Empreendedorismo, Uma Nova Visão: Enfoque No Perfil Empreendedor

Publicado em: 27/11/2009 |Comentário: 0 | Acessos: 1,575 |

EMPREENDEDORISMO, UMA NOVA VISÃO: ENFOQUE NO PERFIL EMPREENDEDOR.

 

 

 

Marcos Paulo Diniz

Administrador Público Efetivo

 

 MBA em Gestão Estratégica e Logística

Administrador de Empresas

 

Contagem/ Minas Gerais

Brasil

 

mpdmarcos@yahoo.com.br

 

 

 

 

Resumo: O presente artigo tem como objetivo apresentar, evidenciar e explicar o empreendedorismo e o perfil empreendedor. Primeiramente são expostos conceitos sobre o tema, sendo feita um apanhado de conceitos de vários autores, a fim de trazer uma definição sólida sobre o tema. Posteriormente é apresentado o perfil empreendedor, em sua forma literal. Com base no referencial teórico, várias ponderações são feitas, como uma comparação ao “empreendedor ideal” e o “empreendedor real”, e o desacoplamento do conceito empreendedorismo e lucro, o artigo é encerrado com um estudo de caso.

 

Palavras chave: Empreendedorismo, empreendedor, perfil, lucro.

 

Sobre o Autor: Marcos Paulo Diniz, Bacharel em Administração de Empresas, Pós-Graduado MBA Gestão Estratégica e Logística, Administrador Público Efetivo alocado na Secretaria de Fazenda da Prefeitura Municipal de Contagem/MG, empresário atuante no ramo imobiliário.  

 

1-INTRODUÇÃO

 

Algumas pessoas vêem o mundo como uma grande engrenagem, acatam premissas, aceitam uma ou outra prerrogativa, se encaixam em planejamentos rotineiros, não ligam em escalar a mesma montanha várias vezes pelo mesmo caminho mais difícil, vivem de forma tranqüila, e acreditam que time que está ganhando não se deve mudar nada, acham que tudo se resolve no final, já que sempre haverá alguém para consertar tudo.

Este tipo de comportamento é justamente o contrário do empreendedor, não se trata de nenhuma pessoa iluminada, nenhum deus ou super herói, mas sim de um homem ou mulher qualquer, mas que aceita quebrar a rotina desta engrenagem e a fazer girar de forma diferente, ser radical, com riscos bem mensurados, traz coisas boas ao que já é bom, não aceita um pressuposto só porque ele deu certo anteriormente, destrói tudo que pensamos e muitas vezes por enxergar o obvio se torna um ícone.

O verdadeiro empreendedor é um campeão que não desiste jamais, pois acredita em sua capacidade, e vê os fracassos como oportunidade de aprender cada vez mais. Não fica esperando a vida passar. Ele somente tem olhos para o futuro, sendo capaz de investir todo seu tempo na realização de seus sonhos!

No mercado, muitas vezes se destacam, quebram toda uma ordem vigente há muitos anos, infiltram novas e revolucionarias idéias, soluções mais baratas e lucrativas, geram e ganham muito dinheiro e são disputados entre as grandes empresas.

Empreender é uma tarefa para desenvolver com todos os cuidados, dentro das melhores práticas de mercado, exigindo um profundo auto-conhecimento, daquilo que se tem por domínio do negócio, e enfrentando a realidade do quanto é necessário construir, como empreendedor, para transformar sonhos em realidade.

O presente artigo faz uma abordagem sobre o tema empreendedorismo, apresenta conceitos e busca desmistificar alguns mitos sobre o tema.

 

2 EMPREENDEDORISMO NU E CRU

 

O tema empreendedorismo é secular, tão antigo que achar obras literárias sobre o tema não é uma tarefa difícil, aliás, é natural já que se trata de um tema tão popular e antigo, segundo Dolabela (2006) “empreendedorismo não é um tema novo ou modismo: existe desde sempre, desde a primeira ação humana inovadora, com o objetivo de melhorar as relações do homem com os outros e com a natureza”.

Se existem muitas obras sobre o assunto, as definições do tema são as mais diversaS são apresentados vários conceitos, mas a grande maioria converge no mesmo ponto,a inovação, aliada a força de vontade, e a grande busca de resultados. Para Angelo (2003) “empreendedorismo é a criação de valor por pessoas e organizações trabalhando juntas para implementar uma idéia por meio da aplicação de criatividade, capacidade de transformar e o desejo de tomar aquilo que comumente se chamaria de risco”.

