Guarani: O Tesouro Enterrado Do Brasil
Um erro recorrente de organizações governamentais, políticos e até mesmo cidadãos ao abordar o tema da escassez de recursos hídricos do planeta é focarem seus discursos apenas em rios, lagos e represas, ignorando a água que corre abaixo da superfície. Foi-se o tempo dos grandes rios como o Nilo: desde o século passado são os aqüíferos que evoluem para assumir o papel mais importante dentre as fontes de recursos hídricos. Com isso, o nome do Brasil desponta entre os círculos internacionais; nosso país é o principal "acionista" de um dos maiores tesouros enterrados do planeta: o Sistema Aqüífero Guarani (SAG, dividido com Argentina, Paraguai e Uruguai).
Deve-se notar que a vantagem essencial dos aqüíferos consiste em estas serem fontes consideravelmente menos sujeitas à degradação do homem do que, por exemplo, os rios. No Brasil, sabe-se que 92% dos esgotos são despejados nos rios e 8,2% do lixo apresentam o mesmo fim através da ação pluvial. A contaminação, portanto, é certa e direta. No caso das águas que correm nos lençóis-freáticos, a filtragem natural da terra e seus processos biogeoquímicos dificultam a passagem de poluentes. Um esgoto que corra a 10m de distância, por exemplo, já é considerado seguro. Por outro lado, mesmo encontrando-se mais protegidos, os aqüíferos não estão imunes. Levam também mais tempo e custam mais dinheiro para despoluir. Em certos casos, a despoluição pode ser até mesmo impossível.
O aqüífero Guarani, por onde correm 37 trilhões de litros d'água, é o maior aqüífero transfronteiriço do mundo e ainda é considerado um dos mais bem preservados (segundo relatórios, a percentagem de poluição atual é insignificante, dentro dos padrões aceitáveis). Embora ele esteja sob constante risco de sobre-uso e contaminação, ainda não existem problemas realmente sérios causados por ambos os fatores.
Por ordem de prioridade, o sobre-uso é a questão de maior preocupação das autoridades e estudiosos. No Brasil, mais de 500 cidades já usufruem do aqüífero, entre as quais São Paulo, e acredita-se que se a expansão mantiver a mesma dinâmica sem novos planejamentos e regulamentação, em um futuro próximo a capital paulista pode sofrer com problemas de abastecimento. Na Argentina, Buenos Aires depara-se com uma problemática semelhante.
O uso para agricultura também preocupa. No Brasil, 61% da água extraída do aqüífero têm como destino o aproveitamento agrícola, sendo a maior parte aplicada em irrigação. Como apenas cerca de 3,5 milhões de hectares – de uma área de 120 milhões de hectares próprios para a agricultura – encontram-se atualmente em atividade, o risco de um futuro stress hídrico é grande. Indústrias alimentícias e de outros tipos (vide os produtores de cerveja, por exemplo) já estão correndo para a área.
[Como o processo de reabastecimento do aqüífero ainda não é plenamente compreendido por geólogos, existem dissidências nos estudos de sustentabilidade e a situação pode figurar-se mais otimista do que parece. De qualquer maneira, fato é que não vale a pena arriscar: este debate apenas atrasa os projetos de preservação do aqüífero.]
A segunda questão de ordem é a descarga de poluentes. Segundo Luiz Amoré, secretário-geral do programa de proteção ao Guarani, um uso extensivo de fertilizantes e pesticidas vem sendo aplicado em áreas de recarga do aqüífero, e parte deles vai parar na corrente d'água quando chove. Hoje o índice é ainda muito pequeno para preocupar, mas demonstra que o risco é concreto caso este uso aumente ou continue sendo usado irresponsavelmente. A ameaça do despejo de lixo e outros resíduos também está na ordem do dia (apesar da difícil penetração, ela é inevitável quando a quantidade de dejetos é massiva).
Desde 1996, existe um projeto de preservação financiado pelo Global Environment Facility (GEF/BIRD) cujo principal objetivo é conscientizar a população quanto à preservação dos recursos, agindo simultaneamente em problemas pontuais. A principal atividade no que concerne o Brasil envolve a fronteira com o Uruguai, onde as cidades de Rivera e Santana do Livramento vivem em total dependência do aqüífero e utilizam-no de maneira desordenada e irresponsável.
A importância da preservação do Guarani é clara, especialmente para o país que detêm a maior parte do aqüífero. Ainda que o controle do aproveitamento das águas não seja fácil, principalmente com a pressão das indústrias e das demandas populacionais (hoje 60,5% dos centros urbanos de São Paulo já dependem das águas subterrâneas do Guarani), ele se faz plenamente necessário.
E não falamos disto apenas por questões naturais. Em uma época na qual o principal freio do "fenômeno" chinês é a falta d'água, não se pode desprezar a chance do Brasil de assumir uma colocação privilegiada em uma nova maneira de administrar os recursos para um crescimento consistente e sustentável. O Guarani tem tudo para tornar-se não apenas a garantia de segurança hídrica para a região mais populosa do país, como também apresenta um grande potencial para movimentar a economia agrícola, auxiliando na produção de alimentos para exportação.
FONTES:
http://www.tt.fh-koeln.de/publications/ittpub302101_21.pdf
https://confluence.cornell.edu/pages/viewpage.action?pageId=99190272
(Artigonal SC #917367)
Palavras-chave do artigo:
negócios
,gestão
,administração
,petróleo
,meio ambiente
,gerente
,decisões
,história
,economia
Entretanto, nós cariocas, devemos mesmo é nos orgulhar com a nossa cidade que está fazendo a sua parte e se preparando para sediar os jogos olímpicos de 2016.
