Úlcera Varicosa

Publicado em: 23/01/2011 |Comentário: 0 | Acessos: 1,067 |

Úlcera varicosa

A circulação inadequada nos membros inferiores pode cursar com a formação de uma ulceração (ferida).

As úlceras varicosas correspondem a principal causa de ferida nas pernas, chegando a quase 75 % dos casos .A incidência também é alta, acometendo  0,06 a 1,5% da população .Essa tipo de ferida apresenta um grande impacto socioeconômico, pois acomete indivíduos em idade produtiva e ainda possui um longo tempo entre sua abertura e cicatrização. Quando não manejadas adequadamente, cerca de 30% das úlceras venosas cicatrizadas recorrem no primeiro ano, e essa taxa sobe para 78% após dois anos.

A causa da úlcera varicosa é a insuficiência venosa crônica provocada principalmente por incompetência do sistema venoso superficial associado ou não à incompetência do sistema venoso profundo,com insuficiência valvular e/ou obstrução venosa, ou seja, existe um dificuldade do sangue retornar dos membros inferiores para o coração , fazendo com que o sangue fique reprezado nas pernas e isso gera um processo inflamatório que leva a formação da úlcera. O início da úlcera costuma ser lento, mas em alguns casos pode ser rápida. Os traumatismos nos membros inferiores são importantes fatores desencadeantes. Os pacientes costumam referir presença de varizes, e alguns podem ter história de episódio pregresso de trombose venosa profunda (TVP).

A dor é sintoma freqüente e de intensidade variável, não sendo influenciada pelo tamanho da úlcera, já que lesões pequenas podem ser muito dolorosas, enquanto as grandes podem ser praticamente indolores. Em geral, quando presente, a dor piora ao final do dia com a posição ortostática e melhora com a elevação do membro. Em geral a úlcera venosa é uma ferida de forma irregular, superficial no início, mas podendo se tornar profunda, com bordas bem definidas e comumente com exsudato amarelado. É raro o leito da úlcera apresentar tecido necrótico ou exposição de tendões.

As úlceras podem ser únicas ou múltiplas e de tamanhos e localizações variáveis, mas em geral ocorrem na porção distal dos membros inferiores (região da "perneira"), particularmente na região do maléolo medial nos pés; contudo, nesses casos, outras etiologias de úlcera crônica devem ser excluídas antes de se atribuir a etiologia venosa.

 

Tratamento da Úlcera Varicosa

Os principais métodos destinados à cicatrização da úlcera varicosa são a terapia compressiva, tratamento local da úlcera, medicamentos sistêmicos e tratamento cirúrgico da anormalidade venosa.

Cuidados locais na úlcera varicosa

Para a limpeza da ferida inicialmente deve- se usar soro fisiológico ou água potável.Sabe-se que  produtos antissépticos apresentam ação citotóxica, podendo dificultar a cicatrização. Assim, recomenda –se o uso de sabonete neutro.A quantidade de exsudato na úlcera deve ser avaliada, sendo ideal manter seu leito úmido. Excesso de exsudato deve ser combatido, pois, além de favorecer infecções, traz desconforto para o paciente. Por outro lado, a desidratação do leito da úlcera varicosa deve ser evitada e combatida, pois favorece a formação de tecidos desvitalizados.

 

Desbridamento da úlcera varicosa

É a remoção de tecidos desvitalizados que dificultam a cicatrização  aumentando a probabilidade de infecção e favorecendo o ambiente anaérobico que inibem a granulação e a epitelização.
O desbridamento pode ser;

  • Químico
  • Mecânico
  • Cirúrgico

 

Úlcera varicosa - Corrigindo as anormalidades Venosas

O tratamento da úlcera varicosa inicia –se avaliando a necessidade de corrigir as anormalidades venosas, ou seja, diminuir a pressão venosa na região da ferida. Isso pode ser obtido através da cirurgia de safenectomia com ou sem ligadura dos vasos colaterais. O tratamento da úlcera sem a correção das anormalidades venosas é responsável em grande parte pela o alto índice de recidivas. Assim, um exame chamado ultrasom Doppler venoso pode identificar anormalidades na circulação venosa da região, auxiliando na decisão da cirurgia.

Terapia Compressiva na úlcera varicosa

 

A causa da úlcera venosa é o aumento da pressão nas veias das pernas. Desse modo, todas as medidas tomadas devem ter por objetivo diminuir a pressão venosa. A cosmpressão mecânica consiste em uma terapia adequada , pois atua na microcirculação da perna , aumentando o retorno venoso, diminui o refluxo sanguíneo  durante a deambulação e ainda aumenta o volume de sangue ejetado dos membros inferiores durante a contração da musculatura da panturrilha.Outro ponto importante, é que a compressão mecânica permite a redução do inchaço da perna.

 

Métodos de Compressão

Meias Elásticas: Existem diversas marcas no mercado, sendo que o uso correto inclui a compra do tamanho adequado.Para saber o tamanho ideal deve medir o diâmetro do tornozelo, panturrilha e coxa com o membro sem estar inchado. Deve – se colocar a meia logo pela manhã.

Ataduras Compressivas: É uma excelente opção para paciente que ainda necessitam de uso de curativos.A aplicação da atadura compressiva deve ser realizada no sentido do pé para o joelho, sendo a maior compressão aplicada no tornozelo e panturrilha , e menor no joelho

Bota de Unna: Embora seja um tratamento antigo, sendo desenvolvido em 1896, persiste como uma maneira eficaz e prática para a compressão dos membros inferiores. Consiste em uma atadura especial embebida em monóxido de zinco que quando aplicada e seca  promove uma compressão inelástica dos membros inferiores.