Segundo definição de Barreto (1998) “empreendedorismo é a habilidade de se conceber e estabelecer algo partindo de muito pouco ou quase nada”, assim Barretos enfatiza a grande importância do trabalho, além da capacidade de maximizar recursos.

 Uma outra definição interessante é a de Schumpeter (citado por FILION,1999) onde expõe que “empreendedorismo está na percepção e aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios ... sempre tem a ver com criar uma nova forma de uso dos recursos nacionais, em que eles sejam deslocados de seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações.”

Segundo Timmons (citado por DOLABELA, 2006), “o empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para o século 20”, ao comparar com a revolução industrial, a grande responsável por radicais mudanças no século 20, demonstra o grau de importância para a sociedade do tema empreendedorismo.

Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas -SEBRAE (2009) o empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas. A essência do empresário de sucesso é a busca de novos negócios e oportunidades e a preocupação sempre presente com a melhoria do produto. Enquanto a maior parte das pessoas tende a enxergar apenas dificuldades e insucessos, o empreendedor deve ser otimista e buscar o sucesso, apesar das dificuldades.

Já para Dornelas (2008) “empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam a transformação de idéias em oportunidades” enfatiza assim de forma mais geral o real objetivo do empreendedorismo, que é gerar oportunidades.

Todas estas definições exprimem de forma muito clara o que vem a ser o tema empreendedorismo, porém cabe uma definição mais sucinta, onde traga palavras chave, assim:

Empreendedorismo é o ato de aproveitar oportunidades, inovar, planejar, arriscar, empenhar, ser perseverante, acreditar na idéia e transformar em realidade, este ato se aplica em qualquer área, seja um novo negócio, seja um novo processo ou um novo produto, um novo método, tanto faz.

 

3 O PERFIL EMPREENDEDOR

 

Nas universidades, cursos, seminários e até exposições sobre o assunto empreendedorismo é rotineiro que se discuta sobre o ato de empreender e o perfil de quem realiza essa ação, o empreendedor, neste contexto são apresentadas várias características traçando assim o perfil empreendedor.

Segundo Dornelas (2008) “o empreendedor é aquele que faz as coisas acontecerem, e antecipa aos fatos e tem uma visão futura da organização”, já para Chiavenato (2004) “o empreendedor é a pessoa que inicia ou opera um negócio para realizar uma idéia ou projeto pessoal assumindo riscos e responsabilidades e inovando continuamente”. Schumpeter (citado por CHIAVENATO, 2004) amplia o conceito dizendo que “o empreendedor é a pessoa que destrói a ordem econômica existente graças à introdução no mercado de novos produtos e serviços, pela criação de novas formas de gestão ou pela exploração de novos recursos, materiais e tecnologias”.

Por fim de acordo com Dolabela (2006) “O empreendedor é um insatisfeito que transforma seu inconformismo em descobertas e propostas positivas para si mesmo e para os outros. É alguém que prefere seguir caminhos não percorridos, que define a partir do indefinido, acredita que seus atos podem gerar conseqüências. Em suma, alguém que acredita que pode alterar o mundo. É protagonista e autor de sim mesmo e, principalmente, da comunidade em que vive”.

A literatura traz também várias características listadas sobre o ímpeto empreendedor, como uma receita de bolo, onde são enunciados vários quesitos aparentemente “obrigatórios”, como por exemplo, segundo Chiavenato (2004) ser uma pessoa com a necessidade de realização, ter a disposição para assumir riscos, possuir autoconfiança, ter vontade de trabalhar duro, ter habilidade de comunicação, conhecer maneiras de organizar o trabalho, ter orgulho daquilo que faz, manter boas relações inter-pessoais, um auto-propulsionador, assumir responsabilidades e desafios, ser honesto, dentre outras.

 

4 A QUIMERA EMPREENDEDORA

 

Ao interpretar todas as premissas para se caracterizar um empreendedor, alguns de nós somos levados a vislumbrar uma quimera, seria como misturar o herói incriticável dos quadrinhos Super Man, com a capacidade criativa de Pablo Piccasso, apimentar com a contagiante nostalgia de um narrador de circo que busca motivar a platéia á participar do espetáculo, adicionando o espírito incansável de Indiana Jonnes na busca de um tesouro, este é o “empreendedor ideal”.