A esperada virada na política climática dos EUA começa, enfim, a tomar uma forma. Se com a crise econômica foram colocadas em xeque as promessas do presidente Barack Obama, agora podemos dizer que o governo americano está se adaptando à nova realidade global.
Com relação à Indústria do Petróleo já se vislumbra que no Estado do Rio ela crescerá de forma nunca antes imaginada. Sabe-se muito bem que o "Pré-sal" caracteriza-se por grandes desafios, assim como por elevados riscos, e que estes fatores irão multiplicar muitas vezes os investimentos no desenvolvimento de uma nova logística offshore e tecnologia para o E&P.
O que ninguém imaginava era que o Brasil, país do samba e do futebol, fosse também país do petróleo. Os que já passaram dos 40 ainda amargam a lembrança das filas dos postos de gasolina, nas quais pacientemente aguardavam para poder encher o pequeno tanque do Fusquinha antes do próximo aumento da gasolina.
Com a crise financeira, praticamente todas as expectativas mundiais assumiram novos contornos. Aquilo que se projetava para o mundo há um ano atrás passou a ter de ser necessariamente revisto, e nada pode ser afirmado ou compreendido com exatidão, uma vez que não se sabe o rumo ou efeito que as soluções adotadas irão tomar.
O futuro do petróleo, a maneira como o recurso se posicionará na escala energética daqui a alguns anos, é um assunto que gera grande controvérsia e surge cercado de preconceitos e informações mal-interpretadas.
Acompanhando a descoberta de reservas abundantes em petróleo na área do pré-sal, descortina-se também a polêmica sobre a direção para onde toda esta riqueza vai nos levar. Que pode e vai gerar muito dinheiro, não há dúvidas, pois afinal a lógica do mercado está aqui: os países que não foram agraciados com grandes reservas de petróleo precisam comprar daqueles que produzem. É um dinheiro relativamente fácil, e por conseqüência perigoso.
A efetiva contribuição da indústria do petróleo na economia brasileira e principalmente na economia do estado do Rio de Janeiro é algo que varia muito em função das cotações internacionais do barril de petróleo. No entanto, o que já podemos observar e sublinhar é um definitivo efeito multiplicador, com a expansão de diversas áreas ligadas direta ou indiretamente a Indústria do Petróleo.
Considerações sobre concessão de TV para filho do senador Romero Jucá
Aumente sua renda com a aposentadoria com Seguro Previdência O Seguro Previdência Privada é a certeza de uma renda extra ao se aposentar. Tenha mais qualidade de vida com o Seguro Previdência.
Considerações sobre o processo do ex-deputado federal Roberto Jefferson
Considerações sobre o mensalão do PT
Considerações sobre a distribuição dos royalties do petróleo
Considerações sobre a minifestação em plenário do deputado Nilson Mourão (PT-AC)
Considerações sobre a participação políca nos interesses sociais e da nação.
Considerações políticas sobre o país no plano internacional
Programação: O palestrante exporá de forma simples, porém em termos apropriados, o atual modelo brasileiro de E&P (exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural) e o modelo proposto pelos quatro projetos de lei enviados pelo Poder Executivo Federal ao Congresso Nacional para as atividades na área do "Pré-sal".
Em matéria da Nicomex Notícias, de 28 de janeiro de 2010, foram divulgados planos audaciosos de empresas como a Chevron, que, em parceria com a PETROBRAS, promete números acima dos US$5 bilhões em investimentos na Bacia de Campos, visando à recuperação de até 380 milhões de barris em campos já em produção, desta forma otimizando a região. Além da Chevron, a OGX promete investir cerca de US$30 bilhões no E&P brasileiro nesta década.
A Indústria Naval está a todo vapor para atender ao ritmo da Indústria do Petróleo e suas incessantes encomendas de petroleiros, plataformas, FPSO, centenas de embarcações de apoio “Offshore” e até sondas de exploração.
As estatísticas mostram que atualmente existe um carro na China para cada 35 chineses. Apesar de ainda estarem longe do Brasil, em que a média é de um carro para cada 8 brasileiros, e principalmente dos EUA, onde há quase um carro para cada cidadão americano, o que acontecerá com o Mundo quando cada família chinesa tiver o seu carro?
A modernidade do projeto reduzirá bastante os custos portuários e ainda permitirá a atracação de navios bem maiores que os atracados hoje, já que a profundidade média planejada gira em torno de 18 metros submarinos.
Imaginem que nossas reservas poderão facilmente quadruplicar, mas não esqueçam de levar em conta que este tesouro está a 350km do litoral e a mais de 6 mil metros de profundidade. Façam as contas conosco: quantos navios e barcos de apoio deverão ser construídos? Quantas das tão complexas “Árvores de Natal”? BOP.s? Quilômetros de umbilicais necessários para explorarmos e produzirmos todo este óleo que tanto ambicionamos?
Em tempos de pré-sal só pensamos nas novas e gigantes reservas de petróleo que iremos descobrir e até deixamos para segundo plano os projetos de grande magnitude e importância como é o caso do “COMPERJ”.
Entretanto, nós cariocas, devemos mesmo é nos orgulhar com a nossa cidade que está fazendo a sua parte e se preparando para sediar os jogos olímpicos de 2016.

