A Arquitetura Sustentável Versus Prédios Doentes
Quem mora em grandes cidades já ouviu falar, pelo menos uma vez, dos famosos edifícios doentes. Isso não significa que são prédios “gripados” ou “com dores”. Na realidade prédios doentes são construções que, por suas características próprias, acabam disseminando doenças das mais diversas entre os seus habitantes.
Pesquisas e estudos recentes mostraram claramente que nos sistemas de ar condicionado central dos prédios construídos sem a preocupação com a arquitetura sustentável, os dutos do ar condicionado central se transformam em verdadeiros criadouros de fungos e abrigo para bactérias de alta periculosidade.
Como todo prédio é uma comunidade, é plausível que nessa comunidade ajam pessoas doentes. Ao tossirem, espirrarem ou falarem, essas pessoas atiram no ar gotículas de saliva invisíveis que carregam os agentes infecciosos que residem em seu corpo. Durante sua “viagem” pelo ar, esses agentes são capturados pelo fluxo de ar e acabam se instalando no interior dos dutos do ar condicionado. Como, nos prédios construídos sem uma arquitetura sustentável, na há renovação do ar interior com eficiência e nem mesmo há a penetração do sol (muitas vezes); o ar interior acaba ficando impregnado desses agentes infecciosos que usam os dutos do ar condicionado como incubadora. Garantindo para si a temperatura e a umidade ideais para proliferarem.
Com uma visão mais holística, a arquitetura sustentável pode impedir que seja necessária a utilização muito freqüente do ar condicionado em prédios de grande porte. Mesmo que a utilização desses aparelhos seja essencial, a construção dentro dos parâmetros da arquitetura sustentável garantirá uma perfeita renovação do ar interior e a correta iluminação solar. Esses fatores garantirão uma correta esterilização do ambiente e reduzirão em muito a possibilidade dos dutos do ar condicionado se transformarem em focos de doenças respiratórias e problemas de saúde para os habitantes.
Como a arquitetura sustentável visa uma perfeita interação com o meio ambiente; ela permitirá que os prédios tenham seu próprio “micro ambiente”, onde haja instrumentos de contenção para agentes infecciosos que possam atacar a população usuária. A renovação do ar, a iluminação do sol e um correto uso dos elementos de refrigeração; contribuem de forma decisiva para inviabilizar a criação de focos de infecção e o conseqüente adoecimento do prédio. O que, sem qualquer sombra de dúvidas, representa uma economia enorme de recursos que seriam gastos com constantes limpezas de dutos e desinfecção de unidades. Além de representar um maior atrativo para os moradores, uma valorização maior da imóvel e a garantia de que não haverá dores de cabeça no futuro.
Assim, entender que os ambientes em que vivemos afetam positiva ou negativamente os nossos organismos é uma condição básica para valorizarmos a aplicação dos conceitos de arquitetura sustentável na construção de prédios saudáveis e que prejudiquem menos a vida de seus habitantes. Assim, a eficiência energética, a proteção ao meio ambiente e a garantia de uma vida mais saudável e plena; podem assegurar completamente qualquer possível custo superior que uma construção nesses parâmetros possa ter.
(Artigonal SC #650746)
Palavras-chave do artigo:
meio ambiente
,arquitetura sustentável
,edifícios doentes
,prédios doentes
,edifícios sustentáveis
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