Nenhuma pessoa no mundo tem tantas características reunidas em si, obviamente que se alguém apresentar proximidades destas tem grandes chances de ser um empreendedor de sucesso, porém vários empresários, se fossem entrevistados provavelmente assumiriam já ter fraquejado, num momento de crise ter desacreditado do negócio, com tanto stress cotidiano as relações inter-pessoais ficam mais complicadas, com tantas tarefas fica difícil organizar o tempo, os riscos são muitas vezes pouco mensurados pelo excesso de informações, relatórios enchem as mesas, fora problemas pessoais.

Foi título de uma reportagem da revista Época (2006) “O homem mais rico do mundo (Bill Gates) vai se aposentar. E escolheu um antigo concorrente para liderar a evolução tecnológica na Microsoft”, o empresário mais bem sucedido em termos financeiros do mundo se cansou, e vai parar, se trata de um oportunista, criou uma ferramenta adequada a demanda dos clientes, não a melhor, como o próprio Gates assume, mas uma das fáceis de usar e mais populares do mundo.

 É um grande oportunista, arriscou, foi ousado ao oferecer a uma grande empresa, fez muito sucesso, sua marca é conhecida mundialmente, transformou sua idéia em uma grande oportunidade, se tornou o homem mais rico do mundo, e se cansou, vai se aposentar, vai se desligar de seu sonho, mas nem por isso deixa de ser um dos maiores empreendedores do mundo. 

Portanto os empreendedores são pessoas normais, “empreendedor real”, não há nenhuma pesquisa que prove que são diferentes biologicamente que ninguém, são pessoas que se cansam, se frustram, tem problemas emocionais, e que necessitam de auto realização, porém estas pessoas se diferenciam de outras, ao ponto que se esforçam mais, buscam alternativas para problemas, são inovadoras, mas não são superiores, são iguais, é o que afirma Dolabela (2006) quando afirma que “todos nascemos empreendedores. A espécie humana é empreendedora”.

5 O EMPREENDEDOR E A LEI DE GERSON

 

Alguns atos são marcantes e mesmo sem intenção proporcionam reflexão, de acordo com a Lei de Gérson existem pessoas que gostam de levar vantagem em tudo, no sentido de se aproveitar de todas as situações em benefício próprio, desconsiderar o bem comum, não se importar com questões éticas, legais, ou morais. A expressão originou-se em uma propaganda, de 1976 para os cigarros Vila Rica, na qual o meia armador Gérson da Seleção Brasileira de Futebol era o protagonista. Segundo sua fala, o ideal seria levar vantagem em tudo.

Análogo a esta “lei”, um caso interessante é o da empresa Daslu, o maior centro brasileiro de consumo de itens de alto luxo, apresentado pela revista Veja (2009), onde a dona Eliana Tranchesi foi condenada a pena quase secular de prisão por sonegação fiscal, há pouco tempo eram considerados sinônimos do sucesso dos capitalistas, empreendedores exemplares, e colocados ao lado de empresas como Mcdonalds e Coca-Cola, se tornando até alvo de ativistas radicais anti capitalismo, Eliana foi considerada uma grande empreendedora, mas não tinha padrões éticos, como o dever de respeitar a lei, o que a levou a ruína.

O empreendedor deve estar atento ao mercado, deve ser uma pessoa capaz de visualizar o todo, e trazer coisas inovadoras, devem reconhecer forças e fraquezas no cenário onde está inserido, e deve tentar firmar parcerias, não só com colaboradores, mas com fornecedores, assim aquele empresário, que se enquadre na lei de Gerson não pode ser chamado de empreendedor, não há como empreender levando vantagem em tudo, no mercado sempre deve haver uma troca, um jogo, onde ambas as partes devem ser satisfeitas, beneficiadas, assim é o mercado, e assim deve ser a visão de um empreendedor. 

 

6 O EMPREENDEDOR COMO SER SOCIAL

 

Estamos muito acostumados a ouvir o tema antes restrito a cursos gerenciais, hoje uma matéria quase obrigatória em bons colégios de ensino médio, aprendemos que qualquer um pode ser empreendedor, basta querer, e ter algumas qualidades, e mesmo que nem conheça a palavra, é possível ser empreendedor.

