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (SIATE) integrado ao SAMU é o resultado de parceria entre o Município e o Estado, envolvendo as áreas da saúde e da segurança pública para socorrer vítimas de acidentes e violências. As ambulâncias estão localizada em 6 bases que são na maioria delas os Centro Municipais de Urgências Médicas (CEMUMs) e as Unidades de Saúde 24hs. São elas as Unidades 24hs do Boa Vista, Campo Comprido, Pinheirinho, Boqueirão, e os CEMUMs do Sítio Cercado, Cajurú e Cidade Industrial de Curitiba, com uma USA e uma USB cada base, e duas USB na Central, denominada Westphalen.

 O SAMU E O ATENDIMENTO À CRISE CONVULSIVA

Segundo Rodriguez (2002), os cuidados na crise convulsiva são intervenções e tratamento medicamentoso, e os cuidados de enfermagem que basicamente são:

a)   proteger o paciente evitando que se machuque;

b)   manter o paciente em decúbito lateral para evitar a aspiração. Também pode ser usada uma cânula de Guedel;

c)   administrar oxigênio;

d)   providenciar acesso venoso se possível, e administrar medicamento de acordo com o estabelecido pelo médico;

e)   quando o paciente despertar, reorientar quanto ao ambiente O atendimento a convulsão varia de acordo com cada situação que pode ir de um pós-ictal (ou pós-crise) até uma crise intermitente, precisando intervenção médica imediata. Quando é feita a solicitação via 192, o solicitante é orientado pelo médico regulador quanto aos procedimentos. O primeiro passo é lateralizar o paciente e cuidar para que ele não venha a debater-se nos objetos ao redor enquanto aguarda a chegada da unidade básica Bravo com o auxiliar ou técnico de enfermagem que irá avaliar a situação e informar ao médico regulador. Muitos casos ocorrem em que o paciente está, no momento da solicitação, em estado de inconsciência ou no primeiro episódio de crise e no momento da avaliação desencadeia uma crise intermitente precisando de intervenção médica no local. Ao avaliar, o profissional solicita apoio médico e imediatamente é enviada uma unidade Alfa e, enquanto aguarda, administra oxigênio e providencia acesso venoso conforme orientação médica. Somente após a chegada da Alfa é feito tratamento medicamentoso, seguindo então para o CEMUM ou Unidade 24hs mais próximo.

 

DISTÚRBIOS CONVULSIVOS

A convulsão é uma resposta a uma descarga elétrica anormal no cérebro. O termo crise convulsiva descreve várias experiências e comportamentos e não é o mesmo que convulsão, embora utilizados como sinônimos. Segundo Araújo (2006), esse termo é usado para designar um episódio isolado. Qualquer coisa que irrite o cérebro pode produzir uma crise convulsiva. Dois terços dos indivíduos que apresentam uma crise jamais voltam a apresentá-la, enquanto o outro grupo continuará a apresentá-las repetidamente (epilepsia). O que ocorre exatamente durante uma convulsão depende da parte do cérebro que é afetada pela descarga. Pode envolver uma área mínima, envolvendo percepção de odor ou sabor estranho, ou se em grandes áreas, acarreta em uma convulsão. Além disso, pode apresentar episódios breves de alteração da consciência; confusão mental, perder a consciência, controle muscular ou vesical. Convulsões freqüentemente são precedidas por auras - sensações incomuns de odores, sabores ou visões, ou uma sensação intensa de que uma crise está prestes a ser desencadeada  

CAUSAS DE CONVULSÕES

Não existe um fator etiopatogênico básico no desenvolvimento das convulsões. Há de fato, fatores desencadeantes (específicos ou não) de crises convulsivas. É conhecida a participação do álcool, drogas, distúrbios metabólicos e outros fatores, como desencadeantes de crises (PORTO, 2000). As causas variam, como por exemplo, febre alta, insolação, infecções do cérebro, AIDS, malária, raiva, sífilis, tétano, toxoplasmose, insuficiência renal ou hepática,  distúrbios metabólicos como hipoparatireoidismo, níveis alterados de açúcar, sódio, cálcio, magnésio, a fenilcetonúria, oxigenação insuficiente ou fluxo sangüíneo inadequado para o cérebro, intoxicação por monóxido de carbono, hipertensão, afogamento ou sufocação parcial, AVC, destruição do tecido ou tumor cerebral, TCE, hemorragia intracraniana. Doenças como encefalopatia hipertensiva, eclâmpsia, lúpus eritematoso, exposição a drogas ou substâncias como álcool ou cocaína (excesso), anfetaminas, cânfora, chumbo, abstinência após utilização excessiva de tranqüilizantes, e reações adversas a medicamentos de receita obrigatória são de grande importância.  

