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Cué-Cué Marabitanas: Nova Nação Indígena Na Amazônia


Cué-Cué Marabitanas: Nova Nação Indígena na Amazônia

Félix Maier

O livro A farsa ianomâmi, do coronel Carlos Alberto Lima Menna Barreto (*), põe a nu, ao provar, com inúmeros documentos, a farsa do século, que foi a criação da Terra Indígena Ianomâmi. Na verdade, o blefe monumental foi arquitetado por uma fotógrafa romena, Claudia Andujar, que reuniu algumas tribos, que não tinham nenhuma relação entre si, a não ser se devorarem, e criou a "nação imemorial dos ianomâmis", com o total apoio dos caciques brancos de Brasília. 

O livro de Menna Barreto tem a Apresentação feita pelo general-de-divisão Carlos de Meira Mattos, que assim inicia seu escrito:

"A questão ianomâmi, como é apresentada pelos interesses alienígenas, clama contra a lógica e o bom senso. Como reivindicar o controle político de um território brasileiro da extensão de 94.1991 km2 (semelhante à área de Santa Catarina e três vezes a superfície da Bélgica), para uma tribo que o habita, de 5.000 índios, no máximo, e que vive, até hoje, no mais baixo estágio da ignorância e primitivismo? Estes próprios índios ignoram as reivindicações que são feitas em seu nome, por organizações internacionais mascaradas com intenções científicas (ecologia, ambientalismo, antropologia) e que fazem uma pressão crescente no sentido de entregar a soberania dessa área aos seus habitantes (pg. 11)".

Depois da Nação Ianomâmi e da Nação Raposa Serra do Sol (criação já prevista pelo coronel Menna Barreto em seu livro, em 1995), vem aí uma nova nação, que está sendo engendrada pelos morubixabas da Funai e por sociólogos e antropólogos de diversas partes do mundo, para arrancar mais um naco do mapa do Brasil: a Nação Cué-Cué Marabitanas.

Guarde bem este nome: Cué-Cué Marabitanas. Logo irá aparecer nos noticiários. No momento é a TI Cué-Cué Marabitanas (TI = Terra Indígena), que apenas existe nos mapas da FUNAI e das ONGs. Fica no Estado do Amazonas, município de São Gabriel da Cachoeira, e tinha 1.645 indígenas, em 1996, segundo fonte do Instituo Socioambiental (ISA). Na extremidade sul da TI Cué-Cué Marabitanas fica a cidade de São Gabriel da Cachoeira. Esta TI dos cués fica entre a TI Balaio, a leste (que faz fronteira com a TI Ianomâmi), a TI Alto Rio Negro, a oeste, a TI Médio Rio Negro I, ao sul, e a Venezuela, ao norte. Abaixo da TI Alto Rio Negro, existe ainda a TI Rio Apapóris (próximo à Vila Bittencourt). E a leste da TI Médio Rio Negro existem as TI Médio Rio Negro II e TI Rio Tea. Abaixo da TI Médio Rio Negro I - depois de uma faixa de terra ainda não pleiteada pela Funai para os indígenas - existe a TI Uneiuxi. Todas estas TI ficam no Amazonas. Com as demarcações de Balaio e Cué-Cué Marabitanas, o município de São Gabriel da Cachoeira terá 90% de suas terras destinadas aos índios! Convém lembrar que no Amazonas existe, ainda, a TI Rio Cuieras, na região de Manaus e Nova Airrão.

Você já tinha ouvido falar em Cué-Cué Marabitanas? Eu, não. Será que eles também foram inventados pela FUNAI, como os ianomâmis? E com a ajuda de que estrangeiros? Guardou o nome? É Cué-Cué Marabitanas.

Pesquisando na Internet, descobri algo espantoso, que não vem sendo divulgado pela mídia, para que os vendilhões de nossa Pátria possam trabalhar mais à vontade. No Blog do Mércio (http://merciogomes.blogspot.com/2007/10/iluso-messinica.html), lê- o seguinte:

"...

A ilusão messiânica também tem configurações laicas. Veja, por exemplo, a proposta do ISA de forçar a Funai a demarcar a Terra Indígena Cue Cue Marabitanas em tal dimensão que junte em uma única área as terras indígenas Yanomami (9,9 milhões de hectares) e Alto Rio Negro (10,5 milhões de hectares), as quais, junto com a demarcação de mais duas terras contíguas ao Sul, totalizariam cerca de 23 milhões de hectares e fechariam uma fronteira contínua de 2.500 km com a Venezuela e a Colômbia.

..."

O que se pode depreender das investidas do ISA, com pleno apoio da Funai e do CIMI, e de milhares de ONGs, tanto nacionais, quanto estrangeiras, o problema indígena no norte de Roraima e Amazonas é muito mais grave do que imaginávamos, depois que foram criadas as TI Ianomâmi e Raposa Serra do Sol. Ou seja, o movimento indigenista, de caráter entreguista (entre os brasileiros que apóiam tal patifaria)  e de caráter gatuneira (entre os espertalhões estrangeiros, que querem preservar para si a riqueza mineral do subsolo), quer transformar uma área igual a três vezes o solo de Portugal em uma mega nação indígena. Sem falar que a TI Raposa Serra do Sol, que também faz divisa com a Venezuela, ao norte, e a Guiana, a leste, tem uma área superior a 1,7 milhão de hectares.

Quem sabe, em futuro não muito distante, será criada a Grande Nação Ianomâmi, o sonho milenarista dos novos beatos da atualidade. Será o início da balcanização de toda a Amazônia, dilapidando as extensas terras que um dia pertenceram ao Brasil, país que, daí em diante, será conhecido mundialmente como Brasilistão.


(*) MENNA BARRETO, Carlos Alberto Lima. A Farsa Ianomâmi, Biblioteca do Exército Editora, Rio de Janeiro, 1995.

 ***

Mensagem recebida de Vania Leal Cintra:

"cué-cué e outros bichos‏

Vania Leal Cintra
Enviada: domingo, 14 de setembro de 2008 2:57:00
Para: ttacitus@hotmail.com

Ref. artigo “Cué-Cué Marabitanas: nova Nação Indígena na Amazônia" em recantodasletras.uol.com.br/ Informes e mapas abaixo, e talvez algo ainda útil em:

http://www.territoriosdacidadania.gov.br/dotlrn/clubs/territriosrurais/one-community

Se já é de seu conhecimento, apenas desconsidere.

Vania"


Obs.: Obrigado, Vânia, pela indicação do endereço governamental. As 60 áreas de atuação do governo, segundo informa o site em questão, trata de melhorar o IDH das regiões mais pobres do Brasil, incluindo algumas áreas indígenas. Ainda bem que não se trata da idéia separatista, defendida por inúmeras ONGs e encampada pelo governo Lula, de continuar a balcanização da Amazônia, iniciada com a criação da TI Ianomâmi, no governo Collor, e seguida com a homologação da TI Raposa Serra do Sol, no governo Lula - além do projeto de criação de inúmeras outras TI na Amazônia, a exemplo da Cué-Cué Marabitanas (F. Maier).

Félix Maier

Militar da reserva (Capitão do Exército) e ensaísta. Autor do livro "Egito - Uma viagem ao berço de nossa civilização", Thesaurus, Brasília, 1995. Publica seus textos em vários sites e é articulista de Mídia Sem Máscara.

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