Muitas pessoas arriscam abrir um empreendimento sem nunca ter freqüentado um banco de faculdade,          ou escola básica, e se dão muito bem, ganham muito dinheiro sem nem mesmo conhecer nenhuma teoria financeira, administram grandes empresas, com faturamento e índices de satisfação do cliente altíssimos, sem nunca ter cursado marketing, ou gestão. Como isso pode ser possível?

Existe uma linha de raciocínio que propõe que o empreendedor é fruto do meio que freqüenta, assim segundo Dolabela (2006) “O empreendedor é um ser social, produto do meio em que vive (época e lugar). Se uma pessoa vive em um ambiente em que ser empreendedor é visto como algo positivo, terá motivação para criar seu próprio negócio”.

Seguindo esta linha podemos perceber que se uma pessoa freqüenta em sua convivência social lugares onde existem empreendedores, este tem grandes chances de se tornar um, um grande exemplo disso são empresas que incentivam que seus colaboradores tragam novas idéias, novas soluções, melhoramentos para praticas, outro exemplo são as empresas familiares que empregam os descendentes do fundador desde muito novos, e assim fazem deste profundos conhecedores do negócio.

Este é apenas um ponto de vista para responder esta pergunta, claro que alguma pessoas tem talentos natos, outros tem grandes oportunidades, o ideal de um empreendedor seria aliar seus talentos, com a teoria e a vivencia pratica.

 

7 EMPREENDEDORISMO NO BRASIL

 

Segundo o Global Entrepreneurship Monitor 2009 - (GEM 2009), pesquisa que mede a capacidade empreendedora de vários paises, o Brasil é o sétimo colocado no ranking de nações mais empreendedoras do mundo, no país existem cerca de 15 milhões de empreendedores.

É importante frisar que para o GEM o empreendedorismo é qualquer tentativa de criação de um novo negócio ou novo empreendimento, qualquer que seja como, por exemplo, uma atividade autônoma, uma nova empresa, ou a expansão de um empreendimento que já existente, por um indivíduo, grupos de indivíduos ou por empresas já estabelecidas.Estes dados, porém são muito criticados, já que não consideram o fato de a grande maioria das empresas fechar antes do primeiro ano de vida.

Segundo o IBGE (2001) “Os pequenos negócios, formados por quitandas, mercearias, sapatarias, cabeleireiros, bazares, armarinhos, etc., vêm ganhando gradativamente mais participação nos setores de comércio e serviços, aumentando significativamente a geração de postos de trabalho e apresentando crescimento da receita operacional líquida”, isso mostra o perfil das empresas brasileiras.

Dornelas (2001) afirma que um dos grandes motivos do crescimento no número de empresas abertas no país se dá pelos altos índices de desemprego, onde o desempregado usa o valor de sua rescisão provinda de seus direitos trabalhistas, e sem informação e planejamento, se aventura no mercado, visando muitas vezes abrir não uma empresa, mas um “emprego” e acaba decretando falência em um período curto de existência.

Assim o perfil da grande maioria dos empreendedores brasileiros consiste em pessoas sem muito grau de instrução, na maioria das vezes sem nenhuma instrução a respeito de gestão ou empreendedorismo, o SEBRAE (2009) estima que apenas 5% buscam orientação, a grande maioria nem conhece o ramo de mercado que pretende atuar e nem o produto que se propõe a vender, jamais ouviu falar de “plano de negócios”, e nunca freqüentou uma universidade.

 

GRÁFICO 1: EMPREENDEDORES QUE BUSCAM ORIENTAÇÃO ANTES DE ABRIR O NEGÓCIO.

 

FONTE: SEBRAE 2009.

 

8- MUDAR O PENSAMENTO SOBRE EMPREENDER

 

No Brasil sem citar fatores sociais e econômicos, uma outra barreira ao desenvolvimento do empreendedorismo são os valores brasileiros em relação ao trabalho. Achar que trabalhar é tortura, é ruim é um grande entrave, e isso é um desafio cultural que a educação e a sociedade precisam superar, para estimular de fato o empreendedorismo. Se empreender é alcançar o nosso sonho, como alcançar sem lutar?

Empreender é sonhar e trabalhar para alcançar esse sonho. Ou, como afirma o estudioso canadense Louis Jacques Filion, é alguém que imagina, desenvolve e realiza uma visão. No Brasil, trabalhar para realizar um sonho é algo pouco valorizado, todos sonham em mudar de vida, mas poucos trabalham efetivamente para isso. .