CLASSIFICAÇÃO DAS CONVULSÕES

Convulsões Generalizadas - ocorrem em qualquer idade, em qualquer momento. O intervalo entre as crises varia bastante (TIERNEY; McPHEE; PAPADALIS, 2001).

Convulsão generalizada aguda - descarga paroxística de neurônios cerebrais resultando em um breve fenômeno clínico caracterizado por perda da consciência e contrações musculares involuntárias tônico-clônicas generalizadas.

Convulsões de grande mal (motoras principais) - convulsões contínuas persistentes ou episódios graves consecutivos sem a restauração da consciência. Caracterizam-se por duas fases completamente distintas. A Fase Clônica com reviramento ocular, inconsciência imediata, contração generalizada e simétrica de toda a musculatura, braços fletidos, pernas, cabeça e pescoço estendidos, dura de 10 a 20 segundos. A segunda fase é a Fase Tônica, apresentando movimentos violentos, rítmicos e involuntários, podendo espumar pela boca, e incontinência urinária. À medida que a crise vai cedendo, os movimentos tornam-se menos intensos e com intervalos maiores. Dá-se um relaxamento corporal e segue-se uma fase de sonolência.

Convulsão Focal Aguda - também chamada de Crise de Ausência. Descarga paroxística de neurônios centrais localizados (por exemplo: pequeno mal, temporal, motor focal)  

ESPASMOS INFANTIS E CONVULSÕES FEBRIS

Nos espasmos infantis, a criança, deitada de costas, flexiona bruscamente os membros superiores, flexiona o pescoço e o tronco para frente e estende os membros inferiores. Os episódios duram alguns segundos, podendo repetir-se muitas vezes ao dia. Normalmente ocorrem em crianças com menos de três anos e, posteriormente, muitos evoluem para outras formas de crises convulsivas. A maioria das crianças apresentam comprometimento intelectual ou atraso do desenvolvimento neurológico. O retardo mental normalmente persiste na vida adulta e as crises convulsivas dificilmente são controladas.  As convulsões febris ocorrem em crianças com três meses a cinco anos de idade. As crianças que sofreram uma convulsão febril apresentam uma probabilidade discretamente mais elevada de desenvolver epilepsia mais adiante em suas vidas.

COMPLICAÇÕES TARDIAS

Déficit neurológico permanente pode resultar de convulsões prolongadas ou insuficiência respiratória aguda e hipóxia.  

AS FASES DA CRISE CONVULSIVA

O aparecimento das crises são semelhantes em todos os pacientes, mas diferente no seu conteúdo.

 Fase Prodrômica - Esta é a primeira fase, na qual o paciente pode sofrer alteração de conduta ou mudanças de humor; essa fase pode durar minutos ou até dois dias.

 Fase de Aura - O paciente antes de sofrer a convulsão, recebe ou apercebe-se de um sinal sensorial que lhe indica o começo da crise (sabores ou odores estranhos, alterações visuais, etc.)  

Fase Convulsiva ou Crise - Aparece imediatamente onde o paciente perde a consciência e realiza movimentos tônico-clônicos incontrolados, podendo durar segundos ou minutos. O paciente pode machucar-se, ao bater-se nos objetos que o rodeiam e morder a língua. Pode haver um relaxamento dos esfíncteres. Existe também hipersalivação e hipeventilação, embora em alguns momentos e pela contração dos músculos respiratórios, possa fazer apnéia e cianose.

 Pós-Crise - Também chamada de pós-ictal apresenta uma situação de aturdimento, torpor, com fadiga e alteração de conduta. Pode durar horas, e só após o paciente recuperará a sua situação basal (RODRIGUEZ, 2002).

 

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS E DIAGNÓSTICO

As convulsões tóxicas são caracterizadas por contrações musculares generalizadas, tônico-clônicas. Podem existir evidências de injúria física (ex., mordida de língua), e/ou incontinência. O estado pós-convulsivo pode estar associado com coma e funções alteradas do SNC (Patalisia de Todd). As complicações podem incluir bronco-aspiração, hipoventilação, hipóxia, acidose metabólica, arritmias cardíacas, rabdomiólise e morte súbita.

