A Questão Ecológica
Sobre uma percepção de ecologia como conjunto de conceitos, teorias e práticas que expliquem o funcionamento da Vida, desde sua origem, até os dias atuais e futuros, a pretensão de estabelecer outros modelos de desenvolvimento por via política é que entendo por questão ecológica. Tendo em vista que toda a decisão técnica deve ser tomada de forma política, logo, deve ser discutida de forma política. A questão ecológica deve ter seu debate tão popular quanto novela ou futebol. O futuro de nossos descendentes nós estamos traçando com nossas escolhas de progresso.
A tecnocracia capitalista é estéril. Alimenta uma sociedade atônita e insatisfeita. O debate e militância da questão ecológica se fazem necessários, somente assim atingiremos o nível de conscientização, que é consciência mais ação, para concretizarmos transformações estruturais significativas em nossa sociedade global. Após insucesso esperado da COP15 temos agora a concretização do Fórum Social Mundial em Porto Alegre , que este ano está sobre forte influência da campanha eleitoreira para presidência do país. Se nem ao menos nas convenções para criarmos alternativas ao atual modelo de crescimento econômico conseguimos realmente nos organizar, o que restará de nossas lutas diárias.
Surpreendi-me com a falta de unidade inerente ao movimento ambientalista. Parece que a ideia de quem realmente comanda os movimentos sociais é que a estrutura não evolua para não ganhar autonomia. Enquanto não conseguirmos descentralizar a atuação de nosso movimento, dificilmente teremos força para agir nos momentos necessários. A cada dia que passa fico cada vez mais emocionado e esperançoso com nosso destino como sociedade. Os alertas do desequilíbrio ambiental estão por toda a parte, principalmente nos cinemas. Em ensaio sobre o filme Avatar, o professor Milton Mendonça Jr. do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências da Ufrgs, aborda a questão ecológica de forma pragmática e atual. Analisando o problema da questão populacional deixa-nos o alerta de que teremos que mexer em situações delicadas para encararmos as atuais mudanças ecológicas. A questão não se restringe apenas ao clima, mas sim, sobre todo o nosso modelo de “progresso”.
Desde nossas instituições religiosas como econômicas e políticas estão embasadas em uma concepção antropocêntrica, o que gera o grande cisma ecológico. Não sabemos quantificar o valor econômico da estabilidade da Vida da Terra, ao invés disso, quantificamos sua exploração como lucro e riqueza. Se fosse uma conta de banco seria como eu retirasse todo meu dinheiro, me endividasse e achasse que estivesse mais rico. Nosso sistema econômico não tem nada a ver com o sistema ecológico da Terra, enquanto um é uma invenção humana o outro é uma manifestação universal. Qual deveria ser subordinado ao outro? Será que não deveríamos rever nosso sistema humano e adequá-lo ao sistema terrestre? Mas para isso teríamos que ter humildade e nos aceitar como mais uma espécie dentre todas as outras vivas.
Aprendermos a amar a Terra como nossa parte e não apenas nossa morada. O destino da Terra é o nosso destino, ela não é uma coisa, ela está viva. Quem tem o poder para transformar o mundo? O que realmente necessita ser transformado? Não seríamos nós mesmos? A humanidade em consenso num equívoco criou o atual modelo de crescimento. E segundo o psicanalista Erich Fromm, o consenso em um erro não faz dele uma verdade. A doença que assola maior parte dos integrantes da sociedade é conhecida em inglês pela sigla TINA (There Is No Alternative) que significa: não há alternativa, ou seja, a alienação completa. Essa percepção de que estamos em um caminho equivocado e não fazemos nada para mudar é um sintoma de doença mental. Logo, aqueles que apesar de terem de viver no atual sistema o negam e o tentam transformar não são os loucos ou doentes, mas sim os sadios. Sinto que nosso planeta não esteja doente, mas sim a humanidade que está enferma.
Gaia, a mãe Terra, sabe ser rígida com seus filhos. Temos projeções que veremos grandes catástrofes ambientais para os próximos anos, tanto que Lovelock em seu último livro, A Vingança de Gaia, trata desta e outras questões. Mas diferente de Lovelock não vejo Gaia tão severa assim, ela apenas está agindo conforme as leis nas quais fora desenvolvida. A lei da causalidade é que está gerando os cataclismas ambientais de nossa era. Extrapolamos o limite de equilíbrio do sistema terrestre e teremos que ser responsáveis por suas consequências. Esta situação se explica pelo conceito de interdependência do homem com a Terra, uma visão holística da relação homem e meio, onde um está interconectado ao outro.