Um outro ponto que merece destaque é que nem todos que abrem um negócio e ganham seu sustento a partir dele merecem o título de empreendedor, muitas pessoas são exímios profissionais,com notável conhecimento técnico,teórico, mas não passam disso, são peças ideais e fundamentais no processo produtivo, o que muitas vezes as leva a crescer, mas não são empreendedoras.

Da mesma forma, um negocio que fracassou não deve ser deixado de lado, temos a cultura de desvalorizar o que não deu certo e não aprender com nossos erros, isso faz de nós pouco experientes, já que seremos sucessíveis a errar novamente.

 

9 A NECESSIDADE EMPREENDEDORA

 

Segundo Chiavenato (1999) a era da informação é o período que começou na década de 1990, e suas principais características são as mudanças rápidas, turbulentas e inesperadas, os recursos tecnológicos como a Internet, transformaram o mundo num ambiente global, onde as interações ocorrem de modo simplificado, ou seja, um processo que poderia demorar para ser realizado já que demanda informações de outros países, com a Internet pode ser resolvido em questão de minutos.

A competição entre as organizações está cada vez mais acirrada,os métodos tradicionais de trabalho passam e ter  cada vez menos valor, o conhecimento passou a ter mais importância que o dinheiro, e ser um importante fator gerador de receitas.

Nesta época as organizações precisam de agilidade, inovação, e que sejam flexíveis para agüentar as mudanças, os processos dinâmicos são mais valorizados que os estáticos que gradualmente perderam sua eficiência, os órgãos, departamentos e funções organizacionais, perdem gradativamente sua rigidez, as equipes são cada vez mais valorizadas e facilmente dissolvidas e remanejadas a fim de realizar determinada função.

Os escritórios perderam suas paredes e divisões, e em muitos casos o trabalho é realizado pelo funcionário em sua própria casa, que pode ter se transformado em um prestador de serviços autônomo, sem vinculo empregatício com a empresa. Enfim as organizações neste contexto precisam de empreendedores.

 

10 DEVEMOS INCENTIVAR O EMPREENDEDORISMO!

 

Dolabela (2006) aponta alguns motivos para se estimular a cultura empreendedora:

  • O empreendedorismo oferece graus elevados de auto-realização, porque faz com que trabalho, prazer e desafio pessoal andem juntos. A alienação do trabalho, comum nas grandes empresas, não acontece no empreendedorismo.
  • Desenvolvimento econômico,uma vez faz a economia crescer em postos de trabalho e assim por diante;•
  • A pequena empresa atende a necessidades e lacunas de mercado não atendidas pelas grandes empresas;
  • A inovação tecnológica é o grande impulsionador econômico desde fins do século XX. Os centros de pesquisa tem alto potencial para criar empreendimentos baseados em conhecimentos altamente especializados,  valorizados internacionalmente;
  • As relações de trabalho baseadas no emprego e nas grandes empresas se esgotaram. Elas se voltam para as pequenas empresas, formando pessoas com uma nova atitude diante do trabalho e do mundo;
  • Diminuir a taxa de falência entre MPEs, preparando o novo empreendedor para criar um negócio de sucesso e enfrentar as armadilhas do mercado;
  • Reorientar o ensino brasileiro para as novas relações de trabalho, não mais voltadas para o emprego. Os colégios técnicos e as universidades precisam preparar profissionais com alto grau de empreendedorismo. Ou seja, capazes de buscar soluções por si mesmos, de definir e perseguir um sonho, se auto-motivar, se adaptar a mudanças e ter um olhar amplo sobre a empresa e o mercado.

Assim deveríamos cobrar de nossos governantes mais incentivos a abertura de novos empreendimentos, além disso nossos filhos devem ser incentivados a agir de forma empreendedora, principalmente em situações cotidianas, e assim crescer como um empreendedor.

11 CASO DE EMPREENDEDORISMO 

 

11.1 EMPREENDER SEM LUCRO

 

Em muitas literaturas somos induzidos a pensar no empreendedorismo apenas como uma ferramenta de ganhar dinheiro, quase todos os livros empoem o tema apenas com foco lucrativo, tudo bem que ser inovador, prático e persistente geralmente leva a riqueza monetária, mas o simples lucro não deve ser o enfoque do empreendedor, e sim fazer bem feito, fazer de forma que vá atender a necessidade de alguém, um grande exemplo disso são os projetos do instituto Elos, que não visam o lucro, mas são sim muito empreendedores.