                O diagnóstico tem dois objetivos principais que são definir o tipo de crise convulsiva e compreender sua causa. O diagnóstico das convulsões faz-se através da história, exame físico e neurológico completo, exames laboratoriais (hemograma, glicemia, cálcio, uréia, liquor, etc.), E.E.G., cintigrafia cerebral, T.A.C. e ressonância magnética  

A ATUAÇÃO DE ENFERMAGEM

 Conforme escreve Rodriguez (2002), antes e durante uma crise convulsiva, deve-se avaliar as circunstâncias como estímulos visuais, auditivos ou olfatórios, estímulos táteis, distúrbios emocionais ou psicológicos, sono, hiperventilação. A atuação de enfermagem diante das crises devem ser a seguinte:

a) Proteger o paciente: deve-se evitar que o paciente se bata nos objetos que o rodeiam, afastando-o o mais possível de quinas, móveis ou paredes.

b) Colocar o paciente em decúbito lateral para evitar bronco-aspiração, uma vez que a crise pode ser acompanhada e vômitos, expulsão de sangue e até mesmo sialorréia;

c) Proteger a boca e isolar as vias respiratórias: se possível, tentar retirar próteses dentárias se existirem, e colocar um lenço ou compressa dobrada entre os dentes. Pode ser usada uma cânula de Guedel, a qual permite posteriormente aspirar o conteúdo da boca e orofaringe. Embora esses passos devam ser dados no início da crise, jamais introduzir os dedos dentro da boca do paciente.

d) Administrar oxigênio;

e) Controlar os movimentos do paciente, segurando-o com cuidado.

f) Aplicar tratamento farmacológico de acordo com o estabelecido pelo médico. Se possível, puncionar um acesso. O fármaco mais usado durante a crise é o diazepam EV lento, embora seja colocada em dúvida por alguns neurologistas a eficácia do tratamento através de drogas. Portanto deve-se atuar de acordo com o protocolo do serviço (RODRIGUEZ, 2002.).

g) Um curto período apneico pode acontecer durante ou imediatamente após uma convulsão generalizada, portanto esteja certo de que ele tem uma via aérea adequada e mantenha o paciente em decúbito lateral para evitar a aspiração.

h) Quando o paciente despertar, reoriente-o quanto ao ambiente. Se o paciente apresentar um grave excitamento após a crise (pós-ictal), tente tratá-lo com persuasão, calma e uma contenção suave (BRUNNER e SUDDARTH, 1998).

 RESULTADOS E DISCUSSÃO

 Segundo o levantamento da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), a cada ano são diagnosticados em todo o mundo cerca de 50 novos casos de crise convulsiva.  Estima-se que existam 5 milhões de portadores da doença somente nos paises da América Latina e Caribe. Desses, 3,5 milhões não recebem tratamento adequado. Não se trata de uma doença específica ou uma síndrome única, mas de um conjunto de condições neurológicas que levam a descargas elétricas excessivas e anormais no cérebro. Independente do fator, no entanto, as crises convulsivas, principalmente as generalizadas, sempre assustaram muito as pessoas que as presenciaram, fazendo com que a pessoa tenha que enfrentar, no decorrer de sua vida, um obstáculo difícil de transpor: o de ser socialmente estigmatizado (condenado), discriminado. Segundo o presidente da Sociedade de Neurologia Pediátrica Mexicana, Jesus Gómez - Placencia, em artigo publicado na revista Cérebro e Mente, 75% dos pacientes iniciam suas crises antes dos 18 anos. Ele alerta para a importância de se efetuar o diagnóstico o mais cedo possível, para que possam ser trabalhados os aspectos psicossociais relevantes para a reintegração do paciente a seu núcleo familiar, escola e social.

O atendimento imediato nos casos de crises convulsivas pode reduzir as chances do paciente vir a apresentar algum problema neurológico, mas nunca poderá evitar seqüelas, pois o comprometimento das células nervosas é irreversível, uma vez que não há regeneração dos neurônios. A função do pré-atendimento prestado pelo SAMU nas crises convulsivas é exatamente a redução do comprometimento neurológico. Por isso é importante que na hora da solicitação do serviço, as orientações feitas pelo médico regulador sejam obedecidas, assim como o deslocamento da unidade e a remoção do paciente sejam de forma rápida.