Compressão Pneumática: Embora seja um método eficaz, necessita que o indivídio tenha o aparelho e ainda permaneça conectado a ele algumas horas por dia.

Todos esses métodos são contra-indicados se o paciente apresentar doença arterial periférica grave.

Terapia medicamentosa

Pode –se lançar mão do auxílio de alguns medicamentos que favorecem a cicatrização, porém o uso destes não deve ser utilizada como terapia isolada, e sim ser um complemento para o tratamento.

Fisioterapia

O objetivo da fisioterapia é promover uma drenagem venosa e terapia de movimento para melhorar a articulação do tornozelo e a bomba muscular , diminuindo  a atrofia muscular que surge com a piora da insuficiência venosa. Assim fortalecer a musculatura da panturrilha melhora a cicrculação venosa e assim diminui o aparecimento de úlcera venosa

 

Avaliar artigo
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
  • 0 Voto(s)
    Feedback
    Imprimir
    Re-Publicar
    Fonte do Artigo no Artigonal.com: http://www.artigonal.com/medicina-artigos/ulcera-varicosa-4092240.html

    Palavras-chave do artigo:

    ulcera varicosa

    ,

    ulcera venosa

    Comentar sobre o artigo

    Nilton Salvador

    Amor é o remédio Perguntei para duas amigas, ambas mães de autistas: qual a diferença ou ainda, a semelhança entre Alzheimer e Autismo? Uma delas me contou que sua mãe ficou órfã de pai ainda menina, e teve uma doença que por não ter identificação na época, e por esse fator prevalecer foi internada num manicômio pelo resto da vida.

    Por: Nilton Salvadorl Saúde e Bem Estar> Medicinal 24/01/2015

    Saiba um pouco mais sobre o que são glândulas sudoríparas e como ela funciona no seu corpo.Também veja sobre bromidrose que é um doença que gera cheiro desagradável.

    Por: Rafaell Saúde e Bem Estar> Medicinal 23/01/2015

    A esclerose múltipla é uma doença com muitas peculiaridades e, cada vez mais, tem se abordado este tema. Apesar da maior difusão, ainda existem confusões com outras duas doenças, em relação ao nome. Os antigos chamavam as pessoas com pouca memória de esclerosadas. Apenas posteriormente, com os estudos, surgiu o termo Alzheimer. O outro equívoco é com a esclerose lateral amiotrófica (ELA), que também é uma doença grave e com sintomas um pouco semelhantes, porém que atingem populações diferentes.

    Por: Central Pressl Saúde e Bem Estar> Medicinal 22/01/2015

    De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), no ano passado surgiram mais de 30 mil novos casos de câncer colorretal (designação que envolve câncer de cólon, de reto e de intestino grosso). Anualmente, essa doença leva à morte cerca de 14 mil pessoas, embora possa ser tratada e curada quando identificada logo no início. Daí a importância cada vez maior do diagnóstico precoce, antes que o tumor possa se espalhar para outros órgãos.

    Por: Vítor Margatol Saúde e Bem Estar> Medicinal 14/01/2015 lAcessos: 17
    Bernardo Sobreiro

    Neste artigo é abordada a história do tratamento dos cálculos urinários, dos procedimentos realizados em 600 AC até a moderna litotripsia com uso de Holmium laser e endoscópios flexíveis.

    Por: Bernardo Sobreirol Saúde e Bem Estar> Medicinal 11/01/2015 lAcessos: 12
    Bernardo Sobreiro

    As margens cirúrgicas positivas ocorrem quando na análise patológica da peça cirúrgica se observa que o tumor maligno não foi retirado na sua totalidade. Neste artigo é abordada a frequência de margens cirúrgicas positivas na prostatectomia radical (tratamento curativo do câncer de próstata) e o impacto da sua ocorrência na recidiva e progressão da doença.

    Por: Bernardo Sobreirol Saúde e Bem Estar> Medicinal 11/01/2015
    Bernardo Sobreiro

    Neste artigo são abordados aspectos epidemiológicos do câncer de próstata, como as variações temporais na incidência, mortalidade, e fatores de risco como idade e raça.

    Por: Bernardo Sobreirol Saúde e Bem Estar> Medicinal 11/01/2015
    Bernardo Sobreiro

    Neste artigo é abordada a história do antígeno prostático específico (PSA), desde seu descobrimento até a sua aplicação clínica como principal ferramenta no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

    Por: Bernardo Sobreirol Saúde e Bem Estar> Medicinal 11/01/2015

    O laser de baixa potência vem há mais de 20 anos sendo utilizado na medicina. Este tipo de laser tem a capacidade de estimular o metabolismo das células. Através da fotobioestimulação o laser de baixa potência melhora o metabolismo das células da região onde é aplicada, levando ao crescimento do cabelo.

    Por: Fabricio Ribeirol Saúde e Bem Estar> Medicinal 20/02/2011 lAcessos: 361

    A cirurgia de implante capilar tem por objetivo redistribuir os fios de cabelo. Baseia - se no conhecimento de que os fios de cabelo da região occiptal (região posterior do couro cabeludo) não o possuem o código genético para a calvície, portando quando transplantados , crescerão normalmente e não mais cairão

    Por: Fabricio Ribeirol Saúde e Bem Estar> Medicinal 18/02/2011 lAcessos: 230
    Perfil do Autor
    Categorias de Artigos
    Quantcast