Em tempos de FSM fica a pergunta no ar: Outro mundo é possível? Vejo que se seguirmos fragmentados como movimento social dificilmente veremos os resultados de nossas lutas. Enquanto não houver uma unificação de ideais e um consenso no problema, teremos a dificuldade de passar adiante nossa mensagem. Temos milhares de pessoas que acreditam no FSM, mas outras tantas acham que é apenas motivo para festas e discussão de sonhos. Vamos ver o que sai de concreto do Fórum Social Mundial deste ano, tenho a esperança que existam pessoas capazes de estipular e estimular este outro mundo. Mostrando para toda a sociedade que sim, existem alternativas.
(Artigonal SC #1816226)
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A palavra sustentabilidade entrou na moda há alguns anos e muitas pessoas passaram a utilizar indiscriminadamente. Muitas empresas também entraram na moda, entretanto não tinham muita noção do motivo pelo qual estava praticando ações que tinham conotação de ajudar a natureza e o meio ambiente em geral. O que consiste a sustentabilidade? É somente cuidar da preservação do meio ambiente?
Apresentação será dia 12/03, no auditório da Sabesp Oeste e vai acontecer durante plenária da Câmara Técnica de Planejamento do Subcomitê de Bacia Hidrográfica Pinheiros-Pirapora. Dentre os convidados, prefeitos e secretários de Meio Ambiente de Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e de São Paulo, empresas, ongs, mídia e comunidade.
O objetivo desse mapeamento é fornecer subsídios para fortalecer as ações regionalizadas. Em projetos em execução, por exemplo, a sociedade civil se destaca em trabalhos e ações com foco no planejamento e na gestão da água, na Educação Ambiental (EA) e na conservação e recuperação de mananciais.
Este artigo visa estudar a dinâmica social da vida dos ribeirinhos, assim como a suas formas de trabalho com relação ao meio que eles vivem. Estudar como se deu processo de formação desta população na cidade de Januária/MG, o desenvolvimento da cultura local e o porque dos deslocamentos que ocorreram nos últimos anos para territórios longicuos para as realizações das práticas pesqueiras e vazanteiras. Um estudo sobre o caso de suas desterritorializasções.
A sujeira, a poluição, o desmatamento desordenado, a falta de saneamento básico, a fome e a miséria são vieses primordiais para colocar a vida humana em perigo. Apesar do ser humano depender de uma excelente qualidade de vida, os vírus estão aí procurando uma vítima para se disseminar. Aqui iremos citar as doenças e síndromes que ameaçam o nosso futuro. Muitas delas em atividade trazendo dores de cabeça e preocupação para os cientistas, visto que não conseguem fabricar uma vacina ou um antídoto
Reflexão sobre como a população humana, com mais de 6,5 bilhões de indivíduos, pressiona as cidades e impede, por melhor que seja o planejamento urbano realizado, que não haja destruição e mortes ante os já recorrentes desastres ambientais.
O objetivo do programa Desmatamento Evitado é ajudar a proteger os últimos remanescentes de áreas naturais no Brasil, como a Floresta com Araucária
É uma reflexão crítica sobre o quanto vem sendo dito e escrito acerca da sustentabilidade sem, contudo, abordar a questão fulcral, que é a incapacidade do planeta de prover recursos para atender às necessidades mínimas de mais de 6.500.000.000 de habitantes.
Depois dos insucessos na COP 15, o que podemos esperar dos debates no Fórum Social Mundial? É possível manter viva a esperança?
Será que os líderes mundiais estão prontos para encarar esta que é a maior crise que a humanidade já enfrentou?
É com pesar que chegamos à marca de 1 bilhão de pessoas passando fome no mundo.
Ecologia não é apenas conservação da natureza.
Gaia, a deusa Mãe primordial, uma das primeiras divindades a habitar o Olimpo, geradora de todos os deuses, a deusa-terra.
Obsolescência é a condição que ocorre a um produto que deixa de ser útil, mesmo estando em perfeito estado de funcionamento. Ou seja, são produtos deliberadamente projetados para deixar de funcionar em um curto espaço de tempo.
O lixo é um problema atualmente, mas ele não é o problema.
Retrospectiva da história do Movimento Ecológico Gaúcho.