Baseando-se nos autores Rodriguez, Brunner e Suddarth, e Araújo, os autores deste artigo elaboraram um protocolo de atendimento. Os cuidados a serem prestados segundo o protocolo de ação na hora da crise e no pós-crise basicamente são:

- Cuidar para que a pessoa em crise, não se machuque afastando-o de objetos, observando extremidades e a cabeça e evitar que o mesmo morda a língua.

- Manter o paciente em decúbito lateral para evitar a sua aspiração. Atender à possibilidade de vômito.

- Assegurar vias respiratórias permeáveis, mediante a aspiração de secreção.

- Administrar oxigênio conforme orientação médica.

- Preparar vias de acesso venoso para terapia hídrica e medicação anticonvulsivante.

- Observar manifestações neurológicas. Fazer o registro da crise e de sua duração.

- Orientar o paciente quanto ao ambiente, informando o que aconteceu, e tranqüilizar a família. É necessário encorajá-los, pois por vezes se sentirão marginalizando no seu grupo social. Deve-se advertir a evitar situações perigosas ou que ameacem a vida. A orientação deve ter uma linguagem perfeitamente acessível.

- Orientar quando a medicação para tratamento e o uso correto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

A pesquisa evidenciou que é necessário um atendimento diferenciado para os casos de crises convulsivas, pois o tempo é um fator de suma importância para evitar maiores danos à saúde. O tratamento médico visa não somente o controle das crises, mas também condições para que o paciente leve uma vida tão normal quanto possível. O paciente deve ser orientado a levar uma vida normal. Entretanto, o exercício de atividades, que possam oferecer riscos quer para si, quer para outros deve ser evitado. O principal objetivo do tratamento visa evitar o aparecimento das crises, mas para isso deve ser utilizado drogas específicas em quantidade suficiente, sem que, no entanto, ocorram efeitos colaterais muitas vezes mais indesejáveis que a própria crise. Caso se evidencie a necessidade de mudança de drogas, isto deve ocorrer paulatinamente. A administração de qualquer substância só será interrompida de imediato e substituída por outra se eclodirem reações colaterais sérias. O tratamento normalmente continua até que não ocorram crises por pelo menos 3 anos. A intervenção de uma unidade móvel no local serve para agilizar o atendimento e manter o paciente sob observação por profissionais qualificados por um período maior, tendo assim um acompanhamento mais eficaz, evitando assim danos maiores à saúde do paciente.

A crise convulsiva é um dos serviços que a equipe deverá estar preparada para o atendimento de qualidade no serviço móvel de urgência, pois o tempo de atendimento é fator importante para se evitar maiores danos ao paciente.

  REFERÊNCIAS

 BRUNNER/SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico-Cirurgica. 9ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.

 BEVILACQUA, F; EDDY B; JANSEN, J.M.; SPÍNOLA e CASTRO, F. Fisiopatologia Clínica. 5 ed. São Paulo: Atheneu, 1998.

 PORTO, C. C. Bases para Prática Médica. 4 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000.

 RODRIGUEZ, J. M. Guias Práticos de Enfermagem - Emergências. 1 ed. Rio de Janeiro: McGraw-Hill Interamericana do Brasil. 2002.

 SILVA, S. S.; SILVA, S. R. NAKAMURA, E.K. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência - SAMU no Município de Curitiba-PR. Curitiba, 2006.

TIERNEY, L.M.; McPHEE, J.; PAPADALIS, A.col. Lange Diagnóstico e Tratamento. Editora Atheneu, 2001.

 

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    marcelo 29/04/2011
    quero parabelisar a equipa do SAMU que prestou atendimento emediato e eficas às 03:35 dessa madrugada de sexta feira 29/04/2011ao meu neto, willian: a ambulancia 306 conduzido por DIEGO e um medico tiveram o auxilio de mais uma ambulancia que ajudou o atendimento encaminhado o mesmo ao hosital loca, a equipe do samu trabalha com a ação conjunta da guarda municipal que prezenciaram a ação na localidade mostrando ABTIDÃO e RESPONSABILIDADE pela população. Obrigado socorristas pela ação emergencial.
    moro na cidade jardim em são jose dos pinhais
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