O Instituto Elos foi fundado no ano 1999 por três jovens arquitetos, atua em populações urbanas do litoral paulista sob alto risco social e ambiental, ou seja, locais de risco de desabamento , alto índice de contaminação de doenças, violência acirrada, dentre outros fatores. Trabalha com jovens empreendedores sociais ( empreendedores que não visam o lucro) de quatro continentes.

Esta organização não governamental cria e implementa projetos que visem a melhoria da qualidade de vida da população. Segundo reportagem publicada pela revista Galileu 2009, um de seus projetos é o chamado “solução caseira”, que visa o melhoramento de áreas de risco, ou degradadas, e que tenham pouca visibilidade pelos órgãos públicos.

Tudo começa com a seleção do local a ser trabalhado, sua prioridade são áreas que apresentem lixões a céu aberto, construções em locais de risco, ou qualquer outro tipo de problema urbanístico grave, vários fatores são avaliados e um local especifico é escolhido.

O segundo passo é promover recreações no local a fim de identificar as necessidades e os talentos entre a população local, além de desenvolver o senso de empreendedorismo e cooperativismo da população, além disso, jovens discutem com a população possíveis soluções para os problemas em questão, com isso se identifica mais precisamente o foco do problema, juntamente com esta etapa é  feito o recrutamento da mão de obra a ser utilizada no processo (sempre é utilizada a população local).

Posteriormente é feito um planejamento onde são avaliados recursos e possibilidades, assim são angariados os recursos necessários, nada por meio de patrocinadores nem por ajuda do governo, mas tudo provindo da comunidade. Por fim a obra é implementada, quase tudo pode ser usado como matéria prima, garrafas pet, pneus, restos de construção civil, o reaproveitamento é levado a sério,e com esforço da própria comunidade a obra é entregue.

Um outro programa é o “guerreiros sem armas”, seu slogan é “procuramos pessoas que querem mudar o mundo, acreditam que podem fazê-lo e, mais, que decidam começar já!”segue a mesma lógica do “solução caseira”, porém é mais amplo, reúne jovens de diversas formações acadêmicas de várias localidades do país e até de outros paises, são arquitetos administradores, enfermeiros, psicólogos, engenheiros, uma equipe multidisciplinar, com isso visitam comunidades em vários locais do Brasil, concebendo orientações e praticas desde a melhor ocupação do local até o apoio psicológico aos moradores, um mutirão para melhorar a região, trocar montes de lixo por hortas comunitárias que podem empregar a população, construir bibliotecas,dentre outras coisas para melhorar a qualidade de vida.

Já que para Dornelas (2008) “empreendedorismo é o envolvimento de pessoas e processos que, em conjunto, levam a transformação de idéias em oportunidades”, então o Instituto Elos é um grande exemplo prático de empreendedorismo, já que reúne pessoas e transforma não só idéias mas sonhos em realidade, portanto o empreendedorismo não se limita a organizações com fins lucrativos, está em vários seguimentos da sociedade e não visa apenas o lucro.

 

12 CONCLUSÃO

 

O empreendedor não é um ser mágico, é uma pessoa como qualquer outra, porém apresenta algumas características que o diferem dos demais, por exemplo, o senso de oportunidade, a capacidade de lidar com pessoas, a persistência e a criatividade. Isso é muito bom uma vez que todas estas características são passivas de se adquirir com a vivência, busca de instrução em instituições de ensino e com a força de vontade.

Um outro ponto é que empreendedorismo não é sinônimo de lucro, todos são induzidos a pensar que ser empreendedor é ser rico, ou que qualquer empresário de sucesso é um grande empreendedor. Isso não é verdade, muitos grandes empreendedores já faliram, em muitos casos mais de uma vez, e mesmo assim conseguem se reerguer, assim nestes casos a persistência é o ponto marcante para caracterizar um empreendedor, e não a sua capacidade de ter sucesso em tudo.

Por outro lado existem organizações como o instituto Elos que sem visar o lucro são ótimos exemplos de empreendedorismo, promove ações que aproveitam recursos inexplorados, como a habilidades da própria população, e materiais como restos de construção civil.

Portanto ser empreendedor não diz respeito somente a uma habilidade nata, depende muito mais de esforço, o retorno monetário é quase que conseqüência, ser empreendedor não significa gerar rios de dinheiro, mas sim realizar projetos, e principalmente ter atitude.

 

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

BARRETO, L. P. Educação para o empreendedorismo. Salvador: Escola de Administração de Empresas da Universidade Católica de Salvador, 1998.

 

BERNARDI, Luiz Antônio. Manual do empreendedorismo e gestão: Fundamentos Estratégias e Dinâmicas. São Paulo: Atlas, 2003.

 

CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espírito empreendedor. São Paulo: Saraiva, 1999. 278p

 

DOLABELA, Fernando. Oficina do empreendedor. 6. ed. São Paulo: Cultura, c 1999. 275p.

 

DOLABELA, Fernando. O segredo de Luísa: uma idéia, uma paixão e um plano de negócios : como nasce o empreendedor e se cria uma empresa. 14. ed. São Paulo: Cultura, 2006. 312p.

 

DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo corporativo: como ser empreendedor, inovar e se diferenciar na sua empresa. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. xii, 166 p.

 

DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo : transformando idéias em negócios. Rio de Janeiro: Campus, 2001. 299p.

ÉPOCA. São Paulo, 8 Agosto, 2006. semanal.

 

FILION, Louis Jacques. Empreendedorismo: empreendedores e proprietários- gerentes de pequenos negócios. Revista de Administração da Usp, São Paulo , v.34, n.2, abr./jun. 1999, p.5-28.

 

GALILEU. São Paulo: Junho, 2009, Mensal.

 

Global Entrepreneurship Monitor – GEM-2009- http://www.gembrasil.org.br/ acessado em 7 de março de 2009

 

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE http://www.ibge.com.br/ - acessado em 21 de maio de 2009.

 

MICHEL, Murillo Empreendedorismo: uma ferramenta para a prática da administração e sua utilização em discentes dos de Graduação em administração. http://www.revista.inf.br/adm10/pages/artigos/ADM-edic11-anovi-art02.pdf -acessado em 12 de abril de 2009

 

OLIVEIRA, Dilson Campos. Perfil empreendedor e ações de apoio ao empreendedorismo: o NAE/Sebrae em questão. Economia e Gestão, Belo Horizonte, MG , v.6, n.13 , p.82-100, 2º sem. 2006.

 

Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – sebrae- http://www.sebrae.com.br/br/home/index.asp/ - acessado em 29 de maio de 2009.

 

 

Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial – SENAC - http://www.senac.br/informativo/BTS/281/boltec281e.htm/ - acessado em 25 de maio de 2009.

 

SUPER INTERESSANTE. São Paulo: fevereiro,2004. Mensal, edição nº 197.

 

VEJA.São Paulo: 1º de Abril, 2009. Semanal, edição nº 2106.

 

VIEIRA, Rodrigo; Como fazer uma empresa dar certo em um país incerto: conselhos e lições de 51 empreendedores mais bem-sucedidos do Brasil. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005

 

 

 

 

Autor: Marcos Paulo Diniz mpdmarcos@yahoo.com.br

Administrador Público Efetivo

Secretaria de Fazenda

 MBA Gestão Estratégica e Logística

Bacharel em Administração

Contagem/ Minas Gerais

Brasil

 

 

 

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    Renan Poggi de Figueredo

    Este artigo teve por objetivo analisar, criticar e propor novos conceitos a respeito do empreendedorismo sócio organizacional humanizado, levando em conta padrões acadêmicos sociais e organizacionais contemporâneos, os quais prezam pela compreensão das ferramentas psicológicas e afetivas enquanto mecanismo de alcance organizacional e na gestão do crescimento das carreiras e das corporações, ou seja, o intraempreendedorismo.

    Por: Renan Poggi de Figueredol Negócios> Administraçãol 24/05/2013 lAcessos: 141
    Francisco Castro

    A capacidade e a possibilidade de se empreender algum projeto, atividade ou um negócio devem ser realçadas e incentivadas para que o êxito seja obtido com menos dificuldades. O empreendedor é de fundamental importância, seja nas empresas, nas atividades individuais, onde a pessoa seja dona do próprio negócio, ou no setor público.

    Por: Francisco Castrol Notícias & Sociedade> Cotidianol 17/04/2011 lAcessos: 73

    Sucesso profissional é o que muitas pessoas desejam. Porém o sucesso profissional não é apenas ocupar um bom cargo e ter um alto salário, vai muito além disso. Algumas pessoas tem como sinônimo de sucesso profissional ser o seu próprio "patrão", proprietário, empreendedor. Neste sentido pense, você nasceu para ser "patrão" ou empregado? Será que já nascemos com um futuro pré-determinado?

    Por: Douglas de Matteul Negóciosl 23/10/2009 lAcessos: 1,204
    Gustavo Rocha

    Recentemente com o falecimento do Roberto Bolaños, o ator que interpretava o impagável personagem Chaves, Chapolin e tantos outros na TV, a história de sua vida veio a tona. Foi um ator que sonhava em ser dramaturgo, sonhava interpretar Shakespeare. A sua vida lhe levou, entretanto, a criar um personagem singelo, meigo que encantou e encanta gerações. E, para pensarmos um pouco, se Roberto fosse um dramaturgo Shakespeareno de sucesso?

    Por: Gustavo Rochal Negóciosl 16/12/2014
    Gustavo Rocha

    Parece bobagem para muitas pessoas, mas é um assunto sério que deve ser enfrentado por acompanhamento médico e especializado. Nas empresas, tal situação pode ser vista como desídia, como algo que o colaborador não quer, mas podemos estar diante de uma doença. Obviamente, existe a doença, existe a desídia e existe quem não quer trabalhar, mas entender um pouco mais a doença pode ser útil para distinguir o joio do trigo. Vejamos 8 sinais que esta doença pode estar acontecendo.

    Por: Gustavo Rochal Negóciosl 15/12/2014
    Gustavo Rocha

    Quantas vezes vejo gestores dizendo que não tem tempo, vivem em reuniões, vivem em relatórios, vivem em compromissos fora da empresa, enquanto suas vidas se esvaem em conversas, problemas e relatórios, o departamento jurídico subsiste e de trancos e barrancos a vida segue seu rumo… E o tempo para ver o que os colaboradores estão desenvolvendo? O tempo necessário para pensar nas melhorias do departamento jurídico?

    Por: Gustavo Rochal Negóciosl 10/12/2014
    Gustavo Rocha

    8 de Dezembro, dia da justiça. Uma data que o judiciário fecha, mas a justiça continua sendo desejada e aguardada. Uma data que devemos pensar no que é justiça para nós. Um processo que dura mais de 30 anos para ser julgado? Um processo eletrônico que tem sentença em 30 dias, mas uma sentença padronizada, como se a vida de cada um que busca a justiça pudesse ser igual.

    Por: Gustavo Rochal Negóciosl 07/12/2014
    Gustavo Rocha

    Muito se afirma que além de profissionais, devemos ser estratégicos, e complemento afirmando que ser estratégico é muito mais do que a própria estratégia em si, trata-se de inteligência emocional, comportamento, visão de vida, experiência, entre outros. Divido o artigo publicado na Exame.com com comentários em azul. 1. Transição da ética social

    Por: Gustavo Rochal Negóciosl 04/12/2014
    Gustavo Rocha

    Todos querem ser líderes, a grande maioria se acha líder mas não passa de um mero chefe e ser líder cada vez é mais complexo num ambiente onde as pessoas tem mais conhecimento, mais ambição e muito mais possibilidades de mercado. Neste cenário, Ram Charam nos brinda com 7 características que o líder deve ter e teço alguns comentários a respeito. 1. Tenha clareza da meta. Imagine e visualize onde você quer chegar com sua empresa ou um produto

    Por: Gustavo Rochal Negóciosl 03/12/2014

    A contabilidade é uma das mais antigas profissões, com o passar do tempo se tornou cada vez mais complexa e rigorosa, o presente trabalho visa expor como uma profissão extremamente necessária para a sociedade é tão pouco valorizada. A interligação existente entre a formação de um profissional e de como ele é visto pela sociedade posteriormente faz parte do artigo em questão. Por ser uma carreira com crescente demanda de mercado, faz com que muitos passem a olhar com mais interesse para o curso.

    Por: Daiana Rafaela Pedersinil Negóciosl 03/12/2014 lAcessos: 12
    Jenner R Camillo

    Na hora de apresentar um negócio a um investidor, é necessário demonstrar boa postura, firmeza na voz, segurança e conhecimento sobre o assunto. Essa apresentação, além de demonstrar cuidado e interesse ao produzir o material para a reunião, ainda prende a atenção do alvo principal, que é o investidor. Então, aproveite as dicas que serão mostradas neste artigo e saiba como fazer uma apresentação digna de elogios e excelentes resultados.

    Por: Jenner R Camillol Negóciosl 28/11/2014
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